“Estamos reunidos juntos como uma grande família, mais de 15 milhões [de membros] fortes…”, disse Thomas Monson durante a abertura da última Conferência Geral neste fim de semana que passou. Com esta frase, o Presidente da Igreja SUD nos convida a revisitar uma análise estatística de como anda o crescimento da Igreja e ponderar justamente como enxergamos, compreendemos e utilizamos este conhecimento matemático.
Tal entusiasmo estatístico não é incomum entre a liderança da Igreja. Na Conferência Geral de 2007 (Outubro), o Apóstolo Russell Ballard alardeou: “Como uma das fés Cristãs que cresce mais rápido no mundo, construímos uma capela nova todo dia de trabalho.”
E entre publicações recentes nos jornais oficiais da Igreja há muitos artigos que reforçam essa percepção, além do próprio escritório de relações públicas da Igreja. Lendo as publicações da Igreja e os discursos em Conferência Geral, tem-se a impressão de que a liderança está bastante otimista com o rápido crescimento da Igreja pelo mundo.
Não obstante tal otimismo, em Outubro de 2012 o mesmo Presidente Monson anunciou o rebaixamento da idade mínima para serviço missionário (de 19 para 18 anos para meninos, e de 21 para 19 anos para as meninas) em parte, de acordo com o Apóstolo Jeffrey Holland, para que “Deus … apress[e] Sua obra…”.
Em plena Conferência Geral, o atual Presidente da Igreja estabeleceu uma afirmação clara e inequívoca que pode ser testada, analisada e checada. No mesmo dia, a Igreja apresentou seus novos dados estatísticos para o ano de 2013. Com estes dados novos, além dos dados já oficialmente publicados pela Igreja nos anos anteriores, e comparados com dados populacionais de vários censos, pode-se checar e confirmar a afirmação do Profeta Mórmon e responder — e levantar — algumas perguntas.
A primeira, e mais importante, questão é: Como realmente anda o crescimento da Igreja?
Em Abril de 2012, eu tracei uma retrospectiva do crescimento da Igreja SUD entre 1981 e 2011, com base nos dados estatísticos publicados pela própria Igreja, e comparando-os com estatísticas populacionais mundiais. Os dados oficiais da Igreja para 2012 e 2013 apresentando-se dentro das mesmas tendências gerais, sem grandes mudanças.
Computados os dados oficiais da Igreja de total de membros por ano, podemos rastrear as taxas de crescimento anual da Igreja. Vemos então que, nos últimos 30 anos a taxa média de crescimento caiu de 5-6% ao ano nos anos 80, para 3-4% nos anos 90, 2-3% 14 anos, e entre 2-2,5% na última década.
Além de ser notável a redução progressiva na taxa de crescimento total, nós sabemos por estudos populacionais independentes que a taxa real de membros (em atividade ou por auto-identificação) é bem, bem menor que as taxas oficiais computadas pela Igreja — que costuma contar como membros todas pessoas batizadas ou abençoadas quando crianças, até 120 anos de idade ou falecimento confirmado. O que torna o número total de membros uma ferramenta para rastreamento de crescimento menos confiável.
Como anda o crescimento das unidades da Igreja?
Não obstante, podemos rastrear a taxa de crescimento de novas unidades (alas e ramos), pois em média estas necessitam de números de participantes ativos médios razoávelmente estáveis e comparáveis. Quanto usamos os dados oficiais para rastrear o crescimento da Igreja pela taxa de crescimento anual de unidades, vemos que a Igreja crescia entre 2,5% e 5% ao ano nos anos 80, entre 2,5% e 6% ao ano nos anos 90, e entre 0,5% e 1,6% ao ano nos últimos 15 anos.
Quando ploteamos esses dados num gráfico, uma tendência para redução de crescimento torna-se bastante aparente!

Crescimento da Igreja SUD, baseado em estatísticas oficiais de membros (taxa calculada anual de crescimento de número total de membros) AZUL, e de unidades (taxa calculada anual de crescimento de número total de alas e ramos) VERMELHO; comparação com taxa de crescimento populacional do mundo (Banco Mundial) VERDE.
