Progresso Entre Reinos – parte II

byO progresso espiritual é eterno? Ou encontra um ponto final? Como discutimos na primeira parte desta série, várias afirmações feitas por autoridades gerais no séc. XIX apontam para a possibilidade de progresso do ser humano por toda a eternidade, sem um ponto final.

No ano de 1855, Wilford Woodruff ouviu Brigham Young falar a respeito do tema, após terem realizado um círculo de oração:

Conversando sobre diversos princípios, o Presidente Young disse que ninguém herdaria esta Terra quando ela se tornar celestial e transladada para a presença de Deus, a não ser aqueles que seriam coroados como Deuses e capazes de suportar a plenitude da presença de Deus, mas eles teriam permissão para levar consigo alguns servos por quem seriam considerados responsáveis. Todo os outros teriam que herdar um outro reino, aquele reino de acordo com a lei que haviam guardado. Ele disse que eventualmente eles teriam o privilégio de se provarem dignos e avançar a um reino celestial, mas este seria um progresso lento. [1]

Na citação acima, Brigham Young fala do avanço entre reinos, incluindo ao reino celestial.

O que acham sobre essa afirmação?

[1] Diário de Wilford Woodruff, 05 de agosto de 1855.

11 comentários sobre “Progresso Entre Reinos – parte II

  1. Talvez outro devaneio Brighamista! A discussão sobre a natureza de D’us não é tema exclusivo do mormonismo e o destino divino do homem muito menos. Os judeus, por exemplo, discutem exaustivamente estes temas no Zohar, que coloca uma retaguarda de mais de 5000 anos de cultura sobre o assunto. Ainda insistindo em um exemplo, o livro “Tornar-se como D’us” de Michel Berg, filho do Rav Berg inicia dizendo: “Uma pedra é cortada de uma montanha. Ela tem a mesma natureza que a montanha, mas, quando desconectada, ela deixa de ser chamada de montanha, é chamada de pedra”… A Cabala ensina que, assim como pedras são retiradas de montanhas,os humanos emergem de D’us no nível da alma, os humanos têm exatamente a mesma essência que D’us. Em essência, os humanos são como D’us… Segundo Berg, para escrever sua obra ele se inspirou nos 23 volumes do Zohar. Eu não entendo porque cargas d’água chamam de inspiração o que foi dito por Young, uma vez que trata-se de um tema corriqueiro entre os cabalistas e exegetas da Tora. Para finalizar a pergunta lógica respondida por Berg é:
    COMO NOS TORNAMOS PEDRAS?
    A Cabala fala de uma força negativa no universo, uma picareta que nos remove de Deus. Esta força tem um nome estranho, mas você estará bem familiarizado com ele até o fim deste livro. Ela é chamada de desejo de receber somente para si mesmo. É conhecida também como natureza do ego, um estado que virtualmente todos nós habitamos todo o tempo. Essa força é a origem de toda a nossa dor e sofrimento.

    • A CABALA- Origem
      Árvore da Vida.
      A Árvore da Vida contemplada de uma forma mais descritiva e analítica.

      A “Cabala” é uma filosofia esotérica que visa conhecer a Deus (D’us) e o Universo, sendo afirmado que nos chegou como uma revelação para eleger santos de um passado remoto, e reservada apenas a alguns privilegiados.

      Formas antigas de misticismo judaico consistiam inicialmente de doutrina empírica. Mais tarde, sob a influência da filosofia neoplatônica e neopitagórica, assumiu um caráter especulativo. Na era medieval desenvolveu-se bastante com o surgimento do texto místico, Sefer Yetzirah, ou Sheper Bahir que significa Livro da Luz, do qual há menção antes do século XIII. Porém o mais antigo monumento literário sobre a Cabala é o Livro da Formação (Sepher Yetsirah), considerado anterior ao século VI, onde se defende a ideia de que o mundo é a emanação de Deus.

