Mórmons e o Fora Temer?

Mórmons no Brasil estão comemorando o legítimo e constitucional impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff? Ou estão lamentando o golpe de estado de ontem que empossou um presidente ilegítimo?

Dilma Rousseff com o ex-presidente Luís Inácio da Silva e com o aliado e atual presidente Michel Temer durante a campanha de 2010.

Há exatos 1 ano e 4 dias atrás nós publicamos uma pergunta aos mórmons brasileiros para ver quantos apoiavam o governo petista e quantos apoiavam a ideia de removê-lo do poder através do impeachment. Ontem, a questão deixou de ser hipotética e a mudança de poder é fato consumado.

Como reagiram os mórmons?

O Brasil vive um momento de crise política inegável. O franco declínio da saúde econômica nacional e investigações policiais demonstrando corrupção endêmica em altos escalões dos governos federal e estaduais contribuem para uma sensação de falta de representatividade no povo brasileiro.

Como é comum em períodos de crise, a opinião pública evolui dividida e crescentemente polarizada. Há menos de dois anos, metade dos brasileiros re-elegeram a Presidente Dilma Rousseff, enquanto a outra metade passou os últimos anos em vocífera oposição e insatisfação.

Mórmons, como quaisquer outros cidadãos, encontram-se engajados nos debates políticos do presente. Não obstante, a impressão que se tem é de um distinto viés coletivo. Estatisticamente, esperar-se-ia que metade dos membros da Igreja SUD apoiariam o PT e a ex-presidente, enquanto metade iria para a janela bater panelas. Contudo, experiências anedotais, como nos comentários que recebemos através das mídias sociais, sugerem que a grande maioria dos Mórmons é inequivocadamente contra o PT e a ex-presidente Dilma, abraçando as causas de impedimento e até golpe militar com frequência maior que a média dos não-mórmons.

No ano passado, quando fizemos essa pergunta, aproxidamente metade dos nossos leitores defenderam o governo petista e a ex-presidente, como era de se esperar baseando-se em representatividade populacional, mas surpreendemente ao se considerar o viés conservador de mórmons. Por exemplo, notamos há algum tempo atrás uma crescente tendência entre mórmons brasileiros para apoiar políticos fascitas, e entre mórmons americanos vence-se a resistência ao apoio do candidato que levanta muitas bandeiras neofascistas.

Na falta de pesquisas de opinião pública sistemáticas que isolem o sub-grupo de mórmons, gostaríarmos de conduzir nova pesquisa informal. Diga-nos: Você é membro da Igreja e apóia o PT? Você se sente à vontade para vociferar esse apoio para seus correligionários mórmons? Você se sente discriminado ou marginalizado na Igreja por suas opiniões políticas? Ou você se opõe ao PT? E, assim sendo, crê que todos os outros membros da Igreja devam assim se opor? Como você lida com membros que defendem o PT ou a ex-presidente Dilma? Nas suas redes sociais, vê mais mórmons lamentando o “golpe” ou comemorando o “impeachment”?

7 comentários sobre “Mórmons e o Fora Temer?

  1. Na verdade, todos os presidentes, desde Getúlio Vargas praticaram “pedaladas fiscais”. Como há uma polêmica jurídica em torno disso, o Congresso resolveu clarificar que o ato nao é (nem nunca foi) crime. Mas todo mundo que estudou o assunto sabia que nao era crime.

    Eu mesmo nunca ouvi falar em “crime de pedalada fiscal”, até porque foi dito que era um empréstimo “disfarçado”. Ora, alguém ja ouviu falar em homicidio disfarçado? Ou é homicidio ou lesao corporal seguida de morte, mas nao existe homicidio disfarçado. Nao se pode aplicar analogia em direito penal, salvo se for pra beneficiar o reu. Nunca analogia “in malan partem

    Se nao havia certeza nem mesmo se a conduta era típica (criminosa), como se chegou ao veredito condenatório?

    Parabens ao TCU que criou o crime de pedalada fiscal (detalhe: o TCU nem sequer é uma Corte Criminal, mas um tribunal administrativo).

    Após impeachment, Senado transforma pedaladas fiscais em lei:

    “Não tiveram nem o pudor de disfarçar”, diz Ricardo Lodi, professor de Direito da UERJ, “o Congresso Nacional, que nunca considerou as condutas supostamente praticadas pela Presidente Dilma como ilícitas, encerrado o processo de impeachment, passa a considerar tal conduta como absolutamente legitimada. Ou seja, até ontem consideravam crime, hoje é uma conduta admitida. Isso confirma o que eu disse no sábado no Senado. A conduta não era ilícita antes e nem seria depois. Só foi considerada crime para a aprovação do impeachment.”

  2. O povo escolheu o PT em 2002, 2006, 2010 e em 2014. O projeto de poder eleito pelo povo brasileiro é o do PT, qualquer coisa que saia disso é golpe de estado,
    eu sou SUD e não apoio golpistas e nem nazistas! fora bolsonaro! fora temer! volta, querida! o povo elegeu Dilma Rousseff, um golpe a tirou do poder, poder esse que quem a colocou foi o povo! a elite demonstra que mais uma vez está sempre pronta para aplicar golpe no Brasil!

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