Nem Toda Nação e Tribo e Língua e Povo

“E este evangelho será pregado a toda nação e tribo e língua e povo”, promete a revelação ditada por Joseph Smith, em novembro de 1831.

Mormon Missionaries

Contudo, nem todo líder na Igreja SUD acredita nisso.

Eu servi a minha missão no Leste Europeu entre 1993 e 1995, em dois países que haviam acabado de abandonar seus regimes comunistas. Durante as ditaduras comunistas, habitação era um direito básico levado muito a sério pelo Estado. Se por um lado as habitações populares eram horrendas e massacrantemente uniformes, pelo outro os conceitos de déficit habitacional e moradores de rua eram praticamente desconhecidos.

Um dos efeitos colaterais de uma política de habitação plena é que encorajava a imigração de desabrigados, e itinerantes, de países mais empobrecidos do bloco comunista. Onde eu morava era considerado pobre para padrões europeus, mas em termos de Europa Oriental e Ásia Central tratava-se de “primeiro mundo”. Se houvesse um grupo étnico que se valia disso era os Romani.

Os Romani são um grupo de povos de cultura itinerante e nômade, cujas origens eram razoavelmente desconhecidas (nômades não costumam carregar documentos históricos) até que cientistas conseguiram coletar evidências linguísticas e genéticas para determinar ancestrais comuns no noroeste do subcontinente Indiano. Eles são conhecidos por vários exônimos como “gitanos”, “calés” e “quicos”, mas o mais popular é “ciganos”.

Qualquer membro da Igreja que tenha servido missão sabe que missionários passam muito mais tempo entre pessoas de baixos níveis sócio-econômicos e, como havia muitos Romani nos países onde eu servi, era natural que acabássemos passando tempo entre eles. Não que fossem investigadores fáceis. Eles falam os seus próprios dialetos, muitas vezes sequer sendo fluentes nas línguas dos países onde moram. Eles mantêm essa cultura nômade, o que nos surpreendia com mudanças súbitas de endereços e moradias. E eles eram — e ainda são — vistos com extremo preconceito pelos demais europeus, o que nunca facilitava com as visitas às reuniões dominicais.

Felizmente, eu nunca fui racista, e batia nas portas dos Romani com o mesmo vigor e animação com que batia nas demais portas. Eu era, contudo, pragmático e zelosamente dedicado à missão, então evitava muitos contatos se achasse que as visitas não estavam evoluindo a conversões. (Sim, eu era daqueles missionários insuportáveis focados no trabalho e nas metas!) Então, embora tenha ensinado muitos Romani nos meus 25 meses, não posso dizer que formei laços e relacionamentos com nenhum deles.

Num certo dia, enquanto estávamos numa reunião para metade dos missionários da nossa missão (nós mantínhamos nossas reuniões com múltiplas zonas ao mesmo tempo, dividindo a missão em duas “mega-zonas”), o nosso orador visitante, ninguém menos que o Presidente de Área Robert K. Dellenbach visitando-nos de seu quartel-general na Alemanha, nos deu clara e inequívoca instrução: “Não ensinem ciganos, não batizem ciganos, não tragam ciganos às reuniões dominicais”.

Aquelas declarações entalaram na minha garganta e eu me senti como se tivesse tomado um soco na boca do estômago. Além de ser a verdadeira antítese da nossa missão como “representantes de Cristo” fazer acepção de pessoas baseados em sua raça, e além de me ofender o uso constante e banalizado do epíteto racista “cigano”, e comecei a ter flashbacks da política racista da proibição de Negros, que já me ofendia na época da Primária!

Enquanto eu covardemente debatia na minha cabeça se falaria algo ou não, um colega missionário se levanta no fundo da sala. Eu me envergonho até hoje de não me lembrar do seu nome mas me lembrar da cidade onde trabalhava (naquela época, eu pensava na missão baseado em mapas), e mais ainda me envergonho de não ter tomado a posição que ele tomou naquele dia. Com lágrimas nos olhos e a voz trêmula com revolta, ele narrou (prestou seu testemunho) sobre uma família que eles estavam preparando para o batismo, constituída do pai, da mãe, e seus 7 filhos. Obviamente, esse missionário já havia passado tempo com, e investido seu coração nessa família. Eles queriam se batizar, eles frequentavam a Igreja aos domingos, e eles estavam dispostos a aceitar as regras impostas (i.e., dízimo e palavra de sabedoria). E, mais que tudo, eles amavam seus missionários, e aquele missionário amava aquela família.

