Dia da Consciência Negra Mórmon

Celebramos hoje o Dia Nacional da Consciência Negra.

Igualdade entre as raças deve ser a meta de todo Ser Humano

Esta data comemorativa foi criada em 2003 e instituída em âmbito nacional em 2011 com o propósito da reflexão  e celebração sobre a inserção de afro-descendentes na sociedade brasileira.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de “Zumbi dos Palmares”, em 1695. Sendo assim, o Dia da Consciência Negra procura remeter à resistência do negro contra a escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1549).

A celebração do Dia de Consciência Negra não deve, e nem pode, ser interpretada como uma apologia para a supremacia negra e/ou subjugação de brancos, mas uma simples ponderação singela de todas as maneiras como os Negros e seus descendentes foram, historicamente, subjugados e como eles ainda sofrem as repercussões sociais e culturais desse legado.

Em comemoração dessa data, e dos desafios historicamente encarados por Negros e demais afro-descendentes, tanto na sociedade brasileira como na sociedade Mórmon, nós juntamos  uma coletânea de artigos sobre Negros no contexto Mórmon.

Antes de mais nada, recomendamos o excelente documentário Ninguém Sabe: A Estória Não Contada de Mórmons Negros por Darius A. Gray and Margaret Young, exibido pelo Documentary Channel, recheado de entrevistas com historiadores e membros da Igreja, discutindo os assuntos mais espinhosos e difíceis da relação entre a Igreja e os Negros, a sociedade Mórmon e os Negros, e ainda alguns casos específicos da história Mórmon, como os primeiros élderes Negros Walker Lewis e Elijah Abel, e Jane Manning James, a primeira mulher Negra entre os pioneiros Mórmons (atravessou os 1.300 km a pé), e que foi selada pela Primeira Presidência como “serva” de Joseph Smith por toda eternidade ao invés de esposa de seu marido.

Assista o trailer aqui:

Leia mais sobre os pioneiros Mórmons Negros Walker Lewis,  Elijah Abel, e Jane Manning James, que abraçaram com afinco o Evangelho Restaurado mas acabaram sofrendo décadas de humilhações e decepções após a mudança na política racial da Igreja SUD.

Leia mais sobre o que Joseph Smith ensinou sobre Negros e o que ele pregou sobre Escravidão Negra, e entenda como esses ensinamentos influenciariam Brigham Young a mudar a política racial da Igreja SUD. Veja também como Joseph Smith mudou sua opinião sobre escravos negros, quando de sua candidatura à presidência dos EUA.

Leia mais sobre os escravos que integravam a companhia pioneira de Brigham Young, a proibição de ordenação de Negros ao Sacerdócio e os discursos quando Brigham Young anunciou essa política pela primeira vez e pela segunda vez, e entenda o que motivou Young a estabelecer essa mudança na política racial da Igreja.

Leia mais sobre o que Brigham Young ensinou sobre a semente de Cã, e o que ele ensinou sobre escravidão negra, e pondere como esses seus ensinamentos moldaram toda uma visão-de-mundo para gerações de Mórmons.

Leia as cartas da Primeira Presidência em pleno século 20 proibindo casamentos interraciais e defendendo a proibição de ordenação de Negros.

Leia mais sobre o que Joseph Fielding Smith ensinou sobre negros.

Leia mais sobre como esse legado histórico influencia Mórmons até hoje, ou como ele influencia em discrepâncias de diversidade racial entre líderes da Igreja SUD e entre os róls de membros nos EUA, ou como mulheres negras ainda são afetadas.

O problema racial Mórmon segue a despeito de progressos, pois permanece canonizado nas escrituras (i.e., nas obras-padrão) como no Livro de Mórmon (ênfase nossa):

E ele fez cair a maldição sobre eles, sim, uma dolorosa maldição, por causa de sua iniquidade. Pois eis que haviam endurecido o coração contra ele de tal modo que se tornaram como uma pedra; e como eram brancos, notavelmente formosos e agradáveis, a fim de que não fossem atraentes para meu povo o Senhor Deus fez com que sua pele se tornasse escura.

Enquanto não houver uma discussão aberta sobre o racismo do passado e o racismo ainda canonizado, é possível reinterpretar essa relíquia de preconceito de gerações passadas de modo a superá-la?

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