A Igreja SUD mantém um programa de caridade e voluntariado conhecido como “Mãos Que Ajudam”.

Além da controvérsia de patrocinar voluntariado para uma Continuar lendo
A Igreja SUD mantém um programa de caridade e voluntariado conhecido como “Mãos Que Ajudam”.

Além da controvérsia de patrocinar voluntariado para uma Continuar lendo
A missão virou uma moda?
“A missão da mulher é casar”.
Que mórmon com mais de 5 anos de membro nunca ouviu essa frase? Seja numa aula, discurso, atividade ou conversa casual, algumas vezes ouvimos esse clichê. Para alguns, a ideia de que essa missão deveria ser cumprida era tão forte, que surgiria outro clichê em forma de rima:
“Quem casa com laurel vai para o céu”.

Artigo no jornal da Igreja Deseret News nota aumento no número de missionárias.
Essa ideia ainda é viva dentro da cultura popular SUD. Porém, um fato histórico mudou o rumo e fez amenizar esses clichês. Continuar lendo
Jovens d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são ensinados desde muito jovem que aparência física é um atributo fundamental para uma pessoa Mórmon.

A Igreja Mórmon estabalece regras de vestuários bastante específicas. Além de machistas e extremistas, essas regras não parecem ser aplicadas consistentemente.
Recebemos recentemente uma carta de uma leitora pedindo ajuda ou orientações justamente sobre essa rigidez e essa inconsistência e gostaríamos de compartilhar sua estória e sua dúvida para que mais pessoas pudessem oferecer sugestões.
Membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são convocados a “guardar o Sábado” como ordenados pelos “dez mandamentos“.

Joseph Smith estudava aos domingos?
Assim como a maioria dos Cristãos, e diferentemente da maioria dos Judeus, Mórmons “guardam o Sábado” aos Domingos, ao invés do Sábado propriamente dito. Contudo, em semelhança aos Judeus, as definições sobre como se deve “guardar” o dia religioso, é motivo constante de debate e reflexão.
Jovens d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são convocados a servir 18 a 24 meses como missionários.
Em teoria, esses jovens são voluntários e são sustentados seja por suas famílias, seja por suas poupanças pessoais, durante esse período.
Contudo, a Igreja solicita doações de todos os membros da Igreja destinados a um fundo destinado a financiar as missões dos jovens que não gozam de estrutura familiar ou financeira para se sustentar enquanto trabalham como missionários para a Igreja.
O que fazer, porém, quando alguns líderes ameaçam os jovens e suas famílias para que paguem quando recebem ajuda desse fundo? Continuar lendo
Este texto não é de minha autoria e o publico aqui na íntegra por solicitação.
Olá, caros leitores do site. Estou escrevendo este texto porque acredito que este é um bom lugar para o pensamento livre. Faz anos que eu me questiono sobre algumas práticas missionárias da Igreja e se elas são realmente eficazes ou a quem elas visam atingir realmente. Entretanto, nunca pude comentar nada na Igreja porque seria imediatamente taxado de apóstata por não acreditar em algumas dicas de Pregar Meu Evangelho (PME).
Antes de mais nada, preciso deixar claro que servi como missionário há cinco anos e peguei a fase PME. Já estudava comunicação antes da missão, mas meus estudos mais significativos ocorreram apenas depois que retornei à universidade. Enquanto estudava, percebia que havia falhas na comunicação utilizada pela Igreja em suas abordagens missionárias, fosse pelo trabalho dos élderes e sísteres, fosse em programas como “Mãos que Ajudam”. Hoje não tenho tantos pudores para comentar esse tipo de assunto porque não frequento mais a Igreja. Embora eu duvide de uma série de coisas, eu não tenho ódio pela igreja e, inclusive, me permito indicar alguns amigos aos missionários. Gostaria de contar-lhes algo que aconteceu esta semana para poder ilustrar melhor o ponto em que quero chegar. Continuar lendo
“E este evangelho será pregado a toda nação e tribo e língua e povo”, promete a revelação ditada por Joseph Smith, em novembro de 1831.