O Presidente de Área em nada cedeu após esse testemunho, insistindo que a ordem viera da Primeira Presidência (na época, comandada pelos conselheiros Gordon Hickley e Thomas Monson, já que o Presidente Ezra Benson estava senil e enfermo) e que ele era o representante oficial do Profeta para nós. O missionário, a quem eu nunca havia dado muito crédito antes, não se deixou abater e uma discussão desconfortável (especialmente para o meu Presidente de Missão) rapidamente evoluiu para um bate-boca e forçou um precoce intervalo, este ainda mais desconfortável por causa do silêncio sepulcral.

Eu nunca mudei a minha posição pessoal, e ensinei vários Romani depois desse fiasco. Eu ouvi alguns companheiros reclamarem um pouco, citando essa ordem para evitá-los, mas nenhum deles insistiu além do protesto inicial. Mas esses dois sentimentos nunca me abandonaram: a vergonha de não ter vocalizado a minha oposição a essa ordem racista e preconceituosa, e a vergonha de ter recebido uma ordem racista e preconceituosa de meus líderes eclesiásticos, supostamente vindo do topo da liderança.

Depois que eu voltei de missão, eu cheguei a trabalhar como Líder da Missão da Ala. Na nossa missão em Campinas, os meus missionários reclamavam de se sentir pressionados a ensinar apenas pessoas de classe média ou classe média alta e evitar os pobres. No Brasil, infelizmente, além do classismo óbvio, essa ordem ainda carrega certa conotação racial.

Compartilho essa experiência pessoal porque nós recebemos duas mensagens essa semana justamente sobre esse tema. Coincidentemente, ambos tem a ver com religião e cultura, ao invés de classe social ou raça:

Servi missão em Curitiba 1994-1995. Naquele período, fomos proibidos de pregar o evangelho para Muçulmanos. Até hoje eu não sei o porquê daquela orientação. O presidente da missão era o Sebastião Oliveira. Simplesmente fomos orientados a não ensinar, inclusive a interromper as palestras em andamento, caso a família fosse muçulmana. Apenas obedecemos!

O outro relato que recebemos também envolvia investigadores muçulmanos.

Eu servi no Japão, onde há muitos trabalhadores imigrantes, inclusive do Oriente Médio. Coincidência ou não, após o atentado de 11 de setembro, houve a orientação de que investigadores muçulmanos só poderiam ser batizados se decidissem não mais voltar ao seu país de origem. O presidente de missão disse que estaríamos colocando a vida deles em risco, caso regressassem aos seus países. Não houve nenhum detalhamento sobre quais países seriam esses, o que poderia incluir países de maior diversidade religiosa e liberdades individuais, assim como países onde muçulmanos eram minoria. Preciso verificar isso nos meus diários, mas se não me engano, o presidente de missão disse que precisariam de permissão da Primeira Presidência.

Em outro epísódio, fui informado por outra dupla de missionárias de que não deveria procurar uma investigadora vinda da Mongólia, porque mongóis seriam potenciais transmissores de pneumonia. O Escritória da Missão havia decidido.

Na minha época de missionário, seja de curto prazo, seja de tempo integral, seja na minha ala, eu sempre achei que a ordem divina era “[pregar] este evangelho… a toda nação e tribo e língua e povo”. Estava eu, por acaso, equivocado? O correto seria pregar o evangelho às nações, e tribos, e raças, e classes sociais que fossem mais interessantes para a Igreja?

 

 

42 comentários sobre “Nem Toda Nação e Tribo e Língua e Povo

  1. Interressante, pensei que tal preconceito fosse so na minha época. Recebemos uma designação ainda no CTM de não pregar nas favelas isso do presidente do CTM, lembro de um jovem missionário perguntou se eu encontar um mendigo e quiser batizar, o presidente respondeu: Não tem como pois essa pessoa não tem lar, não tem como acrescenta-la nos registros da igreja, não tem como fazer acompanhamento etc. Na época eu tola aceitei acreditei ser tudo parte do plano de Deus. Hoje tenho outra visão sobre o assunto e creio ser lamentável tal pensamento e atitude.Na própria missão tomamos outra atitude pregamos apenas em lugares pobres eram o que queriam ouvir o evangelho e estavam dispostos a ir na igreja. Alguém tem algum relato parecido?

    • Priscila, minha cunhada serviu no Rio de Janeiro na década de 80 e ela comentou que não podiam subir nas favelas de lá para fazer o proselitismo, alguns missionários questionaram, mas o motivo que o presidente apresentou era a segurança dos missionários.

