Igreja Mórmon Nega Batismo a Filha de Polígamos

Jovem de 19 anos tem batismo negado pela Igreja SUD

Mórmons poligamistas. Mórmons fundamentalistas.

Janelle, Christine, Kody, Meri e Robyn Brown. (Imagem: TLC)

Após ouvir as palestras missionárias, Madison Brown havia decidido tornar-se membro d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Porém, a universitária foi surpreendida por um telefonema do presidente de missão, em Logan, Utah, informando-a de que seu batismo não seria permitido. Segundo Madison, o líder afirmou que ela necessitaria de uma permissão especial, após renunciar à prática de seus pais.

Madison é filha de Kody Brown e sua segunda esposa, Janelle Brown. Os Browns são mórmons fundamentalistas que praticam o casamento plural e ganharam notoriedade pelo programa de TV Sister Wives, um reality show que mostra o cotidiano da simpática e numerosa família.

Comentando o ocorrido em sua conta no Twitter, no mês passado, Madison afirmou que “a Igreja SUD me rejeitar pelas escolhas dos meus pais é uma das coisas mais devastatoras pelas quais passei”. Ela também afirmou que a decisão de negar-lhe o batismo teria sido tomada pela Primeira Presidência da Igreja SUD, exigindo que ela renunciasse publicamente à sua família para poder ser batizada.

Em seu Manual de Instruções da Igreja, volume 1 – publicação oficial secreta sagrada para líderes do sacerdócio – a Igreja SUD prevê a possibilidade de filiação para pessoas como Madison, cujos pais façam parte de “cultos apóstatas” que pregam o casamento plural, desde que renunciem a tal crença. Recentemente, o Manual incorporou normas similares mais rígidas para filhos de homossexuais.

O termo “mórmon fundamentalista” designa mórmons que praticam (ou acreditam que devem praticar) o casamento plural, entre outros princípios, e que não estão associados à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD). Em 1890, a Igreja SUD oficialmente aboliu a prática, e pelo menos desde 1909 excomunga praticantes ou mesmo simpatizantes do fundamentalismo mórmon. 

11 comentários sobre “Igreja Mórmon Nega Batismo a Filha de Polígamos

  1. Eu conheço bem a prática (recentemente alterada para mais como, aqui noticiado), dessas tais autorizações especiais. Durante o serviço missionário ‘obrigatório’ eu até não estranhava muito isso, até porque em geral eram questões de aborto, abusos ou até crimes mais graves, e nunca tive ou ouvi relatos de casos de crenças. Eu achava que por sermos jovens demais não deveríamos nos envolver ou não teríamos maturidade suficiente para entender os casos.

    Mas em casos de crença eu já acho o cúmulo, afinal que maior prova de negar práticas do que aceitar o batismo mórmon? E sabemos bem que os missionários explicam bem o que se precisa abandonar ou aceitar para ser aceito no batismo.

    Eu diria para ela não se incomodar com isso e tentar seguir sua vida. Se a ‘Igreja Verdadeira’ não a quer, e não acredita em suas intenções, talvez quem a não mereça seja a igreja, e ela não deveria se sentir menor ou diminuída por conta disso, muito pelo contrário: talvez nossa igreja é que não seja suficientemente boa ou não sirva para ela.

    • hahahahahaha kkkkkkkkk !!!!! 😀 Irmão Tiago, amei seu comentário, ri litros e litros depois de ler sue comentário. Não deixo de pensar num trecho de uma letra que ele interpretou :” ‘Nóis’ não, ‘nóis’ não engana! ‘Nóis’ não mente o tempo inteiro, só pra levar pra cama…” – Seria boa esse trecho se surgir algum deputado propondo o casamento plural no Brasil . Mas vai ser uma pena não ter nenhum filho dele no Instituto . kkkkkkkkkk – Cara, não paro de rir .

  2. Triste noticia, a igreja na minha visão voltou a idade média, preconceito, discriminação, acepção de pessoas, e falta de bom censo . Deus não escolhe quem pode se batizar ele chama todos a seguir a Cristo e ser batizado pedir para uma pessoa renegar sua família por questões religiosas e desumano.

