Mulheres

MORMON-articleLargeA história mórmon é geralmente escrita pela perspectiva de seus líderes. Ou seja, é uma narrativa majoritariamente masculina.

Neste Dia Internacional da Mulher, quais mulheres você destacaria na história mórmon?

24 comentários sobre “Mulheres

  1. Não é nada vergonhoso. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos DIAS não se centraliza de maneira alguma no machismo. As pessoas tem essa opinião apenas porque o sacerdócio é concedido aos homens? Engraçado. Porque os homens que lideram a Igreja?
    Mas isso advém do poder sagrado que é concedido aos homens, cabe á eles se forem dignos de serem os provedores da Igreja, de liderarem Sião por meio do poder do sacerdócio. Mulheres não possuem o sacerdócio, apenas por isso.
    Eu sou professora dos valorosos na classe da primária, e estamos trabalhando com a história da Igreja esse ano. E tenho conhecimento de como as mulheres são citadas, de como eram abençoadas e de como havia preocupação com elas.
    A Mãe do profeta Joseph, LUCY SMITH,escreveu muitas coisas que prestaram testemunho de que ele era u profeta de chamado por Deus.
    Também é citada MARY ELIZABETH, que na época dos primeiros exemplares do Livro de Mórmon, ela consegui O Livro emprestado e leu-o sem cessar, logo após recebeu a visita do profeta, onde ela cita: “Quando Joseph me viu, olhou-me com grande intensidade (…)Depois de um instante, aproximou-se de mim, colocou as mãos sobre minha cabeça e deu-me uma benção, a primeira que recebi na vida. Deu-me então o livro de presente, dizendo que daria outro ao irmão Morley” ( A vida e testemunho de Mary Lightner)(alt Lake City: Kraut’s Pioneer Press, n.d), pp 1-4.

    E também não podemos nos esquecer da sociedade de socorro, abaixo adicionei uma citação bem IMPORTANTE para as Mulheres lembrarem de como elas são importantes:

    “As mulheres sempre foram parte integrante de serviços mórmon da Igreja. Votaram juntas em todas perguntas submetidas aos membros da Igreja desde seu princípio em 1830. Mulheres mórmons estavam presentes na primeira reunião da Igreja no dia 6 de abril de 1830, e estavam entre os primeiros indivíduos batizados.
    O serviço firme das mulheres foi logo notado pela liderança dos Santos dos Últimos Dias. Ao observar as irmãs trabalhando no véu do templo, o Profeta José Smith Jr. disse: “Bem, irmãs, vocês estão sempre à disposição. As irmãs estão sempre em primeiro lugar em todos os serviços . Maria foi a primeira na ressurreição; e as irmãs agora são as primeiras a trabalhar no interior do templo”. (History of Relief Society 1842-1966, pagina 19)
    “Na primavera de 1842, Sarah M. O Kimball e sua costureira, senhorita Cook , decidiram que ambas iriam ajudar os trabalhadores no Templo de Nauvoo. Decidiram convidar seus vizinhos a unir esforços para criar uma Sociedade das Senhoras. Kimball pediu que Eliza R. Snow escrevesse uma constituição e leis para a organização e as apresentasse a Joseph Smith Jr. Depois que revisar suas anotações, Joseph comentou o seguinte: “isto não é o que você quer…. [o Senhor] Tem algo melhor para elas do que uma constituição escrita. … Organizarei as irmãs sob o sacerdócio em uma organização parecida com a do sacerdócio”. Ele continua dizendo: “A Igreja nunca estaria plenamente organizada até que as mulheres fossem organizadas também”. (como citado em History of Relief Society 1842-1966, p. 18)

    “Dezoito mulheres reuniram-se na quinta-feira, 17 março de 1842, em uma sala localizada no segundo andar do armazém vermelho de tijolo de Joseph Smith em Nauvoo, Illinois. Joseph Smith, John Taylor, e Willard Richards sentaram-se sobre a plataforma no fim superior da sala, com as mulheres de frente para eles. O hino “Tal Como um Facho” foi cantado, e John Taylor começou a reunião com uma oração. Joseph Smith então organizou as mulheres presentes que eram:
    • Emma Hale Smith
    • Sarah M. Cleveland
    • Phebe Ann Hawkes
    • Elizabeth Jones
    • Sophia Packard
    • Philinda Merrick
    • Martha Knight
    • Desdemona Fulmer
    • Elizabeth Ann Whitney
    • Leonora Taylor
    • Bathsheba W. Smith
    • Phebe M. Wheeler
    • Elvira A. Coles (Cowles; depois Elivira A. C. Holmes)
    • Margaret A. Cook
    • Sarah M. Kimball
    • Eliza R. Snow
    • Sophia Robinson
    • Sophia R. Marks