      • A questão não era so segurança lembro que foi dito na época periferia e favela, hoje percebo o preconceito, é apenas minha opinião

    • Durante a minha missão (BH Leste 2003-2005), mais especificamente enquanto servia como líder de zona, recebemos um treinamento de um 70 de área.
      Ele argumentou que deveríamos procurar pesquisadores de condição financeira mais elevada. A tese era de que, uma vez que esses integrassem a Igreja, haveria uma maximização da obra em virtude da influência social e recursos que eles dispunham, e então, por conta de tal maximização o evangelho seria pregado mais eficazmente aos mais carentes.
      Uma escritura que embasava tal tese está em D&C 58:6-10 (com ênfase no verso 10)
      Quando então repassamos esse ensinamento aos distritos que compunham nossa zona, um dos missionários ficou extremamente contrariado com tal diretriz. Olhando em retrospectiva, e com a maturidade que agora possuo, vejo que também deveria ter me oposto à ela desde o princípio. Não a teria retransmitido aos demais.

    • Eu lembro de uma vez quando estava servindo missão (SP Sul, ainda quando Santos fazia parte), ensinávamos um homem desempregado, que morava de favor numa casa, não lembro se estava sendo construída ou reformada, se ele só tomava conta ou até mesmo se era abandonada, enfim, não era um lugar apropriado pra se morar, esse cara, muito humilde, gostava muito das nossas visitas, ia à Igreja aos domingos e nunca foi rejeitado por ninguém lá, nunca ninguém falou nada contra ele por ser pobre, não ter onde morar, etc. Muito pelo contrário, lembro até de uma vez que o LMA comprou um botijão de gás e um pequeno fogão (não lembro exatamente se foi isso mesmo, mas foi algo pra ele cozinhar seu alimento), e nós ficamos muito felizes com a recepção que ele teve na Igreja por parte dos membros, nenhum líder se opôs, nas reuniões que tínhamos pela manhã, falávamos do seu progresso espiritual e as questões materiais era pra perguntar se podiam fazer algo pra ajudar, meu Pres. de Missão nunca exigiu que não compartilhássemos o Evangelho c/ pessoas de poder aquisitivo mais baixo… Acho que existe sim gente na Igreja que não vale a pena dar ouvidos, até porque, sinceramente pessoal, a maioria das pessoas no Ocidente, crê em Deus e Cristo e nem por isso são boas pessoas, membros e líderes da Igreja são humanos e sujeitos a falhas… Meu testemunho não se abala quando ouço e vejo coisas desse tipo…

  2. Marcello, o mais triste de tudo isso é, constatar que tais coisas acontecem na igreja que se diz a “única e verdadeira sobre a face da terra” e que carrega o nome daquele que pra mim, é cheio de amor, de bondade, de misericórdia, de compaixão e cujo paradigma de suas ideias é totalmente inclusivo.

  3. Na minha missão de 2010 até 2012 o meu Presidente já queria o contrário, que batizássemos muitos pobres,os mais ignorantes possíveis, afinal,como ele mesmo dizia era NORDESTE!!!! e ele sofria muita pressão da liderança de cima para batizar muito, ele ficava com muita raiva quando não batizávamos toda semana no mínimo 2, lembro que a missão inteira odiava ele,ninguém trabalhava e ele não podia fazer nada,se tivesse de mandar algum embora, teria de ir todos, mas em uma área x que eu estava, o bispo que na época era um tal de Marcelo pensava como esse seus líderes, ele não queria que levássemos pobres para a igreja, ele dizia que esse povo só dava despesa e ele tinha muita vergonha, e sempre batia na mesma tecla nas reuniões, queria saber se já havíamos ensinado sobre dízimo, a única cobrança era essa……………igreja lastimável!

    PS: queria ler mais histórias de sua missão Marcello! *-*

  4. Na minha missao (Fortaleza) chocado ao ver criancas multiladas pedindo e vendendo coisas no trem, eu decidi falar com o Presidente de missao se havia algo que poderiamos fazer, ele me disse que meu trabalho era batizar e nao se preocupar com esses tipos de pessoas. Certa vez eu usei parte do dinheiro mensal para ajudar uma mulher com um recem nascido para comprar leite e acabei tendo problema com o Presidente. Nao sei o que governa a mente dos lideres, se estamos na missao representando Jesus Cristo entao devemos emular o Salvador, fazer o que ele faria, dizer o que ele faria e amar como ele amaria. Lembro que o mesmo Presidente que mandou um missionario de Brasilia embora no segundo dia e o humilhou na reuniao porque ele nao conseguia pronunciar o nome to tal presidente, e o mesmo presidente manteve na missao missionarios Americanos que ja haviam pedido para ir embora antes do terminar a missao e que so faziam coisas erradas e nao queriam trabalhar. Sem palavras!

