Orson Pratt: Geração de 1832

O Apóstolo Orson Pratt  discursou sobre as promessas e profecias de Deus feitas para a geração de 1832 no histórico Tabernáculo em Salt Lake City em maio de 1870:
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Joseph Smith: Rompa os Grilhões do Homem Negro

Durante sua campanha à presidência dos Estados Unidos em 1844, Joseph Smith propôs o fim da escravidão negra. Após experimentar a violência no estado escravocrata do Missouri e ser exposto, durante o período de Nauvoo,  a ideias abolicionistas, suas justificativas da escravidão, sob preceitos bíblicos, cederam lugar à defesa de que a escravidão negra deveria ser encerrada dentro de seis anos, mediante a indenização dos seus proprietários.

Leia abaixo os trechos de seu programa presidencial.

Joseph Smith. Mórmons.

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Dia da Consciência Negra Mórmon

Celebramos hoje o Dia Nacional da Consciência Negra.

Igualdade entre as raças deve ser a meta de todo Ser Humano

Esta data comemorativa foi criada em 2003 e instituída em âmbito nacional em 2011 com o propósito da reflexão  e celebração sobre a inserção de afro-descendentes na sociedade brasileira.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de “Zumbi dos Palmares”, em 1695. Sendo assim, o Dia da Consciência Negra procura remeter à resistência do negro contra a escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1549).

A celebração do Dia de Consciência Negra não deve, e nem pode, ser interpretada como uma apologia para a supremacia negra e/ou subjugação de brancos, mas uma simples ponderação singela de todas as maneiras como os Negros e seus descendentes foram, historicamente, subjugados e como eles ainda sofrem as repercussões sociais e culturais desse legado.

Em comemoração dessa data, e dos desafios historicamente encarados por Negros e demais afro-descendentes, tanto na sociedade brasileira como na sociedade Mórmon, nós juntamos Continuar lendo

Brigham Young: Negros, Sacerdócio, Escravidão

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre Escravidão Negra diante da Assembléia Legislativa do Território de Utah em fevereiro de 1852:

Brigham Young

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Brigham Young: Cremos em Escravidão

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre Escravidão Negra diante da Assembléia Legislativa do Território de Utah em janeiro de 1852:

Brigham Young

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Brigham Young: Criação de Adão

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre a Criação de Adão no histórico Tabernáculo Mórmon em outubro de 1853:

Brigham Young

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Brigham Young: Leis de Deus São Imutáveis

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre a imutabilidade das leis e dos decretos de Deus durante a Conferência Geral de outubro de 1863:

Brigham Young

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Brigham Young: Casamento e Direitos Civis

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre casamento interracial e direitos civis de minorias raciais  no famoso Tabernáculo, em março de 1863:

Brigham Young

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Joseph Smith: Abolição da Escravatura

No começo de 1836, o Profeta Joseph Smith redigiu e enviou uma carta a Oliver Cowdery, então editor do jornal oficial da Igreja Mórmon¹ O Mensageiro e Defensor dos Santos dos Últimos Dias, para publicação. Com ela, Smith desejava deixar clara e pública a sua posição – e, assim, a posição oficial da Igreja – sobre a questão da “Abolição da Escravidão Negra”.

A carta foi publicada em 09 de abril de 1836, e nela Smith explorava todas as grandes questões e dilemas do maior problema social e político dos Estados Unidos na época: escravidão negra e o movimento abolicionista.

Assim como o Brasil, os Estados Unidos da América foram inicialmente colonizados por europeus que, percebendo oportunidades agrícolas (e não encontrando jazidas de metais preciosos), instauraram a hedionda prática de escravidão africana para exploração agrária em prol das metrópoles. Durante o movimento de independência norteamericana (1775-1783) e durante a Convenção Constituinte (1787) propôs-se repetidas vezes abolir a instituição da escravidão negra, sempre com forte oposição dos estados da região Sul, mais caracterizados por latifúndios e mais dependente de trabalho escravo (ao contrário dos estados da região Norte, mais caracterizados por minifúndios e fazendas familiares). Não obstante, com o passar das décadas os estados do Norte passaram a abolir escravidão em seus estados respectivos, aumentando pressão sobre o governo federal para aboli-la nacionalmente.