      Os praticantes tradicionais acreditam que suas origens pré-datam as religiões do mundo, formando o modelo primordial para filosofias de criação, as religiões, as ciências, a arte, e sistemas políticos.4 Historicamente, a cabala surgiu, depois de formas anteriores de misticismo judaico, nos séculos 12 e 13, no Sul da França e da Espanha, tornando-se reinterpretadas no renascimento místico judeu da Palestina otomana, no século XVI. Foi popularizado na forma de judaísmo hassídico do século XVIII em diante. O interesse do século XX pela cabala tem inspirado a renovação judaica denominacional da cruz e contribuindo para a mais ampla espiritualidade contemporânea não-judaica, assim como envolver seu surgimento florescente e histórico re-destacado através da investigação acadêmica recém-criada.

      Dualidade Cabalística

      Embora Kabbalah apresente a Unidade de Deus, uma das críticas mais graves e persistentes é que pode levar longe monoteísmo, em vez disso promover o dualismo. Em seus textos há a crença de uma contraparte sobrenatural de Deus. O sistema dualista afirma que existe um poder bem contra um poder maligno.

      Existem dois modelos principais de gnóstico-cosmologia dualista: a primeira, que remonta a Zoroastrismo, acredita que a criação é ontologicamente dividida entre as forças do bem e do mal. A segunda, encontrada em grande parte greco-romana como ideologias Neo-platonismo, acredita que o universo conhecia uma harmonia primordial, mas que uma perturbação cósmica resultou um segundo, o mal, a dimensão da realidade. Este segundo modelo influenciou a cosmologia da Cabala.

      De acordo com a cosmologia cabalista, as dez sefirot correspondem a dez níveis de criação. Estes níveis da criação não deve ser entendido como dez diferentes “deuses”, mas como dez maneiras diferentes de revelar Deus, um por nível. Não é Deus que muda, mas a capacidade de perceber Deus que muda.

      Enquanto Deus pode parecer a apresentar natureza dupla (masculino/feminino, compassivo/julgadora, criador/destruidor), todos os seguidores da Cabala têm consistentemente salientado a unidade absoluta de Deus. Por exemplo, em todas as discussões de macho e fêmea, a natureza oculta de Deus existe acima de tudo, sem limite, sendo chamado o infinito ou a “No End” (Ein Sof) Nem um nem o outro, que transcende qualquer definição. A habilidade de Deus para tornar-se escondido da percepção é chamada de “Restrição” (Tzimtzum). O ocultamento torna a criação possível porque Deus pode ser “revelado” em uma diversidade de formas limitadas, que então forma os blocos de criação.

      Trabalhos posteriores cabalísticos, incluindo o Zohar, parecem mais fortemente afirmar dualismo. Eles atribuem todos os males de uma força sobrenatural, conhecido como o Achra Sitra7 (o “outro lado”) que emana de Deus. A “esquerda” da emanação divina é um reflexo negativo do lado de “santidade”, com que foi bloqueado em combate. [Encyclopaedia Judaica, Volume 6, “Dualismo”, p. 244]. Embora neste aspecto o mal exista dentro da estrutura divina do Sefirot, a Zohar indica que o Ahra Sitra não tem poder sobre Ein Sof, e só existe como um aspecto necessário da criação de Deus para dar ao homem o livre arbítrio, e que o mal é a consequência dessa escolha. Não é uma força sobrenatural em oposição a Deus, mas um reflexo da luta interna moral dentro de humanidade entre os ditames da moralidade e da renúncia de instintos básicos.

      FAÇAM SUAS CONSIDERAÇÕES,

      • Nós vamos fazer um pequeno acordo quanto a sua exposição, responderei a partir de 2/11… Estou com um material do EaD para finalizar e nem posso pensar em parar…
        Apenas antecipo que esse monte de coisa que você escreveu Demetrius não passa nem perto de Kaballah e para se estudar esta ciência é necessário estudar a torah.
        Domine o hasatã da ansiedade.
        Abraço

  2. Eu gosto de pensar que não existe um limite ou um fim para as obras do Pai Celestial. Então porque pensar que ele colocaria um limite ou fim para o progresso das obras de seus filhos?

