Em discurso de Conferência Geral o Apóstolo, e médico, Russell Nelson explicou como a epidemia de HIV e AIDS, que já ceifou as vidas de mais de 34 milhões de pessoas desde a década de 1980, foi causada em parte pela luta por direitos civis.

Apóstolo Russell Nelson serve atualmente como Presidente do Quórum dos Doze
“Hoje nós estamos seriamente preocupados com a crescente incidência de infecção humana pelo vírus HIV (Vírus Imunossupressivo Humano) e vírus variantes e com o surto associado da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Uma epidemia que foi prevista – uma praga alimentada por alguns poucos porém bem barulhentos que demonstram maior preocupação com os direitos civis do que com a saúde pública, uma praga auxiliada pelos imorais. Alguns vivem na luxúria, como se o mandamento de Deus para ser castos fora escrito com um asterisco, isentando-os de obediência. E, lamentavelmente, como em pragas anteriores, muitas vítimas inocentes são condenadas a sofrer. Onde está a sabedoria?”
Evidentemente, direitos civis não é um tema querido para muitos Apóstolos Mórmons.
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Atualmente, aproximadamente 37 milhões de pessoas mundo afora vivem sob o julgo da infecção com o vírus HIV, dentre elas 2,6 milhões de crianças. A maioria esmagadora destes infectados é pobre ou de classe média baixa, e aproximadamente 1,2 milhão destes morre todo ano. Anualmente, mais de 250 mil crianças globalmente contraem o HIV.
Cientistas, estudos científicos, e organizações médicas e científicas estão em consenso sobre os métodos mais eficazes para se reduzir ou coibir a transmissão do vírus:
1) Educação sexual cientificamente correta;
2) Acesso amplo a tratamentos médicos (e.g., testes precoces, profilaxia pré e pós-exposição, acesso a centros obstétricos, tratamento anti-retroviral, etc.);
3) Acesso fácil e barato a profiláticos (e.g., camisinha);
4) Circuncisão masculina;
5) Controle técnico adequado sobre produtos para transfusão sanguínea e procedimentos médicos;
6) Acesso fácil e barato a produtos descartáveis entre usuários de drogas recreativas.
Estudos científicos e estatísticos também demonstram que a estratégia de educação por abstinência sexual (i.e., focar em ensinar e pregar abstinência sexual) não ajuda, e até piora, a situação.
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Por que cientistas e organizações científicas nunca abordaram o tema de direitos civis? Quem sabe testar a hipótese do Apóstolo Russell Nelson, que remover direitos civis reduziria a taxa de transmissão de HIV?
Falando em Direitos Civis…
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Leia mais sobre a reação extra-oficial da Igreja SUD a isto aqui.
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Hoje uma bocado de gente entende que a sexualidade é o principal pilar de nossa vida social: “Sexo é vida”. Assim a liberdade sexual é defendida como um dos direitos básicos mais fundamentais ser humano.
Entretanto a liberdade sexual é o verdadeiro câncer que assola a instituição da Família. Primeiro temos os filhos bastardos que assolam as comunidades pobres gerando o aumento da criminalidade. Segundo as epidemias de DST.
Temos que entender que a liberdade está intrinsecamente amarrada a responsabilidade. Quer ser livre? Pague o preço. É fácil e gostoso gerar uma criança com HIV, o duro é criar ela. Mas fiquem tranquilos que esse ônus pode ser transferido para terceiros.
Assim, acho que a liberdade sexual tem que ser tratada exatamente como o tabagismo. Quer fumar, tudo bem, mas o imposto é alto para custear o tratamento consequentes do fumo. Propagandas são proibidas. Menores não podem fumar.
Hoje a televisão faz marketing gratuito do sexo. Eu pago imposto pro governo distribuir camisinhas para que outros fassam sexo a vontade. Eu pago imposto pro governo dar remédios pra quem possui o HIV por ter vivido promiscuamente.
Assim como uso de drogas, o sexo não deve ser estimulado. Ambos são acompanhados graves consequências que não justificam o uso liberal.
De acordo com o seu “raciocínio”, DSTs são impossíveis de controlar exceto por abstinência sexual fora do casamento? Profiláticos como camisinha e acesso a medicações, então, não fazem nada para reduzir e controlar DSTs? Centenas de estudos científicos e os consensos de cientistas estão mentindo sobre isso?
De acordo com o seu “raciocínio”, filhos “bastardos” não existiam antes da “liberdade sexual”? A “família” não tinha problemas quando mulheres eram tratadas como objetos ou bens de posse? A “família” era melhor quando mulheres não tinham o direito a bens materiais, a herança, ou mesmo a decidir seu futuro conjugal?
De acordo com o seu “raciocínio”, é impossível evitar que uma criança nasça infectada pelo HIV? Todos aqueles estudos demonstrando a eficácia de profilaxia medicamentosa então são mentiras?
De acordo com o seu “raciocínio”, é importante deixar crianças serem infectadas com HIV para “amarrar” os pais com “responsabilidade”?
De acordo com o seu “raciocínio”, é importante deixar pessoas serem infectadas com HIV para as “ensinar” e “punir” por causa de sua “liberdade sexual”?
De acordo com o seu “raciocínio”, o “governo distribu[i] camisinhas para que outros fassam (sic) sexo a vontade”, e não para evitar que elas se infectem com HIV?
De acordo com o seu “raciocínio”, sexo é o único meio de transmissão para HIV? E uma população endêmica com HIV transmitido sexualmente não aumenta os riscos para transmissões assexuais?
De acordo com o seu “raciocínio”, só é infectado com HIV quem tem “vivido promiscuamente”? As milhares de crianças viveram promiscuamente? As milhares de pessoas infectadas por transfusão viveram promiscuamente?
De acordo com o seu “raciocínio”, sexo só ocorre quando ele é “estimulado”. Todos aqueles estudos científicos e estatísticos que mostram que educação de abstinência não ajuda em nada (até piora) são mentiras?
Crentes adoram essas declarações de pseudo-ciência ditas por autoridades eclesiásticas de seu grupo. Na realidade, trata-se muitas vezes de divagações metafísicas que misturam crenças no abstrato e lógica ‘furada’.
O pior é que em geral quem fica satisfeito com essas declarações são pessoas que no fundo querem revestir sua crença de alguma lógica plausível, mas que bebem na fonte errada e ficam satisfeitos por “não contrariarem sua fé”.
Gente, é sério, fé não precisa de lógica ou ciência, pois é crença, mas usar crendice pra invalidar a lógica e ciência comprovada fica feio. É coisa de quem se satisfaz com respostas prontas e não vai buscar por conta própria porque é ‘ilegal’, ou mesmo por preguiça intelectual.