Teodemocracia II

O estabelecimento do Reino de Deus nos últimos dias é um dos temas que norteava as ações de Joseph Smith e os primeiros conversos mórmons na sua busca por Sião. Muitos mórmons modernos e estudiosos iniciantes do mormonismo ficarão surpresos, porém, ao saber que a Igreja estabelecida em 1830 não era vista por Joseph Smith como o Reino de Deus na terra. Quase quatorze anos após a fundação da Igreja de Cristo em Palmyra, Joseph Smith falava sobre o estabelecimento de um alicerce desse reino em tempo futuro:

Acredito ser um dos agentes no estabelecimento do reino visto por Daniel, através da palavra do Senhor, e é minha intenção estabelecer um alicerce que revolucionará o mundo inteiro. (Joseph Smith, maio de 1844, Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p.357)

A organização de um conselho com pretensões teocráticas na cidade de Nauvoo, poucos meses antes de seu assassinato, mostra que Joseph Smith de fato estabeleceu um alicerce do reino divino visto por antigos profetas, através do Conselho dos 50. O que foi esse Conselho? Quais seus objetivos? Que relação tinha com a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias?

Este post é a continuação de uma série que iniciei no ano passado sobre Teodemocracia. Para melhor entendimento do conceito, sugiro a leitura deste primeiro artigo.
 

A diferença entre a Igreja de Jesus Cristo e o Reino de Deus

Muitas vezes ouvimos a afirmação de que a IJCSUD é o Reino de Deus na terra. É interessante ver como esse é um conceito moderno e diferente daquele ensinado por Joseph Smith, seus contemporâneos e sucessores imediatos na presidência da Igreja.

Vamos recorrer a uma metáfora para poder entender a diferença entre essas duas instituições.

Cores e tons

B. H. Roberts

Muitas vezes podemos ficar em dúvida se um tecido ou objeto é verde ou azul, porque aquela cor está no limite entre as duas. De forma semelhante, muitas vezes usamos de forma intercalada diversas expressões para nos referirmos à mesma coisa, sem ter certeza da sua singularidade. B. H. Roberts fala do uso intercalado de ‘Igreja”, “Reino” e outras expressões como sinônimos, afirmando, no entanto, que Joseph Smith reconhecia uma distinção entre os dois:

“(…) nas escrituras sagradas (…) as expressões Reino de Deus, Reino dos Céus, a Igreja de Cristo, Igreja de Deus, a Igreja, etc., são muitas vezes usadas intercalada e indiscriminadamente (…). Mas é adequado (…) saber que Joseph Smith (…) reconhecia uma distinção entre “A Igreja de Jesus Cristo” e o “Reino de Deus”. (…) E [Joseph] efetuou a organização de um núcleo do Reino acima referido (…).” (B. H. Roberts, The Rise and Fall of Nauvoo, p. 180, 181)

Mas como distinguir uma organização da outra?

Voltemos ao exemplo das cores. Se perguntarmos aqui quantos tons tem a cor branca, talvez haja quem diga que o branco não tem tons. Um ou outro lembrará do “branco gelo”, pelo que poderá ser questionado se é realmente branco, etc.. No entanto, em uma comunidade esquimó, teríamos listados dezenas de tons da cor branca.

O que faz o povo esquimó ter esta riqueza em sua linguagem? O que os faz perceber tonalidades invisíveis aos nossos olhos? Com certeza, o fato de viverem em meio ao gelo e à neve faz com que sua percepção se aguce a tal ponto que possam distinguir e referir-se a diferentes tons do branco. Também deve ser mencionada aqui a necessidade que devem sentir para se localizar ou interagir a respeito do ambiente em que vivem.

Retomando a citação de B. H. Roberts, ao nos familiarizarmos mais com a história mórmon, poderemos ver que em meio ao branco, há diferentes tonalidades nas expressões usadas para se referir à organização de Deus na terra. Se não estivermos familiarizados com a ideia de que a restauração do evangelho incluiu o estabelecimento de outras organizações além da Igreja de Cristo, não teremos como distinguir as demais organizações, especialmente pelo fato de tais informações não estarem disponíveis nas publicações oficiais da Igreja sud.

Sacerdócio como governo

Joseph Smith definiu o sacerdócio como sendo “uma lei perfeita de teocracia e [que] se coloca como Deus para dar leis ao povo”. Provavelmente pensando nos diferentes níveis de conhecimento e retidão do povo, correspondendo talvez à sua visão dos três graus de glória, Joseph Smith concebeu pelos menos três formas de governo do sacerdócio, investidos em três diferentes organizações – a Igreja de Jesus Cristo, a Igreja do Primogênito ou Ordem Sagrada, e o Reino de Deus. O último abrigaria a porção do sacerdócio destinada ao governo da humanidade, sem pretensões de conversão religiosa ou filiação à Igreja sud. Em outras palavras, o Reino de Deus guiaria os assuntos políticos e sociais da humanidade como a parte mais externa do sacerdócio.