  3. Ao meu entender, as escrituras indicam dois tipos de condenacao, uma sendo temporal (antes da ressureicao dos mortos) e outra apos a ressurreicao. Aqueles que rejeitam Cristo nesta vida depois de terem o conhecimento serao condenados temporariamente, pois o arrependimento esta disponivel ate a ressureicao e o julgamento final. A segunda condenacao vem apos a ressureicao e somente os filhos de perdicao receberao essa condenacao eterna e para eles o progresso acabou, todos os outros que receberem qualquer grau de gloria, seja celeste ou teleste, o progresso continua.

    • mas JFS afirma que ir p outros reinos diferente do celestial é o inferno(eis a sua condenação). Então esta narrativa de dizer q outro reinos são bons …isso é conversa p boi dormir .

  4. Caro Silvio,
    Sabemos que Joseph teve contato com a cabala, seria possível que suas idéias sobre progressão eterna tenha vindo do conhecimento dela?

    • O PERIGO POR TRÁS DO PODER DA CABALA
      A revista ISTOÉ de nº2177, Ago/2011, trouxe como matéria de capa “As Estrelas da Cabala”; porque as celebridades brasileiras, a exemplo dos astros internacionais, estão abraçando a milenar filosofia judaica que prega o controle da vaidade e a preocupação com o próximo. O livro da criação, o Zoar, o Bahir, dentre outros textos, tem sido usados pelos cabalistas ao longo dos anos. Nossa atenção aqui, em especial, se dará para com o livro “O Poder da Cabala”, do rabino Yehuda Berg, professor do Kabbalah Centre, já presente aqui no Rio, em Ipanema. A proposta do livro é simplificar para o povo os mistérios ocultos da Cabala. Como uma de suas táticas proselitistas, a Cabala não proíbe que se pertença a qualquer religião paralelamente ao estudo da Cabala. Como veremos, não se trata tão somente de uma filosofia, antes, constitui-se uma religião de cunho reencarnacionista, ou seja, mais uma de tantas falsas religiões onde O HOMEM SE ESFORÇA POR SE SALVAR. Vamos ao livro:
      1º) QUEM SOMOS NÓS?
      “O desejo é realmente a nossa qualidade essencial. O desejo é aquilo de que somos feitos. É a nossa essência”.
      REFUTAÇÃO:
      Bem, é claro que temos desejos, mas NÃO SOMOS DESEJO. O fato de que nos afastamos de Deus devido o que fizeram nossos pais no Éden (Gn 3), é a raiz de todos os desejos de conquista humanos. No fundo de seu ser o homem sabe que precisa voltar para Ele, mas, infelizmente, busca no dinheiro, sexo, drogas, sucesso, etc; preencher o vazio existencial que só será pleno pelo encontro real com seu criador por meio do Senhor Jesus (Jo 14.6; At 4.12).
      LIVRO:

      “O Receptor infinito era composto de dois aspectos — uma energia masculina e uma energia feminina, como uma pilha simples que contém pólos positivo e negativo”.

      “A Cabala ensina que essas duas energias do Receptor eram conhecidas pelos nomes em código de Adão e Eva. Adão e Eva não eram apenas duas pessoas no Jardim do Éden. Há cerca de 2.000 anos, o mestre cabalista Rabi Shimon bar Yochai disse que quem aceita a Bíblia literalmente é um idiota”.
      REFUTAÇÃO:
      Acima, reproduz o dualismo do yin e yang do Tao, em que essas forças devem estar igualadas para que haja equilíbrio na criação. O Tao não reconhece a existência do mal, logo, é antibíblico e não leva o homem a encontrar com Deus, antes, o induz a ilusão de que poderá restaurar o equilíbrio e criar um mundo melhor a partir de si próprio. O texto, nega ainda a realidade histórica de Adão e Eva e chama de “Idiota” quem assim acredita. Bem, duvido que esse “Rabi” teria coragem para falar isso na frente do Senhor Jesus, pois este falou do 1º casal como exemplo e modelo para toda humanidade (Mt 19.3-6 comp Gn 1.27; 2.24).
      A verdade é que Jesus Cristo é o vértice, a ponte única de religação do ser humano com Deus. A felicidade real, o sucesso, a paz e bem estar, todos, são apenas bônus naturais de uma relação de comunhão verdadeira com Deus por meio de Jesus (1ª Tm 2.4-6).
      LIVRO:

      “Como atletas olímpicos espirituais, devemos nos treinar mental e espiritualmente para que a parte divina de nossa natureza possa se desenvolver e se manifestar”.
      O mesmo desejo – autodivinização é encontrado no livro “O Segredo”:
      “Ora, agora você sabe que você é a Mente Suprema e que pode retirar da Mente Suprema qualquer coisa que desejar”. P. 169
      E, ainda, na Gita do Hinduísmo: “Mas quem habita no céu do seu divino Eu, em harmonia consigo mesmo…” p.45
      Conforme veremos abaixo, na parte 2, NÃO SOMOS

      DEUSES DORMENTES OU PEDACINHOS DA

      DIVINDADE.

      2º) DEUS.

      LIVRO:
      “Antes do início dos tempos, existia uma força infinita de Energia. Essa força atingia até o infinito, preenchendo a eternidade, se expandindo até a infinidade, além de tempo, espaço ou movimento…” “Ao longo dos tempos, a força de Energia infinita recebeu a denominação de Deus, de Senhor do Universo, de Criador Divino, e muitos outros nomes”.

      “Saiba que antes das emanações serem emanadas e do criado ser criado, a Luz exaltada e simples preenchia toda a existência, e não havia nenhum espaço vazio”. — Cabalista R. Isaac Luria, século XVI.

      “Tudo de positivo que vai contra a força do caos, tudo o que for a antítese do sofrimento e da dor, qualquer coisa que gere plenitude, prazer e paixão… tudo isto estava incluído dentro dessa força de Energia ilimitada. Na Cabala, esta Energia de dar e de compartilhar que sempre se expande é conhecida como a Primeira Causa”.

      REFUTAÇÃO:
      Bem, está claro nas colocações acima que o deus da Cabala é algo IMPESSOAL, logo, contrário ao Deus bíblico. E, o conceito de Caos, como uma força contrária tão forte quanto essa, remete-nos ao Maniqueísmo e ao Taoísmo, com seus sistemas dualistas onde nenhum dos dois consegue sobrepujar o outro, tendo o bem e o mal a mesma força. Essa divindade que se degrada ou emana em pedacinhos é encontrada na Nova Era, Gnosticismo, Hinduísmo e Monismo. Essa visão torta de Deus é à base da autodivinização presente em todas as religiões reencarnacionistas e até fora delas. Os espíritas acreditam que se tornarão espíritos puros, mas só Deus é puro. Os mórmons afirmam que se tornarão deuses como resultado de evolução espiritual. Os hindus e budistas ensinam que tudo que existe é um “pedacinho de deus”, uma “centelha divina”, incluindo minerais, vegetais e animais. Jung, discípulo de Freud, ensina que a individuação se processa desde a fase mineral, passando para vegetal, animal e por fim, ser humano. Todos esses sistemas humanos de religião, inclusive a Cabala, têm algo em comum: “A SÍNDROME DE LÚCIFER”, o desejo de ser “AUTOSUFICIENTE”, de serem “DEUSES”. Exato, quando da queda, a oferta de Satanás disfarçado de Serpente: “…Como Deus, sereis…” (Gn 3.5). Ora, todos sabem que o Deus bíblico é um ser pessoal. Que ama suas criaturas e quer se relacionar conosco de forma amorosa. Ele demonstrou Seu amor ao enviar Jesus para morrer por nós pecadores (Rm 3.23,24; 2ª Co 5.19; 1ª Jo 1.7,9; 2.1,2). Ele tem todas as características de pessoalidade: Intelecto, volição e sentimento. Ele fala (Êx 13.1; Jr 29.4); Pensa (Jr 29.11-14); Senti (Ez 18.23; Jn 4.9-11). Os profetas não lhe atribuíram essas características, antes, Ele se revelou dessa forma (Êx 3.1-10; Jo 15.1-10; 20.17).

