Colunista do site de notícias The Huffington Post delinea em excelente artigo como A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias vêm perdendo membros na última década.

Tempos difíceis para a Igreja Mórmon?
Nós já publicamos vários artigos delineando os problemas de crescimento da Igreja no Brasil e no mundo, inclusive de uma distorção oficial das estatísticas de membros.
Inclusive, publicamos um artigo demonstrando preocupação da liderança SUD com essa deserção de membros por causa da sua cruzada contra homossexuais.
Esse artigo, levanta dados muito relevantes e pertinentes sobre essa questão:
- A Igreja Mórmon causou enorme fissão entre membros por causa de seu apoio à campanha da Proposição 8 na Califórnia para suspender a legalização do casamento homossexual no estado. (Ver “Mormon Power Grab: It’s Tearing Families Apart”).
- O consultor de marketing da Igreja Gary Lawrence confessou ao Washington Post que os danos na imagem pública por causa da Proposição 8 foram muito maiores que teriam antecipado.
- Informantes dentro da Igreja indicam que ela perdeu até 1 milhão de membros ativos e fiéis nos últimos 7 anos por causa da cruzada anti-gay. Esses membros, ativos e voluntários dentro da Igreja (em chamados) optaram sair da Igreja em demonstração de apoio a seus familiares e amigos dentro da comunidade LGBT.
Proclamação da Família
A Igreja Mórmon recentemente “celebrou” o 20° aniversário de seu odioso “A Família: Uma Proclamação Ao Mundo.” A proclamação foi lida pelo então Presidente da Igreja Gordon B. Hinckey na Conferência Geral da Sociedade de Socorro em 23 de setembro de 1995, na Cidade de Lago Salgado, Utah. A ocasião marcou o dia em que a Igreja Mórmon declarou guerra contra o casamento gay. A Igreja ordenou que seus membros enquadrassem suas cópias da Proclamação para pendurá-las em seus lares. A maioria das famílias Mórmons fizeram isso.
Não coincidentemente, também em 1995, a Igreja Mórmon iniciou sua luta [política] contra o casamento gay no Havaí. [Os líderes da Igreja] traçaram planos elaborados para bloqueá-lo no primeiro estado onde estava sendo considerado. Quando a liberdade para [bloquear] casamento [gay pelo estado] finalmente chegou a voto no Havaí após três anos, ela foi aprovada. Após essa vitória em 1998, a Igreja Mórmon deu seguimento à sua campanha furtiva para proibir casamento gay por todos os Estados Unidos.
Campanhas Políticas
- A Igreja Mórmon contribuiu diretamente com USD 400 mil no Havaí, e ainda angariou muito mais de membros e amigos.
- A Igreja Mórmon contratou um exército de advogados, consultores políticos, e lobistas em 30 estados.
- A Igreja Mórmon criou grupos fantoches para esconder seu envolvimento nessas campanhas.
- A Igreja Mórmon gastou diretamente milhões de dólares e mobilizou milhares de membros pelos próximos 13 anos até a campanha da Proposição 8 em 2008.
- A Igreja Mórmon foi pega de surpresa ao ter sua participação central em todas aquelas campanhas estaduais por quase duas décadas denunciada em público em 2008.
Proposição 8
- Em 20 de junho de 2008, apenas três dias após o casamento gay haver sido legalizado pela Suprema Corte da Califórnia, o novo Presidente da Igreja Thomas Monson anunciou através de carta lida em todas as unidades no estado que todos os membros deveriam “doar seu tempo e seus meios” para a campanha para passar a Proposição 8 [que ilegalizaria o casamento gay]. Na carta, o Presidente Monson ameaça os membros que “suas almas estariam em perigo” se não doassem dinheiro [para a campanha]”.
- A Igreja Mórmon coagiu membros a doarem mais de USD 30 milhões durante os 4 meses de campanha, 77% de todo o dinheiro arrecadado para essa votação.
- A Igreja Mórmon foi a principal força responsável pela vitória da Proposição 8, que passou com a pequeníssima margem de 52-48.
- A Igreja Mórmon não apenas financiou, mas também controlou, a administração da campanha política ‘Yes on 8’.
- A Igreja Mórmon montou uma verdadeira campanha de guerra em Utah e Idaho para telemarketing de eleitores na Califórnia.
- A Igreja Mórmon transportou milhares de membros da Igreja para fazer campanha política.
- A Igreja Mórmon enviou material impresso para milhões de eleitores.
- A Igreja Mórmon organizou 25 000 voluntários membros da Igreja para bater portas durante 9 fins-de-semana por todo estado.
- A Igreja Mórmon financiou e administrou treinamentos para seus representantes.
- A Igreja Mórmon distribuiu centenas de milhares da placas de publicidade, além de panfletos.
- A Igreja Mórmon mobilizou 100 000 membros como voluntários para trabalhar no dia da eleição.
- A Igreja Mórmon constriuiu e manteve vários sites na internet para o ‘Yes on 8’.
