A Inveja Santa

Algo que sempre tenho é a inveja santa.
Alguém poderá se perguntar como um cristão pode ter um sentimento tão ruim dentro de si.  A inveja está entre os 7 pecados capitais e para muitos é considerado o pior deles. Mas há na teologia uma “inveja boa”.
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Krister Stendahl, teólogo sueco e acadêmico bíblico, Bispo de Estocolomo da Igreja Luterana, e professor emérito na Universidade de Harvard, e colaborador da Enciclopédia do Mormonismo. Cunhou o termo “inveja santa”.

Krister Stendahl, teólogo sueco e acadêmico bíblico, Bispo de Estocolomo da Igreja Luterana, e professor emérito na Universidade de Harvard, e colaborador da Enciclopédia do Mormonismo. Cunhou o termo “inveja santa”.

Antes de conclusões precipitadas, é melhor entender o que é essa “inveja santa”.

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Cantora Mórmon no The Voice Kids Brasil

Cantora SUD do The Voice Kids se torna viral na internet

Programas de calouros fizeram e fazem parte da TV brasileira. Muitos sonharam com a fama caso saíssem bem em suas apresentações. Os saudosos Chacrinha e Bolinha junto com Raul Gil, ajudaram a revelar muitos talentos. Foi justamente no Programa Raul Gil em 2001 até então na Rede Record de Televisão, que pela primeira vez se apresentou a cantora lírica Liriel Domiciano, no quadro “Quem sabe canta, quem não sabe dança”. Jurados e o próprio apresentador ficaram impressionados com a apresentação do clássico “Com Te Partiró”. Se reparamos bem ela usa um medalhão das moças. Assim começava a fama da cantora lírica mórmon que ainda é chamada de “diva do pop lírico”.

Liriel fez shows em vários países e uma parceria com o tenor Rinaldo Viana. O ponto ápice foi ter tido a honra de cantar com o Coro do Tabernáculo Mórmon, sendo a primeira solista a se apresentar em uma sessão de Conferência Geral desde os anos de 1930. Em 2010, concedeu uma entrevista onde falou sobre o fato de ser mórmon e de seus trabalhos internacionais.

Já sua última entrevista ao programa Domingo Show falou sobre o assalto e sequestro que a traumatizaram (abaixo nos minutos 14:31 a 17:45):

Desde  então, SUDs sempre que podem a citam como uma “famosa membro da Igreja” no Brasil. Quase 15 anos depois, uma jovem brasiliense pode fazer fama e dar mais holofotes à Igreja SUD. Continuar lendo

Cidades Mórmons no Brasil

Cidades formadoras de SUDs e o problema para o crescimento da Igreja

Nosso país é grande e cheio de cidades. Das grandiosas capitais de estados as cidades interioranas bem menores. Há cidades onde a Igreja SUD está estabelecida que são verdadeiras mestres em formar membros.

Campos de Jordão

Você deve estar se perguntado: “Como assim formar membros?” Explicarei adiante. Continuar lendo

O Fim da República Mórmon

“No oeste americano a história de uma cidade se confunde com a de uma religião”.

Assim comenta a jornalista Ana Paula Padrão antes de uma reportagem sobre os mórmons de Salt Lake City.  Hoje é uma data especial para cidade e o estado, que em 04 de janeiro de 1896 se tornaria o 45º estado da União dos Estados Unidos da América. De fato, esse não era o ideário da companhia pioneira de Brigham Young na constituição de sua república Mórmon.

Em 24 de julho quando Young chegou ao Vale Salgado declarou aquele pequeno grupo: Continuar lendo

A missão virou moda?

A missão virou uma moda?

“A missão da mulher é casar”.

Que mórmon com mais de 5 anos de membro nunca ouviu essa frase? Seja numa aula, discurso, atividade ou conversa casual, algumas vezes ouvimos esse clichê. Para alguns, a ideia de que essa missão deveria ser cumprida era tão forte, que surgiria outro clichê em forma de rima:

“Quem casa com laurel vai para o céu”.