      LIVRO:

      “O conceito de dar e compartilhar requer o consentimento de duas partes. É preciso que haja um recipiente, um receptor desejoso, um desejo de tomar posse da oferenda a que o ato de compartilhar ou de dar ocorra. Para completar a sua natureza de dar, a força de Energia infinita criou um recipiente — a Cabala o chama de Receptor — para o qual poderia compartilhar a sua essência”.

      REFUTAÇÃO:

      Ainda, é dito que a tal energia infinita era “Incompleta”, ou seja, precisava criar outro para o qual pudesse se emanar, enviar sua luz. Lógico, que se precisa de outro, está incompleto na eternidade, NÃO PODE SER O DEUS BÍBLICO. Este, nunca teve solidão, nunca foi incompleto. Ele sempre coexistiu em 3 pessoas. Sempre foi uma triunidade: Pai, Filho e Espírito Santo, ou seja, NUNCA HOUVE SOLIDÃO EM DEUS PORQUE ELE É UM SER SOCIAL DESDE SEMPRE. Nossa visão de família, ocidental, é reflexo de Sua triunidade.

      3º) A REALIDADE.
      LIVRO:

      “Isto nos conduz ao Segundo Princípio Cabalístico: Existem Duas Realidades Básicas: Nosso Mundo do Um Por cento da Escuridão e o Âmbito do Noventa e Nove Por cento da Luz!”

      “A realidade do 1 por cento é o mundo de nossos cinco sentidos. É um âmbito de caos no qual: Não parece haver esperança de produzir mudança positiva e permanente porque qualquer mudança que ocorre é temporária, e, assim sendo, ilusória. A maior parte de nossos desejos permanece insatisfeito”.

      Na Gita, diz: “Difícil, ó príncipe, é romper o mágico véu que Maya teceu em torno de todas as coisas…” p. 79
      REFUTAÇÃO:
      A Cabala, divide o mundo em luz (99%) e trevas (1%), semelhantemente aos essênios, maniqueístas, hindus, budistas, etc. Em todos esses credos, a matéria é vista como má, ilusória, barreira que atrapalha o homem em sua evolução espiritual. Bem, alguém poderia pensar: A Bíblia também fala sobre o mundo como estando em trevas. Sim, fala. Ocorre que, diferentemente dessas religiões reencarnacionistas, as Escrituras Sagradas NÃO AFIRMAM QUE A MATÉRIA SEJA MÁ. Em Gênesis, Deus afirma nos cap. 1 e 2 que, tudo que criou era bom e, quanto ao homem, que era muito bom (Gn 1.10,12,18,21,25,31). Após a queda (Gn 3), o homem e o restante da criação se corromperam e, desde então, ANSEIAM POR REDENÇÃO (Rm 8.19-25). Apesar de afirmar que a “Luz” é 99% da realidade e nosso mundo apenas 1%, a “Luz” não prevalece na Cabala. Para que a “Luz” prevaleça, depende do homem. Tal visão coloca a chave do cosmo nas mãos do homem e destitui Deus de sua soberania sobre o universo. O oposto é verdade. A Bíblia declara, em diversas passagens, que o mal é real (Is 5.20; Mt 4.1-11), mas não igual a Deus em poder, logo, chegará o dia em que o mal será derrotado de uma vez por todas, independente do homem (Ap 20.1,2,7-10).

      4º) SATANÁS.
      LIVRO:

      “O RECEPTOR TINHA TUDO NO MUNDO INFINITO,

      EXCETO UMA COISA: A capacidade de fazer por “merecer” e de ser a causa de sua própria satisfação!

      “Desta forma, o Pão da Vergonha impedia o Receptor de sentir uma felicidade absoluta. Esta situação certamente não era a intenção ou o pensamento por trás da Criação. Havia somente uma opção: Remover o Pão da Vergonha. Mas como?”

      “Enquanto o Receptor não fizesse mais do que simplesmente receber, permaneceria infeliz. Então, o que o Receptor podia fazer para eliminar todos esses sentimentos péssimos conhecidos como Pão da Vergonha?”

      “A Solução: O Receptor parou de receber a Luz. O Receptor repeliu a Luz, resistiu à Luz, e disse: “Chega!”

