Hugh B. Brown: Liberdade de Pensamento

A Citação Mais Famosa do Presidente Hugh B. Brown

Blogueiro Convidado: Gary Bergera

Uma das citações mais conhecidas e famosas de uma Autoridade Geral vem de um conselho oferecido por Hugh B. Brown a alunos da BYU no dia 13 de Maio de 1969, durante uma devocional para todo o campus, dizendo: “Nós não estamos tão preocupados se as suas ideias são ortodoxas ou heterodoxas, desde que tenham suas próprias ideias.” Brown na época servia como 1o conselheiro do Presidente da Igreja David O. McKay. Poucas citações articulam um apoio “oficial” ao compromisso da Igreja com a liberdade de pensamento tão eficazmente.

Faz então, ou deveria fazer, diferença que o Presidente Brown jamais disse essas palavras?

Como originalmente feito, o discurso do Presidente Brown, intitulado ‘A Busca Eterna: Liberdade de Pensamento’, incluiu o seguinte:

Vocês jovens vivem numa era quando a liberdade de pensamento é ignorada ou reprimida em muitas partes do mundo. Devemos preservá-la na Igreja e na América, e resistir todos os esforços de homens dedicados para reprimi-la. Pois, quando é reprimida, podemos perder as liberdades garantidas pela Constituição.

Preserve, então, a liberdade de sua mente em educação e na religião, e nunca tenha medo de expressar seus pensamentos, e insista no seu direito de examinar todas as proposições.

Insatisfação com o que esta ao nosso redor não é uma coisa ruim, desde que nos incentive a buscar melhoramento…

Quando publicado subsequentemente no jornal da Igreja Church News e no periódico da BYU BYU Speeches of the Year, este trecho do discurso do Presidente Brown dizia:

Vocês jovens vivem numa era quando a liberdade de pensamento é ignorada ou reprimida em muitas partes do mundo. Devemos preservá-la na Igreja e na América, e resistir todos os esforços de homens dedicados para reprimi-la. Pois, quando é reprimida, podemos perder as liberdades garantidas pela Constituição dos Estados Unidos.

Preserve, então, a liberdade de sua mente em educação e na religião, e nunca tenha medo de expressar seus pensamentos, e insista no seu direito de examinar todas as proposições. Nós não estamos tão preocupados se as suas ideias são ortodoxas ou heterodoxas, desde que tenham suas próprias ideias. Pode-se decorar muito sem aprender nada. Nesta época de altas velocidades, parece haver pouco tempo para meditação.

Insatisfação com o que esta ao nosso redor não é uma coisa ruim, desde que nos incentive a buscar melhoramento…

Há muito se sabe que discursos são episodicamente editados, ou até mesmo censurados, após serem feitos. O que é mais surpreendente é descobrir que discursos podem ser editados antes de serem feitos, ou editados enquanto são feitos e expandidos após para publicação. (Não consigo me furtar de ponderar se todas as citações de discursos publicados não deveriam ser comparadas com gravações originais destes — uma complicação frustrante, e potencialmente irritante, para pesquisa.)

No caso acima do Presidente Brown, faz qualquer diferença que ele nunca disse aquelas famosas palavras, com as quais há muito é associado, desde que foram inclusas subsequentemente na versão publicada do discurso?

–o–

Gravação do discurso na série BYU Discursos do Ano
Transcrição do discurso no site da BYU

bergera.jpgGary James Bergera é o diretor geral da Fundação Smith-Pettit em Salt Lake City, ex-diretor geral da Signature Books, e ex-editor geral da revista Dialogue: A Journal of Mormon Thought. Ele foi co-autor de ‘Universidade Brigham Young: Uma Casa de Fé’, editor da ‘Linha Sobre Linha: Ensaios Sobre Doutrina Mórmon’, ‘A Autobiografia de B. H. Roberts’, ‘Pronunciamentos da Primeira Presidência SUD’, de volumes companheiros de ‘O Quorum dos Ungidos de Joseph Smith, 1842-1845, e as Companhias de Investidura de Nauvoo’, e ‘A Busca Por Harmonia: Ensaios Sobre Ciência e Mormonismo’. Ele foi recipiente do Prêmio de Melhor Artigo da Associação de História Mórmon.
Texto Original publicado no site Keepapitchinin. Reproduzido com permissão do autor.

Leia também: Seguir, seguir, seguir.

6 comentários sobre “Hugh B. Brown: Liberdade de Pensamento

  1. Teria sido o próprio Hugh B. Brown quem acrescentou o trecho à versão escrita? Nem sempre é possível realizar a “crítica genética” do texto, reconstruindo sua redação através dos diferentes rascunhos, versões, etc. Mas o exemplo é aparentemente único porque a versão escrita, nesse caso, trouxe maior ênfase do que o original falado ou lido.

    • No contexto americano, mesmo dentro da Igreja, acho que não teriam adicionado algo ao texto sem a permissão do autor.

      Parece-me mais provável que o Brown esqueceu de dizer essa frase durante seu discurso, mas que ela já estava no discurso.

      Mas acho a ideia de publicar o texto do discurso com uma frase a mais sem a permissão de Brown muito improvável. Pelo menos, ele consentiu.

      • Eu concordo, e dado o contexto histórico, a saber, as dificuldades que Brown enfrentava com os Apóstolos mais “linha dura”, eu acho pouco provável que alguém *quisesse* fazer essa mudança, já que aumenta — e não diminui — a força do argumento geral do seu argumento!

        Mesmo assim, segue sendo uma das minhas citações favoritas de uma Autoridade Geral.

  2. Pingback: Citação: Hugh B. Brown sobre a liberdade de pensamento | Vozes Mórmons

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