    • Todos tem histórias parecidas como a sua Fabio na missão, meu presidente tbm só repetia isso, não queria que nos preocupássemos com nada além de batismo, éramos obrigados a convidar para o batismo no contato e na primeira lição independente da pessoa estar pronta ou não e marcar data tbm, mas nenhum presidente de missão alguma mexe com os americanos, com aquele povinho de Salt Lake, e as regras vem de cima, meu presidente “era queimado até o pó” quando mandava missionários safadinhos para casa, quebravam a lei da castidade, não trabalhavam e ele não podia mandar embora, fora os milhares de missionários doidos e depressivos que ninguém entende como mandam para a missão!

      • Interessante, por isso que eu acredito que a verdadeira igreja e aquela que o Senhor define em D&C “Eis que essa é a minha doutrina, aqueles que se arrependem e vem a mim, esses são a minha igreja. Qualquer que declara qualquer outra coisa não vem de mim”. Então podemos ter certeza que somos da verdadeira igreja se arrependemos e virmos a Cristo, INDEPENDENTE se estamos ativos, inativos, Mormon, Católico, Espírita etc…

  5. Bom primeiro eu afirmo que tenho absoluta certeza de que a Igreja de Jesus Cristo dos santos dos últimos dias é a Igreja de Cristo e que o Profeta Joseph smith foi o Profeta da restauração ,afirmo isto como Cristão , agora como um pensador livre podeler aquitudo que eu nunca mais falaria , o que inclusive me surpreendeu no escrito de um ex missionário foi a palavra “um tal de marcelo” , como dizia um pensador uma coisa é uma coisa , outra coisa é : OUTRA COISA , quais as garantias que um Presidente de missão poderia dar as familias dos missionários que realmente adentrarem em uma região de risco intenso ? ( Favelas são as palavras de vcs ) quais garantias teriam os próprios missionários de salvo conduto ? sim vamos esquecer o que disse Davi em admoestações salmos 37:25 , todos temos o nosso livre arbítrio e a regra não é : NÃO ENSINAR PARA MENDIGOS , a regra é que um missionário de talentos ainda que desenvolvidos na Missão o possa compreender e poder lidar com as supostas situações que por ventura viesse a enrroscar-se , havendo que cada caso é : Um CASO , tenho absoluta certeza que se um Missionário tem no coração plantada a verdadeira mensagem de Cristo ele saberá nos momentos em que viver tal experiências poder enquadrar-se na melhor forma possível aquela experiência que é Singular , ele por exemplo pode não marcar encontros , mas poderia falar de Cristo ao Andarilho , toda vez que o mesmo se desse ao trabalho de ouvi-los ,isto a quebra das regras , mesmo porque a situação que se encontra o citado , sinto muito informar aqui o meu entendimento , mas muitos comentários ai em cima colocaram dúvidas se realmente estes foram missionários e se conhecem e podem aplicar REGRAS em vossas vidas .EU PODE VIVER UM DESAFIO CONTUNDENTE E O LANÇO AQUI NESTA PÁGINA , TODOS OS QUE COMENTARAM AQUI E QUE SE DIZEM CONTRA AS MONÇÕES DA IGREJA VERDADEIRA , AVALIEM E SE RESPONDA A PERGUNTA LANÇADA POR MIM AQUI : COMO ESTÁ SUA VIDA HOJE ? EM UM CONTEXTO GERAL !

    Nota : PAX ET LUX

    • Skywebcentral.