Em 1808, o Congresso Federal proibiu a importação de escravos africanos e na década de 1820 o movimento religioso que percorreu a nação, hoje denominado de “Segundo Grande Despertar” (que tanto influenciou Joseph Smith), inspirou vários movimentos de reformas sociais com fervor religioso (entre os quais, o movimento de temperância), inclusive o Abolicionismo. Em 1833, a Sociedade Americana Anti-Escravidão, primeira organização formal, foi fundada por nomes que se consagraram no consciente coletivo americano, da época e na história: William Lloyd Garrison, Robert Purvis, Theodore Weld, etc.

Mapa dos EUA, 1837

Mapa dos EUA, 1837, indicando estados escravocratas e estados livres — sem escravidão — e o Condado de Jackson para contextualização geográfica (clique no mapa para aumenta-lo).

O movimento cresceu muito com o passar das décadas, chegando a completamente dominar o debate público em menos de duas décadas e causando diretamente uma ruptura completa entre as duas secções que dividiriam o país entre estados “livres” e estados “escravocratas” e levando a uma sangrenta guerra civil. Antes disso, contudo, na década de 1830, o movimento era pequeno demais para impactar o país inteiro, mas grande o suficiente para influenciar a Igreja Mórmon e o Mormonismo.

Em 1831, Smith ordenou parte de seus seguidores a estabelecerem-se no Condado de Jackson, no Missouri, bem na fronteira dos Estados Unidos. Porém, os colonizadores mórmons entraram em repetidos conflitos com os seus vizinhos em Missouri por, entre outras coisas², uma suspeita de que mórmons fossem abolicionistas. O Missouri era um estado escravocrata. Cinco anos depois, após a forçada relocação dos colonos mórmons do Condado de Jackson (para um condado criado especificamente para protegê-los em Caldwell), Smith sentiu a necessidade de publicar uma declaração pessoal, oficial, e inequívoca sobre o abolicionismo e a instituição da Escravidão.

Abaixo segue uma tradução do texto do Profeta Joseph Smith, como publicado originalmente no jornal O Mensageiro e Defensor (cujas cópias escaneadas encontram-se na Biblioteca de História da Igreja). Incluí o texto original em inglês, como publicado na História da Igreja, volume 2, capítulo 30, nas notas de rodapé.

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Jane Manning James – parte I

jane3A história de Jane Elizabeth Manning James (1822-1908) tem se tornado cada vez mais conhecida por um número crescentes de mórmons e estudiosos do mormonismo. Uma história que inclui fome e perseguição; seu abandono pelo marido durante longas duas décadas; sua insistência junto a um presidente da Igreja para receber certas ordenanças; sua convivência no lar de Joseph e Emma Smith, e muitos outros acontecimentos que tornam sua vida como mulher mórmon e negra uma narrativa única e impressionante. Continuar lendo

Joseph Smith: Obediência

O que ensinou Joseph Smith sobre o quanto devemos obedecer aos líderes da Igreja? O que ele ensinou sobre o conceito de que SUDs devem sempre obedecer aos seus líderes e seguir seus conselhos sem questioná-los?

Joseph Smith, jr., ca. 1843, por Lucien Foster.

Joseph Smith, jr., ca. 1843, por Lucien Foster.

“Ouvimos, de homens que portam o Sacerdócio, que fariam qualquer coisa que lhes dissessem aqueles que presidem sobre eles – ainda que soubessem que era errado. Mas obediência como esta é pior do que tolice para nós. É escravidão ao extremo. O homem que assim, de bom grado, se degrada não deveria reivindicar um posto entre os seres inteligentes, até que ele abandonasse esta sua insensatez. Um homem de Deus… desprezaria essa ideia… Outros, no extremo exercício de sua autoridade onipotente, ensinam que tal obediência é necessária, e que não importa o que os Santos fossem instruídos a fazer pelos seus presidentes, deveriam fazê-lo sem quaisquer perguntas. Quando os anciões [élderes] de Israel abraçam estas noções extremas de obediência a ponto de ensina-las para o povo, geralmente é porque eles têm, em seus corações, o desejo de fazer o mal eles mesmos…” — Joseph Smith (Estrela Milenar vol. 14 n. 38 Cap. Sacerdócio pp. 594-5).

 

Leia mais sobre os ensinamentos de Joseph Smith:

Sobre Liberdade de Pensamento

Sobre Abolição da Escravatura

Sobre Pecados e Caridade

Sobre o seu futuro em Utah