Russell Nelson Define ‘Apóstolo’

Recém designado como Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Russell Nelson candidamente definiu o que significa ser um Apóstolo em uma entrevista informal e improvisada.

Família esbarra em Russell Nelson durante trilha e aproveitam oportunidade para uma lição pessoal sobre doutrina Mórmon. Rostos da família borradas para proteger suas identidades.

Família esbarra em Russell Nelson durante trilha e aproveitam oportunidade para uma lição pessoal sobre doutrina Mórmon. Rostos da família borradas para proteger suas identidades.

Na semana passada, Nelson aproveitava-se das férias coletivas de verão para caminhadas na natureza desértica de Utah, quando deparou-se com uma pequena família Mórmon. Nelson, em excelente humor, e em incrível forma física para os seus quase 91 anos de idade, se abriu desarmadamente com o jovem pai de família, que subsequentemente nos deixou um breve relato dessa conversa. De acordo com o jovem pai de família, que em respeito à privacidade de sua esposa e filhos optou por manter suas identidades anônimas, eles esbarraram em Nelson e seu guarda-costas fazendo trilha próximo à cidade de Alta, em Utah. Ele descreve Nelson como sendo muito ágil e saudável, e acima de tudo simpático e gentil. Nelson se voluntariou para tirar fotos com a jovem família, não poupando charme ou gentilezas, e ainda se ofereceu para conversar sobre assuntos doutrinários. O ponto que mais lhe chamou a atenção foi a resposta singela à uma pergunta honesta:

PERGUNTA: O que significa, para um Apóstolo especificamente, ser uma “testemunha especial de Cristo”?

NELSON: Bom, se você pesquisar a etimologia  da palavra “testemunha”, verá que significa alguém que testifica de algo sobre o qual tem conhecimento especial.

PERGUNTA: Então isso quer dizer que você, pessoalmente, já viu Deus ou Jesus literalmente com seus próprios olhos?

NELSON: Não. Absolutamente não.

PERGUNTA: Então, apenas para clarificar, seu “testemunho especial” vêm através do Espírito Santo, da mesma maneira que vêm a um Presidente de Estaca, ou Bispo, ou mesmo a mim – Apenas mais “especial” dadas suas experiências de vida mais amplas?

NELSON: Sim. Está correto. Toda vez que você toma o Sacramento ou participar de uma ordenança ou ação parecida, você também está se tornando uma testemunha de Cristo. Esta é a sua lição do dia.

Existe uma crença popular entre membros da Igreja SUD que os Profetas e os Apóstolos da Igreja recebem revelações divinas diretas de Deus e Jesus em como dirigir e conduzir a Igreja. A despeito das afirmações públicas e ajuramentadas do sexto Presidente da Igreja Joseph F. Smith de que jamais havia recebido revelações diretas (ou visões sobrenaturais). [1] A despeito das afirmações públicas do décimo-quinto Presidente da Igreja Gordon Hinckley de que jamais havia recebido revelações diretas (ou visões sobrenaturais). [2] [3] [4] [5] [6] [7]

Russell Nelson deixou claro para esse Mórmon que ele nunca havia recebido uma visão ou revelação sobrenatural ou divina “especial” diferente do que milhões de Mórmons declamam todo primeiro domingo do mês em suas reuniões de testemunhos. Nota-se, claramente, no relato dessa entrevista improvisada que esse jovem pai de família buscava uma resposta direta justamente a essa crença popular que persiste, negações claras de líderes não obstantes.

A resposta de Nelson foi clara, honesta, objetiva, e inequívoca. A reação deste pai de família, por sua descrição, foi a de leve surpresa e respeito pela honestidade e franqueza do atual segundo maior líder entre os Profetas e Apóstolos. Sua esposa, contudo, optou por ignorar a resposta e decidiu continuar acreditando que Nelson e colegas vêem e falam com Deus e Cristo regularmente.

Por que essa crença popular persiste, apesar de negações dos próprios líderes? Qual é a sua importância dentro do contexto de crenças coletivas dos membros da Igreja? Qual seria o impacto, se houvesse, caso essa crença caísse em popularidade? Poderiam ou deveriam os líderes da Igreja desencorajá-la mais agressivamente?