      Você ja foi missionário, pela sua resposta padrão parece que não. Ja sentiu na pele o preconceito que as pessoas passam na igreja.
      Agora pergunto a você, o que acha da exclusão dos pobres na igreja das mães solteiras, das viúvas, das mulheres sem maridos , dos Gays etc. Você acha legal? Acha que Cristo faria isso?
      Faço mais uma pergunta o que acha do profeta ser enganado e não receber nenhuma revelação sobre isso, você ainda acreditaria? E continuaria postando seu testemunho que aposto é já habitual falar no primeiro domingo do mês.
      Agora não venha falar sobre a vida e a missão dos demais por discordar da sua opinião, por discordar de algo que não aconteceu com vc. Pelo que lembro Cristo ensinou deixai vir a mim a todos que quiserem e não apenas os mais ricos e escolhidos. Defender a organização é fácil, prestar testemunho que não viveu também, e reproduzir o que esta nos manuais e não no coração e fácil também.
      Você fez uma pergunta se achando o rei da verdade segue resposta e minha posição.
      Creio que alguns membros da igreja se acham mais abençoados por estar 100% ativo, quero dizer em reuniões intermináveis, em atividades na igreja vivem para igreja. E acham que todos que criticam estão em situação ruim, precária sofrendo etc.
      So para esclarecer vivo muito bem obrigada, minha crença é em Cristo não em uma organização com fins lucrativos. Tenho família que é próxima meu marido não me da desculpa como preciso servir e passa o final de semana na igreja. Saio muito com ele e meu filho . Sou mae e também tenho formação trabalho e ajudo no meu lar.
      Agora o que minha vida tem a haver com minha posição? Meu depoimento? Isso é puro preconceito.

      • PRISCILA

        Vamos então :

        Escrevi a pronta resposta , mas esvaiu-se quando o tempo aqui escrevendo expirou a atualizou , mas estou pronto as lembranças de minha resposta.

        Como pode fazer tal afirmação que não fui um missionário , eu Sou um missionário fazendo em meu tempo integral , esquece do proselitismo SUDs,

        Não fiz a missão de 2 anos quando tinha 19 anos , isto porque não era membro da Igreja verdadeira neste periodo , mas em 2 meses completo 19 anos que sou membro da Igreja Verdadeira .

        Agora vou explanar a pergunta que me fez : Agora pergunto a você, o que acha da exclusão dos pobres na igreja das mães solteiras, das viúvas, das mulheres sem maridos , dos Gays etc. Você acha legal? Acha que Cristo faria isso?
        Me faça o favor Priscila , a Igreja é muito clara quanto a estes assuntos , não deveria me fazer uma pergunta tão capciosa , sofismática , havendo que na sua idéia tão vejo verdades ainda que relativas , pois você fez uma mescelânia expondo as pessoas aqui citadas de uma forma perjorativa ou seja VOCÊ quem dividiu , não a Igreja ou eu .
        Meu testemunho sobre os Profetas eu já dei e será sempre o mesmo ainda que vc tenha em mente ao primeiro domingo do mês como um domingo que não lhe interesse.

        Está apoiado a atitude da Igreja em orientar seus missionários a se absterem de locais de periculosidade , está correto que a Igreja instrui quanto a não batizar andarilhos , leia salmos , leia o que disse Davi sobre mendigar , mas o bom proselitista , o justo quando em sua missão pode sim plantar no coração do andarilho a promessa do Cristo , adentrar em comunidades onde existe o risco eminente a integridade e a vida de missionários , faça-me este outro favor Priscila , a nossa mezenga acabaria lá em cima se eu por ventura te citasse 1 Timóteo 2:11,12 , mas como sou membro da Verdadeira Igreja de Cristo e sei que através dos bons ensinamentos da Igreja posso colaborar com que vc mulher pense mais um pouco antes aclamar velipêndios e poder contribuir um pouco para que pense um pouco mais , viva melhor o evangelho do Salvador – O cristo .

    • Vc não foi missionário. Tem 19 anos de Igreja (21 agora pelo tempo do comentário). Bom eu fui missionário e tenho 20 anos de Igreja. Sou ativo na Igreja SUD e a maior dificuldade é fazer o certo, é ser cristão dentro da Igreja. Em conselhos de ala vc quer trabalhar com uma família para reativação o conselho diz “eles já passaram pelo templo, sabem da verdade, vamos concentrar nossos esforços em quem ainda é jovem na fé”. Em outra situação um bispo não deixa um jovem ir para o acampamento pq ele é Gay e diz que seria um perigo para os outros rapazes. Em outro momento, pessoas querem fazer um baile de casais para os membros da Igreja fora da Igreja, não vinculado à Igreja (como o Juventus, popular baile em SP que não é vinculado à Igreja) e os líderes ameaçam de excomunhão esses homens que queriam dar uma atividade saudável aos casais da estaca. Em minha época de missão Recife 2002- 2004 escutei ao menos uma dúzia de vezes que deveríamos procurar famílias (que para a presidência de área da época, salvo engano Damiane, era pai mãe e filhos legalmente casados. Mulher solteira com filho, viúva com filho e pais não casados não eram considerados “famílias” para ele). Escutei que deveríamos procurar pesquisadores com renda e cultura elevados para serem líderes na Igreja e contribuirem com o crescimento dela e não tanto pessoas que fossem ser um “peso” para a Igreja. Escutei nesses 20 anos sobre a meritocracia, sobre pessoas que “merecem” receber o Evangelho e aquelas que “não merecem”. Nesses 20 anos já vi a completa incompetência administrativa da liderança geral da Igreja em fazer a Igreja crescer. Já vi a total ausência de revelação que os líderes gerais carregam em suas orientações. Já cansei de ver orientações ensinadas como revelação se provarem falsas e serem “escondidas” pela Igreja. Nesses 20 anos já vi muito “represente” de Jesus Cristo e poucas pessoas representando o Salvador.
      Nesses 20 anos já vi a Igreja ir contra o Livro de Mórmon e Doutrina e Convênios.
      Pq sou ativo? Bem, pq a Igreja SUD é a única coisa disponível que tenho acesso do que sobrou da Igreja restaurada por Joseph Smith.

