“Não se preocupem um dia eu volto”.

John F. Kennedy acena à multidão Mórmon em frente ao templo de Lago Salgado
Infelizmente, contudo, essa promessa ficou perdida no tempo.
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“Não se preocupem um dia eu volto”.

John F. Kennedy acena à multidão Mórmon em frente ao templo de Lago Salgado
Infelizmente, contudo, essa promessa ficou perdida no tempo.
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Em uma semana, a Igreja SUD deve anunciar 3 novos Apóstolos para o rol dos 15 líderes máximos, estilizados “profetas, videntes, e reveladores”.

A oportunidade histórica de mudar 20% da liderança da Igreja não pode ser subestimada e ainda pode oferecer pistas para qual direção a Igreja rumará nas próximas décadas.
“E este evangelho será pregado a toda nação e tribo e língua e povo”, promete a revelação ditada por Joseph Smith, em novembro de 1831.

Contudo, nem todo líder na Igreja SUD acredita nisso. Continuar lendo
Mórmons apóiam o Estado de Israel em seu conflito com os Palestinos? Podem membros da Igreja também apoiar os Palestinos contra a opressão do Estado de Israel?
Quem eram os Apóstolos e os membros da Primeira Presidência da Igreja SUD naquela época?
Quantas vezes você parou, ao estudar história Mórmon, em uma data específica e ficou tentando se lembrar justamente da composição da liderança máxima da Igreja SUD?

Liderança da Igreja SUD em Novembro de 1969. David McKay era o Presidente da Igreja, que por motivos de doença e senilidade, chamou um terceiro conselheiro (Smith) para aliviar a carga laboral dos outros dois.
Se isso já lhe atrapalhou os seus estudos, seus problemas acabaram. Há um site novo que oferece uma referência rápida, didática, e interativa para visualizar todas as composições dos 2 grupos principais da liderança SUD.
A Associação Brasileira de Estudos Mórmons e o Vozes Mórmons dão seguimento ao projeto coletivo de podcasts para discussão de temas relacionados ao Mormonismo: o Podcast Mórmon.
Neste episódio Antônio Trevisan, Emanuel Santana e Marcello Jun discutem o passado e o futuro da pesquisa acadêmico-histórica de um dos aspectos históricos, sociais, e culturais mais marcante no Mormonismo: POLIGAMIA.
Em 1831, Joseph Smith teria recebido uma revelação ordenando homens casados a desposarem mulheres ameríndias poligamamente para gerar Lamanitas brancos. Entre 1833 e 1839, Smith relacionou-se com uma adolescente e uma mulher casada em segredo, mas a partir de 1841 começou a casar-se secretamente com múltiplas mulheres, iniciando oficialmente uma cultura polígama. Havendo iniciado os seus acólitos mais fiéis na prática, e elaborado toda uma teologia templária ao seu entorno, Smith construíra um legado que viria a definir o Mormonismo pelos próximos dois séculos.
Assista aqui o podcast na íntegra:
O fato não precisava ser interpretado ou analisado, pois corria o risco da subjetividade. Entre os membros também não há uma análise e interpretação do fato. Exemplos disso são o assassinato de Joseph Smith Jr. em 27 de junho de 1844 ou da chegada dos santos ao vale de Salt Lake em 24 de julho de 1847. Os fatos e as datas são mais importantes que todo o contexto por trás deles. A ideologia, objetivos, metas, etc não importam.
Casamento plural será o tema do próximo Podcast Mórmon. O novo episódio discutirá as origens da prática, seus desenvolvimentos subsequentes e abandono pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, bem como o surgimento do fundamentalismo mórmon e os resquícios teológicos na moderna Igreja SUD. Continuar lendo
Círculos de oração, vestimentas e altares
Iniciadas por Joseph Smith em maio de 1842, as cerimônias da investidura continham, como parte da “comunicação das chaves pertencentes ao Sacerdócio“, instruções sobre uma forma ritual de oração, chamada de “verdadeira ordem de oração”. Quando realizada em grupo, era muita vezes chamada de “círculo de oração”.
“Não sabíamos como orar”
A verdadeira ordem de oração incluía gestos e palavras sagradas. Segundo o relato do então secretário do Profeta, William Clayton, pelo menos uma das palavras teria sido vista em uma de suas pedras de vidente:
ele [Joseph Smith] a respeito das palavras-chave. A g. [grande] palavra-chave foi a primeira palavra que Adão falou é uma palavra de súplica. Ele encontrou a palavra pelo Urim e Tumim. [1]
Há duas fontes históricas contemporâneas que podem ter influenciado Joseph Smith na busca da verdadeira ordem de oração: o protestantismo e a maçonaria.
Em algumas expressões do revivalismo protestante, participantes das reuniões ao ar livre muitas vezes formavam um círculo parar orar. Como escreveu um observador:
quando o convite era feito, havia uma corrida geral, o grande anel de oração era preenchido e por pelo menos duas horas oração ardente subia ao céu. [2]
As reuniões campais e a diversidade de doutrinas e práticas religiosas dos diversos grupos influenciaram o adolescente Joseph Smith na inquietação espiritual que o levou à Primeira Visão, entre seus 14 e 16 anos. Continuar lendo
Professor da BYU relata em entrevista como membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias estão sofrendo com decisão recente da liderança da Igreja SUD de ameaçar rompimento com os Escoteiros da América.
Quin Monson, professor de ciência política na universidade Mórmon Brigham Young University, relata em entrevista à estação norte-americana NPR os conflitos pessoais encarados por ele e seus correligionários acostumados a décadas de voluntarismo e colaboração com a maior organização para rapazes jovens do mundo.

