Progresso Entre Reinos – parte II

byO progresso espiritual é eterno? Ou encontra um ponto final? Como discutimos na primeira parte desta série, várias afirmações feitas por autoridades gerais no séc. XIX apontam para a possibilidade de progresso do ser humano por toda a eternidade, sem um ponto final.

No ano de 1855, Wilford Woodruff ouviu Brigham Young falar a respeito do tema, após terem realizado um círculo de oração:

Conversando sobre diversos princípios, o Presidente Young disse que ninguém herdaria esta Terra quando ela se tornar celestial e transladada para a presença de Deus, a não ser aqueles que seriam coroados como Deuses e capazes de suportar a plenitude da presença de Deus, mas eles teriam permissão para levar consigo alguns servos por quem seriam considerados responsáveis. Todo os outros teriam que herdar um outro reino, aquele reino de acordo com a lei que haviam guardado. Ele disse que eventualmente eles teriam o privilégio de se provarem dignos e avançar a um reino celestial, mas este seria um progresso lento. [1]

Na citação acima, Brigham Young fala do avanço entre reinos, incluindo ao reino celestial.

O que acham sobre essa afirmação?

[1] Diário de Wilford Woodruff, 05 de agosto de 1855.

11 comentários sobre “Progresso Entre Reinos – parte II

  1. Talvez outro devaneio Brighamista! A discussão sobre a natureza de D’us não é tema exclusivo do mormonismo e o destino divino do homem muito menos. Os judeus, por exemplo, discutem exaustivamente estes temas no Zohar, que coloca uma retaguarda de mais de 5000 anos de cultura sobre o assunto. Ainda insistindo em um exemplo, o livro “Tornar-se como D’us” de Michel Berg, filho do Rav Berg inicia dizendo: “Uma pedra é cortada de uma montanha. Ela tem a mesma natureza que a montanha, mas, quando desconectada, ela deixa de ser chamada de montanha, é chamada de pedra”… A Cabala ensina que, assim como pedras são retiradas de montanhas,os humanos emergem de D’us no nível da alma, os humanos têm exatamente a mesma essência que D’us. Em essência, os humanos são como D’us… Segundo Berg, para escrever sua obra ele se inspirou nos 23 volumes do Zohar. Eu não entendo porque cargas d’água chamam de inspiração o que foi dito por Young, uma vez que trata-se de um tema corriqueiro entre os cabalistas e exegetas da Tora. Para finalizar a pergunta lógica respondida por Berg é:
    COMO NOS TORNAMOS PEDRAS?
    A Cabala fala de uma força negativa no universo, uma picareta que nos remove de Deus. Esta força tem um nome estranho, mas você estará bem familiarizado com ele até o fim deste livro. Ela é chamada de desejo de receber somente para si mesmo. É conhecida também como natureza do ego, um estado que virtualmente todos nós habitamos todo o tempo. Essa força é a origem de toda a nossa dor e sofrimento.

    • A CABALA- Origem
      Árvore da Vida.
      A Árvore da Vida contemplada de uma forma mais descritiva e analítica.

      A “Cabala” é uma filosofia esotérica que visa conhecer a Deus (D’us) e o Universo, sendo afirmado que nos chegou como uma revelação para eleger santos de um passado remoto, e reservada apenas a alguns privilegiados.

      Formas antigas de misticismo judaico consistiam inicialmente de doutrina empírica. Mais tarde, sob a influência da filosofia neoplatônica e neopitagórica, assumiu um caráter especulativo. Na era medieval desenvolveu-se bastante com o surgimento do texto místico, Sefer Yetzirah, ou Sheper Bahir que significa Livro da Luz, do qual há menção antes do século XIII. Porém o mais antigo monumento literário sobre a Cabala é o Livro da Formação (Sepher Yetsirah), considerado anterior ao século VI, onde se defende a ideia de que o mundo é a emanação de Deus.

