Como voltar à igreja?

Voltar a frequentar a Igreja, após um período de “férias” pode ser algo bastante difícil para muitos indivíduos, basicamente pelos motivos motivos que levam as pessoas a deixarem o convívio da Igreja. O olhar dos outros, a avalanche de responsabilidades e outras formas de pressão social pouco ajudam nesse processo de reintegração. Mas como superá-las?

Caso o indivíduo sinta vontade de voltar a frequentar a Igreja, como ele pode se prevenir dessas pressões? Ou passar por elas sem se machucar? Como fazer desse retorno uma experiência prazerosa e de fato espiritual?

145 comentários sobre “Como voltar à igreja?

  1. Amigo Geninho, gostei da frase sobre a fé, bem legal.

    Não tenho capacidade de julgar seus sentimentos em relação ao assunto, mesmo porque nem os seus nem os meus mudam a veracidade ou a falsidade do evangelho restaurado.

    Não amigo, na verdade, a crença de que Cristo vive não tem nada a ver com fatos a respeito de sua possível vida, pois não existe nada que nos assegure sua Ressurreição, ou seja, que Ele seja de fato o Filho de Deus, a não ser a fé, que é gerada pelas declarações das possíveis testemunhas oculares.

    Discordo completamente a respeito de Deus, profetas modernos, Bíblia. Mas, respeito sua opinião.

    Novamente, sou grato por seu testemunho a respeito do Mestre, novamente, só fortalece o meu sobre o evangelho restaurado, interessante isso, ao mesmo tempo que vc “ataca” vc “apoia”, rs

    Abração amigo.

    • Ei Pedro,

      Pois é meu amigo a crença na história do LM como “traduzida” por Joseph é insustentável. E nesse sentido “a fé nos empurra contra os fatos”.

      1) Nao houve em nenhuma época, e nao há hoje, por exemplo nenhum rio que desaguasse no mar vermelho. (1 Ne 2:5-8).

      2) O LM diz que o povo de Nefi construiu um templo aqui nas Américas nos moldes do templo de Salomao e com todos os minerais e pedras preciosas que eram encontrados em abundancia e no vers. seguinte diz que nao podia ter tantas coisas preciosas por nao existirem naquela terra. (2 Ne 5:15-16).

      3) Jesus Cristo nasceu em Belém e nao em Jerusalém, cidades distantes uma da outra quase 8 km. Em toda a Bíblia nenhuma profecia havia que Ele nasceria em Jerusalém (Al 10:4).

      Sem contar com as outras inconsistencias, no Monte Cumora morreram milhares de pessoas, a igreja autorizou um membro arqueologo e investiu milhares de dolares em 10 anos e nunca achou nada que comprovasse a destruiçao de um povo com uma populaçao igual ou superior a do estado do Maranhao (+ou- 6 milhoes de pessoas).

      Por essas e por muitas outras para mim a idéia de Reino de Deus, igreja verdadeira e unica na face da terra ruiram…

      E sobre atacar e defender, eu defendo a DEUS e a JESUS CRISTO as VERDADES que Eles ensinaram e ensinam através de um Livro que foi ambientado num cenário que realmente existe até os dias de hoje (Rio Jordao, Getsmani, Golgota, os lugares onde o Salvador passou com sua pesada cruz e até as pedras do templo derribadas por profecia de Jesus [para mim uma evidencia física de seu poder e ministério ESPIRITUAL].

      Mas entendo, e respeito se voce prefere crer e ter testemunho pela FÉ pura e simplesmente. A minha me empurra para além dos FATOS!

      Abç.

      • Pedro boa tarde!

        Gostaria de fazer uma correçao no texto acima, após o item 3; na verdade o investimento nao foi para as pesquisas no monte Cumora, este até aqui nunca foi permitido que se fizesse nenhum trabalho arqueológico (trata-se de uma área particular comprada pela igreja).

        Na verdade o pesquisador em questao é Thomas Stuart Fergunson (membro da igreja), um dos fundadores da Fundaçao de Arqueologia do Novo Mundo e membro do Deptº de Antropologia da Universidade de Brigahm Young, e sua pesquisa realizada entre as décadas de 50 e 60. Descobriu-se muito sobre a cultura dos meso-americanos, mas nunca descobriu-se nada que ligasse o LM as descobertas, como foi o propósito do irmao Thomas Stuart Fergunson e o interesse da igreja com o investimento. (+/- 150 mil dolares).

        p.s: A igreja custeou os primeiros uns 5 anos da pesquisa, e salvo o engano, a partir dai a igreja fundou o deptº supra citado.

        “A fé tem que nos levar para ALÉM dos fatos e nao nos empurrar contra os mesmos”

        Abç

        Abç

  2. Ei Bill,
    Vou usar um trecho do que Marcello Junn escreveu: “emocional usualmente não respondem a questões racionais”… Meus questionamentos são relevantes, minhas dúvidas são pertinentes ou não?

    Se sim, vamos aos fatos… Você já visitou a terra Santa? É confortante né? Poder andar por onde temos a certeza que Cristo andou, visitarmos as ruínas do Templo de Jerusalém e vermos com nossos olhos que a escritura se cumpriu (Mat 24:2), porque parte dessas pedras ainda estão por lá? Você imagina o Espírito que é sentido por lá? Deve ser fantátisco!!!! Eu por enquanto só imagino…

    Amigo Cristo recheou seu ministério com fatos (seus incontáveis milagres mostrando que Ele, era aquele que foi pregado pelos profetas do Velho Testamento),que só nutriram e embasaram, além de perpétuar, a Fé que se tem neste homem.