Contudo, nem todo líder na Igreja SUD acredita nisso. Continuar lendo
Em 1840, Orson Pratt publicou o primeiro relato impresso da Primeira Visão, em seu panfleto intitulado Um Interessante Relato de Diversas Visões Extraordinárias e da Recente Descoberta de Registros Americanos. A publicação de 31 páginas também constitui o primeiro uso documentado da Primeira Visão de Joseph Smith para fins de proselitismo. A ideia original de Pratt de combinar os relatos sobre o Livro de Mórmon e a Primeira Visão ganharia espaço no mormonismo, mas apenas viria a tornar-se norma por volta de 1925.
Embora as datas de três dos quatro relatos pelo próprio Joseph Smith antecedam o panfleto de Pratt, nenhum havia sido publicado até então. Continuar lendo
No Topo das Montanhas
Após o assassinato dos irmãos Smith, os santos em Nauvoo continuaram a construção do seu templo. O edifício sagrado foi dedicado por um pequeno grupo em 30 de abril de 1846 e aberto para a Igreja em outra cerimônia dedicatória no dia seguinte. O Quórum dos Ungidos agora tinha a oportunidade de administrar em massa as mesmas cerimônias ao conjunto da Igreja de Jesus Cristo.
Enquanto o templo era palco de investiduras, adoções e selamentos, algumas carroças já haviam partido da cidade mórmon rumo a Iowa, em fevereiro daquele ano. O maior grupo mórmon após a crise de sucessão estava decidido a honrar as orientações de seu profeta falecido e deixar Illinois rumo às Montanhas Rochosas. Deixando para trás o prédio imponente e que custara tanto sacrifício, eles tinham a convicção de possuir as chaves necessárias para realizar as ordenanças e construir outros templos.
Uma das primeiras ações de Brigham Young e seu grupo pioneiro no vale do Lago Salgado foi selecionar o local para um futuro templo, em 28 de julho de 1847. Porém, três décadas se passariam antes que um templo fosse erigido e, mesmo assim, em outro local: na cidade nomeada em honra de George A. Smith, St. George. Continuar lendo
Desde o recebimento do chamado até depois do retorno ao lar, jovens missionários mórmons utilizarão o curso online My Plan (Meu Plano, ainda sem tradução oficial). O anúncio foi feito pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na edição de julho da revista Ensign e no seu site oficial.
O curso consistirá de oito lições, sendo as seis últimas concentradas nas semanas que antecedem o fim da missão de tempo integral. Não há detalhes disponíveis sobre o conteúdo do novo curso. Missionários de ambos os sexos realizarão cada lição durante uma hora, no período destinado ao estudo pessoal, em capelas ou outros locais que utilizem para acessar a internet.
Antes do retorno ao lar, os planos de cada missionário para sua vida após a missão serão compartilhados com seus presidentes de missão, os quais terão o papel de aconselhar os jovens na sua última entrevista missionária.
O lançamento do My Plan será no próximo mês de agosto. Continuar lendo
Acredite que nenhum de nós
Já nasceu com jeito pra super-herói
Essa frase vem da música mais famosa da cantora Jamily, Conquistando o Impossível, e como um converso ex-evangélico, a conhecia bem. Nos dias atuais precisamos muito de bons exemplos e muitos vêm de missionários(as) retornados(as).
Em muitos locais no Brasil onde há um pequeno ramo, onde o Presidente e muitos da liderança não serviram missão, o missionário que chega é tido como um herói. A frase de Paulo a Timóteo se torna literal: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”(II Timóteo 4:17) e com isso a liderança aposta todas as fichas e às vezes é chamado além de Líder de Missão do Ramo para outros chamados.
Bem… Não culpo nenhuma liderança por essa ideia que é um pouco errada. De fato muitos têm essa ideia de “heróis” por esperança de que o ramo um dia se torne ala ou por eles acharem que os jovens sabem mais do que eles.
Mas e com vocês? Foi assim quando voltaram de missão? E de fato, “nenhum de nós nasceu com jeito para super-herói.”
Em dezembro de 1970, a Missão Brasil Norte de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias publicava a seus jovens missionários a mais recente versão de uma palestra a ser usada com potenciais membros brasileiros. Nela, após revisar conceitos sobre revelação, profetas e autoridade divina, falava-se sobre os negros não poderem ser ordenados ao sacerdócio.