Se olharmos com um pouco mais de atenção para os últimos 15 anos, esta tendência torna-se ainda mais óbvia.

Crescimento da Igreja SUD, baseado em estatísticas oficiais de membros (taxa calculada anual de crescimento de número total de membros) AZUL, e de unidades (taxa calculada anual de crescimento de número total de alas e ramos) VERMELHO; comparação com taxa de crescimento populacional do mundo (Banco Mundial) VERDE.
Vê-se, portanto, que a Igreja crescia bastante até 1998, com crescimento de membros bem acima do crescimento populacional global, mas que esse ritmo caiu bastante e progressivamente de 1999 para cá. Além disso, nota-se que o crescimento, como medido em unidades ou congregações, está abaixo do crescimento populacional de 1999 para cá, dando a entender que a Igreja cresce apenas em têrmos de taxas de reposição, ou até negativamente.
Que fique claro que os dados não dizem que a Igreja esta reduzindo de tamanho total! Há sem dúvidas mais Mórmons hoje que há 2 anos atrás, ou 5 anos ou 10, ou 20. Mas, os dados sugerem que a Igreja esta reduzindo de tamanho em proporção ao mundo ao seu redor.
Como cresce a Igreja em seu país natal dos Estados Unidos?
Os Estados Unidos vem mantendo uma taxa de crescimento populacional razoavelmente estável entre 0,85 e 0,95% ao ano.
A Igreja nos Estados Unidos crescia, em média, entre 1 e 4% ao ano nos anos 70, 1 e 4% ao ano nos anos 80 (com dois picos anômalos), 2 e 3% nos anos 90, e 2% na última década.
Então a Igreja cresce acima do crescimento populacional nos EUA?
Não exatamente. Estas taxas acima são dos números oficias de membros, que estudos independentes colocam entre 40 e 70% da real taxa demográfica de Mórmons. Por exemplo, o estudo independente ARIS demonstra que a população SUD nos Estados Unidos mantém-se estável (crescimento zero) em proporção à população Americana desde 1990 (1,4%).
Sendo assim, há dados que sugerem um crescimento pequeno, e há dados que sugerem um crescimento nulo nos últimos 20 anos nos EUA.
Como anda a obra missionária? Qual o impacto dela nisso tudo?
O gráfico é um pouco difícil de visualizar, mas mostra claramente que a taxa de conversos por missionários esta razoavelmente estável nos últimos 30 anos, entre 4 e 6 por ano por missionário. Quando se aumenta o número de missionários, aumenta-se o número de batismos proporcionalmente, e ambas taxas vem se mantido moderadamente estáveis, com a média anual de missionários na casa dos 50 000 e conversos na casa dos 280 000. Contudo, como discutido acima, há 18 meses a Igreja reduziu a idade mínima para serviço missionário, o que resultou num aumento súbito de missionários no camp0 de 58 990 no final de 2012 para 83 035 no final de 2013. Não obstante, a taxa de batismos de conversos manteve-se no mesmo nível que nos últimos 25 anos (sendo que a taxa de batismo por missionário caiu para um recorde histórico negativo).
Dez anos antes desta mudança, a Igreja havia anunciado uma política que reduziria o número de missionários no campo, por aumentar o grau de exigência para o serviço. Os resultados, como se pode ver, foram desastrosos e a Igreja vem lutando desde então para reverte-lo, culminando com esta mudança mais recente (10 anos após a outra). Entretanto, apesar do súbito crescimento de missionários totais no campo, ainda não houve comparável crescimento na taxa de conversos e batismos.
Considerando todos os dados estatísticos disponíveis, nota-se que a Igreja vem, há décadas, sofrendo de redução progressiva na taxa de crescimento. Sob alguns prismas, a Igreja tem crescimento nulo, apenas repondo suas perdas naturais (deserções e óbitos). Sob outros prismas, a Igreja cresce muito pouco acima do crescimento populacional natural, e sob outro (análise de crescimento de unidades) ela cresce abaixo do crescimento populacional (crescimento negativo). Sob nenhuma consideração pode-se dizer, baseando-se nos dados concretos, que a Igreja esteja crescendo bem.
