Novos Presidentes de Missão Anunciados para 2017

A Igreja SUD anunciou hoje os novos presidentes de missão que assumirão seus respectivos campos de proselitismo em solo brasileiro.

Missionários SUD em Fiji (Foto cortesia d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, republicada no artigo do The Salt Lake Tribune citado neste)

Missionários SUD em Fiji (Foto cortesia d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias)

Das 34 missões oficiais no Brasil, as 3 últimas novas missões abertas há 4 anos, pouco mais de um terço receberá nova liderança. Eis os nomes dos novos presidentes.

 

Área Brasil

Missão Presidente Atual Novo Presidente
Brasil Brasília Mark C. Lundgren Flávio A. Cooper
Brasil Florianópolis Ramilfo E. Silva Mauro Gonçalves
Brasil Fortaleza Gilberto Bonini Ribeiro Kent R. Chamberlain
Brasil Maceió Henrique Gomes Junior Mark W. Taylor
Brasil Manaus Rui B. Castro José Caetano de Morais
Brasil Recife Rory C. Bigelow Richard M. Houseman
Brasil Rio de Janeiro Marcos Cabral Júlio César Kern
Brasil Salvador David T. Lisonbee David W. Lazenby
Brasil São Paulo Interlagos Loren G. Dalton Kenneth D. Cordner
Brasil São Paulo Norte Timothy L. Farnes Edson D. G. Ribeiro
Brasil São Paulo Sul Phillip E. Broadbent Pedro Acosta
Brasil Vitória David E. Young Júnior Mazzagardi [sic]

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos os Últimos Dias apresenta problemas em seu crescimento no Brasil, com dados estatísticos sugerindo que a Igreja, apesar de intensos investimentos em proselitismo (incluindo campanhas publicitárias), não cresce além de reposição de evasão e apenas acompanha o crescimento populacional natural, com média anual aproximada de 45 mil batismos entre 2010 e 2015. Considerando que a média global de missionários por missão é de 177, pode-se calcular uma média estimada de 7,5 batismos por ano por missionário no Brasil. Considerando, ademais, que a média de retenção desses batismos no Brasil é calculada, baseando-se em dados demográficos levantados pelo IBGE, em 22%, pode-se estimar que cada missionário no Brasil converte 1,65 novos membros para a Igreja SUD por ano.

Ou, para oferecer uma melhor análise de eficácia em relação a esforço e investimento desprendido, calculemos que cada missionário no Brasil resulta em um crescimento mensal absoluto para a Igreja SUD de 0,13 membros. Ou, ainda, 60 horas semanais, quando não mais, dedicadas exclusivamente a proselitismo resultando apenas em 0,03 novos membros.

Enquanto nos novos anúncios para presidentes de missão não há quaisquer sugestões de que tais desafios para a obra missionário ou o crescimento da Igreja SUD no Brasil, não é difícil notar tons ufanistas alardeando sucessos missionários entre mórmons brasileiros.

Há alguns anos a Igreja publicou vídeo comemorando o excelente crescimento da Igreja SUD no Brasil, destacando recente visita ao país dos Apóstolos Russell Nelson e Neil Andersen.

O texto do site oficial da Igreja dizia:

Durante uma visita em maio de 2014, o Élder Neil L. Andersen do Quórum dos Doze Apostólos falou sobre o crescimento da Igreja no Brasil: “É incrível ver o progresso da Igreja”, disse. “A Igreja está expandindo e crescendo a cada ano. Isto nos tem sido uma grande benção para testemunharmos”.

O Élder Russel M. Nelson também adicionou sua animação com a influência da Igreja no Brasil, chamando o Brasil de “parte do coração da Igreja”. Ademais, afirmou que quando vem para o Brasil, ele “enxerga o futuro da Igreja”.