    Foi o maior acontecimento de todos os tempos.

    Eu acreditei e PREGUEI POR DOIS ANOS que algo semelhante e de tão grande impacto sobre a humanidade voltou a acontecer, Ele chamou um profeta entre nós e restaurou a sua igreja (isso elimina a questão se eu orei e perguntei a Deus sobre isso!). Durante anos, mesmo sem concordar com algumas coisas “reveladas” por Deus aos “profetas modernos”, por medo, me recusei a questionar. O medo se foi e a razão entrou juntamente com a fé em meu coração.

    As questões são:

    1)Porque, se nosso Deus é o mesmo hoje, ontem e o será para todo sempre, Ele ao contrário do que fez com SEU PRIMOGENITO FILHO (deixando tudo lá, cidades, locais, narrativas, escritos e etc) … ocultaria de forma tão grande, uma mínima evidencia que fosse, da OBRA do homem (Joseph Smith),” que mais fez pela SALVAÇAO da humanidade” após o Salvador?

    2) Não tem algo no mínimo curioso e estranho ai? Porque aceitar um livro que não tem vestígios de sua veracidade no plano físico como divino e ainda por cima questinonar o que temos (a Bíblia) dizendo: “enquanto for correto a sua tradução”? Acha justo e inteligível isso, que sentido teria isso no plano de Deus?

    3)E os irmãos de vários outros credos. Valentes, abençoados, que recebem milagres, e servem a Deus com devoção. Receberam essa influencia e possíveis respostas de quem?

    4) Amigo é lícito e justo ter esses questionamentos? E descobrir essas coisas sozinho, e nunca ter tido espaço dentro da igreja para manifesta-las e discuti-las franca e abertamente?

    Se sua resposta for sim… Aguardo seu entendimento sobre:
    A) A Obra de Cristo e suas evidencias (porque existem e qual o fim) e a Obra de Joseph e a falta de evidencias e os porquês.

    B) Porque um livro que veio da fonte para nós, diz que o filho de Deus nasceu em JERUSALÉM ao invés de BELÉM (Alma 7:10)?
    p.s: Apenas pra citar um entre tantos erros encontrados nele. É muito grosseiro para o livro mais correto da face da terra, não acha?

    Poderia levantar vários outros pontos conflitantes que me fizeram ter a certeza que a igreja sud é mais uma entre muitas igrejas que há por ai, elas não salvam ninguém, nosso relacionamento e atitudes para com Deus e nosso próximo, isso sim é que pode nos salvar!

    Caso você queira discutir sobre os pontos que me fizeram abandonar o mormonismo, podemos, para abreviar os post’s, enumerá-los um a um.

    Um abraço Bill que Deus nos abençoe nesta busca de entendimento e luz sobre a vontade e as verdades de Cristo em nossas vidas.

    • Prezado Geninho, boa noite.

      “Embora o argumento não crie convicção, a falta dele destrói a fé. O Que parece ser provado pode não ser abraçado; mas o que ninguém mostra a habilidade de defender é prontamente abandonado. Argumento racional não cria crença, mas ele mantém um ambiente em que a fé possa florescer.” (Austin Farrer em C. S. Lewis.)

      Creio que essa citação de Austin Lewis retrata muito bem a mensagem que você quer nos passar.

      Não sei se você já conhece, mas lhe indico esse site , talvez possa lhe ajudar a encontrar algumas respostas que você procura.

      Depois nos passe um feedback sobre o que você acho desse site ok?

      Forte abraço.

      • Bil, Bom dia!

        Como toda pesquisa que se preza, eu entrei no site e estou colhendo informaçoes e acrescendo aos meus estudos! Obrigado, vai ser muito útil, ler a “versao” (mesmo que nao oficial) da igreja sobre os pontos relevantes e conflitantes do mormonismo.

        Sinto que terei muito trabalho. E como já disse por aqui, meu intuito nao é me tornar um anti-mormon e sim obter conhecimento e luz sobre pontos que em 22 anos de igreja, jamais tinha ouvido falar até iniciar minha pesquisa.

        p.s: o site é bem consistente para o que se presta.

        Abç e obrigado!

      • Amei, sou muito dificil em sintetizaçao de palavras e sentimentos mais esta frase exprime exatamente como me sinto hoje e como esvaziou-se minha crença no mormonismo a partir do momento em que o argumento racional parou de alimentar a minha fé!!

        Obrigado Bill, quanto ao site pode ter certeza vou olhar e lhes passarei o feedback

        Essa será a partir de agora minha frase de partida para conversar com quem eu amo sobre minha visao da igreja e do mormonismo.

        “Argumento racional não cria crença, mas ele mantém um ambiente em que a fé possa florescer.” (Austin Farrer em C. S. Lewis.)

        Tao bem explicado pelo nosso amigo Marcello Junn:

        “Supõe-se, consequentemente, que ele aceitara que, para “florescer”, a “fé” deve se moldar ao “argumento racional” e não vice-versa.”

        FANTÁSTICO!!!

      • A maior contribuição intelectual de Austin Farrer foi demonstrar que o texto do Evangelho de Lucas é dependente dos textos dos Evangelhos de Marcos e Mateus, além do texto de Mateus ser dependente do texto de Marcos (i.e., o autor de Lucas copiou os autores de Marcos e Mateus para montar o seu texto; e o autor de Mateus copiou o autor de Marcos).

        Supõe-se, consequentemente, que ele aceitara que, para “florescer”, a “fé” deve se moldar ao “argumento racional” e não vice-versa.

        “Argumento racional não cria crença, mas ele mantém um ambiente em que a fé possa florescer.” — Austin Farrer

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