Membros da Igreja Mórmon dedicam 427 horas por ano, ou 8,2 horas por semana, em média participando de atividades da Igreja.

Foto Cortesia (San Antonio Express News)
Essa é a estatística oferecida pela representante oficial do departamento de relações públicas d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Leisa Parsons, ao discutir com o jornal San Antonio Express News a construção de uma capela nova nessa cidade texana.
Ocupando quase 2 mil metros quadrados de área construída, a capela servirá a 2 alas com 200 membros cada simultaneamente, e a liderança espera que no futuro sirva a até 4 alas. Ela goza de 22 salas de aula, quadra de esportes coberta, e salão de atividades que, de acordo com Parsons, servirá para organizar festas de quinceañeras (equivalente mexicano à nossa “festa de 15 anos”) e festas de casamentos.
Infelizmente, Parsons afirma ao jornal do Texas que a Igreja se recusa a fornecer à mídia jornalística dados financeiros sobre os custos de construção e/ou manutenção dessas capelas.
Nossas perguntas aos leitores:
- 427 horas por ano? 8,2 horas por semana? Parece-lhes realista essa estimativa? Como é a experiência pessoal de vocês?
- Por que a Igreja não divulga custos de construção e/ou manutenção de capelas? Qual seria o mal em divulgar informação tão mundana e neutra?
- Não há no Brasil uma regra que capelas não podem servir para festas de casamentos ou festas familiares e/ou pessoais dos membros das alas? Por que nos EUA isso é possível e no Brasil não? Membros das respectivas alas são membros de uma comunidade, e não deveriam poder usufruir os bens comunitários?
Quanto aos valores não divulgados, creio que seja essa mania da igreja querer parecer pobre e sem recursos, pra não atrair atenção. Pura besteira. Se fosse uma empresa auditada pelo governo, talvez tivéssemos mais informações públicas. Esse é um dos problemas que vejo nas igrejas.
A Igreja não gasta sequer com a limpeza das capelas! Todos os serviços de manutenção, administração, etc. são feitos gratuitamente pelos membros que ainda pagam 10% dos seus rendimentos para trabalhar de graça. Não é a toa que eles não divulgam e mostram suas contas: não vivem às claras e tem medo que se os membros souberem que a Igreja detém muitos bilhões em dólares acumulados, percebam que estão sendo explorados e deixem de contribuir colocando em risco os altíssimos lucros da empresa SUD.
A limpeza é feita pelos membros mas a manutenção é realizada por funcionários ou terceirizados da igreja. Em minha capela todos são convidados para fazerem a limpeza mas poucos são os que vão. Saber ou não saber se a igreja possui bilhões não é a causa principal, quiçá se é uma causa, das pessoas deixarem de pegar seus dízimos.
Eu iria comentar a mesma coisa. Apenas não iria citar sobre não pagar o dízimo ou voluntariado de faxina.
Passei todo meu período de sacerdócio aarônico fazendo extensas faxinas e jardinagem, e boa parte de minha vida adulta. Hoje não faço mais isso, do tanto de tempo que dispenso em trabalho, chamados, graduação e família, não considero sábio fazer mais isso, nem que seja apenas algumas horas no mês (porque na prática, há alguns meses eu sempre acabava limpando sozinho, era uma manhã toda desperdiçada.); enjoei disso.