Não obstante todo o otimismo e ufanismo, as estatísticas narram desafios que não parecem ser levados em consideração. Com apenas 58% dos novos líderes de missões sendo nativos brasileiros, seria possível imaginar que os desafios específicos para acolher novos conversos brasileiros estaria fugindo do escrutínio da liderança mórmon? Se houvesse mais líderes locais responsáveis pelo esforço de proselitismo, é possível que houvesse uma discussão mais franca e produtiva sobre como reverter esses reveses? Seria o otimismo divorciado das realidades estatísticas um empecilho para uma ponderação mais objetiva e uma avaliação mais honesta do fenômeno de (baixo) crescimento SUD no Brasil?


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14 comentários sobre “Novos Presidentes de Missão Anunciados para 2017

  1. ” Se houvesse mais líderes locais responsáveis pelo esforço de proselitismo, é possível que…”

    Os líderes locais chamados, em geral, têm sido os “rabinos” do SEI, quase todos MUITO americanizados.
    Me parece mesmo que a maioria dos líderes têm o desejo de ser americanos, tristes, até, por Deus não os ter permitido nascer na “land of the free/home of the brave”.

  2. Onde estão as seguintes missões?
    Rio de Janeiro Norte
    Salvador Sul
    Salvador Norte
    Porto Alegre Norte
    Porto Alegre Sul
    Santa Maria
    Marilia
    Ribeirão Preto
    Campinas
    Curitiba
    Florianopolis
    São Paulo Norte
    São Paulo Sul
    São Paulo Leste
    São Paulo Interlagos
    Belo Horizonte Oeste
    Belo Horizonte Leste
    Goiania
    Recife Sul
    Recife

    • Rio norte agora é vitória, salvador morta e recife sul é missão Maceió missão Marília agora é missão londrina, mssao BH leste é missão juiz de fora, ribeirão preto e campinas criou missão Piracicaba missao fortaleza dividiu em três Brasil fortaleza,fortaleza leste e missão Teresina e João pessoa dividiu com missão natal SP sul abriu missão santos e SP oeste.

    • Se bem que na missão Campinas, bem que poderia trocar de presidente antes da hora. Presidente Bruce Hill aceitando numa boa missionário que namora na missão.

      • Coincidência ou não, eu moro em Teresina soube de coisas que elderes e sisteres fizeram e onde servi também em Ribeirão

  3. Faz muito, mas muito tempo que minha ala nao batiza “familia de ouro”, apenas haitianos, que não duram 3 meses na região. (Alguns até duram, mas nao querem mais nada com a igreja, apenas se ver livres das sisteres ou dos elderes chatos que nao dão folga)
    A metodologia de cada presidente muda muito, por isso a obra não tem o mesmo peso ou resultado.
    As autoridades gerais nunca em hipótese alguma irão dizer nada negativo com relação ao Brasil, pois o baque seria grande. Os suds brasileiros sao extremistas demais e não suportariam.
    Fiz missão na parte de cima do mapa, faz um bom tempo, naquela época nao tinha internet, face e whats, ficava mais fácil manter as pessoas atentas (nem sempre) para ouvir uma palestra …hoje deve ser entediante demais ficar ouvindo os “R2 D2 e o C3PO” repetindo o que aprenderam no “céu tm”.
    Boa sorte para os atuais missionários (as) admiro a lealdade, mas o caminho não será facil..
    Mas pelo menos uma leva boa desses ficarão firmes e aceitarão tudo o que vem de Salt Lake, a meca ou vaticano dos suds.

  4. Talvez se o trabalho missionario fosse voltado ao servico comunitario como visitar hospitais, centro de refugiados, asilos,prisoes etc.. ou seja fazer o trabalho que Jesus faria, a igreja teria mais progresso e melhor credibilidade do que passar horas em reunioes desnecessarias, os missionarios e lideres teriam um entendimento melhor das necessidades das pessoas, tambem haveria maior espiritualidade na igreja, tambem nao haveria necessidade de gastar com publicidade. Mas quando foi a ultima vez que alguem viu um Presidente de Missao visitar algum desses lugares, ou um Apostolo fazer o mesmo?

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