Encontra-se agora disponível em formato eletrônico, um dos livros mais importantes na historiografia mórmon. A editora Signature Books lançou a versão eletrônica do livro The Mormon Hierarchy: Origins of Power, do historiador D. Michael Quinn.
D. Michael Quinn. Imagem: Salt Lake Tribune
Essa contribuição é particularmente importante para estudantes brasileiros do mormonismo, considerando as dificuldades de acesso resultantes dos altos preços (USD 29 hoje) em dólares (R$ 3,42 para USD 1 hoje) da edição em capa dura (não existe edição em capa mole devido ao enorme tamanho do livro com 686 páginas), e do alto preço e/ou da demora do frete. Com entrega instantânea para leitores Kindle (em desconto hoje por causa da “Black Friday”) ou para aplicativos gratuitos para celulares e para o computador, que incluem dicionários embutidos destinados a ajudar o leitor palavra-por-palavra, bastando clicá-las, essa versão digital facilita em muito acesso a essa importante obra historiográfica.
Por que justamente esse livro não pode faltar na biblioteca (física ou virtual) do estudioso do mormonismo? Continuar lendo →
O Apóstolo Orson F. Whitney, então servindo como Bispo, ficou famoso por um discurso proferido para uma conferência de jovens em junho de 1888, e subsequentemente publicado no jornal oficial da Igreja SUD e distribuído em julho seguinte, no qual ele defende uma maior abertura entre mórmons para estudos acadêmicos e literários.
Orson Ferguson Whitney, Apóstolo da Igreja SUD (1906-1931)
Eis o trecho desse discurso no qual Whitney defende que mórmons não deveriam nunca temer verdade, independente de sua fonte ou origem, e o estudo acadêmico como uma missão religiosa para todos os mórmons: Continuar lendo →
Após 40 anos de circulação, a Igreja SUD aposenta o famoso e influente panfleto anti-masturbação e anti-gay do Apóstolo Boyd K. Packer “Somente Para os Rapazes“.
Arte da capa do panfleto “Somente para os Rapazes”, por Boyd K. Packer
O panfleto publicava um discurso proferido pelo Apóstolo Packer na Conferência Geral de outubro de 1976, e fora distruído para Bispos e líderes dos jovens SUD mundo afora nessas 4 décadas, servindo-lhes como guia de conduta sexual para jovens rapazes por duas gerações.
Desde a sua publicação, o discurso (e, subsequentemente, o panfleto) fora severamente criticado por acadêmicos e profissionais de saúde, e até por líderes eclesiásticos locais, por sua representação distorcida de fisiologia humana, e por sua homofobia¹, e ainda por sua apologia à violência contra homossexuais². Continuar lendo →
Como você trata pessoas em grupos minoritários ou diferentes de você diz muito mais sobre quem você é do que o que você diz de si mesmo. Dirá, também, sobre quem é Deus?
“Então, papai, todas essas pessoas no noticiário que dizem que estão seguindo a Deus, pode-se presumir que Deus não é uma pessoa muito boa?” pergunta uma criança na charge “Pode-se Presumir” por David Hayward
Todos os Evangelhos nos contam a estória de Maria Madalena (ou, de Magdala), uma colaboradora próxima de Jesus. Mas foi ela a primeira e mais proeminente apóstola, ou a esposa de Jesus? O relato bíblico bíblico não é claro.
Crucificação com Maria Madalena ajoelhando e chorando, de Francesco Hayez (1827). Detalhe.
Maria Madalena é mencionada 14 vezes nos Evangelhos — os relatos que descrevem a vida, morte e ressurreição de Jesus — e muitas vezes lidera a lista de seguidoras de Jesus, que desafiaram a ideia de que os discípulos filosóficos eram tipicamente homens. Ela também é mencionada cinco vezes na história da Paixão, que inclui alguns de seus mais importantes momentos marcados pela tristeza. Ela ampara Jesus quando ele é crucificado pelos romanos, e lamenta a sua morte depois. Ele aparece primeiro a ela depois que se levanta novamente. Continuar lendo →
Plágio significa “copiar ou imitar, sem engenho, as obras ou os pensamentos dos outros e apresentá-los como originais”.
Apesar de conceito simples e claro, muitas pessoas tem dificuldade para compreendê-lo e, ainda mais frequente, reconhecê-lo.
Felizmente, a esposa do candidato Republicano a presidente dos EUA, Donald Trump, ofereceu o perfeito exemplo ilustrativo.
Melania Trump plagia Michelle Obama em seu discurso na Convenção do Partido Republicano em Cleveland, Ohio
Durante seu discurso na Convenção Nacional do Partido Republicano dessa semana, a candidata à primeira dama dos EUA Melania Trump liberalmente plagiou de trechos de um discurso de 2008 da então candidata à primeira dama dos EUA Michelle Obama:
Inicialmente, Donald Trump e aliados insistiram em negar que Melania Trump havia plagiado Michelle Obama. Contudo, as evidências eram tão óbvias, e foram tão rápida e amplamente divulgadas, que uma membro de sua equipe, a escritora formada pela Universidade de Utah Meredith McIver assumiu responsabilidade e culpa pelo plágio.