E a questão dos “15 milhões [de membros] fortes…” de Thomas Monson?
Se considerarmos as estimativas conservadoras e otimistas de 1,4% da população americana (4 400 000), de 50% da população SUD fora dos EUA e de 25% de auto-identificação lá (2 000 000 — baseado em estudos brasileiros, chilenos, mexicanos, e filipenhos), deve haver uns 6,5 milhões de SUD nominais pelo mundo afora, ou pouco mais que 40% do que Monson alardeou neste fim de semana. Isto, considerando que estas estimativas são conservadoras e generosas, pois os números reais podem bem ser até menores — especialmente levando em consideração que destes ainda há muitos SUD que são inativos mais ainda se consideram Mórmons, e o fato de que em qualquer congregação SUD a porcentagem de membros dizimistas integrais e templários é usualmente pequeno comparado ao número de membros moderada ou intermitentemente ativos.
Conclusão
Tudo analisado, calculado e estimado, pode-se dizer que a declaração de Monson seja uma grosseira exageração, possivelmente para fins propagandistas ou de ânimos coletivos. Pode-se também dizer que o crescimento da Igreja é, de fato, um problema considerável, especialmente para um igreja que investe tanto em proselitismo. Tamanha preocupação explicaria as recentes mudanças experimentais com a força missionária e campanhas publicitárias multimilionárias.
Certamente a liderança máxima da Igreja têm acesso a dados estatísticos muito mais acurados e relevantes do que os que publicam e conseguem enxergar o problema com mais clareza. Entre os dados que seriam relevantes, eles sabem quantas pessoas frequentam as reuniões dominicais, quantas pessoas pagam seus dízimos mensalmente, quantas pessoas possuem uma recomendação ao templo, e quantos pedidos de resignações a Igreja recebe por ano. Independente da falta de transparência com o público, é certo que tenham tais dados e que não ignorem o tamanho ou a profundidade do problema. Resta, portanto, a dúvida de como aborda-lo da maneira mais eficaz e mais produtiva possível. Talvez investir em missionários de campo (i.e., vendedores de porta a porta) ou campanhas publicitárias não seja a melhor estratégia — ao menos não parece estar oferecendo bons retornos ao investimentos. Talvez investir em campanhas políticas preconceituosas e shoppings de luxo tampouco ajuda a projetar uma imagem pública com apelo religioso e espiritual.
Se você fosse o Presidente da Igreja, o que você faria para tentar reverter este quadro negativo e fomentar um crescimento mais robusto e duradouro? E, aproveitando, seria aberto e transparente com o problema de crescimento pífio ou tentaria esconde-lo ou mascara-lo com declarações bombásticas de números irreais?




Hoje li um artigo do jornal The Salt Lake Tribune publicado em 10/01/2014 e atualizado em 03/2014 que fala do lançamento de um Almaque de dois membros ativos da igreja e pesquisadores independentes David Stewart e Matt Martinich chamado “Reaching the Nations: International Church Growth Almanac 2014” acho que a tradução seria (Alcançando as Nações – Almanaque do Crescimento Internacional da Igreja 2014) me corrijam por favor se estiver errado inclusive do resto do texto.
Uma públicação de 1.900 páginas em dois volumes que tem por objetivo segundo os autores de fornecer dados amplos e precisos inclusive fatores contextuais que influenciaram as tendências de crescimento da igreja dando aos membros um melhor condição de avaliação e ajustamento da expectativas na busca de soluções.
Segundo o artigo o sociólogo mórmon Armand Mauss que faz a introdução do trabalho elogia a empreitada independente e a seriedade das fontes e, que será o trabalho mais confiável e indispensável disponível.
Lideres mórmons admitiram que a retenção de membros continua sendo um problema para a fé que tem investido recursos consideráveis na tentativa de remediá-la. (o artigo não cita nomes)
Como sempre a igreja não endossa o conteúdo e as conclusões mas também não discorda e nem apresenta erros de forma direta e aberta já que são os donos dos relátorios e sabem que podem ocorrer falhas de avaliação pela falta de dados mais precisos por parte dos pesquisadores independentes.
Algumas conclusões do trabalho:
• Neste momento, o número de membros da Igreja SUD em suas estaca totalizam 15 milhões.
• Cerca de 30% dos mórmons em todo o mundo – ou 4,5 milhões – freqüentam regularmente as reuniões da igreja.
• As Filipinas é o maior lar da população de santos dos últimos dias fora das Américas – 675.166 a partir de 2012.
• Há pelo menos sete países ou colonias com taxas de atividade de membros de 15 por cento ou menos – Chile, Portugal, Coréia do Sul, Panamá, Hong Kong, Croácia e Palau.
• Nos últimos três anos, as mais baixas taxas de conversão e de retenção parecem ocorrer dentro da América Latina, onde muitas nações não tiveram um aumento notável no número de mórmons ativos nesse período.
• Costa do Marfim parece ter os mais bem-sucedidos esforços missionários SUD dentro dos últimos anos. Somente membros africanos que falam francês servem lá, devido a preocupações com a segurança e proteção de não-africanos neste país. O crescimento explosivo ocorreu nos últimos dois anos. Durante 2013, o número de alas e ramos mórmons, ou congregações, saltou de 53-72; um salto de 36% .
• Um grande obstáculo para conversões SUD podem ser os laços “etno-religiosos” determinados por grupos étnicos que apresentam direção para religiões tradicionais. Exemplos incluem gregos étnicos com a Igreja Ortodoxa Grega, o povo Fulani da África Ocidental com o Islã, e Thais étnicos com o budismo. A Grécia, por exemplo, tem visto pouco crescimento Mórmon apesar do serviço de proselitismo missionários no país há mais de duas décadas. Continua a sendo os mais mais ativos na igreja SUD os não-gregos do que gregos étnicos na Grécia, e a adesão nominal permanece em 1.000.
• O tribalismo tem sido um desafio em algumas áreas do mundo. Em Vanuatu no Pacífico Sul, a Igreja SUD precisa obter permissão dos chefes da aldeia para se envolver em atividades missionárias e manter serviços. Os conflitos tribais resultaram, por vezes, da igreja ter que fechar um grupo de membros e retirar os missionários.
• O primeiro time completo de missionários mórmons da China completou o seu serviço em 2006. Até o final de 2010, 42 missionários da China continental estavam servindo missões de tempo integral, muitos nos Estados Unidos e Canadá.
• Em 2010, a Índia tinha mais de 150 missionários mórmons. Esse número tem sido muito reduzido devido as restrições de visto, mas está perto de serem auto-suficientes com missionários locais.
• Na Espanha, assimilando os latino-americanos e espanhóis nas mesmas congregações, apresenta uma questão de integração étnica mais difundida. Algumas congregações com uma presença superior de latino-americanos pode encontrar maiores dificuldades de batizar e manter ativa uma minoria espanhola.
• A Igreja SUD cortou o número de missionários de tempo integral designados para a Bélgica em cerca de um terço dos níveis reportados em 1980 e 90. Apesar desta redução, a Bélgica continua dependente de missionários estrangeiros, porque alguns moradores servem numa missão mórmon.
• Os Emirados Árabes Unidos possui uma participação SUD de quatro alas e dois ramos – em parte porque esta nação do Golfo Pérsico oferece uma maior liberdade religiosa para os cristãos do que a maioria dos países do Oriente Médio.
• A “Palavra de Sabedoria” SUD (um código de saúde que pedi aos mórmons para evitar álcool, tabaco, café e chá) e da “lei da castidade” (que proíbe o sexo fora do casamento), talvez, apresente os maiores desafios para os novos convertidos e membros antigos.
• Na África sub-saariana, tem havido muitos casos em que os indivíduos não podem ser batizados em alguns países porque eles participam de casamentos polígamos por costumes e tradições locais. Estes indivíduos têm de se divorciar dos cônjuges polígamos para se tornarem Mórmons – aparentemente um movimento raro. A Igreja SUD parou de praticar o casamento plural mais de um século atrás.