[1] Paulos, Michael H., The Mormon Church on Trial: Transcripts of the Reed Smoot Hearings, Signature Books (2008), pp. 19-142.

24 comentários sobre “Russell Nelson Define ‘Apóstolo’

  1. acredito que assim como ele apareceu ao irmão de jared. ele pode se tornar visivel a qualquer membro fiel e digno,como diz nas escrituras que se fomos fiel e desejarmos isso ele ira aparecer.mas acredito que normalmente seja quem recebeu ou ira receber o chamado e eleição.

  2. Eu desconstrui esta crença ao longo dos anos de estudo e das próprias experiências de vida. Não é simples porque isso nos é ensinado sistematicamente, e o relato bíblico e do livro de mórmon estão repletos de relatos de apóstolos e profetas e de suas experiências pessoais com Deus. Porque seria diferente hoje? Acreditar nisso faz parte da crença na “igreja verdadeira “.
    De qualquer maneira considero importante pontuar que o fato de não termos a fonte, ou seja, o nome da pessoa que relata o encontro com o Elder Nelson, não dá credibilidade ao texto. Isso é relevante por não ser o padrão de artigo comumente publicado pelo Vozes, que sempre faz questão de apresentar fontes.

    • A fonte está citada no artigo acima. Basta clicar no hyperlink para ler o relato completo escrito pelo próprio autor. Ele mesmo demonstrou preocupação com a condição de anonimato, desculpando-se pela necessidade de preservar a identidade de sua esposa e promover tranquilidade domiciliar e familiar. Inclusive, ele publicou a foto (redigida) que tiraram do evento justamente para poder, dentro do possível, estabelecê-lo e documentá-lo.

      Anonimidade é uma condição comum em situações delicadas assim, especialmente onde há uma cultura de retaliação e punição prevalente e esperada. Certamente, sabemos que dentro da cultura Mórmon existe a expectativa real e presente de retaliações (exemplos recentes aqui, aqui, aqui), além do peso psicológico do ostracismo de familiares e amigos), e tais medidas punitivas, sejam institucionais, sejam sociais, coíbem o discurso aberto e franco.

      Anonimidade tampouco é critério absoluto de incredibilidade. Exemplos históricos abundam de informações relevantes e cruciais que são reveladas anonimamente (e.g., Watergate, tortura e chacinas de civis no Iraque, cientistas comprados pela indústria de tabaco, etc.) que dificilmente o seriam d´outra maneira. Estudar o passado sob o prisma histórico-documentário pode ser feito sem maiores retaliações sociais (embora mesmo isso no Mormonismo seja muito difícil), mas estudar o presente sob essas restrições, e usualmente sem acesso aos documentos que só estarão disponíveis em 30 ou 50 anos para futuros historiadores e sob a pressão social e cultural dos contemporâneos vivos é ainda mais desafiador.

      Ademais, uma enorme parte das fontes não-anônimas são parcial ou inteiramente equivocadas ou mentirosas, e isso é um fato básico para toda espécia de jornalismo, investigações criminais, ou historiografias. Se este autor citado acima tivesse publicado seu nome completo e endereço residencial, ainda assim ele poderia estar mentindo sobre uma conversa que ele teve, um-a-um, com Russell Nelson, e ninguém poderia prová-lo errado ou mentiroso. O próprio Nelson poderia desmenti-lo, mas a menos que estivesse gravando o encontro, tampouco poderia provar sua versão da conversa.

      Sendo assim, a condição de anonimato não pode e não deve ser usado por ninguém que se propõe a estudar o presente como critério, a priori, de rejeição documentária e incredulidade. Certamente deve ser utilizado com critério e cuidado, comparado e contrastado com outras fontes e outras peças de informações (ver [**] abaixo), mas jamais ignorado ou descartado sem análise e escrutínio apenas pela sua condição anônima. O anonimato é justificável? O medo de retaliações é real? A informação relatada condiz com o contexto sobre o qual e no qual se insere? A informação oferece predições ou sugestões de pesquisa para corroboração de sua veracidade? A informação relatada é importante ou relevante ao tema em discussão? Se estas perguntas podem ser respondidas em afirmativo, a fonte precisa e deve ser engajada seriamente.