      Igreja verdadeira que seleciona liderança geral pelo valor do dízimo pago?
      Igreja verdadeira cujos ensinamentos vem c arregados de preconceitos supostamente divinos (i.e proibição do sacerdócio aos negros, proibição do sacerdócio às mulheres, negação dos direitos civis e igualdade racial entre brancos e negros na década de 60, entre homens e mulheres na década de 80, políticas discriminatórias contra liberdades civis dos gays, contra o BATISMO dos filhos dos gays… e olha que aqui só citei o que era oficial, sem contar as proibições veladas, como ensinar apenas pessoas empregadas etc), e quando mostrados que são falsos o ensinamento é rebaixado como “mera opinião individual do líder”. A verdadeira Igreja de Cristo era inclusiva, era para os humildes, pobres, para os excluídos sociais.. Alma ao ensinar os Zoramitas pobres em Alma 30 e 31 diz que eles eram excluídos por causa de suas vestimentas pobres e de sua pobreza. Não nos comportamos exatamente como os Zoramitas? E ainda dizemos que “sabemos que essa Igreja é verdadeira e que essa discriminação vem de Deus, mas seremos salvos no último dia. Mas vcs que falam contra a Igreja, a vida de vcs está boa? Quero ver no julgamento”.
      Alma estava certo, não é necessário uma Construção para adorar a Deus. A Igreja SUD hoje é uma sombra, um corpo putrefado do que foi a verdadeira Igreja de Jesus Cristo restaurada por Joseph Smith. Segue a mesma linha da Igreja Primitiva, já começa a perseguir os intelectuais, desprezar os pobres, ser controladora e resolver as coisas por meios de concílios, os quais chamamos hoje de “Manuais de Instrução do Sacerdócio”.
      Não há mais revelação, ministério de anjos, curas etc. Não há milagres pq o povo se corrompeu. Nossos profetas são burocratas, nossos líderes amigos de outros líderes para subirem nos chamados. A Igreja corrompeu, a última “descida à vinha” aos gentios já terminou e a árvore se tornou frutos bravos.
      Igreja verdadeira? Nem como piada.

  6. Complicado. Igreja de Jesus Cristo a única verdadeira fazendo acepção de pessoas.
    Missão não é Igreja??Tem suas próprias diretrizes, complicado…….

  7. Não vejo problema algum em se selecionar quem receberá o evangelho primeiro. Tudo é uma questão de ordem. O próprio Salvador foi enviado somente ao povo judeu. Não foi isso, acepção de pessoas?
    Após sua morte e ressurreição, deu a ordem para que todos ouvissem o evangelho. E mesmo assim, tem que haver uma ordem. Todos receberão o evangelho a seu devido tempo. O Marcelo Jun só serviu missão no Leste depois da queda do Muro em 1989, com a abertura política. Alguém imaginava a igreja em Moscou nos anos 1960/70? O Momento certo chegou.( “Moscow Russia Stake organized June 5, 2011”, Church News (Deseret News). Os missionários não pregam para presidiários. Como fica então o que pegou prisão perpétua? Meu pres. de missão também ressaltou a importância de que pessoas de bom nível cultural se batizassem na igreja. A igreja é verdadeira sim. Mas nem por isso temos que ter um “zé Ruela” como pres. de missão, de área, etc…

    • Marco Aurélio
      Você realmente acredita que Cristo faz acepção de pessoas pela sua classe social? Você chamou uma pessoa de classe social menor de “Zé ruela”.
      Você realmente se considera cristão?( seguir preceitos e ensinamentos de Cristo).
      Imagino Cristo em sua humildade puro amor e caridade ajudando aos pobre, o que ele diria?
      um missionário sendo representante dele fazendo acepção de pessoas.