    • Só pra deixar claro… a Igreja não está discriminando ninguém e nem exigindo que filhos de casais gays repudiem suas famílias, mas, sim, as práticas de suas famílias, conforme o que foi postado: “repudie a prática de coabitação ou casamento do mesmo-gênero.” Portanto, as palavras estão sendo distorcidas. Temos que ter cuidado com para que não sejamos enganados!

      • Aline,

        1) A Igreja está discriminando contra crianças em famílias LGBT pois impõe nelas regras diferentes que as para crianças em famílias heteronormativas, ou em famílias não-membros, ou mesmo sem famílias. Regras diferentes, tratamento desigual.

        A definição de discriminação é o “[t]ratamento desigual ou injusto dado a uma pessoa ou grupo, com base em preconceitos de alguma ordem, nomeadamente sexual, religioso, étnico, etc.”

        2) A criança é obrigada a “repudi[ar]… o casamento” dos seus pais (ou suas mães). Ela é obrigada, para poder ser batizada ou servir missão, a recusar ou rejeitar ou considerar inaceitável e inválido o casamento de seus pais e toda sua estrutura familiar. E, se ainda mora com eles, sair de casa.

        A definição de repudiar é “[n]ão considerar aceitável, admissível ou verdadeiro = RECUSAR, REJEITAR”

        As “palavras estão sendo distorcidas”, sem dúvida. Mas é você quem as distorce, Aline. E isso não somos apenas nós que dizemos, mas todos esses membros ativos e fiéis da Igreja SUD e mais esses milhares de membros da Igreja SUD.

      • N é discriminação, as pessoas estão vendo tanto isso de casais gays que começam a achar normal, n sou homofóbico, só não sou obrigado a concordar com o ato que eles praticam, pois em Genesis fala: frutificai e multiplicai o mundo, uma coisa assim, mas sei, e estou bem ciente do q está escrito, e um casal gay não pode multiplicar o mundo, a igreja não discrimina a pessoa por ter atração pelo msm sexo, somente não aceita os atos de uma pessoa, está claro que não é culpa da pessoa ter atração pelo mesmo sexo, mas se ela seguir a bíblia ela vai ver que só precisa mudar seus comportamentos,não deitanto na cama com uma pessoa do mesmo sexo, mas isso não significa discriminar uma pessoa e nem excluir ela do mundo, pelo contrário vc tem que ajudar ela mostrando a ela o evangelho, pois ela também é um filho de deus e merece a chance de se aperfeiçoar e assim ir para o reino celestial.

      • Se você acha que deve haver um tratamento diferente para grupos de pessoas diferentes, isso é discriminação.

        Se uma pessoa heterossexual pode namorar e uma pessoa homossexual não pode namorar, apenas isso já estabelece discriminação.

        Se uma criança em um lar com pais heteronormativos pode se batizar aos 8 anos de idade, e uma criança em um lar com pais LGBT não pode, isso é discriminação.

        Se você acha que homossexuais não são “normais” e não “concorda com [seus] atos”, isso é homofobia.

        Não, você não é obrigado a “concordar” e não é obrigado a “aceitar” ou “achar normal”. Mas a sua postura é homofóbica.

  3. Precisamos ver que muito o que é postado aqui é interpretação do autor.
    Ela de fato precisa negar a poligamia, e de fato não o fez (como ela mesmo disse), não fazendo isso, não há arrependimento e então não pode ser batizado.

    Agora a questão pública, a Igreja nunca faria, já que se notarmos, como já disse, há a opinião do autor nesta questão.

  4. esta certissimo o mesmo acontece com pessoas que sao filhos de familias iniquas que nao sao da igreja eles estao te atrapalhando esqueca – os nao sao seus pais verdadeiros apenas instrumentos, sua salvacao que interessa familia ja fez sua parte chegou a hora do individuo proseguir sozinho!patz!

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