      Nada disso deve servir de espanto para Cristãos. Afinal, todo o Cristianismo, em sua totalidade, é fundamendado no relato de 4 fontes inteiramente anônimas.

      _______________________________________________
      [*] O uso de aplicativos de mídia social que garantem anonimato é popular entre Mórmons nos EUA para discutir temas sobre o Mormonismo sem submeter-se às retaliações sociais ou punições institucionais. A necessidade, em larga escala, de lançar mão do anonimato para conversar sobre sua própria fé ou cultura diz algo sobre ambos, não?

      [**] Não há absolutamente nada de bombástico, surpreendente, ou incrível no relato anônimo acima, considerando as citações explícitas no artigo acima onde 2 outros Presidentes da Igreja publicaram afirmações no passado corroborando exatamente o que Nelson supostamente disse à esta fonte anônima. Corroboração contextualizada é um dos critérios que historiadores utilizam para determinar a validade e fidedignidade de uma fonte anônima.

      • Exatamente, com critério e cuidado. Certamente é fácil imaginar que tipo de pressões esta pessoa e sua família sofreriam caso expusessem seus rostos e nomes, temos vários exemplos recentes. Por isso não é tão complicado compreender a decisão de não expor os nomes, eu mesma já tomei decisão parecida, pelo que julguei, no momento, ser o melhor para resguardar minha família. Por outro lado, obviamente não saber a identidade fragiliza o relato.

      • O argumento “não saber a identidade fragiliza o relato” é uma falácia lógica do tipo não-estrutural bastante popular. O têrmo mais abrangente desse tipo de falácia lógica é ‘Falácia Genética’, que inclui todas as falácias que atribuem valor a argumentos ou relatos dependendo exclusivamente em suas origens.

        O trabalho de um historiador (ou qualquer analista sério e racional, como jornalistas e pesquisadores) não é escolher quais fontes são confiáveis e quais não são. Todas as fontes são questionáveis, em maior ou menos grau, e todas as fontes devem ser escrutinizadas. Especialmente testemunhas oculares, que constituem a pior forma de evidência possível em qualquer análise racional ou historiográfica.

        O que significa dizer que o trabalho do historiador é escrutinizar suas fontes? Primeiramente, deve-se avaliar todas as fontes disponíveis. Se há relatos que se propõe elaborar um evento ou um tema estudado, eles devem ser avaliados. Em segundo lugar, deve-se considerar a probabilidade do relato. Em terceiro lugar, deve-se considerar a proximidade do relato. Em quarto lugar, deve-se considerar o contexto do relato e contrastá-lo com as informações já estabelecidas sobre o evento ou o tema em questão. Em quinto lugar, deve-se considerar quais informações adicionais tal relato traz à tona sobre o evento ou tema discutido.

        Aproveitemos esse exemplo acima para exercitar nosso raciocínio crítico e historiográfico.

        1) Avaliar todas as fontes possíveis.

        Se há um relato de uma entrevista pessoal com um Apóstolo Mórmon sobre o que significa ser Apóstolo, e nós estamos interessados nos bastidores da estrutura de poder da Igreja SUD, esse relato precisa ser estudado e avaliado. Todos tais relatos precisam ser avaliados, e nenhum deles pode ser ignorado.

        2) Avaliar a probabilidade do relato.

        Nós sabemos que os Apóstolos estão de férias. Esse fato está nos noticiários, e nós citamos na semana passada uma nota publicada pela Igreja citando esse fato. O autor menciona o fato de Nelson estar fazendo trilhas em Utah nas suas férias, justamente nesse mesmo período. Ademais, o autor narra um encontro perfeitamente dentro do esperado social e culturalmente. Nelson é descrito como idoso, porém saudável. Nelson é descrito como cordial e simpático. Nelson é descrito como acompanhado de um (e apenas um) guarda-costas. Não há absolutamente nada descrito na entrevista que destoe do que Nelson (e outros Apóstolos Mórmons) tenham dito no passado. Nada no relato sugere baixa probabilidade de veracidade.

