Arte com referência à Mãe Celestial é roubada na BYU

exposiçãoA estudante Katie Marie Liechty realizou uma exposição de fotografias baseadas nos verbetes do livro Mormon Doctrine (Doutrina Mórmon) de Bruce R. McConkie. As obras em preto e branco, acompanhadas de citações correspondentes do livro, foram expostas este mês na Universidade Brigham Young (BYU), de propriedade da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Para “Mãe Celestial”, a fotógrafa havia utilizado um papel fotográfico sem imagem alguma, escolha que Katie afirma ter sido motivada por respeito. A citação escolhida dizia: “Implícita na verdade cristã de que todos os homens são filhos espirituais de um pai eterno está a verdade não geralmente dita de que são também progênie de uma mãe eterna”.

De acordo com a reportagem do Salt Lake Tribune, a estudante explicou que “inclui a Mãe celestial em meu projeto porque não falamos muito sobre isso na igreja. Para mim, o conhecimento de uma Mãe Celestial fortalece minha fé em ter um Pai Celestial”. Pelo jeito, nem todo o público concordou. Tanto a obra quanto a citação correspondente do apóstolo McConkie desapareceram.

Paul Adams, diretor do departamento de fotografia da universidade mórmon, disse que as fotos haviam sido aprovados antes de serem expostas, como de praxe.

Embora mórmons acreditem na existência de uma divindade feminina, o tema é muitas vezes tratado como tabu, como ilustra o incidente na universidade.

7 comentários sobre “Arte com referência à Mãe Celestial é roubada na BYU

  1. Me intriga a necessidade que os membros da Igreja têm de selecionar os fatos e interpretações em que desejam acreditar, ignorando todo o resto. O medo de se deparar com algo diferente daquilo a que foi doutrinado a acreditar representa, a meu ver, fragilidade da fé. Recentemente recebi um vídeo com um resumo e uma canção sobre Emma Smith, romantizando e minimizando tanto a história da mesma, que soou como um desrespeito. Ela viveu, sofreu, suportou e enfrentou muito mais do que aquele vídeo tentava passar, onde a ideia de uma mulher submissa e um marido apaixonado e totalmente dedicado a ela era reforçada. Quando tentei aprofundar o tema com a amiga que me enviou o vídeo, rapidamente ela desviou o assunto e depois não me respondeu mais.
    Qualquer tentativa de mencionar a história e os aspectos relevantes dela, conforme documentados pela própria Igreja, é vista com desdém e repulsa, não pela liderança somente, mas pela maior parte dos membros. Por outro lado eu creio que devemos nos esforçar por conhecer a história da nossa religião sem pudores ou restrições, em fontes confiáveis, e aprender a lidar com ela, em consonância com nossa fé.

  2. Se formos buscar conhecimento sobre o que realmente é a nossa religião. Simplesmente ficaremos chocados com algumas coisas que realmente não batem de forma alguma. Acho que seria mais prejudicial do que inspirador e com certeza muitos ficariam na balança de ser ou não ser mais membros.
    Por exemplo: como aceitar a poligamia? quando sabemos que essa doutrina trouxe tanto sofrimento as irmãs. O racismo que impedia os negros de possuir o sacerdócio? A lei da consagração que privava os irmãos que doavam alguma coisa de receber de volta seus pertences, quando não eram considerados dignos. Com certeza houve muita injustiça.
    É realmente necessário uma dose de muito testemunho a respeito do Evangelho. Com certeza nós como membros precisamos ter experiências espirituais para confirmar toda veracidade de tudo isso. Se formos ver pelo lado racional, digo que é realmente impossível compreender.

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