- A Igreja Mórmon criou 4 eventos televisivos e 9 comerciais.
- A Igreja Mórmon conduziu 2 transmissões ao vivo para 5 estados em preparação à mobilização de voluntários.
A Igreja Mórmon Mente Sobre A Proposição 8
- A Igreja Mórmon registrou gastos de apenas USD 2 078 por toda sua operação de guerra como contribuições para o ‘Yes on 8’.
- A Comissão de Práticas Políticas Honestas da Califórnia (California Fair Political Practices Commission ou FPPC) investigou a Igreja SUD por 18 meses, condenando-a em 13 casos de fraude eleitoral.
- A Igreja Mórmon confessou-se culpada e pagou uma multa não publicada.
Documentos Mórmons Secretos
- Em fevereiro de 2009 um informante vazou documentos secretos da Igreja Mórmon, delineando toda campanha política contra casamento gay pelos últimos 13 anos, que o repórter publicou no site Mormongate.com.
- A Igreja Mórmon recusou-se a confirmar ou a negar a autenticidade desses documentos.
- Outros documentos adicionais foram publicados no Mother Jones e no Frontiers Magazine.
- Os documentos provam que a declaração de guerra da Igreja Mórmon contra o casamento gay e a comunidade LGBT em 1995 foi deliberada e planejada por mais de uma década.
- Os documentos provam que a Igreja Mórmon entrou em coluio com a Igreja Católica para a cruzada anti-gay.
- Os documentos provam que a Igreja Mórmon foi a extremos para ocultar sua participação nessa cruzada política, inclusive criando o último grupo fantoche Organização Nacional pelo Casamento (National Organization for Marriage ou NOM) em 2007 para conseguir qualificar-se para elaborar e passar a Proposição 8.
Leia mais sobre a Proposição 8.
Leia mais sobre discriminação oficial pela Igreja SUD.
Leia mais sobre associação de Igreja com essas organizações.
Leia mais sobre reações da Igreja com controversias legais.
Ser declarada e oficialmente contra uma prática é direito de cada pessoa ou grupo. Eu particularmente não apoio a união do mesmo sexo se fosse uma simples e caprichosa opção, mas quem conhece o coração das pessoas para saber se é uma opção ou algo que não pode ser mudado? Caso fosse uma opção, poderia ser mudado, como muitos já tentaram, mesmo dentro da própria igreja, mas não conseguiram. Pessoa alguma, dentro de uma igreja, em que professa crer, aceitaria voluntariamente sofrer o que um homossexual sofre entre os ditos cristãos. Se houvesse uma cura, com certeza este fiel a procuraria.
Usar de modos ‘estranhos’, para um grupo que diz: respeitar e honrar as ofertas financeiras oriundas da fé das pessoas; os direitos legais do país; e ainda arriscando ofender a sensibilidade de famílias da própria instituição, que já sofrem com o problema (homoafetividade), é no mínimo um contrassenso de uma instituição que se declara cristã em plena era moderna. Isso que me é incômodo. Ainda mais com tantos heteros e casais dentro da própria igreja que são em muito maior número e que precisam de muito maior preocupação, atenção e cuidado, mas parecem não ser notados em seus problemas. Dinheiro não falta, falta é coragem de aceitar que a igreja prefere “não meter a colher” e fazer de conta que as famílias são perfeitas o suficiente para ter tempo de se preocupar com a orientaçāo sexual de quem nem membro é.
E nesse grupo incluo outras organizações ditas cristãs, mas que parecem teimar em seguir atitudes e passos desconexos com Aquele.
Isso sim é estranho, não a crença ou as afirmativas ou mandamentos. Estranho são as atitudes tomadas em nome da fé. Mas qual fé? Qual caridade?
Primeiro a igreja não é mórmon é de Jesus Cristo, segundo acharia estranho se a igreja tivessame sido omissa ou apoiado, porque o verdadeiro Cristão não deve ser morno. O grande pecado de Sodoma de Gomorra, segundo a própria bíblia foi o homossexualismo, acredito que Paulo foi tão enérgico em atribuições masculinas e femininas, visto que por fatos históricos a grande Grécia e Roma considerava essa prática comum. A igreja reconhece em diversos manuais o comportamento e apóia a pessoa e não o pecado, sim para mim é pecado! Isso não significa que vou sair xingando, humilhando e excluindo a pessoa. Eu como profissional de comunicaçao acho que há muita mídia envolvida no processo, se eu não aceitar o comportamento sou homofobica? Não, tenho minha opinião! Assim tenho o direito de discordar, não humilhar e assim como eles levantam sua bandeira ,eu levanto a minha, precisamos defender o que achamos certo! Assim como famílias himoafetivas fazem a sua, eu faço a minha! Família é de homem e mulher e os gêneros fazem parte do propósito da criação de Deus e seus planos para nós! E vocês quais são suas opiniões? É bom um debate saudável!