    Irmãos, presto meu testemunho que a Igreja jamais desmereceu as mulheres, bem pelo contrário, os homens são guardiões delas. Sempre é citado e relembrados em aulas, em livros, em escrituras, nas reuniões, a importância da mulher na obra do Senhor. Como diz um hino das Moças:
    ” Vem, toma esta mão
    Deste pequeno ser
    Pois este teu amor é imortal
    O teu chamado de mãe,
    Sagrado deve ser
    Assim nos disse o Pai Celestial.
    Há um elo especial que liga a mãe
    ao Criador
    É uma sagrada forma de servir.
    A ela um filho seu à Terra enviará
    Para aprender as Suas leis seguir.
    Nosso Pai espera por mulheres
    de grande valor
    Que saibam como é grande
    o plano Seu.
    E que a Seus filhinhos possam
    ensinar
    Como retornar ao Pai que está
    no céus.”
    Acreditamos e sabemos, que esse é o Grande papel das Mulheres, que excede a qualquer poder na terra e que se magnifica no céu. Em nome de Jesus Cristo, Amém

  2. Obrigada pela ajuda Marcos.
    E Antônio, eu citei acima que estava no manual da Primaria que certamente é manual da Igreja o trecho da história de Mary Lightner.
    Você disse: “Interessante notar que muitas das mulheres que você cita acima não acreditariam na afirmação de que o sacerdócio é dado exclusivamente aos homens.” Por qual motivo tu tendes a dizer isso?
    Certamente elas concordavam e apoiavam seus maridos, pois há um propósito para que os homens tenham o sacerdócio, e nós mulheres temos um dever muito importante para com O Pai Celestial e na Sua obra, DIGO E REPITO: UM CHAMADO NÃO MENOS IMPORTANTE, e sim um chamado essencial.

    • Bianca,

      a recepção ou uso do sacerdócio por parte das mulheres é, na minha opinião, um dos temas mais interessantes da história mórmon. Um dos maiores problemas para entendê-lo, no entanto, são as percepções que herdamos e que bloqueiam nosso entendimento; ou ainda, que nos fazem ler o passado com os lentes do presente.

      A própria fundação da Sociedade de Socorro fornece importantes pistas da visão de Joseph Smith sobre o sacerdócio e sobre o papel que aquela organização feminina deveria ter. Em abril de 1842, quando a Sociedade de Socorro foi organizada, Joseph Smith registrou o seguinte:

      “Às duas horas, reuni-me com os membros da ‘Sociedade Feminina de Socorro’ e após presidir na admissão de muitos novos membros, dei uma palestra sobre o Sacerdócio, mostrando como as irmãs viriam a possuir os privilégios, bênçãos e dons do Sacerdócio”. (History of the Church 4:602)

      Na terceira reunião da nova organização, ele ainda afirmou que:

      “faria desta Sociedade um reino de sacerdotes como nos dias de Enoque” http://josephsmithpapers.org/paperSummary/nauvoo-relief-society-minute-book

      Com a aprovação de Joseph Smith, Emma – a presidente da Soceidade – e suas conselheiras, Sarah Cleveland and Elizabeth Whitney, administraram bênçãos com imposição de mãos. Na quinta reunião da Sociedade, uma irmã Durfee foi uma das pessoas que prestaram seu testemunho. Ela “prestou testemunho da grande bênção que ela recebeu na última reunião quando da administração por Emma Smith e Conselheiras Cleveland e Whitney”, acrescentando que “achava que as irmãs tinham mais fé do que os irmãos”. A prática de mulheres imporem as mãos sobre doentes persistiu durante todo o século XIX e início do XX.

Deixar mensagem para Bianca Braun Cancelar resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.