62 comentários sobre “Como Sobreviver Ao Apocalipse Missão?

  1. Esta matéria me fez lembrar de alguma situações que vivi na minha missão e na igreja como membro. Situações que me fizeram tomar uma decisão quando voltasse. Quando voltei, ainda morava com meus pais mas nunca deixei de dar almoço para os(as) missionários(as) e mesmo quando me afastei.

    Sei o que é vc estar cansado e com fome e chegar na hora do almoço, e a irmã simplesmente dizer: Desculpe sister, esqueci que era almoço. E falavam isso porque existe uma cultura de que sisteres tem que saber se virar, afinal, são mulheres.

    Só não dou hoje, porque não tenho contato com membros da igreja onde moro agora, pois estou morando com meu noivo e, isso não é aceito pela igreja. Aliás, ele nem é membro . Me lembro da volta, quando fui conversar com um líder e ele sugeriu que eu emagrecesse para poder arrumar um eleito celestial. Eu tinha que dar risada mas com o coração partido quando brincavam comigo dizendo que eu seria uma das empregadas das escolhidas, porque elas se casaram ou me pergutavam porque estava demorando para casar.

    Não posso dizer que foi isso que me fez afastar, afinal, a decisão final foi minha. Mas contribuiu. Conheço ex-missionários que estão no cargo de liderança no bispado mas que praticam violência doméstica. E os líderes sabem e os mantém pq é um sacerdote e a Igreja precisa de homens.

    Existe uma cultura, clamufada de perdão ao próximo (cobrada principalmente das mulheres) que estimula esse tipo de atitude. E não pode falar nada, caso contrário, vc é tachado de apóstata. No começo, quando me afastei, sentia falta. Mas com o tempo, percebi que a grande maioria não sentia minha falta. Quando ia às reuniões para ver se conseguia voltar, se eu ia sozinha, ninguém vinha falar comigo. Mas quando ia com meu noivo, nossa, pareciam um enxame em volta do mel.

    Agora, sinceramente, não sinto mais falta. Os princípios que aprendi estão enraizados e pretendo ensinar a meus filhos. E descobri que posso vivê-los sem estar indo a igreja.

    • Esther, seu comentário é perfeito e gosto de ouvir essas histórias pois sou do Nordeste e antes achava que isso só acontecia aqui já que a igreja é meio nova onde eu frequentava, mas percebo que não.

      Fico observando como TODAS as histórias são iguais as que vivi desde que entrei, é como se eu estivesse atualizando a página, é tudo igual, eles encobrem os feitos errados dos líderes por serem homens, muitos sabem que essas pobres esposas apanham dos maridos mas só aconselham a continuar com esses falsos casamentos!

      Você pode ter feito uma estaca e se dividir em 10 mas, a partir do momento que você se afasta, você não é mais nada na boca deles.

      • Ué, mas as pessoas não são obrigadas a ficarem na igreja, tem suas mentes lavadas e hipnotizadas, e depois te buscam em casa a força para voltar?

        Parece que não é bem assim…kkkkk…como vc bem disse: – aliás um dos seus comentários mais honestos por aqui – “…vejo muitas histórias iguais a minha…você pode ter feito uma estaca e se dividir em 10 mas, a partir do momento que você se afasta, você não é mais nada na boca deles…”

        Sua empatia apresentada para a Esther não está em consonância com os diversos comentários seus deixados em diversos outros artigos. Cadê a perseguição de quem decide se afastar? Ou o impedimento de sair da igreja de forma constrangedora?

        Não que eu concorde que tenha que se desta forma, mas vc esta correta, infelizmente esta é a realidade hoje: quem se afasta da igreja em muitos lugares é esquecido por quem ficou. E certamente se a sua “teoria da obrigação de ficar”, realizada por diversas formas fantasiosas, fosse realidade, não estaríamos aqui lendo relatos com o da Esther. Ela teria sido obrigada a ficar na igreja por um hipnotismo ou algo parecido.

  2. As vezes, a própria doutrina pode prejudicar um missionário. Conheci uma sister que era filha de um casal separado. O pai tinha casado outra vez, a mãe tambem. Ela ainda não era selada a nenhum deles, mas, acreditava que poderia ainda ser selada a ambos, e queria muito fazer isso após a missão. Bom, a companheira dela decidiu alertá-la que ela deveria escolher com qual família seria selada, teria que escolher entre o pai ou a mãe , e isso a deixou muito triste e confusa. Até aquele dia, ela ainda sonhava com sua família eterna, com seus pais e irmãos juntos para sempre na eternidade…O mais estranho nisso tudo é que a liderança da ala dela, na Argentina, ensinou a ela que era possível.

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