Desafio de história mórmon: rituais

É novamente o momento de testar os seus conhecimentos sobre a história mórmon! O que está acontecendo na foto abaixo? O que é diferente da forma como a mesma “coisa” é feita hoje? O que já é diferente da forma como era feita ainda antes?

27 comentários sobre “Desafio de história mórmon: rituais

  1. Boa noite irmãos. Não sei como vim parar no site, não faço a minima ideia de como o encontrei. Enfim, muito interessante.

  2. Mesmo que o debate em tela tenha ocorrido ha anos, gostaria mesmo assim de dar minha contribuição. Primeiramente, no que diz respeito a ordenação do sacerdócio aarônico, é muito impreciso estabelecer alguma data em que o sacerdócio foi conferido a jovens nos primeiros anos da Igreja. De fato, houve durante a década de 1830, jovens que receberam o sacerdócio e foram ordenados a ofícios necessários para cumprir determinadas designações. Falando sobre isso, Joseph Fielding Smith em seu livro “Answers to Gospel Questions”, vol.2, p.8 disse:

    “A partir dos registros da Igreja, não parece haver tempo definido quando o Sacerdócio Aarônico foi dado aos meninos. Algumas ordenações foram dadas a homens muito jovens, que mostraram aptidão tempos atrás desde os dias de Kirtland; por exemplo, Don Carlos Smith, irmão mais novo do Profeta Joseph Smith, foi ordenado e trabalhou como missionário, quando tinha apenas 15 anos de idade. (DHC, vol. 4, p. 393) George A. Smith, pai de John Henry Smith, foi ativo no ministério, quando tinha cerca de 15 anos de idade, e também foi membro do Acampamento de Sião em 1834. Ele foi ordenado setenta, quando os primeiros setentas foram escolhidos em 1835 e foi chamado para o Conselho dos Doze, quando possuía 21 anos de idade. Outros jovens que mereciam foram ordenados na sua juventude e foram enviado para pregar o evangelho. O Presidente Joseph F. Smith foi ordenado élder e enviado em uma missão quando ele tinha quinze anos. Assim, vemos a concessão do sacerdócio não foi totalmente confinada aos homens nos dias de Kirtland, Nauvoo, ou no Vale do Lago Salgado “.

    Devemos levar em conta que Brigham Young escolheu e ordenou três de seus filhos para serem apóstolos em idades relativamente jovem, sendo John Wilard Young ordenado ao ofício de apóstolo com apenas 11 anos de Idade.

    No que diz respeito a idade mínima vigente na Igreja que serve como padrão para, dentre outros requezitos, autorizar os jovens a receberem o sacerdócio; foi definido pela Primeira Presidência em 1908, o padrão que viria nortear (com algumas modificações posteriores) o estabelecimento da idade mínima para que um jovem pudesse vir a receber os sacerdócios na Igreja:

    “Em 1807, a Primeira Presidência ensinou que todo jovem digno receberia a ordenação sacerdotal. Logo, meninos de 11 a 18 anos de idade 18 receberam o sacerdócio; mas tornaram-se diáconos e permaneceram assim até se tornarem mais velhos. Poucos meninos abençoavam ou distribuíam o sacramento, ou faziam o que hoje é chamado de mestre familiar.

    Em 1908 a Primeira Presidência reestruturou o Sacerdócio Aarônico para ser um sacerdócio para os meninos. Eles aprovaram que os meninos mereciam ser ordenado em conjuntos de idades avançando através de cada ofício: diácono aos 12 anos, mestres aos 15, sacerdotes aos 18 anos, e élderes aos 21…

    Em 1928, as idades de 12, 15 e 18 foram alteradas para 12, 15, 17, respectivamente, com a idade dos élderes fixada em 20 anos. Em Outubro de 1934 a idade foi reduzida para 18, mas até dezembro foi elevada para 19. Em 1954 as idades dos mestres tornaram-se 14, e a idade dos sacerdotes foi alterada para 16 anos, então as idades tornam-se 12, 14 e 16, e os élderes foram ordenados aos 20 anos (agora 18).” (Arnald K. Garr, Donald P. Cannon, e Richard O. Cowan. Encyclopedia of Latter-day Saint History. Salt Lake City: Deseret Book, 2000, 1-2.) Citação disponível também neste link : http://books.google.com.br/books?id=wWJEoFbMlckC&pg=PA73#v=onepage&q&f=false

    O segundo ponto que eu gostaria de abordar é sobre a prática de ajoelhar-se, por parte da congregação, durante a Administração do sacramento. Apesar de lermos em D&C 20.76: “E o élder ou o sacerdote administrá-los-á; e desta maneira deverá administrá-los: Ajoelhar-se-á com a igreja e invocará o Pai em solene oração” pelo que parece pouca enfase foi dada pela liderança da Igreja quando a mesma já estava estabelecida em Utah. Pelo que consta, as autoridades gerais estavam preocupadas com o excesso nas formalidades presentes nas reuniões sacramentais. Enquanto a isso, Justin R. Bray escreveu um artigo intitulado “Formalidades excessivas no Sacramento Mórmon” que contribui para entendermos o que motivou a censura, por parte da liderança, que inibiu a prática de se ajoelhar congregacionalmente enquanto o sacramento era administrado:

    “Esta não foi a primeira vez que as formalidades impostas* por membros ao sacramento causaram alvoroço entre os santos dos últimos dias. Na década de 1890, várias autoridades gerais falaram contra congregações inteiras que se ajoelhavam durante as orações sacramentais, que se tornaram uma prática entre algumas alas em Utah desde a sua chegada em 1850, e ainda mais comum depois de o Bispo Presidente Edward Hunter preferiu “a postura de joelhos.” o assunto foi trazido em uma reunião sacramental particular, os membros da congregação debateram a questão até que “a contenção por parte de algum [tornou-se] muito forte”. Joseph E. Taylor, conselheiro na presidência da estaca Salt Lake, contou a reação daqueles que se opôs à mudança: “Nós temos um grande número de irmãos na Igreja que são muito técnicos sobre determinados pontos, e quem harpa sobre esses aspectos técnicos para a perturbação de muitos indivíduos que estão perfeitamente dispostos a permanecer satisfeito com os exemplos que foram definidos na Igreja pelas mais altas autoridades “. (Bray, Justin R. “Excessive Formalities in the Mormon Sacrament, 1928–1940.” Intermountain West Journal of Religious Studies 4, no. 1 (2012). http://digitalcommons.usu.edu/imwjournal/vol4/iss1/4 )

    *Anteriormente os diáconos vestiam uniformes e isso preocupou a presidência da Igreja que viam nesse comportamento uma maneira de poder se distanciar da simplicidade da cerimônia sacramental ao ponto de introduzir essa prática como parte da cerimônia, e, assim com Bray diz em seu artigo acima citado “os líderes da igreja removeu os uniformes dos diácono antes de os membros tornaram-se muito apegados a eles, como eles tornaram com a prática de se ajoelhar”.

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