A empresa Turnitin, especializada em detecção de plágio em trabalhos acadêmicos, analisou os discursos e demonstrou com alto grau de confiança que Trump plagiara de Obama [ênfases nossas]:
“O tipo ‘clone’ de plágio copia de outro trabalho literalmente, palavra por palavra. O início da seguinte frase de ambos discursos de Melania Trump de 2016 e o de Michelle Obama de 2008 exemplificam isso. Ambas são exatamente as mesmas. (…) Só para oferecer um contexto… há uma chance em um trilhão que uma frase de dezesseis palavras correspondam a uma outra frase do mesmo comprimento apenas por coincidência. Quanto mais o número de palavras correspondentes aumenta, a probabilidade de uma correspondência por pura coincidência cai por ordens de magnitude. (…) O final da mesma frase, mencionada acima, fornece um exemplo de plágio do tipo “localizar e substituir”, um caso em que algumas palavras-chave ou frases são alteradas, mas o texto mantém o conteúdo ou o significado do trabalho copiado.”
A comparação lado a lado das frases em questão não deixa nenhuma dúvida para o investigador racional e imparcial dos dois tipos de plágio dentro os 10 tipos categorizados (i.e., “clone” e “localizar e substituir”) inclusos no discurso de Trump.
Plágio não é exclusividade acadêmica ou política, aparecendo com frequência no universo religioso. Thomas Monson, por exemplo, é fã pessoal de plágio, havendo plagiado de seus próprios discursos passados em Conferências Gerais de 2014 e 2016. Alguns sites de notícias SUD plagiam rotineiramente.
Lorenzo Snow, Profeta e Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1898-1901), Conselheiro na Primeira Presidência (1873-1877), e Apóstolo (1849-1898).
A citação, contudo, foi distorcida para passar uma impressão distinta de seu conteúdo original, supostamente para adequar-se melhor à lição no século 21 sobre a obrigatoriedade de se pagar dízimos.
“Rogo-lhes em nome do Senhor, e oro que todo homem, mulher e criança (…) pague um décimo de seus rendimentos como dízimo.18“
Leitores atentos notarão que a citação é referenciada à nota de rodapé de número 18, onde descobrirão a sua fonte original:
“Conference Report, outubro de 1899, p. 28.”
Ao se procurar a fonte original, nota-se que a citação vem de um discurso do profeta Lorenzo Snow proferido na Conferência Geral Semi-anual de Outubro de 1899. Nota-se, também, que o trecho citado inclui uma cláusula que a qualifica clara e distintamente (ênfases nossas): Continuar lendo →
A mensagem da Primeira Presidência deste mês para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, escrita pelo Presidente Henry B. Eyring, afirma aos membros da Igreja que os “profetas e apóstolos vivos… recebem constante orientação do céu.”
Henry B. Eyring, Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência
Quando, porém, esses homens falam em nome de Deus? Sempre? Às vezes? “Constante[mente]”?
Eyring oferece sua resposta nessa mensagem, mas ela parece contradizer um ensinamento ainda oficial da Igreja SUD: Continuar lendo →
A maioria dos Mórmons na atualidade desconhece um dos maiores tesouros da literatura religiosa Mórmon do século 19.
O ‘Jornal dos Discursos’, conhecido em inglês como ‘Journal of Discourses’, e comumemente abreviado como J.D. ou JOD ou JoD, é uma coleção de 26 livros publicados oficialmente pela A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias contendo Continuar lendo →
Há 444 anos atrás, hoje, Luís Vaz de Camões publicava o que se seria por séculos a maior obra literária na língua portuguesa. Apesar de um rico legado de autores portugueses e brasileiros nesses quatrocentos anos subsequentes, ‘Os Lusíadas’ permanece a maior contribuição lusófona para o legado da literatura mundial.
Historiadoras mulheres contratadas pelo Departamento de História da Igreja SUD fazem parte de um movimento recente para reconhecer e celebrar as contribuições de mulheres para a história do Mormonismo.
Jenny Reeder, Kate Holbrook e Lisa Tait na Biblioteca de História da Igreja SUD (Foto: Kristin Murphy)
Há alguns anos, o Departamento em questão anunciou uma posição Continuar lendo →
Conheça Sam Shepard, um jovem Mórmon que em sua noite de núpcias recebe a visita de um anjo como uma missão divina, e super-poderes, para ele.
O Jovem Guerreiro, criado e escrito por Brian Andersen e ilustrado por James Neish
O criador da comic ‘Stripling Warrior’, uma jogada com a expressão “jovens guerreiros” usada no Livro de Mórmon para se referir à legião de 2,000 adolescentes que lutam com o Capitão Moroni, publicou as duas primeiras edições do seu HQ sobre um super-herói Mórmon, disponíveis online tanto em versões digitais como impressas.
Eis a descrição que o autor Brian Andersen oferece do seu projeto:
A aparência de um texto, seu formato e estrutura influenciam a maneira como o lemos?
Em que a diagramação do Livro de Mórmon facilita ou dificulta sua leitura?
Irmãs lendo um livro, de Carl Hansen
Os 5 mil exemplares do Livro de Mórmon impressos em 1830, na cidade de Palmyra, não tinham capítulos e versículos como suas edições atuais da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e outras igrejas que o publicam. Capítulos e versículos também estavam ausentes das outras três edições feitas durante a vida de Joseph Smith (1837 em Kirtland, 1840 em Nauvoo, 1841 em Liverpool). Continuar lendo →