• Países com o maior número de membros e nenhum templo mórmon local, em construção ou anunciado são: Nicarágua (80.605 membros), Zimbabwe (23.117), Rússia (21.709), Papua Nova Guiné (21.265) e Porto Rico (21.174).
O esforço enciclopédico é baseado em relatórios oficiais da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias dado a cada ano com sede em Utah, informações no site da igreja, bem como “literalmente milhares de relatórios obtidos a partir de membros e líderes da igreja ao longo dos anos”, Martinich diz: “Isto é de e-mail e correspondências de entrevistas pessoais on-line, preenchimento de questionários por membros sobre a igreja em suas áreas, ou informações encontradas através dos meios de comunicações sociais e blogs mantidos por famílias missionárias”.
LINK
Teria a declaração do Pres. Monson ao iniciar seu discurso “Estamos reunidos juntos como uma grande família, mais de 15 milhões [de membros] fortes…” em parte ter sido influenciada por essas pesquisas negativas sobre o crescimento da igreja? E por que é tão complicado para a igreja rebater essas informações de forma clara e direta com evidências de seus relatórios acabando com essas discussões e encerrando o assunto?
Entre os comentários dos leitores do jornal havia esse:
“O que é uma incrível perda de tempo, na minha humilde opinião.”
Achei possível ser a mesma opinião das autoridades gerais e muitos membros da igreja.
Gostei desse outro comentário:
“Espero que eles possam aprender e perceber de como essas aspirações de amor, perdão, compaixão e aceitação se relacionam igualmente entre suas atividades e as suas taxas de retenção ..
Um outro site interessante sobres o assunto avalia as anomalias dos relatórios estatísticos oficiais da igreja, para quem gosta e domina essa matéria de estatística e puder traduzir e fazer um resumo e postar no site seria interessante, pois achei confuso e entendi muito pouco já que sou leigo no assunto.
LINK.
Atenção: “15 million [members] strong” NÃO quer dizer “’15 milhões de membros fortes”, mas sim “forte de 15 milhões [de membros]”.
Madaleudo, obrigado por essas informações e pelo link para o estudo em questão.
Marcus Tullius, neste caso você está completamente equivocado.
A expressão “strong” utilizada para números e contingentes é uma expressão comum em jargão militar e denota “efetivos”. Por exemplo, afirmar que um regimento tem 5 000 “efetivos” significa que ele possui 5 000 combatentes, além dos adjuvantes (i.e., cozinheiros, faxineiros, enfermeiros, etc.). Este é o significado de “strong” neste contexto.
Quando Monson usa a expressão “strong”, ele está insinuando que a Igreja SUD tem 15 milhões de membros ativos, crentes, fiéis. Caso quisesse ser mais cauteloso com seu linguajar, ele poderia ter qualificado seus comentários com “15 milhões de membros cadastrados ou em registro”, mas ele preferiu “strong”. Não, a expressão escolhida “15 million strong” sugere 15 milhões de membros ativamente participativos na Igreja, como combatantes em seus postos.
Sim, eu poderia ter traduzido “efetivos” mas, como qualquer pessoa fluente em 2 ou mais línguas e adepta a traduções sabe, a arte da tradução consiste em transferir significados contextualizados claramente e não apenas transubstanciar uma palavra n’outra.
Marcello, agradeço pela resposta. Sem dúvida, você tem razão quando escreve que Monson queria não somente dizer que a Igreja tinha efetivos de 15 milhões de membros (ou seja, que era forte de 15 milhões), mas que esses efetivos estariam, todos, engajados em sua obra. Partindo-se disso, entendo e concordo com sua tradução.
Pelo que eu entendo “15 million strong” significa 15 milhoes ativos e firmes na igreja. Nao tem como interpretar de outra forma.
Bem interessante, Madaleudo. Eu já havia lido o trabalho do Matt Martinich sobre o crescimento no Ceará. Apesar do erro histórico bem no início (afirmou que o primeiro ramo da igreja em Fortaleza data de 1938), pareceu-me ser uma pesquisa bacana.