      “Neste exato momento ocorreu uma explosão espiritual — uma explosão que continua reverberando até hoje. Os cientistas detectaram o eco cósmico desta explosão e o batizaram… de Big Bang!!!”

      “O Receptor queria merecer a Luz e ser a causa de sua própria plenitude. Nós “tínhamos tudo” no Mundo Infinito. Exceto uma coisa: a capacidade de adquirir, de “merecer”, e de ser a causa da plenitude que a Luz nos concedia. Assim, rejeitamos a Luz para nos tornarmos como a Luz — para nos tornarmos os criadores de nossa própria plenitude”.

      “Ao longo da história, religiões, filósofos e poetas deram nomes ao adversário, nomes que incluem Lúcifer, Belzebu, o Capeta, Mr. Hyde, a Má Inclinação, o Lado Escuro, Darth Vader, o Senhor das Trevas, a Besta, e a Bruxa Malvada do Oeste! Seu verdadeiro nome, conforme é revelado pelos antigos sábios da Cabala. Em português, isto se traduz como “o Satan”.
      REFUTAÇÃO:
      Está claro, aqui, que esse “Receptor” tem as mesmas características do anjo caído descrito na Bíblia. Ele não se conforma de receber seu poder de Deus, antes, quer luz própria, ser como Deus (Is 14.12-15; Ez 28.12-19). O termo “merecer”, demonstra o orgulho presente em Lúcifer, o desejo de ser auto-suficiente. Todos os credos baseados na reencarnação seja Budismo, Hinduísmo, Espiritismo, etc; trabalham com este conceito de mérito. As Escrituras Sagradas, ao contrário, afirmam que a salvação de nossas almas é um ato exclusivo do amor de Deus por nós. Logo, somos salvos e abençoados por graça – FAVOR IMERECIDO (Jo 3.16; Ef 2.8,9; Tt 2.11-14).
      LIVRO:

      “O Satan é um mestre da magia. Um mestre dos disfarces. O Satan projeta a si mesmo nas outras pessoas, de forma que você reconheça todas as suas falhas nos outros e veja o inimigo com a outra pessoa”.
      REFUTAÇÃO:

      Aqui, vemos claramente a base religiosa cabalista de onde Freud tirou sua teoria psicanalítica da transferência. Embora, na prática, muitas vezes isto ocorra, pessoas moralistas repreenderem outros por erros presentes neles mesmos, isto não é regra e não é provocado pelo Satan.
      LIVRO:

      “Ele infla os nossos egos, nos fazendo pensar que somos brilhantes e que temos controle de nossas vidas. E o que é mais importante, ele nos cega para a nossa própria natureza divina”.

      “DESMASCARANDO O NOSSO VERDADEIRO ADVERSÁRIO”

      “Eis aqui uma técnica muito poderosa e prática para ajudá-lo a pôr esta regra em ação. Toda vez que alguém fizer alguma coisa realmente desagradável com você, imagine poder realmente ver o Satan sussurrando no ouvido da pessoa, causando todo o comportamento negativo. Veja a pessoa na sua frente como um fantoche indefeso, sob completa influência do Satan. Reconheça nele o culpado”.
      REFUTAÇÃO:
      A Bíblia afirma que o diabo é um ser pessoal (Gn 3; Is 14; Ez 28; Mt 4), e externo a nós. Jesus o chamou “príncipe deste mundo” (Jo 14.30; 16.11), e Paulo de “Príncipe das potestades do ar” (Ef 2.2). Esse papo, de que nosso ego é o Satan, também é encontrado na Gita, um dos livros sagrados do Hinduísmo e, também foi usado por Freud, quando inventou que somos formados por Id, Ego e Superego. Fica aqui um alerta: CUIDADO COM AS TEORIAS DA PSICANÁLISE E PSICOLOGIA. Em sua maior parte, não passam de religião disfarçada de ciência. Ainda, não existe esse papo de fantoche indefeso sob COMPLETA influência do Satan. Tal visão, anula a responsabilidade pessoal do homem por seus erros. O homem, segundo o Senhor Jesus, peca porque é escravo do pecado. Não precisa de ajuda do Diabo o tempo todo para cometer erros (Jo 8.34,35), e mais, para isso Jesus se manifestou, para DESTRUIR AS OBRAS DO DIABO (1ª Jo 3.8). O homem pode escolher: Servir a Deus ou ao Diabo. Se negar os dois (como fazem os ateus), se faz deus e assim, termina nas garras do Diabo, que foi o 1º ser criado que tentou ser Deus.
      5º) O PROBLEMA.
      LIVRO:
      “Existe um obstáculo importuno – é a nossa incapacidade de controlar os momentos de conexão com o âmbito do 99 por cento. O acesso a esta dimensão de Luz é, na melhor das hipóteses, acidental e fortuito”.