A Primeira Presidência formada em 1970: presidente Joseph Fielding Smith e seus conselheiros Harold B. Lee e Eldon Tanner.
A segregação de negros e afrodescentes do sacerdócio era explicada na forma de um diálogo entre os missionários e o “Irmão Nunes”. As falas do investigador hipotético eram guiadas cuidadosamente por perguntas prescritas aos missionários.
A lição afirmava que os negros descendiam de Caim e que as razões para sua exclusão do sacerdócio não eram plenamente conhecidas. Ela ainda incluía a narrativa de que a exclusão racial na Igreja havia sido estabelecida por seu profeta fundador Joseph Smith.
Usando uma citação de David O. McKay, garantia-se que futuramente o direito ao sacerdócio seria dado aos homens negros. Depois de ter presidido a Igreja por quase duas décadas, McKay havia falecido em janeiro daquele ano.
Há quase 40 anos, quando sequer tínhamos uma estaca no Nordeste, duas pesquisadoras, que mais tarde se tornariam acadêmicas de renome, viram o mormonismo como algo interessante para se estudar.
Sobre uma delas, já comentamos ano passado em um artigo que discorria sobre o impacto trazido pela política racial, que perdurou até 1978, no perfil socioeconômico dos conversos brasileiros: Nádia Fernanda Maia de Amorim, alagoana, professora da UFAL, autora de Mórmons em Alagoas: religião e conflitos raciais.
Antes desta, a hoje presidente da Academia Pernambucana de Letras, Maria de Fátima de Andrade Quintas, debruçou-se no estudo do grupo religioso que pouco tempo antes havia construído uma capela no bairro da Ilha do Leite, no Recife.
Do esforço da pesquisadora pernambucana surgiu Os mórmons em Pernambuco: uma sociedade fechada, obra que, ao lado do trabalho de Nádia Amorim, nos ajuda a compreender os primórdios do mormonismo nordestino e como a religião fundada por Joseph Smith foi percebida pela literatura acadêmica brasileira.
Fátima Quintas frequentou as reuniões da capela localizada na Rua das Ninfas, nº 30, Recife; à época, talvez a única capela construída em todo o Norte/Nordeste do país. A despeito de reconhecer o quase total desconhecimento da população brasileira sobre os mórmons, a pesquisadora já notava implicações sociais na penetração do mormonismo em solo pernambucano. Seu trabalho, embora tenha analisado os membros locais, foi muito voltado à apreensão das visões dos missionários de tempo integral que atuavam na época – eram seis no total, todos norte-americanos.
Nádia Amorim fez uma pesquisa mais longa. Atraída pela existência de um grupo religioso que promovia a segregação racial em plena Maceió dos anos 70, a autora se propôs a escrever sobre as afinidades entre as perspectivas da religião por ela analisada e a tradição estadunidense de segregação entre brancos e negros.
Porém, algo muito importante aconteceu: enquanto a alagoana desenvolvia seu trabalho, ela tomou conhecimento da mudança na política racial SUD. Sua investigação foi prolongada, e ela pôde observar a súbita expansão daquele pequeno grupo que, apesar de zeloso no proselitismo, caminhava a passos lentos por mais de uma década na capital de Alagoas. Continuar lendo
Durante a VI Conferência Anual da Associação Brasileira de Estudos Mórmons, ocorrida no último sábado, Marcello Jun explorou alguns conceitos básicos utilizando exemplos da história mórmon de como analisar criticamente o trabalho de uma historiadora ou como avaliar a qualidade de uma reconstrução historiográfica. Assista o vídeo dessa palestra aqui:
Durante a VI Conferência Anual da Associação Brasileira de Estudos Mórmons, ocorrida no último sábado, Joni Pinto explorou uma introdução à abordagem sociológica da religião e do Mormonismo. Assista o vídeo dessa brilhante palestra aqui: