Como vai o Fundo Perpétuo de Educação?

Gordon B. Hinckley

Quando lançado pelo presidente Hinckley, o Fundo Perpétuo de Educação (FPE) foi
recebido por membros no Brasil com grande euforia. Seu próprio nome procurava fazer uma ligação com o antigo Fundo Perpétuo de Imigração e portanto com seu potencial de ajudar novos pioneiros na construção de Sião. O programa destinado a fomentar o estudo vocacional de suds em países em desenvolvimento não demorou muito para ser chamado localmente de revelação (mesmo sem ter sido chamado de tal pelos líderes mundiais da Igreja) e ser incluído em declarações nos domingos de jejum e testemunho.

Hoje, dez anos depois do lançamemto do FPE, já escutei relatos positivos e negativos de jovens adultos que utilizaram esse financiamento educacional a juros baixos, mas não tenho acesso a dados concretos que mostrem em que situação está hoje. No entanto, noto que é cada vez mais rara a sua menção como uma revelação; aliás, é cada vez mais rara a sua simples menção nas reuniões da Igreja.

O que vocês notam nesse sentido? Ainda se fala muito do FPE em suas alas e ramos? Ele é citado como uma revelação? Estará sendo menos procurado pelos brasileiros? Nossos leitores estrangeiros têm notícias sobre o FPE em outros países em desenvolvimento- Angola, Bolívia, Argentina, etc?

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20 comentários sobre “Como vai o Fundo Perpétuo de Educação?

  1. Marcelo,

    Concordo plenamente com você em relação ao FPE. Na época em que fui Bispo infelizmente estava com 35 anos e fiquei impedido de recebe-lo, no entanto vi vários jovens totalmente despreparados receberem o benefício, bem como vários homens na igreja que se quer haviam feito uma missão. Felizmente eu me formei em marketing e análise de sistemas com meu próprio esforço. Sinto que o famigerado FPE às vezes é uma benção e uma maldição para alguns membros, pois, alguns conseguem até um emprego, mas a maioria fica desempregada e não tem como arcar com o pagamento do empréstimo.
    Muitas vezes me questionava sob essa suposta “inspiração”, que infelizmente deixou de ajudar muitas pessoas dignas na igreja. Até pensei que a igreja poderia pedir para o membros pagarem dízimo só até 30 anos. Pois somente até essa idade poderiam receber às “bençãos”.

    Carlos Augusto

  2. Hoje à noite (21/10/2012) assisti a um treinamento preparado pelo presidente da Área do Brasil, o élder Cláudio R. M. Costa e que foi transmitido na sede da Estaca e acredito que deva ter sido ou será transmitido a todas as outras estacas brasileiras. O tema do treinamento era o FPE e focalizou em experiências positivas de membros que utilizaram o empréstimo do FPE e tiveram sucesso na carreira que escolheram seguir por meio da formação inicial. Acredito que este treinamento tem o objetivo de reaviar este programa no Brasil, pois ao meu ver a procura pelo FPE pelos adultos entre 18 e 30 anos não tem sido grande. Pelo menos é o que eu percebo em minha ala e Estaca. No treinamento/serão (gravação) o élder Costa enfatizou que o FPE foi uma revelação recebida pelo saudoso presidente Hinckley, no ano de 2001.

    Em minha opinião, acredito que o FPE poderia também incluir membros acima dos 30 anos de idade, porque a Educação é um diferencial na vida de uma pessoa. Além do mais, uma Educação de qualidade prepara as pessoas para compreenderem melhor o mundo em que vivemos e a nossa realidade, e consequentemente pode preparar os membros da Igreja para ser líderes melhores e mais preparados a lidar com a diversidade de pessoas numa ala e estaca.

    Creio eu também que poderiam ser financiados os cursos de graduação em 100%, porque atualmente a Igreja financia somente 40% da mensalidade dos cursos de graduação. Tem que se levar em conta que nem todos vão querer seguir uma carreira “técnica”. Eu mesmo decidi cursar uma graduação.

    Outro aspecto que percebi ao ver alguns casos de membros que utilizaram o FPE, é que alguns destes membros acabaram realizando cursos técnicos que depois de terminado em nada os ajudou a conseguir um qualificação profissional (uma carreira) e consequentemente uma melhora financeira (o grande objetivo do FPE) e outros ainda acabaram não finalizando o curso escolhido. Não estou querendo dizer que existem os casos positivos. Somente estou querendo apontar que o FPE poderia ser aperfeiçoado, para realmente se tornar um recurso efetivo de ajuda aos membros com poucos recursos e de quase nenhuma oportunidade educacional.

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