        O que poderia sugerir baixa probabilidade de veracidade? Alguns exemplos: Se o autor narrasse que Nelson corria como um jovem de 20 anos. Se o autor narrasse que Nelson dependesse de cadeiras de rodas (quando nós sabemos que não depende). Se o autor narrasse algo inteiramente fora de caráter (como uso de drogas, a companhia de prostitutas, etc.). Se o autor relatasse uma conversa inteiramente incrível (e.g., Quem esperaria que um Apóstolo Mórmon confessasse a um completo estranho que não é crente, ou que rouba dinheiro da Igreja, etc.?).

        Aqui devemos considerar a questão do anonimato. Existe razão ou motivo plausível para justificar a manutenção de anonimato? O autor descreve sua cônjuge, e sua relutância social e familiar em associar-se com algo que possa ter impacto negativo em sua religiosidade pública. É isso um fator comum e relevante no contexto social contemporâneo? Sim, entre Mórmons.

        3) Avaliar a proximidade do relato.

        Esse é um problema comum em historiografias, quando precisamos levar em consideração relatos escritos anos, décadas, e até séculos após os eventos narrados. Como via de regra, quanto maior distância em tempo entre a descrição e o evento em si, menos confiável é um relato. Por se tratar de um relato contemporâneo, aqui não temos nenhum problema. Seria um maior problema se o autor tardasse dias ou semanas para escrever seu relato, mas por sua descrição, seu documento data do mesmo dia do ocorrido, meras horas após.

        4) Avaliar o contexto e fatos estabelecidos.

        Qual o cerne do relato deste autor anônimo? Que Nelson repudia a definição de Apóstolo como alguém que viu Deus ou Jesus pessoalmente com seus sentidos físicos. Esse fato condiz com os fatos estabelecidos que temos sobre outros Profetas e Apóstolos Mórmons? Sim. Portanto, podemos dizer que se encaixa perfeitamente dentro dos fatos históricos e culturais que já conhecemos e já é estabelecido.

        5) Avaliar informações adicionais.

        Em realidade, esse relato não nos tráz nenhuma informação adicional ao qual já não tínhamos acesso antes. Gordon Hinckley recentemente afirmou, repetidas vezes, publicamente e enquanto servia como Profeta, que nunca havia recebido revelações diretas de Deus ou Jesus. Sabemos, portanto, que esta não é uma crença relevante entre os líderes máximos da Igreja SUD. O relato nada mais nos oferece uma confirmação adicional e um pouco mais contemporânea. Talvez a única informação relevante nesse relato é o excelente estado de saúde de quem, em essência, é o primeiro na linha de sucessão de um Thomas Monson já sabidamente debilitado.

        Como mencionado acima, todas as fontes devem ser escrutinizadas sempre. Nenhuma fonte é confiável a prima facie. Testemunhas mentem. Testemunhas se enganam. Testemunhas mudam suas memórias de eventos com o passar do tempo. Isso é a natureza do cérebro humano e é inteiramente inevitável. Anonimidade não altera nada disso. Esse autor poderia ter oferecido seu nome e endereço e ainda assim mentir. Pessoas mentem por fama e notoriedade o tempo todo. O importa, para quem avalia fontes racional e empiricamente, não é o nome dos autores de relatos, mas como os relatos se saem sob escrutínio técnico e o que eles nos dizem sobre os eventos ou temas abordados.

  3. Apesar de minhas crenças pessoais não considero essa desconstrução totalmente saudável para o corpo maior de uma igreja, por um motivo bem simples: certas verdades só fazem bem para quem as está buscando e portanto pronto para elas.

    Creio que para grande maioria dos religiosos que precisam se autoafirmar em suas crenças o tempo todo, melhor é ficar assim pé algum tempo, contanto que sigam fazendo o bem do que completamente desiludidos e pedidos no “mundo”. Note a tal esposa do irmão.

    E concordo com a irmã Suzane, seria bom citar mais detalhes da fonte de como essa entrevista foi conseguida pelo VM, mesmo sem citar nomes (até porque duvido que tal informação aqui no VM fosse ser lida por alguém que causasse problemas para essa família).