“Mas não é a Igreja”

De acordo com Brigham Young, esse Reino na terra não era a Igreja de Jesus Cristo:

“(…) Esse reino está atualmente organizado e os habitantes da terra não o conhecem. (…) Esse reino cresce a partir da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias mas não é a Igreja.” (Brigham Young, Journal of Discourses 2:310)

É óbvio que os habitantes da terra sabiam da existência de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, tanto que a perseguiram, fazendo com que o corpo principal dos santos buscasse refúgio nas Montanhas Rochosas. No entanto, Brigham Young nos diz que o mundo desconhecia a existência do Reino de Deus. Isso obviamente contradiz o entendimento hoje comum entre os membros da Igreja sud, de que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é o próprio reino de Deus na terra. O apóstolo Bruce R. McConckie, por exemplo, em seu clássico Mormon Doctrine, afirma que “a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias como hoje constituída é o reino de Deus na terra. Nada mais precisa ser feito para estabelecer o reino” (Bookcraft, 1979, p. 415).

Aqui poderíamos questionar se tal distinção não seria uma inovação doutrinária introduzida por Brigham Young. Como nos diz B. H. Roberts, foi Joseph Smith quem ensinou esse ensinamento de forma individual e nos círculos mais reservados do sacerdócio e formando de fato um núcleo do Reino.

O Conselho dos 50

O núcleo de tal Reino, referido por B. H. Roberts, foi conhecido como o Conselho dos 50, uma organização estabelecida por Joseph Smith em Nauvoo e que reunia esse número aproximado de homens, incluindo dois “gentios” (não-membros). Era um conselho independente da Igreja SUD e que se ocupava principalmente de estabelecer um governo teocrático que garantisse a liberdade para os mórmons e toda a humanidade. O Conselho dos 50 foi a última organização estabelecida por Joseph Smith, poucos meses antes de seu assassinato.

O Conselho dos 50 foi organizado em Nauvoo no dia 11 de março de 1844. Uma revelação divina deu o nome completo ao Conselho:

“Assim diz o Senhor, este é o nome pelo qual vocês serão chamados, o Reino de Deus e suas Leis, com suas Chaves e poder, e julgamento nas mãos de seus servos, Ahman Cristo.” (William Clayton, An intimate chronicle: the journals of William Clayton, p. 153. Signature, 1995)

Benjamin F. Johnson

Um dos membros originais dos 50, Benjamin F. Johnson assim definiu aquela organização:

o reino de Deus em embrião sobre a terra – uma organização distinta da Igreja, um núcleo de governo popular que existirá para todas as pessoas. (…) formado por representantes de cada nação, principado e tribo (…); um governo de Deus para o povo e pelo povo, no qual o homem será ensinado a governar a si mesmo, o qual continuará ao longo do período milenar como o muro ou governo externo em torno do templo interno do sacerdócio (…). (BenjaminF. Johnson, My life’s review: autobiography of Benjamin F. Johnson. Grandin. Provo, 1997.)

Os planos iniciais do Conselho dos 50, de acordo com seu secretário William Clayton, incluíam dois movimentos aparentemente contraditórios: por um lado, a busca de um novo local, fora dos EUA, para a migração dos santos, sendo a jovem República do Texas uma das mais fortes possibilidades à época; por outro, a campanha de Joseph Smith à presidência dos EUA (ibidem, p. 154). O resultado dos dois movimentos nos é conhecido: a campanha de Joseph Smith foi interrompida com seu assassinato, enquanto o êxodo dos santos para fora dos EUA realmente ocorreu, ainda que pese o fato de que uma nação independente como almejada não foi formada, mas acabou por tornar-se um novo estado norte-americano.

Com a total “americanização” de Utah, especialmente a partir da década de 1890, com o fim do casamento plural e da adoção, a concepção do Reino como uma organização distinta e acima da Igreja de Jesus Cristo foi perdida, passando-se então a adotar uma visão subjetivista e genérica do Reino sendo a própria Igreja, sem reivindicar poder temporal algum.

Os primórdios do séc. XX viram o ocaso e morte do Conselho dos 50. O entendimento de sua existência e funções, no entanto, permanece como uma das mais importantes chaves para a compreensão de Joseph Smith e o mormonismo.

63 comentários sobre “Teodemocracia II

  1. No livro Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – Joseph Smith, Capítulo 6, páginas 87 a 89, Joseph Smith fala de uma maneira diferente sobre o reino de Deus. Cito a seguir dois trechos que achei interessantes:
    “Alguns dizem que o reino de Deus não foi estabelecido na
    Terra até o dia de Pentecostes e que João [Batista] não pregou o
    batismo de arrependimento para a remissão de pecados; mas eu
    digo, em nome do Senhor, que o reino de Deus estava estabelecido
    na Terra desde os dias de Adão até o presente momento.
    Sempre que houve um homem justo na Terra a quem Deus revelou
    Sua palavra e concedeu poder e autoridade para ministrar
    em Seu nome e onde havia um sacerdote de Deus—um ministro
    que tem poder e autoridade de Deus para ministrar as ordenanças
    do evangelho e oficiar no sacerdócio de Deus—ali estava o
    reino de Deus; e por terem rejeitado o Evangelho de Jesus Cristo
    e os Profetas que Deus enviou, os juízos de Deus caíram sobre
    povos, cidades e nações, nas várias eras do mundo, sendo esse
    o caso das cidades de Sodoma e Gomorra, que foram destruídas
    por rejeitar os Profetas. (…)” Outro:
    “Sempre que os homens ficam sabendo a vontade de Deus e
    encontram um administrador legalmente autorizado por Ele, ali
    está o reino de Deus; mas onde não existem essas coisas, não há
    o reino de Deus. Todas as ordenanças, sistemas e ministrações
    na Terra de nada valem para os filhos dos homens, a menos que
    eles sejam ordenados e autorizados por Deus; porque nada salvará
    um homem a não ser um administrador legal; porque ninguém
    mais será reconhecido por Deus ou pelos anjos.”
    Estas citações estariam contradizendo a citação de Joseph Smith no início do artigo acima?
    Eu particularmente acho que os líderes citados no artigo e as citações que escrevi não demonstram contradições, mas maneiras diferentes de se falar sobre o reino de Deus em momentos diferentes e contextos diferentes.

    • Ótima referência, Marcos.

      Como todo ser humano, Joseph Smith teve sua curva de aprendizado. Ele aprendeu coisas ao longo da sua vida, inclusive entre 1830 e 1844, período durante o qual ele presidiu a igreja. Em 1830, essa igreja era chamada Igreja de Cristo; a partir de 1835, A Igreja de Jesus Cristo do Santos dos Últimos Dias.

      A citação que você trouxe é de janeiro de 1843. A do artigo acima, de maio de 1844. Parece um intervalo pequeno de tempo.Mas a diferença entre as duas nos sugere uma diferença de entendimento por parte de Joseph Smith.

      • “Mas a diferença entre as duas nos sugere uma diferença de entendimento por parte de Joseph Smith.” Discordo totalmente e reafirmo o que eu disse no fim de meu comentário anterior:
        “Eu particularmente acho que os líderes citados no artigo e as citações que escrevi não demonstram contradições, mas maneiras diferentes de se falar sobre o reino de Deus em momentos diferentes e contextos diferentes.”

      • Por que Joseph Smith fala na constituição do Reino de Deus em um tempo futuro? “Acredito ser um dos agentes no estabelecimento do reino visto por Daniel, através da palavra do Senhor, e é minha intenção estabelecer um alicerce que revolucionará o mundo inteiro”. (Joseph Smith, maio de 1844, Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p.357)

      • Mais uma vez repito o que eu disse antes: “Eu particularmente acho que os líderes citados no artigo e as citações que escrevi não demonstram contradições, mas maneiras diferentes de se falar sobre o reino de Deus em momentos diferentes e contextos diferentes.” Só porque passou a existir o conselho dos 50 considerando o aspecto político também não quer dizer que tenha deixado de considerar o que dissera antes.Momentos diferentes, contextos diferentes.

      • Se segundo sua interpretação houve diferença de entendimento entre a citação de 1843 e a de 1844, então quer dizer que até 1843 a Igreja era o reino de Deus para Joseph Smith. Aliás a revelação contida em D&C 65 de 1831 diz que o reino de Deus já estava estabelecido na Terra. Teria Joseph Smith recebido outra revelação que teria substituído D&C 65? Ou simplesmente mudou de opinião por conta própria?

      • No link temos, entre outras coisas, o seguinte trecho:

        “Embora a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias seja o reino de Deus na Terra, por ora esse reino acha-se limitado a um reino eclesiástico. Durante o milênio, o reino de Deus governará tanto eclesiástica como politicamente.”

        Porque é tão difícil aceitar isso?

      • Como dito acima, Joseph Smith recebeu uma revelação dando o nome à nova organização: “Assim diz o Senhor, este é o nome pelo qual vocês serão chamados, o Reino de Deus e suas Leis, com suas Chaves e poder, e julgamento nas mãos de seus servos, Ahman Cristo”. Há pelo menos outra revelação conhecida sobre e para o Conselho dos 50, em que eles são chamados de “constituição viva”. Ou seja, houve revelações que ampliaram a visão de Joseph Smith sobre o reino de Deus. Seria interessante, claro, poder traçar o caminho percorrido por ele até receber tais revelações, uma vez que – de acordo com D&C 9 – o processo de revelação é iniciado pela busca pessoal.