      “Imagine se pudéssemos acessar esse âmbito à vontade! Ganharíamos a capacidade de controlar todos os acontecimentos de nossas vidas”.
      REFUTAÇÃO:

      Gostaria, nesse momento, de perguntar: Imagine como seria se todas as pessoas PUDESSEM CONTROLAR TUDO E TODOS de forma que todos os seus desejos se cumprissem? No fim, seria uma grande confusão, pois numa vaga de emprego, por exemplo, alguém perde para outro entrar, nem todos conseguem a vaga. Terá a vaga aquele que tiver MAIOR PODER DE CONTROLE DA REALIDADE???

      As Escrituras Sagradas, diferente da Cabala, ensina que o problema principal do homem é o PECADO. E, longe de nos deixar na escuridão, mostra o antídoto para ele: O PRECIOSO SANGUE DE JESUS (Rm 3.23-26; 1ª Jo 1.7,9; 2.1,2; 4.10). A Bíblia declara que “Deus amou ao mundo (pessoas) de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

      6º) REENCARNAÇÃO.
      LIVRO:
      “A LEI DO “TIKUN”. “Assim como outras tradições espirituais do mundo todo, a Cabala ensina que cada um de nós vem a este mundo trazendo uma bagagem de vidas passadas. Essa bagagem contém todas as situações nas quais fizemos curtos-circuitos em nossas últimas vidas ou em algum ponto esquecido desta vida. Cada vez que deixamos de resistir ao nosso comportamento reativo, temos que corrigi-lo em algum ponto no futuro. Este conceito de correção é chamado de “Tikun”. Existe uma maneira fácil de identificar o nosso Tikun pessoal. Tudo o que é desconfortável para nós é parte de nosso Tikun! Todas as pessoas em nossas vidas que realmente nos irritam e nos incomodam também são parte do nosso Tikun… Se temos vergonha de pedir um desconto para um atendente arrogante numa loja de decoração de alto nível, você pode ter certeza que este é o seu Tikun e a sua área de correção pessoal”.

      REFUTAÇÃO:

      Neste ponto, uma vez que prometi um artigo inteiro dedicado ao engano da reencarnação, não irei me alongar. Basta, para clarear as idéias, afirmar que a Bíblia não contém o termo reencarnação e nem ensina tal doutrina. Textos fora do contexto, como espíritas e outros gostam de usar, são interpretados fora de uma hermenêutica e exegese sadias, ou seja, somente quando há má interpretação é possível achar que a reencarnação seja verdade. Como veremos em meu próximo artigo, a reencarnação é mentira, é injusta e desprovida do amor altruísta.

      7º) CAUSA E EFEITO.

      LIVRO:
      “Síndrome do De Repente » a vida tem um irritante hábito de nos pegar fora de guarda. Mas será que existe mesmo esse “de repente”? A Cabala diz que não. Existe sempre uma causa oculta, invisível, que precedeu a qualquer acontecimento “repentino”. Em algum momento do passado uma semente foi plantada com cuidado. Quando um problema desagradável repentinamente aparece… Existe uma causa mais profunda. Em algum lugar do passado, uma semente foi plantada.
      REFUTAÇÃO:

      Biblicamente, existe uma lei de causa e efeito diferente daquela ensinada pelos reencarnacionistas. Para eles, o carma bom ou ruim acumulados, na reencarnação anterior, irá afetar suas vidas atuais num processo contínuo rumo ao aperfeiçoamento espiritual. Na Bíblia, encontramos o mal praticado lá atrás – seja na infância ou como adulto -, sendo cobrado ainda nesta vida. Um exemplo clássico é encontrado no adultério do rei Davi. Ao ser confrontado pelo profeta Natan, disse que o homem da parábola deveria morrer e pagar 4 vezes mais o dano que causou. Pois bem, assim ocorreu com Davi: 1º) Morreu a criança filha do adultério (2º Sm 12.15-18); 2º) Amnom comete incesto com Tamar (2º Sm 13.11-17); 3º) Absalão mata Amnom (2º Sm 13.28-32) e 4º) Absalão tenta matar o pai e termina morto (2º Sm 15.10-13; 18.9-15). Esse ensino tem seu paralelo no Novo Testamento, quando o apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas, afirmou que: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna”. (Gl 6.7,8). Nem o Senhor Jesus Cristo, nem Paulo, Pedro, João ou qualquer outro dos apóstolos, jamais ensinou uma lei de causa e efeito baseada na reencarnação, logo, o carma, presente no paganismo, é mentira e doutrina de demônios (1ª Tm 4.1-5).

      8º) CONCLUSÃO

      Tenho amigos no trabalho pertencentes a vários credos religiosos. Respeito todos. Quando conversamos, o fazemos com a mente aberta a aprender e, entender porque o outro, pensa estar no caminho correto dentro de seu credo. Examinar materiais de outras religiões – o que tenho feito nos últimos 8 anos -, tem me ajudado a expor o evangelho de Jesus com mais calma, mansidão e amor (2ª Tm 2.25,26). Meu coração ainda arde, como no início – 20 anos atrás -, com o desejo de ver meus familiares e amigos salvos e abençoados por Jesus. Os ateus? Bem, também peço a Deus por eles. É compreensível, uma vez que já se matou muito em nome de Deus na história humana, que eles fiquem com o pé atrás, receosos de crer. O que eles precisam entender é que QUANDO HÁ UM VERDADEIRO ENCONTRO COM JESUS, essa vida, agora, será vivida para Deus e o próximo, ou seja, ninguém com amor de Deus no coração mata o outro em nome desse Deus. Aos artistas cabalistas, preciso dizer-lhes: VOCÊS ESTÃO SENDO ENGANADOS. Só Jesus Cristo é a resposta de Deus para a humanidade perdida. A Cabala é uma velha heresia sendo apresentada como o segredo que estava escondido e que, agora, unificará os homens. Apenas sob o senhorio de Jesus haverá paz na terra, no milênio (Lc 1.31-33; Ap 20.1-6). Aos crentes, peço orações e que leiam a Bíblia. Leiam bons livros. Não façam nada simplesmente porque o pastor de sua igreja falou sem antes CONFERIR NA BÍBLIA (At 17.10-12). Se não souberem a verdade, seu culto não será racional (Rm 12.1,2).

    • Eu não tenho duvidas de que tenham vindo Madaleudo!
      E logicamente chamou de inspiração após estas ideias terem sido copiadas da Cabalá.
      Muitas coisas hoje são igualmente copiadas no mesmo processo e intuito… O celeiro mais
      rico de ideias sobre ética e moral religiosa sempre foi o judaísmo… As midrash, a cabalá, etc.

      Abraço
      Shalom

  5. Caro Trevisan,
    Acho dificil discutir sobre esse assunto já que ele tem sua base em uma suposta invenção ou revelação pessoal de um homen seja Joseph ou Young, inclusive D&C sendo a única escritura a mencionar o assunto aparentemente contradiz Young.

  6. Eu sinto que a exaltação nada mais é uma manifestação de nosso amor e desejo de viver com Deus, contudo essa benção não fácil devido as oposições da vida mortal e nossas falhas e fraquezas.Tirando as dificuldades ou seja a mortalidade, as pessoas amarão mais a Deus? Terão mais amor a ele e a seu plano? O Desejo de viver com ele vai aumentar?

Deixe um comentário abaixo:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s