Artigo no jornal da Igreja Deseret News

Artigo no jornal da Igreja Deseret News nota aumento no número de missionárias.

Essa ideia ainda é viva dentro da cultura popular SUD. Porém, um fato histórico mudou o rumo e fez amenizar esses clichês. Continuar lendo

A Didática Escolar e a Didática SUD

A Didática é o ramo dos conhecimentos que estuda os processos de ensino e aprendizagem. A didática não é somente escolar mas, ela pode ser usada em diversas instituições humanas como: família, trabalho, meios de comunicação, política e Igrejas.

A didática escolar brasileira caminhou a passos lentos, porém a didática usada pela Igreja SUD foi uma revolução desde o seus primórdios.

Estudantes Sala de Aula

Abaixo um resumo dos 2 períodos didáticos brasileiros, o tradicional e o escola nova: Continuar lendo

Uma Família Tenho Sim!

 Uma reflexão sobre as famílias SUD não tradicionais

A família é a unidade central para muitas denominações religiosas cristãs. Na doutrina SUD não é diferente e pode ser mais complexa ainda. Por verem o casamento, a paternidade e a maternidade como relacionamentos importantes para o progresso eterno, a família é preservada para que todos possam viver unidos para sempre.

Família

Porém, nem sempre isso acontece na prática. Há muitas mães ou pais divorciados que cuidam de seus filhos. Alguns só o pai ou a mãe é membro fazendo faltar um “pedaço” da família. Outros casos é da moça ou mulher já ter um filho e não conseguir se relacionar com alguém. Continuar lendo

185a Conferência Geral Semi-Anual (Sessão de Sábado de Manhã): Impressões e Resumo

Minhas impressões pessoais sobre a 185a Conferência Geral Semi-Anual (Sessão da Manhã do Sábado)

Destaques

O coro do tabernáculo não cantou como pré-lúdio o conhecido “A Deus Senhor e Rei” porém, cantou “Jeová Sê Nosso Guia” que por diversas vezes é cantado como hino intermediário pela congregação.

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Essa Conferência, como em abril deste ano, não teve o tradicional discurso de abertura e boas-vindas do Presidente Monson. Nele são faladas sobre rededicamentos de Templos, dedicações e novos Templos além de comentários (sempre otimistas, óbvio) de como anda a situação da Igreja além de anúncios históricos como em outubro de 2012.

Curiosamente, em abril ele não deu a despedida e o último discursante foi o Russell M. Nelson sobre santificar o Dia do Senhor, que está servindo de inspiração nessa Sessão.

Melhor discurso:

Élder Ballard que falou sobre ensinamentos sobre Apóstolos e Profetas antigos e modernos. O ponto alto foi sua sinceridade ao admitir que eles cometem erros como qualquer ser humano e usou exemplos de relações afetivas, familiares e amizades. Falou abertamente sobre a Reunião Sacramental ser para o Salvador, da importância do Sacramento e do que realmente é um testemunho (visto a falta de dicionário e bom senso entre os membros).

Pior discurso: Continuar lendo

John F. Kennedy em Utah

Há 52 anos atrás, 26 de setembro de 1963, Salt Lake City, Utah, recebeu a ilustre visita do presidente estadunidense John F. Kennedy. A imprensa e cidadãos da cidade esperavam com ansiedade sua vinda. Em plena quinta-feira, 3 mil pessoas foram ver sua chegada no aeroporto e outros 125 mil entusiasmados cidadãos de Utah ficaram nas ruas assistindo seu passeio na limusine presidencial até a chegada ao Hotel Utah. Muitos naquele dia lhe perguntavam se ele voltaria a cidade. Kennedy sorrindo lhes respondia:
“Não se preocupem um dia eu volto”.
John F. Kennedy acena à multidão Mórmon em frente ao templo de Lago Salgado

John F. Kennedy acena à multidão Mórmon em frente ao templo de Lago Salgado

Infelizmente, contudo, essa promessa ficou perdida no tempo.
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A história da Igreja e suas teses positivistas

Hoje, comemora-se no Brasil o Dia do Historiador. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias sempre preservou sua história. Ela possui um museu e uma biblioteca em Salt Lake City. O mormonismo ainda conta com vários historiadores que buscam ao máximo descobertas sobre estes  195 anos desde a Primeira Visão de Joseph Smith Jr. Porém, nessa metodologia histórica, ao menos entre os membros, não houve uma grande evolução.