      • priscila
        Infelizmente há diversidade de classes sociais, o que, na maioria dos casos, leva à pouca cultura.
        Cristo preteriu os gentios, personificado na época pelos samaritanos, tidos como inferiores pelos judeus. Logicamente, não foi este o motivo pelo qual o Salvador não pregou pessoalmente à eles. Mas não era a hora deles. Isso se dá hoje também. Não chamei ninguém que ocupa uma classe inferior, de “zé Ruela” (…”Mas nem por isso temos que ter um “zé Ruela” como pres. de missão, de área, etc…”),mas o Senhor usa os talentos de cada um para liderar seu povo. Um pres. de missão, por exemplo, tem que no mínimo ter uma ótima noção do inglês, um pouco de visão administrativa e de comando. A inspiração do Senhor vem em cima disto. Se Cristo quiser um “Ruela”, vai prepará-lo antes. Quanto à humildade, puro amor de Cristo, que vc citou, acredito não ter nada a haver com liderar seu povo. Todo cristão deve seguir tais preceitos.

      • Marco Aurélio,
        Respeito sua opinião, porém discordo, creio que qualquer igreja independe da doutrina deveria ser inclusiva e não exclusivista. Acredito também que nenhuma igreja deve selecionar seus seguidores por ele trazer mais receita, ao invés de trazer despesas para instituição.
        Mas o termo usado para explificar uma pessoa que tem poucos conhecimentos devido as poucas oportunidades que teve na vida foi infeliz, “Zé Ruelo” termo pejorativo, você gostaria de ser chamado assim.
        Também não acredito que um presidente de missão precise ter um alto nível cultural, conheci alguns presidente brasileiros que não falavam inglês e que foram excelentes presidentes, me desculpe, porém na minha visão isso não é parâmetro .

    • Para que eu possa melhor compreender seu comentário, poderia por gentileza definir “bom nível cultural” e “Zé Ruela”?
      De qualquer maneira creio firmemente que os critérios de Cristo são outros.

      • Suzana Nunes
        Entendo que “bom nível cultural” é uma pessoa inteligente, e “Zé Ruela”, uma pessoa que não aprende nada, com dificuldade de assimilação.
        Quanto ao critérios de Cristo, no que tange à liderança de sua igreja, acredito ser da forma que comentei.

  8. ONDE Está a Pesquisa, metodologia aplicada…. o Relato está carregado de emoção e opinião pessoal….
    Como levar estas coisas a Serio é melhor reconhecer Senhor Marcelo e Companhia que Vcs são contra a Igreja, ficam se escondendo na desculpa de Pesquisadores…..RIDÍCULO qual o objetivo ? Se a ciência não reconhece a Fé como elemento para a pesquisa é óbvio que não reconhece a Magoa ou a Desilusão religiosa como parâmetro. Vamos realizar uma busca ativa (é uma metodologia simples) ai veremos a força dos resultados e não das desilusões.
    PS: Vamos pesquisar a História da Igreja em Manaus e a História atual do Nordeste (os relatos acima não condizem com os Fatos destes Estados).
    Wellington Rocha.
    Preto, Teólogo, morador de Periferia de Brasília.

    • Ótimas sugestões de pesquisa, Wellington. Este espaço está aberto a contribuições e diferentes pontos de vista. Certamente, sua experiência como “Preto, Teólogo, morador de Periferia de Brasília” nos daria uma perspectiva única.

      Relatos pessoais são uma fonte importante para o entendimento do mormonismo. É por isso que recorremos a entrevistas orais, cartas, diários, etc. Pesquisa não é feita só com livros e periódicos.

      Que elementos concretos você tem no texto acima para questionar a autenticidade dos relatos? Ou você tem apenas a sua emoção?

      O segundo relato citado pelo Marcello, sobre missão no Japão, é meu. Uma coisa é você desconfiar do que digo sobre a minha experiência missionária – você pode e deve desconfiar! Outra coisa é você insinuar que o relato é falso ou exagerado, sem nenhuma evidência para isso.