    • Gerson, uma resposta mais elaborada à crítica da questão do anonimato foi publicada abaixo do comentário da Suzana. O relato inicial foi publicado anonimamente, como você pode checar no hyperlink incluso no artigo acima. O próprio autor refere a preocupação com “problemas para essa família” como sua motivação para o anonimato. Certamente você consegue imaginar ou antever “problemas para essa família” que poderiam, injusta e desnecessariamente, ocorrer em consequência desse relato público?

  4. Eu já ouvi pessoalmente o Elder Scott dizer no final de seu testemunho num serão em Porto Alegre que ele sabe que Cristo vive porque o conhece pessoalmente.

    • Daison, não seria esse o caso do uso particular e cuidadoso de palavras medidas? Certamente você já ouviu essa expressão “conhecer pessoalmente” em reuniões de testemunhos por membros de todos os níveis de vida? Não haveria diferença entre “conhecer pessoalmente” através da influência do Espírito Santo e “ver pessoalmente” ou “ver com os próprios olhos” ou “apertar as mãos e sentir as feridas”, etc.?

      • No meu entender “conhecer pessoalmente” é ter um encontro espiritual com Deus. O termo, claro! para os que não entendem de espiritualidade há de se interpretar como física. para ironizar o termo “conhecer pessoalmente” dirianos contato de primeiro grau, terceiro, quarto, primeiro qual o grau de conhecimento de Deus que você tem?

      • Ouvi sobre Scott alegar ter uma relação mais intima com Cristo em seus testemunhos varias vezes de fontes diversas. Inclusive segundo um relato ele disse: “Conheço o Salvador de tal forma, que mesmo muitos companheiros meus de apostolado não conhece”.

        Na verdade sobre ver o “Salvador” isso pouco tem haver com o apostolado, eles alegam serem testemunhas de cristo, ou seja terem um testemunho dele, logo esse testemunho pode ser do Espirito Santo, e não necessariamente uma ministração pessoal ou visão ou sonho. Pra falar a verdade os relatos deles sempre são sobre um testemunho especial do Espirito Santo que fazem com que tenham certeza absoluta de Jesus ser o Cristo, certeza essa maior até mesmo se os tivessem visto. Esse testemunho especial do Espirito é bem comum em seus relatos, inclusive entre aqueles que dizem terem recebido ministração pessoal do Salvador ou o Visto.

        Ver e receber a ministração do Salvador faz parte da doutrina mórmon como receber o “Segundo Consolador” (ver GEE), portanto ainda que não seja isso a pré-condição para o apostolado, nada impede de um apostolo (ou outro membro) tenha tal privilegio. No caso, pelo conjunto dos relatos, parece que o E. Scott alega mesmo Ver e ter uma relação intima e pessoal com Cristo.

        Ainda que seja uma crença comum dos membros os apóstolos hoje verem Cristo, mesmo muitos deles afirmarem não terem visto, isso não implica que todos não tenha tido o privilegio. Isso só implica não ser a condição do apostolado.\

        ps. Verdade seja dita, nem todos os profetas do LdM e da Biblia alegaram tê-lo visto.

  5. Suzana, parece que o nome da família não é exposto. Foi preservado no artigo original, gentilmente, traduzido aqui no Vozes. Bem como a foto borrada.

  6. Profetas do livro de Mormon avisaram sobre o nosso dia quando a igreja de Deus seria poluida por falsos ensinamentos e preceitos dos homens (2 Nefi 28). Se nao estamos recebendo revelacoes e nossos Profetas nao estao profetizando entao algo de errado deve estar acontecendo, pois Deus e um Deus de milagres e revelacoes e profecias. Talvez a igreja esteja em condenacao e precisamos no arrepender do orgulho, no verso 11 diz “que todos sairam do caminho e se corromperam” Isso e direto para nos da igreja, pois se saimos do caminho indica que em algum tempo estavamos no caminho. No proximo versiculo 12 ele diz o motivo de sairmos do caminho: orgulho e falsas doutrinas. O proximo versiculo e ainda mais triste ” Roubam os pobres por causa de seus belos santuarios” Muitos membros ao lerem essa profecia automaticamente acham que Nefi esta falando aos que nao pertencem a Igreja mas isso nao e o caso, pois o Livro de Mormon foi escrito para nos, os Catolicos, protestantes, evangelicos e outras religioes nao tem o Livro de Mormon, nao leem o Livro de Mormon e nem se quer acredita no Livro de Mormon, todas as profecias relacionadas aos gentios e a Igreja sao diretamente para nos membros da igreja e principalmente para os Lideres da Igreja. E no minimo alarmante o estado em que nos encontramos como Igreja, o propio Salvador que deveriamos ser o sal da terra ou seja deveriamos testificar, realizar milagres, receber revelacoes, proclamar ousadamente para o mundo, trabalhar para estabelecer Siao com todas suas bencaos, ter todas coisas em comum e viver uma sociedade celestial e no entanto somos meramente igual os outras religioes (com todo respeito a elas) mas quando Joseph Smith restaurou a Igreja nao era isso que ele tinha em mente. Resta a nos, ou aqueles que ainda exercem fe, orar para que o Senhor possa novamente falar com a Igreja, revelar coisas do reino e guiar novamente a Igreja. Infelizmente a maioria dos membros estao anestesiados com a cultura Mormon de que tudo vai bem em Siao e que Siao prospera.