A Escola Histórica positivista, metódica ou tradicional surgiu no século XIX com as ideias do sociólogo francês Auguste Comte como neutralidade, objetividade, ordem e progresso da civilização, etc. Os historiadores positivistas tinham como meta transformar a história de uma simples filosofia subjetiva a uma ciência objetiva como a matemática. Os historiadores Charles-Victor Langlois e Charles Seinobos escreveram o livro “Introdução aos Estudos Históricos”(1899) ensinando regras e métodos de investigação histórica na visão positivista de como tornar a história objetiva. Posteriormente as Escolas Históricas do marxismo e dos Annales criticaram muitas dessas teses e reinventaram a pesquisa historiográfica.

A história da Igreja para muitos membros em visão de pesquisa, documentos, fontes de estudo e a mesma  que a dessa escola tradicional mais de 100 anos depois. Abaixo as teses historiográficas positivistas, sua explicação e aplicação SUD nos dias atuais.

O fato fala por si mesmo

memorizing-scripture-2-300x227O fato não precisava ser interpretado ou analisado, pois corria o risco da subjetividade. Entre os membros também não há uma análise e interpretação do fato. Exemplos disso são o assassinato de Joseph Smith Jr. em 27 de junho de 1844 ou da chegada dos santos ao vale de Salt Lake em 24 de julho de 1847. Os fatos e as datas são mais importantes que todo o contexto por trás deles. A ideologia, objetivos, metas, etc  não importam.

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Uma SUD pode ser modelo?

A Miss Universo mórmon na capa da revista Manchete, em 1960.

A Miss Universo mórmon na capa da revista Manchete, em 1960.

Essa é uma questão que para muitos pode ser logo fácil de responder. Para grande parte dos brasileiros, obviamente será um “não” bem seco. Isso não é de se admirar, já que os mesmos muitas vezes idealizam o estado de Utah e sua capital Salt Lake City como uma cidade perfeita sem problemas. Obviamente é um estado normal quanto qualquer outro, com coisas boas e ruins. Muitos se questionam se lá há modelos, misses e líderes de torcida em jogos oficiais do Utah Jazz.

O manual Para o Vigor da Juventude, que fala sobre padrões para qualquer membro independente de idade, diz: Continuar lendo

Super-herói?

Acredite que nenhum de nós
Já nasceu com jeito pra super-herói

Essa frase vem da música mais famosa da cantora Jamily, Conquistando o Impossível, e como um converso ex-evangélico, a conhecia bem.  Nos dias atuais precisamos muito de bons exemplos e muitos vêm de missionários(as) retornados(as).

Mulher-Maravilha & SupermanEm muitos locais no Brasil onde há um pequeno ramo, onde o Presidente e muitos da liderança não serviram missão, o missionário que chega é tido como um herói. A frase de Paulo a Timóteo se torna literal: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”(II Timóteo 4:17) e com isso a liderança aposta todas as fichas e às vezes é chamado além de Líder de Missão do Ramo para outros chamados.

Bem… Não culpo nenhuma liderança por essa ideia que é um pouco errada. De fato muitos têm essa ideia de “heróis” por esperança de que o ramo um dia se torne ala ou por eles acharem que os jovens sabem mais do que eles.

Mas e com vocês? Foi assim quando voltaram de missão? E de fato, “nenhum de nós nasceu com jeito para super-herói.”