Thomas Monson demonstra a saudação do Escoteiro. 16o Presidente da Igreja SUD, Monson sempre enfatizou a importância do escotismo para os jovens (rapazes) Mórmons, como todos os outros profetas desde 1910.
Após a morte de Joseph Smith, o apóstolo Lyman Wight (1796-1858) decidiu honrar sua posição no Conselho dos 50, colonizando o Texas. Suas ações o levaram a ser excomungado por Brigham Young, quando recusou a segui-lo na migração a oeste. Para Wight, o Conselho dos 50 estava acima de qualquer outra organização, assim como Joseph Smith estava acima de qualquer homem. Sobre o Conselho teocrático, ele escreveu: Continuar lendo
A Comunidade de Cristo autorizou A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, através do seu Departamento de História, a fotografar e preparar para publicação, saindo já esta semana, o segundo manuscrito do Livro de Mórmon, disponibilizando assim amplamente a visualização de imagens escaneadas deste raro documento.

Segundo Manuscrito do Livro de Mórmon, fotografia d’A Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no início do século XX
As fotos de uma das pedras de vidente usadas por Joseph Smith divulgadas pela Igreja ontem estão gerando reações variadas. Há aqueles que expressam o prazer da descoberta ou o alívio de verem a informação divulgada mais amplamente. As reações mais visíveis, porém, são de deboche (por parte de críticos rasos) e medo (por parte de crentes rasos). Reações infelizmente bastante previsíveis.
Por que muitos santos dos últimos dias sentem medo? Fazendo de Joseph Smith uma Autoridade Geral engravatada e/ou fazendo de Deus um mórmon ortodoxo, muitos parecem sentir uma ameaça na pedra marrom. Talvez ela não pareça especial o suficiente. Talvez seja trabalhoso demais reimaginar uma narrativa. Talvez pensem que ela será jogada contra sua vidraça. Continuar lendo
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias divulgou hoje pela primeira vez fotos da pedra de vidente que acredita ter sido utilizada por Joseph Smith.

Pedra de vidente que a Igreja acredita ter pertencido a Joseph Smith e ilustra o artigo da revista Ensign. (Imagem: Welden C. Andersen e Richard E. Turley Jr.)
As fotos foram mostradas no anúncio de lançamento do próximo volume do Projeto Joseph Smith Papers, intitulado Revelações e Traduções, Volume 3: o Manuscrito do Tipógrafo do Livro de Mórmon (em tradução livre). O volume traz fotos da pedra oval de cor marrom que teria sido utilizada na tradução do Livro de Mórmon, bem como de uma bolsa de couro utilizada para guardá-la, feita provavelmente por sua esposa Emma Smith. Continuar lendo

Retrato de Louisa Barnes Pratt (1802-1880)
Missionária em uma época em que mulheres mórmons não serviam missões, Louisa Barnes Pratt viveu na Polinésia Francesa entre 1848 e 1850, junto com seu marido Addison. Suas memórias sobre a vida no Pacífico incluem interessantes relatos a respeito da imposição de mãos e outros rituais de cura utilizados por mulheres mórmons. Falando sobre os polinésios, afirmou:
Eles têm grande fé nas ordenanças do Evangelho tais como batismo e imposição de mãos para recuperar a saúde do doente. Eu trouxe comigo uma garrafa de óleo consagrado que foi abençoado pelo irmão Brigham Young e outras autoridades, antes da minha saída de Salt Lake. As mulheres tiveram grande fé no óleo quando lhes disse de onde o havia trazido e por quem havia sido abençoado. Elas frequentemente trazem suas crianças até mim quando estão doentes para eu ungi-las, dar óleo internamente e impôr minhas mãos sobre elas em nome do Senhor; se eu lhes dissesse que ficariam bem logo, pareciam não ter dúvida disso, e assim era de acordo com sua fé.
Referência
Smart, Donna Toland, The History of Louisa Barnes Pratt. Logan: Utah State University, 1998, p. 128.