      Os praticantes tradicionais acreditam que suas origens pré-datam as religiões do mundo, formando o modelo primordial para filosofias de criação, as religiões, as ciências, a arte, e sistemas políticos.4 Historicamente, a cabala surgiu, depois de formas anteriores de misticismo judaico, nos séculos 12 e 13, no Sul da França e da Espanha, tornando-se reinterpretadas no renascimento místico judeu da Palestina otomana, no século XVI. Foi popularizado na forma de judaísmo hassídico do século XVIII em diante. O interesse do século XX pela cabala tem inspirado a renovação judaica denominacional da cruz e contribuindo para a mais ampla espiritualidade contemporânea não-judaica, assim como envolver seu surgimento florescente e histórico re-destacado através da investigação acadêmica recém-criada.

      Dualidade Cabalística

      Embora Kabbalah apresente a Unidade de Deus, uma das críticas mais graves e persistentes é que pode levar longe monoteísmo, em vez disso promover o dualismo. Em seus textos há a crença de uma contraparte sobrenatural de Deus. O sistema dualista afirma que existe um poder bem contra um poder maligno.

      Existem dois modelos principais de gnóstico-cosmologia dualista: a primeira, que remonta a Zoroastrismo, acredita que a criação é ontologicamente dividida entre as forças do bem e do mal. A segunda, encontrada em grande parte greco-romana como ideologias Neo-platonismo, acredita que o universo conhecia uma harmonia primordial, mas que uma perturbação cósmica resultou um segundo, o mal, a dimensão da realidade. Este segundo modelo influenciou a cosmologia da Cabala.

      De acordo com a cosmologia cabalista, as dez sefirot correspondem a dez níveis de criação. Estes níveis da criação não deve ser entendido como dez diferentes “deuses”, mas como dez maneiras diferentes de revelar Deus, um por nível. Não é Deus que muda, mas a capacidade de perceber Deus que muda.

      Enquanto Deus pode parecer a apresentar natureza dupla (masculino/feminino, compassivo/julgadora, criador/destruidor), todos os seguidores da Cabala têm consistentemente salientado a unidade absoluta de Deus. Por exemplo, em todas as discussões de macho e fêmea, a natureza oculta de Deus existe acima de tudo, sem limite, sendo chamado o infinito ou a “No End” (Ein Sof) Nem um nem o outro, que transcende qualquer definição. A habilidade de Deus para tornar-se escondido da percepção é chamada de “Restrição” (Tzimtzum). O ocultamento torna a criação possível porque Deus pode ser “revelado” em uma diversidade de formas limitadas, que então forma os blocos de criação.

      Trabalhos posteriores cabalísticos, incluindo o Zohar, parecem mais fortemente afirmar dualismo. Eles atribuem todos os males de uma força sobrenatural, conhecido como o Achra Sitra7 (o “outro lado”) que emana de Deus. A “esquerda” da emanação divina é um reflexo negativo do lado de “santidade”, com que foi bloqueado em combate. [Encyclopaedia Judaica, Volume 6, “Dualismo”, p. 244]. Embora neste aspecto o mal exista dentro da estrutura divina do Sefirot, a Zohar indica que o Ahra Sitra não tem poder sobre Ein Sof, e só existe como um aspecto necessário da criação de Deus para dar ao homem o livre arbítrio, e que o mal é a consequência dessa escolha. Não é uma força sobrenatural em oposição a Deus, mas um reflexo da luta interna moral dentro de humanidade entre os ditames da moralidade e da renúncia de instintos básicos.

      FAÇAM SUAS CONSIDERAÇÕES,

      • Nós vamos fazer um pequeno acordo quanto a sua exposição, responderei a partir de 2/11… Estou com um material do EaD para finalizar e nem posso pensar em parar…
        Apenas antecipo que esse monte de coisa que você escreveu Demetrius não passa nem perto de Kaballah e para se estudar esta ciência é necessário estudar a torah.
        Domine o hasatã da ansiedade.
        Abraço

  2. Eu gosto de pensar que não existe um limite ou um fim para as obras do Pai Celestial. Então porque pensar que ele colocaria um limite ou fim para o progresso das obras de seus filhos?

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