      • Não falei em nenhum momento, que os relatos eram mentiras, falei que eles estavam carregados de magoa ou desilusão, por este motivo não tinha parâmetro para uma analise de pesquisa, ainda relatei que a fé não é reconhecida no meio científico. Minha pergunta foi clara, qual a metodologia utilizada nesta pesquisa ? já que está é uma associação de estudos (Fico esperando para seguir um debate mais acadêmico), quero ver as ponderações Sobre as Escolas Criadas na África, sobre o Fundo Perpetuo de Educação, sobre o Mãos que Ajudam, sobre as Ajudas Humanitárias,Sobre as Doações de Cadeiras de Rodas, Sobre o SRE e todo o trabalho realizado para membros e não membros….. (temos muito para ser levado em consideração, SEI QUE OS RELATOS SÃO VERDADEIROS, MAS SÃO PONTOS ISOLADOS, não podem ser utilizados como um parâmetro global, UM BOM PESQUISADOR ANTES DE APRESENTAR FATOS, PESQUISA CUIDADOSAMENTE TODOS OS FATOS. . Sobre as Emoções, Vcs são os pesquisadores não eu, tenho o direito de sentir todas.. um caminhão delas…. mas Vcs como pesquisadores tem a responsabilidade de declarar o objetivo dá pesquisa ou Vcs tem um Testemunho da Verdade (Reconhecendo esta como a Igreja de Cristo na Terra ) OU São (Opositores a Esta Igreja e querem provar uma possível Mentira) sejamos claros….. POIS NESTE MOMENTO VCS não podem ser considerados como Pesquisadores (livres ou Independentes) pois Toda a Carga de Vcs esta voltado para o Olhar de Opositor.
        Wellington Rocha

    • Wellington,
      Por que se ofende, todos os relatos são reais.

      Esses relatos te prejudicam?

      Você deveria se sentir ofendido com o comentário do Marco Aurélio, que diz que a igreja deve ser exclusivista e usa a expressão “Zé Ruela” para descrever alguém da periferia em cargos de liderança.

      A verdade não ofende só esclarece. Relatos como os publicados acima são experiências vividas por outros membros. É legal trocar esse tipo de experiência para que se possa estabelecer um padrão.

    • O post contou uma experiência pessoal e a seguir fez um questionamento. Em momento algum, pelo que sei de português, disse se tratar de uma regra ou imposição da igreja (de cima para baixo).

      Então algumas pessoas compartilharam suas experiências e, surpresa, na maioria dos casos as falas são parecidas, vindas de líderes na obra missionária, com um ou dois raros relatos aqui citados até agora.

      Isso infere que não é uma prática humana tão incomum assim, e que também não é uma prática administrativa de representantes da igreja pouco usada. Em tese a ideia faz algum sentido, talvez por isso poucos questionem, mas em termos doutrinários a simples menção a ela deveria ser evitada.

      E somando meu relato, sim, é comum aqui na região do Sul onde resido ter pessoas de um pouco mais de tempo de batismo falarem uma vez ou outra algum apoio a essa mesma ideia, inclusive pessoas pobres e sem muita cultura ou renda. Nada imposto, até porque a maioria não dá atenção a essa tese, mas é assunto recorrente entre mórmons. Algumas vezes ouvimos uma ou outra queixa de missionários sobre pedidos ou orientações desse tipo, mas eles mesmos pouco fazem a respeito.

      E como missionário que fui, justamente em Brasília, tive líderes de missão e bispos pedindo algo parecido em várias áreas. Já do presidente da missão, na época, a única coisa que ele pedia é que déssemos atenção a pessoas casadas, esquecermos os ‘juntados’… mas claro, não esquecer totalmente, afinal, qualquer pessoa que quisesse ser batizada deveria ser, apenas não deveríamos dar muita ênfase a grupos que tivessem dificuldade de ficar na igreja e serem selados, no caso, casais que pudessem ser batizados logo.

      • “[U]m ou dois raros relatos citados até agora”? Além dos três relatos citados no artigo, esse seu é o sexto aqui nos comentários. Nove, então. 😉

        Se alguém tiver mais relatos para compartilhar, ou conhecer alguém que tenha, convidamos a incluí-los.

      • Posso ter pensado algo e escrito outro, mas o que quis dizer é que há mais comentários dizendo que isso ‘sim, existe’ do que o do leitor Wellington que do seu modo quis dizer que isso ‘não existe’. Abençoado ele, e os demais. Porque parece, reafirmo, que não é tão incomum assim.

  9. Meu amigo, uma coisa eu quero saber: De onde saiu esse povo que instruiu vocês a fazer acepção de pessoas?
    Quando fui missionário, até casamento o Pres. da Missão pedia pra gente avisar pra ele, que a Missão pagava, tendo acontecido com um casal que ensinei e vários de companheiros de Distrito e Zona… …

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