Entre 2011 e 2014, a Igreja SUD conduziu uma campanha publicitária multi-milionária para passar uma imagem ao público de uma religião heterogênea:
Iniciada em 2011 nos EUA e Austrália e recentemente levada também para o Reino Unido e Irlanda, a campanha procura mostrar membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias como pessoas normais, com suas diferentes origens, profissões e estilos de vida. Diversidade é um conceito essencial da campanha. No site, pode-se buscar perfis até por etnia e religião anterior. Os vídeos evitam capelas ou homens de camisa branca e gravata. Ambientes e pessoas são alegres e informais. Dos cinco vídeos brasileiros, quatro mostram algum momento de superação. O empresário que pratica surf fala de como superou a morte do pai. A professora e coreógrafa superou a falta do amor de seu pai alcoólatra. O policial militar que ama dança gaúcha e luta contra o câncer. O ator e dublador e uma fratura exposta.
Pesquisadora da Universidade de Zurique, Marie-Therese Mader apresentou um estudo acadêmico no último congresso da Academia Americana de Religião onde ela examina o contexto e o subtexto desta campanha publicitária, e o que ela pode sugerir sobre a realidade comunitária da Igreja SUD, a percepção que a Igreja (ou sua liderança) tem de si mesma, e a percepção que a Igreja (ou sua liderança) deseja passar tanto para os próprios membros da Igreja e para os não-membros. Na apresentação entitulada “União na Diversidade: Estratégias de Auto-representação de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na Série de Comerciais ‘Eu Sou Mórmon’“, Mader nota que a campanha apenas inclui membros que são excepcionais em algum quesito, seja profissional, seja intelectual ou cultural. Tal ênfase em excepcionalidade serviria, conjectura, de conforto e auto-afirmação para a maioria dos membros que, por simples exigência estatística da natureza humana, não são excepcionais. Não obstante, o que lhe parece chamar mais atenção é a uniformidade dos perfis “oficiais” apresentados pela Igreja. Apesar de tratar-se de campanha dedicada a exibir diversidade entre os membros da Igreja (47% não eram Americanos, e dentro os Americanos, 18% não tem herança cultural Americana; 30% não eram Brancos), a campanha exalta uniformidade dos membros da Igreja:
- A despeito de diversidade cultural, econômica, e racial, todos os perfis são similares;
- Todos focam suas vidas em tôrno de famílias nucleares;
- Nenhum é infeliz, sofre com problemas, ou passam por dificuldades;
- Todos estabelecem vidas ocupadas e atarefadas.
Além desta uniformidade idiossincrática notada acima, Mader notou duas características prevalentes em todos os 174 vídeos publicados pela Igreja:
- Crenças religiosas, práticas litúrgicas, ou mesmo estruturas arquitetônicas (e.g., capelas ou templos) foram conspicuamente excluídas de quaisquer menções ou ilustrações;
- Indivíduos exibidos como representativos da Igreja SUD serviam como um produto à venda.
O que vocês acham? A campanha demonstrou Mórmons diferentes do examinado pela pesquisa acima? Mórmons realmente focam em vidas ocupadas e atarefadas? Se sim, isso é positivo ou negativo? E por quê? Mórmons não sofrem problemas ou passam por dificuldades? Mórmons que sofrem problemas, são infelizes, ou passam por dificuldades encontram estrutura de apoio dentro da comunidade da Igreja ou sentem-se excluídos por não mais pertencerem a esse molde? Mórmons não tem famílias não-nucleares (e.g., mãe solteira, ou órfãos, ou solteiros sem filhos, ou casados sem filhos, ou de pais divorciados, etc.)? Mórmons com famílias não-nucleares conseguem participar da comunidade mesmo não pertencendo a esse molde? Ademais, por que excluir quaisquer menções ou citações às crenças e ensinamentos da Igreja? Jesus Cristo, Joseph Smith, Livro de Mórmon não seriam temas mais relevantes para a missão da Igreja de “pregar o evangelho restaurado”?

Propaganda vai ser sempre propaganda, o que é normal e aceitável, não sejamos tão duros com aqueles q juramos denfender, ainda q nos sintamos amordaçados pela falta de atenção devemos sempre nos lembrar que trimestralmente vamos ter a oportunidade de sermos entrevistados pelo bispo a respeito de nossos dízimos e ofertas ta aí uma boa oportunidade de abrirmos nossos corações rsrsrsrsrs…… E lembre se de que por trás de um grande sucesso tem sempre um marketeiro inspirado e infelizmente estamos tendo que conviver com menos Cristo e mais gestão.
concordo com vc
alguns podem dizer .conheço um membro de sua igreja que e hipocrita.eu ja mais me filiaria a uma igreja que tem alguém como ele como membro.
se você definir como hipócrita alguém que não consegue viver perfeitamente aquilo em que ele acredita,então todos somos hipócrita.Nenhum de nos e totalmente semelhante a Cristo como sabemos que deveríamos ser mas sinceramente desejamos vencer nossos falhas e a tendência de pecar.com o nosso coração e a nossa alma ansiamos tornar-nos melhores com a ajuda da expiação de jesus Cristo e isso que você deseja (filiar-se a igreja)então independentemente de sua circunstancias ,de sua historia pessoal ou da da forca do seu testemunho,há um lugar para você nesta igreja…venha junte-se a nos…e para ser perfeitamente honesto houve ocasiões em que membros ou lideres de a igreja simplesmente cometeram erros.talvez tenha havido algo que foi dito e que nao estava em harmonia com os nossos valores,precipícios ou a nossa doutrina.suponho que a igreja seria perfeita semente se nela houvesse pessoas perfeitas Deus e perfeito e sua doutrina e pura.mas ele trabalha por nosso intermedio -seus filhos imperfeitos-e as pessoas imperfeita cometem erros .
na pagina do rosto do livro de mórmon lemos “e agora se,há falhas são erros dos homens ;não condeneis portanto as coisas de Deus para que sejais declarado sem manchas no tribunal de Cristo…e triste que alguns tenham tropeçado por causa dos erros cometidos pelos homens.Mas a despeito disso,a verdade eterna do evangelho restaurado encontrado nA igreja de jesus Cristo dos santos dos ultimou dias não foi maculada ,diminuída ou destruída