Livro de Abraão pode não ser uma tradução, afirma Igreja

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Novo ensaio publicado no site oficial da Igreja sud afirma que o Livro de Abraão é uma escritura inspirada,  mas não necessariamente uma tradução literal dos papiros egípcios usados por Joseph Smith. Publicado no último dia 08, o texto afirma que

Sabemos algumas coisas sobre o processo de tradução. A tradução da palavra normalmente pressupõe um conhecimento especializado de vários idiomas. Joseph Smith não alegou experiência em qualquer idioma. Ele prontamente reconheceu que era uma das “coisas fracas do mundo”, chamado a falar palavras enviados “do céu”. (…) O Senhor não exigiu Joseph Smith ter conhecimento de egípcio. Pelo dom e poder de Deus, Joseph recebeu o conhecimento sobre a vida e os ensinamentos de Abraão.

De acordo com o texto, a veracidade do Livro de Abraão não pode ser determinado pelo conhecimento do egípcio ou outros conhecimentos acadêmicos e científicos:

A veracidade e o valor do Livro de Abraão não podem ser estabelecidos pelo debate acadêmico sobre a historicidade e tradução do livro . O status do livro como escritura está nas verdades eternas que ensina e o espírito poderoso que transmite. O Livro de Abraão transmite verdades profundas sobre a natureza de Deus, a sua relação a nós como Seus filhos  e o propósito desta vida mortal. A verdade do Livro de Abraão é em última análise encontrada através de um estudo cuidadoso de seus ensinamentos, oração sincera e a confirmação do Espírito.

Ao considerar que o Livro de Abraão está acima de uma análise acadêmica, e não deixar claro se a Igreja acredita ou não numa tradução no sentido convencional, o ensaio acaba por validar ambas as crenças – tanto na tradução literal quanto no uso dos papiros como um catalisador da revelação. De acordo com o texto da Igreja, é possível que

os artefatos físicos proveram uma ocasião para meditação, reflexão e revelação. Eles catalisaram um processo pelo qual Deus deu a Joseph Smith uma revelação sobre a vida de Abraão, mesmo que a revelação não corresponda diretamente aos caracteres dos papiros. 

49 comentários sobre “Livro de Abraão pode não ser uma tradução, afirma Igreja

  1. É louvável o esforço que a Igreja tem feito por meio destes ensaios é bem visível que a mesma está lançando alicerces para uma possível mudança ou mesmo reforma em suas doutrinas. No entanto atualmente estes ensaios parecem causar mais confusão do que clareza. A linguagem não é muito clara ou direta e por fim a impressão, que deixa no leitor é aquela sensação de que a Igreja está fazendo uma série de justificações. Igualzinho quando um filho pequeno, faz algo errado e confessa para o pai de maneira confusa tentando ser honesto mas omitindo certos fatos. A pergunta que faço é: será que se nossa religião abrisse de maneira clara a nossa história sem fábulas sem estorinhas montadas sem omissão a perca seria tão grande? Quero dizer quem questiona por exemplo a beleza do livro de Abrãao quando fala da criação? porque ele não pode pura e simplesmente ser um livro divinamente inspirado? porque Precisamos tão desesperadamente que Joseph “O profeta” seja mais que um bom homem com acertos e falhas como qualquer outro ser humano, porque nossa história precisa que Joseph seja um “SANTO” canonizado e beatificado?

    • Richard, eu já pensei muito sobre isso também e acho que um dia a igreja falará abertamente sobre os assuntos mais controversos da instituição, mas agora, apesar da igreja não assumir isso ela é uma igreja muito frágil declara com orgulho seus 14 milhões de membros e nós sabemos que não é bem assim, um outro exemplo foi a brincadeira de 1° de abril feita por esse site, muitos membros que eu conheço compartilharam aquela notícia na intenção de se provar como verdade o que mostra a fragilidade dos membros, creio que a igreja não falará sobre isso abertamente agora por esses motivos, ela sairia perdendo muito se o fizesse, então fica com esse tipo de publicação que para mim é mais do que enrolação.

      • Verdade, no meu facebook várias pessoas postaram o link como verdade. Quando eu dizia a elas para verem a brincadeira de 1° de abril ficavam envergonhadas. Mas isto mostra como ninguém pesquisa de fato uma informação e já colocam como verdade na mesma hora.

    • Richard, perfeita sua colocação: “No entanto atualmente estes ensaios parecem causar mais confusão do que clareza. A linguagem não é muito clara ou direta e por fim a impressão, que deixa no leitor é aquela sensação de que a Igreja está fazendo uma série de justificações.” Esta é a minha impressão.

    • A questão é que ele disse que o documento era uma tradução. A igreja pagou dois mil dólares por uma manuscrito que não valia nada. Infelizmente está provado que o mesmo é uma fraude. Isso que me deixa indignado, pois a igreja como sempre esconde o jogo. Fica no ar também que o Livro de Mórmon também cheira a fraude. Pois existe no de Livro de Mórmon várias coisas que nos levam a crer que ele é apenas uma ficção.

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