Amamentando na Sacramental

A ilustração abaixo foi publicada na revista Harper’s Weekly em 1871, retratando uma reunião no Tabernáculo de Salt Lake. Em um ambiente um tanto informal, o sacramento é administrado enquanto Brigham Young discursa, uma prática comum à época. A água é servida à congregação por homens adultos, através de jarros e cálices coletivos.

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amamentarDo lado lado esquerdo da gravura, vemos duas mulheres amamentando seus bebês, com naturalidade, sem cobrir os seios. Ainda não haviam sido desenvolvidas as noções de “recato” em torno da amamentação que prevalecem hoje nas reuniões sacramentais mórmons, provavelmente incorporadas da cultura norte-americana.

A ilustração faz parte do acervo permanente do Museu de História da Igreja em Salt Lake. A cópia cima foi ilustrada manualmente e está disponível aqui. A gravura original e o texto da revista sobre a reunião no Tabernáculo podem ser encontrados aqui.

O que mais chama a sua atenção na gravura?

Como é ou foi sua experiência ao amamentar na Igreja?

Sair do salão sacramental para amamentar ou cobrir o seio com uma fralda, etc., são instruções explícitas às mulheres da Igreja ou são absorvidas pelo exemplo? São comuns onde você vive?

16 comentários sobre “Amamentando na Sacramental

  1. O que mais me chamou atenção na gravura, é que parece uma reunião meio bagunçada, com gente pra todo lado. Mas sem ofensas. Quanto a amamentar na sacramental, pra mim super normal! Amamentei dois filhos, num intervalo de quase 4 anos, nunca ninguém olhou feio ou espantado pra mim, esses problemas não tive na minha ala. Encontrei maiores problemas fora da Igreja, eu amamentava em qualquer lugar, era em praças, recepção de hospitais, é incrível que mesmo neste lugar especificamente as pessoas olham espantadas, como se fosse escandaloso pôr o peito pra fora pra alimentar o pequeno, mas eu não me importava, tentava meio que impor que isso é natural e deve ser feito sim pra alimentar o bebê e que é melhor do que dar leite Nam e derivados. A única vez que fiquei com vergonha, mas não durou muito tempo por que meu filho chorou demais e alto, foi no dia que fui registrá- lo no cartório, era o primeiro filho e eu fiquei com vergonha, mas não deu pra segurar e amamentei ali mesmo, vi que as pessoas olhavam, ainda mais eu sendo uma mulher de 35, mas eu me mantive firme, meu filho em primeiro lugar! Mas na Igreja, não encontrei isso, os irmão em geral sabem como eu sou, radical nessa parte e em tudo que se refere a gravidez, parto, puerpério, ninguém se mete comigo nessa! Não me considero feminista, apesar de ter uma mescla dessas filosofias. Mulher tem que ter o poder total sobre si mesma nessas horas: parto, amamentação, cuidados com o bebê. É dela e de ninguém mais.

  2. Eu não colocaria um pano no rostinho de um filho mamando, mas o faria de forma discreta, como nas fotos. Também não me deslocaria por conta do possível incômodo de outras pessoas, elas que se desloquem se quiserem.

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