  7. Primeiro, em relação à veracidade do relato, com as informações que temos, não é possível GARANTIR que o relato é verdadeiro, a uma porque o autor não se identificou (apesar de todas as justificativas de seu anonimato, isso é não é um ponto a favor da veracidade do relato), a duas porque o relato foi publicado num site anti mórmon (pois estes tipos de sites são especialistas em repassar informações falsas ou distorcidas). Então, é preciso um pouco de “fé” para acreditar nesse relato como verdadeiro, pode ser que sim, mas pode ser que não, mas não podemos garantir que é verdadeiro.

    Depois trago mais comentários, pois está tarde.

    • Moroni​, por favor leia os comentários em resposta à Suzana acima para uma discussão específica sobre a questão de anonimato. Abaixo, alguns breves comentários sobre os outros equívocos lógicos que você cometeu acima:

      1) Não é possível “GARANTIR que o relato é verdadeiro” porque *nunca* é possível “GARANTIR” que nenhum relato seja verdadeiro. Historiadores, jornalistas, e outros pesquisadores racionais trabalham para determinar maior ou menor probabilidade de veracidade, acurácia, e relevância de relatos. Ademais, neurocientistas e antropólogos há muito demonstraram os mecanismos através dos quais o cérebro humano trabalha tornando testemunhas oculares como profundamente falíveis e inconstantes.

      2) O relato não foi publicado num site “anti mórmon”, mas num site de discussão para “ex mórmons”. Aliás, não é nem um site, mas sim um Reddit. Caso você não tenha familiaridade com os dois termos,​ um resumo simplificado é: Um site de mídia social para pessoas com interesse em comum, e nesse caso específico, para pessoas que saíram da fé Mórmon e desejam conversar com outras pessoas que também saíram da fé Mórmon. Estatisticamente falando, há mais pessoas no mundo que são “ex mórmons” do que são Mórmons propriamente dito, e elas conversam entre si.

      3) “[R]epassar informações falsas ou distorcidas” é a sua maneira de usar uma falácia lógica não-estrutural para desqualificar um argumento ou afirmação baseado no autor. É muito fácil encontrar exemplos do site oficial da Igreja “​repassa​[ndo] informações falsas ou distorcidas”​, e mais ainda de sites de apologistas da Igreja ​”​repassa​[ndo] informações falsas ou distorcidas”​ (nós, aqui, já documentamos vários tais exemplos)​, o que não significa que devamos abordar tudo o que eles escrevem com o pré-julgamento de que eles só escrevem “informações falsas ou distorcidas”​, mas sim julgar racional e lógicamente os argumentos por seus próprios méritos​, independente de quem os escreveu.

      Estaremos aguardando os seus “mais comentários”.

      • A questão não é uma de atecnia, mas sim uma de racionalidade e lógica.

        É inteiramente irracional e ilógico imaginar que, sobre uma conversa entre duas pessoas sem outras testemunhas, possa-se “garantir” a veracidade de relatos posteriores desta conversa. Sim, mesmo que Nelson confirmasse a versão publicado pela outra parte, nada o impediria de estar mentindo sobre a conversa. Caso houvesse uma terceira parte presente, e que confirmasse o relato publicado, ainda assim não se pode afastar inteiramente que todas as três partes estejam mentindo. Certamente, com cada confirmação testemonial aumenta-se a confiabilidade do relato, ainda assim deve-se sempre levar em conta às limitações básicas desta modalidade de evidência.

        Quando discutimos a natureza epistêmica probabilística de estudos historiográficos, saiba que pesquisadores sérios buscam levar tais considerações técnicas em consideração em todas as suas análises, sua irônica e mal-informada surpresa não obstante.

        Quanto à sua colocação ilógica sobre viés de fonte, é importante relembrarmos os princípios básicos e elementares do raciocínio lógico. Toda fonte tem seu viés. Todo autor tem seu viés. Nenhuma pessoa medianamente inteligente acredita em indivíduos sem viés pessoais. Em primeiro lugar, a sua colocação advém de uma falácia lógica que determina a qualidade de um argumento baseado na autoria, ou mais especificamente, no viés do autor do argumento. Argumentum ad Hominem. Se vem de uma fonte “ex mórmon”, no seu raciocínio, deve ser mentiroso.

        Se você tirar alguns minutos para ler os comentários acima sobre análise historiográfica de autores anônimos, notará que um dos passos fundamentais é analisar o texto, independente de autoria, e colocá-lo em seu contexto social, cultural, e histórico. Qualquer leitor medianamente inteligente, mesmo sem saber onde fora publicado o texto original, compreenderia o viés de um autor que é Mórmon cultural mas não religiosamente. É possível que haja muitas mentiras no mesmo site “ex Mórmon”, o que absolutamente não torna esse relato mentiroso. Da mesma maneira em que há muitas mentiras nos sites e publicações oficias da Igreja SUD, o que não torna toda publicação oficial da Igreja SUD mentirosa.

        Como você sugeriu, nunca “devemos acreditar prontamente em tais publicações”, seja ela de ex-Mórmons, de anti-Mórmons, de Mórmons Apologistas, ou oficialmente da Igreja SUD. O que devemos fazer é escrutinizar *todas* publicações e determinar, dentro do possível e do balanço de probabilidades, o que parece ser crível ou plausível. Pensamento racional crítico e lógico deve servir de “crivo de credibilidade”, e não apelo à autoridade.

  8. Mas o que isso tudo quer dizer, que todos devemos virar como São Tome? A revelação de que Deus existi e de que vive não precisa ver vista para crer e ser testemunhas dele. Como Disse Apostolo Paulo, todo o que nos rodeia, a própria natureza mostra que há um Deus que governa e que faz todas essas coisas. Ser testemunhas de Cristo não me chama a velo primeiro para depois testificar dele, o dia a dia das coisas os milagres da vida, o dia a dia do meu lavor, por meio das injustiças e das justiças sabe-se la de onde muitas vezes me mostra que um há um Deus, que por impossível que pareça quem está fazendo todas essas coisas é Deus. De modo que como todos esses apóstolos que sabe muito bem que ele Existi eu também me atrevo a dizer, que sei que meu redentor vive. Poderia lhes mostrar por meios de simples testemunhos e de relatos pessoais em como Deus tem me mostrado sua verdadeira existência e que responde as orações assim que o pedirmos com toda sinceridade de coração, descobrindo todo o nosso desejo no mais intimo do nosso ser. E sei que ao faze-lo todos vocês vão concordar comigo que isso é um milagre de Deus. E que o fato mostra que existi um Deus, mas os incrédulos pedem sinais, assim como nos tempos de Jesus e que por mais que o tenham visto, feito sinais e de fato ouve sinais de Deus em todas partes que Jesus fosse, tanto é que falava Jesus se em Sodoma e Gomoara forem feitos os milagres que em Jerusalém se fez a tempo que se arrependeriam.
    De sorte que a fé não vem pelo que vemos, não vem pelo que apalpamos, mas sim pela convicção da certeza do intimo do ser, que sabe que ele é real. Lhes digo uma coisa se Deus hoje aparece-se e fise-se os milagres, muitos ainda hoje diriam, “mas sera mesmo que este é o filho de Deus?”

    Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.
    Porque por ela os antigos alcançaram testemunho.
    Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
    Hebreus 11:1-3,6

    6 Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
    Hebreus 11:6

  9. Acredito que o relato seja muito próximo do que realmente tenha ocorrido, mas discordo completamente da interpretação que dão as falas do Pres. Nelson.
    Vejam a pergunta: O que significa […] ser uma “testemunha especial de Cristo”?
    Reposta: […] significa alguém que testifica de algo sobre o qual tem conhecimento especial.
    2 pergunta: Então isso quer dizer (ser uma “testemunha especial de Cristo”) que você, pessoalmente, já viu Deus ou Jesus literalmente com seus próprios olhos?
    Resposta: Não. Absolutamente não.

    Existem muitas pessoas que tem experiências diretas com Jesus Cristo e que não são testemunhas especiais de Cristo. Apesar dessas experiencias poder significar ver, tocar, abraçar, falar, ouvir fisicamente Jesus Cristo, pois não existe requisito de chamado para isso, mas cumprir os requisitos como os de D&C 93:1, isso envolve o Espírito Santo.
    De fato a grandeza e profundidade das impressões provocadas por essas experiências só é possível, devido ao Espírito Santo.
    E sim, um Bispo, um Pres. de Estaca, ou um(a) recém converso, pode ter experiências dessa natureza com Jesus Cristo, vendo-o, tocando-o, até cheirando e falando com e ouvindo a Jesus Cristo.

    • Concordo com você Miguel.
      Mas um ponto em que eu acho que as vezes há um exagero para as pessoas é no tocante a “testemunhas especiais de Cristo”. Todos os conversos, tiveram de fato contato espiritual com Deus, e para mim são todas especias, podemos assim então dizer que o nosso testemunho também são especiais, mas a dos apóstolos seria mais especiais? Olha eu ate entendo a posição que ocupa os apóstolos, é um cargo e um titulo bem privilegiada. E por isso recebem o titulo de Testemunhas Especias de Cristo, um tanto forçado na opinião de muitos, mas temos de manter-nos na humildade e reconhecer que por algo estão la ocupando esse cargo, que na verdade, sinceramente não é um cargo para qualquer um, esses grandes homens de Deus si assim podemos chama-lo porque em verdade são grandes, tem toda a experiencia de vida e espiritual embora possam falhar porque são humanos, acredito que são os mais indicados a ser chamados de testemunhas especias de Cristo. Mas para uma pessoa que esta aqui hoje começando a vida espiritual, que batalha como qualquer outro ouvir dizer de alguém como o deles por exemplo, “Testemunhas especias” soa um tanto como se eles fossem ter realmente um encontro com Cristo face a face, e na verdade não é assim. A verdade é que a suas experiencias espirituais é o que o torna especiais, os seus contatos espirituais e experiencias adquiridos durante anos de experiencias o colocam como especiais, e muitas das vezes ate falam conforme a experiencias e as vezes por influencia do espirito.

  10. Não é uma prerrogativa absoluta ver pessoalmente o Senhor Jesus Cristo para ser um apóstolo. Observem o que disse Joseph Fielding Smith para um de seus filhos em 1948, portanto 38 anos após seu chamado ao apostolado: Em 18 de julho de 1948, mandou uma carta aos filhos Douglas e Milton, que eram missionários de tempo integral. Ele escreveu:

    “Às vezes, sento-me e reflito e, quando leio as escrituras, penso na missão de nosso Senhor, no que Ele fez por mim, e quando me sinto assim, digo a mim mesmo: Não posso ser desleal a Ele. Ele me amou com perfeição, como amou a todos, especialmente àqueles que O serviram, e eu tenho que amá-Lo de todo o coração, mesmo que imperfeitamente, e não deveria ser imperfeitamente. É espantoso, eu não vivi nos dias do Salvador; Ele não Se mostrou a mim pessoalmente; Eu não O contemplei — Ele e o Pai não viram necessidade de conceder-me tão grande bênção, mas isso não foi necessário. Senti Sua presença. Sei que o Espírito Santo iluminou-me a mente e revelou-O a mim, de forma que amo o meu Redentor, tenho esperança e sinto que isso é verdade mais do que qualquer outra coisa nesta vida. Eu não desejaria outra coisa. ” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – Joseph Fielding Smith)

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