      • Mas essas revelações são aceitas ou pelo menos publicadas pela Igreja? Além do mais quem me garante que você leu tais revelações e não deu sua própria interpretação? Pode ser que se eu ou outra pessoa ler tais revelações tenha uma visão diferente da sua, porque não? Não posso comentar sobre tais revelações pois não as li, se você puder me passar as referências. E depois dessas tais revelações a Igreja não poderia ter tido outras revelações concernente ao reino de Deus? Ainda prefiro ficar com a versão oficial de hoje da Igreja, que considero inspirada até que provem o contrário, do que com as versões humanas.

      • E quanto a Igreja SUD ser a verdadeira Igreja de Jesus Cristo? Existiram líderes do passado e/ou do presente da própria Igreja SUD se opondo a tal afirmação?

  2. Quem sou eu para poder opnar num dialogo de “feras” como esse ?…
    É chegado o fim do ano e minhas aulas aos membros novos vão chegando à temas bem interessantes como “A segunda vinda” .
    Minha “HUMILDE” pergunta a voces é:
    Esse governo
    não seria possivel somente na segunda vinda ?
    Ou será que eu vou ensinar errado na proxima aula ?
    Ou eu já estou falando besteira porque o governo pessoal de Cristo seria uma teocracia e não uma teodemocracia ?
    Não seria isso que Joseph quis dizer ? que só seria possivel na segunda vinda ?

    • Oi, Maurício,

      é impossível saber exatamente o que Joseph Smith tinha em mente e que rumos teria tomado o Conselho dos 50 e todo o mormonismo caso ele não tivesse sido assassinado em 1844.

      O que é certo, porém, é que Joseph Smith via o Conselho dos 50 como um corpo governante do próprio Reino de Deus. Ou seja, ele via a necessidade de existir um governo do sacerdócio antes da segunda vinda. Um dos membro dos 50, Benjamin F. Johnson, diz que tal governo *continuaria* ao longo do milênio.

      Eu especulo até que ponto não haveria uma relação entre os três graus de glória e diferentes formas de governo. Ouvimos com frequência falar de “reis e sacerdotes, rainhas e sacerdotisas”, como se fosse os mais altos ofícios do sacerdócio, mas raramente ouvimos sobre pais e mãe, que seriam os governantes esperados entre os Deuses. Esse esquecimento é natural, pelo fato de a Igreja sud não falar mais do sacerdócio patriarcal.

      Se eu tivesse que abordar o tema “governo” numa aula de Princípios do Evangelho, eu enfatizaria os princípios de amor e liberdade inerentes ao sacerdócio/poder de Deus. Muitas pessoas podem imaginar um governo teocrático como uma ditadura que obriga todos a fazerem isso ou serem justos, etc, ou seja, um governo satânico, pela descrição que escrituras nos dão da guerra dos céus.

      • Obrigado por responder.
        Antonio, voce sabe melhor (bem melhor e mais esclarecidamente) do que eu que muito da doutrina foi abandonado ao longo dos anos.
        Outra coisa que me chama a atenção é a semi-abandonada “Lei de Consagração” onde, pelo que sei, só está sendo “respeitada” pela liderança maior da Igreja.
        Soma-se a Lei de consagração a esse Conselho dos 50 e Joseph Smith teria morrido mais cedo ainda !
        Essas coisas assustavam (e aInda assustam) a comunidade de protestantes da época que, supostamente (pelo menos ao meu ver) foram responsaveis pela “interrupção” da vida de Joseph Smith.
        Outra coisa a somar com as duas já citadas:
        A tendencia abolicionista de Joseph e, pronto !, isso era o terror das elites dominantes da época e para entornar mais o caldo ainda a plligamia e a propria doutrina que vinha à luz como restaurocionista (ta certo ?), ou seja, tudo que os protestantes faziam até então estava errado, e “nós” certos.
        então vamos listar até aqui:
        – Conselho dos 50
        – Lei de Consagração
        – Abolicionismo
        – Doutrina “diferente” ao protestantismo
        – poligamia.
        A vida dos santos não era facil, Joseph disse que deveriamos buscar os ensinamentos profundos o quanto pudermos suportar. A pergunta é:
        Seria possivel suportar tudo isso de uma vez só ?
        Pegando apenas a Lei de Consagração ou da Consagração, esssa parece socialismo em versão compacta.
        Digamos que essa Lei tomasse proporçoes maiores até chegar ao sec. 20 ?
        Acho que Deus sabe o que faz…. e assim estamos aqui hoje.
        abraço e obrigado por tanta sabedoria e vontade de compartilhar consosco !

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