62 comentários sobre “Como Sobreviver Ao Apocalipse Missão?

    • Entendo, Mateus.

      Fiz o texto as pressas devido ao ungir dos meus compromissos, e faltou uma revisão mais caprichada da minha parte (os editores do site deram uma melhorada numas coisas, mas não interferem nas palavras ou texto). Alguns erros foram notados apenas após publicação, e para corrigir apenas um dos proprietários do site, senão terei que submeter novamente e perderei os comentários já feitos.

      Ainda assim, espero que o texto tenha cumprido seu papel para perceber algo que pode ser feito ou ajude a quem poderia precisar.

  1. O foco da SUD há muito tempo tem sido “batizar”. Por outro lado, a preparação para estes batismos é muito pobre, básica, pois oculta dos prosélitos fatos importantes relativos a história da igreja, que pesariam na balança na tomada de uma decisão em ser batizado. Até bem pouco tempo as palestras tinham que ser decoradas pelos missionários e eram a principal maneira de ensinar. É verdade que na história do cristianismo algumas pessoas se converteram “de forma inesperada”, porém estas conversões se davam de forma milagrosa através do Espírito Santo e não eram conversões a uma igreja, empresa ou seita, e sim a um modo de vida “cristão”. Neste processo que tem como foco o proselitismo a igreja acaba esquecendo de trabalhar com reativação de inativos e cuidar dos seus membros ativos. O resultado é um percentual baixíssimo de retenção. Enquanto a igreja estiver mais preocupada em batizar do que em cuidar de seus membros (ativos e inativos), ela terá esta visão de empresa, pois cuidar dos membros ativos e inativos demanda muitos esforços, recursos financeiros e humanos e tempo. Afinal, o inativo não tem o direito de passar por tribulações, desemprego, doenças e outros problemas que o mantenham nesta situação? De fato, o irmão “desconhecido”, acaba sendo o foco de atenção da igreja e o “conhecido” acaba sendo “esquecido”. Mas quem deseja ter um fardo a carregar? Melhor que venha sangue novo e disposto a doar de seu tempo, dons e talentos em prol da igreja, não é mesmo? Este é o pensamento de muitos líderes, da maioria provavelmente. Talvez esteja na hora de mudar o foco, cuidar dos membros com amor real e deixar que este sentimento irradie e contagie outros, para que tenham o desejo de conhecer o real motivo de sua fé e tenham assim um solo fértil onde possam nutrir sua alma.

    • Bem percebido, Davi.

      Parece que o negócio é comer e colher até que algum fruto vingue por si mesmo. Aqueles que começarem a brotar com pensamentos mais questionadores são vistos como problema e devem ser descartados ou abandonados em dó. Um amor fingido, mas aos quatro cantos proclamado, fácil de ser contestado.

      Sim, o carisma faz com que as pessoas frequentem um culto, tomem curiosidade por ele, estudem seus ensinamentos e, após serem tomados de algum princípio de conversão, desejem o sacramento de uma ordenança (como o batismo).

      Todo missionário já percebeu que ninguém aceita uma resposta sem estar fazendo uma pergunta, ou uma religião pela qual não estava buscando ou mudar uma vida pela qual sente-se feliz.

      No final, parece que a igreja tenta investir mesmo numa conversão de jovens líderes através de uma missão, mas o estranho é que dá pouco cuidado para estes e acaba mais perdendo ex-missionários do que retendo novos líderes.

      Abençoados os que foram servir no exterior, ou mesmo gringos que, bem de vida, vem servir por aqui. Meu amigo brasileiro, servindo na Inglaterra, é muito bem tratado por mórmons e líderes lá, mesmo não conseguindo batizar ninguém.

    • Sim Davi, isso é verdade, eu mesma tinha 1 ano quando fui obrigada a ir para a missão e não sabia de absolutamente nada, mas desde que entrei na igreja começaram a falar em missão para mim e enchendo meu peito com isso, quando fui perceber já estava lá sem saber nem explicar da introdução do LDM, a igreja é uma empresa,uma corporação e logo só importa os lucros, a colheita, não há tempo para se preocupar com o sofrimento humano, alma humana ou coisas do tipo, na verdade nunca teve essa preocupação, o negócio é que a gente demora para aceitar e ver isso.

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