Russell M. Nelson e o Dom de Línguas

Texto de Gustavo Oliveira

Fui escolhido! Quando tinha 17 anos, o Élder Russell M. Nelson do Quórum dos Doze Apóstolos, viria visitar o Rio de Janeiro. Seria uma visita rara, sem muito aviso prévio, e somente por um dia. Élder Nelson anunciou que queria dirigir-se aos jovens e jovens solteiros. Meu bispo me perguntou se eu tinha interesse em ser o tradutor do Élder Nelson para seu discurso. Eu estava em êxtase! Um membro do Quórum dos Doze Apóstolos! Claro que aceitei!

Semanas se passaram e eu não havia recebido nenhuma mensagem reforçando o convite; eu ainda não sabia se seria o tradutor ou não. Finalmente, chegou o dia do serão com o Élder Nelson. Eu cheguei cedo na capela de Andaraí, um bairro carioca, e a sede da nossa estaca. A grande maioria dos presentes eram jovens; jovens das três estacas cariocas: Andaraí, Madureira, e Rio de Janeiro. A capela de Andaraí estava mais cheia que durante nossas conferências de estaca. E eu ainda não sabia se seria o tradutor ou não.

Eu vi bastante gente se congregando perto do escritório do presidente de estaca. Eu fui lá junto com o resto da muvuca que se formou. O presidente da Missão Rio de Janeiro (chamado Presidente Day) me achou, e parecia estar aliviado em me ver. Ele me perguntou:

– Você ainda quer fazer a tradução, Gustavo?
Eu respondi que gostaria se fosse preciso ainda.
– Então venha comigo!

Eu o segui e ele me apresentou ao Élder Nelson. Fiquei completamente paralisado. Apertei a mão dele e falei:

– Eu acho que serei seu tradutor hoje, Apóstolo Nelson. Eu posso falar com o senhor um instante? Eu quero ouvir bastante a sua voz pra me acostumar com sua entoação, pode ser?
– Com certeza, ele respondeu com um sorriso. E me chame Élder Nelson, por favor. Somente Élder.
– OK. Gostaria de saber o assunto sobre o qual o senhor vai discutir hoje pra me preparar com um vocabulário apropriado.
– Não tenho nenhum assunto preparado, o Espirito Santo irá me guiar hoje.
– Muito bem. Então, por favor, me fale mais sobre sua vida. Quero somente me acostumar com sua entonação e frases comuns que o senhor usa.
– Bem, me formei como médico, e trabalhei como cirurgião cardíaco…

Nesse instante, mais pessoas se juntaram à multidão que já era grande. Muitos começaram a tentar se comunicar com o Élder Nelson e várias outras pessoas que estavam ao redor do apóstolo americano. Eu achei interessante que um apóstolo não tivesse nenhum assessor ou ajudante. Rapidamente, eu me acanhei e fui para um canto mais calmo. Encontrei a esposa do Élder Nelson e ela estava conversando com uma jovem brasileira em inglês e nós três conversamos bastante.

Descobri que essa visita era algum tipo de visita clandestina. Uma ordem expressa várias vezes foi de não tirar nenhuma foto de qualquer maneira. O Presidente Day estava se ocupando de bloquear várias câmeras de vários jovens que ainda não haviam escutado a ordem imposta. Pelo pouco que eu ouvi, talvez fosse algum tipo de compra importante de terreno ou transação financeira importante. Na verdade, não sei a razão pelo sigilo.

Finalmente chegou a hora. A capela não somente estava cheia, mas o salão cultural e o palco do salão cultural também estavam repletos. Eu estava com o grupo que marchava em direção ao púlpito, mas no final do grupo. Quando cheguei ao púlpito, não tinha mais onde se sentar! Normalmente, o púlpito da estaca Andaraí tinha espaço suficiente pra um coral inteiro e toda liderança. Nessa noite, não havia lugar algum. Pensei que com certeza haveria um lugar pra mim se eu fosse realmente seu tradutor. A única conclusão seria que eu não era mesmo o tradutor. Com certeza, tinha vários outros jovens na estaca com a habilidade de traduzir. Um amigo meu, o filho do Presidente Day, já estava sentado perto do seu pai no púlpito. Ele seria uma boa escolha, pensei, e comecei a procurar um assento qualquer.

Quando a mini-conferência começou, eles realmente anunciaram meu nome como tradutor. Fiquei feliz, repentinamente, mas muito nervoso. Élder Nelson se direcionou ao púlpito, e eu segui.

Estava muito nervoso. Não queria desapontar minha estaca e queria ser um bom servo e servir como uma voz para o espírito. Élder Nelson começou e eu traduzi o que ele havia dito rapidamente. Rápido demais. Minhas palavras saíram mescladas e não muito diferenciáveis. Élder Nelson riu e olhou pra mim. Ele tentou novamente e novamente minhas palavras somente fizeram todos rirem. Ele pôs sua mão no meu ombro e falou:

– Quando Moisés foi chamado como profeta, ele não podia se comunicar com seu povo, e Deus lhe providenciou Aarão. Hoje, Deus me providenciou esse rapaz – se referindo a mim, não creio que soubesse meu nome.

Eu me senti bem melhor e o resto do seu discurso se passou sem interrupções, com apenas duas exceções.

1. Élder Nelson contara uma estória sobre um homem que desejava lhe antagonizar com um charuto enorme. Quando Élder Nelson falou “cigar”, a palavra que me veio à mente foi “cigarro”, o que não somente seria errado, como daria um contexto errôneo à estória. Eu parei, e pensei durante uns segundos pra lembrar a palavra “charuto” pois a minha cabeça tinha estacionado na palavra “cigarro”. Alguém na congregação me ajudou e falou “charuto!” alto suficiente pra que eu ouvisse! Graças aos céus! Então eu falei “charuto!” e todos riram, Elder Nelson incluso. “Muy grande!” – ele falou em espanhol.

2. Quando chegou a hora de prestar seu testemunho, Élder Nelson não precisou de minha ajuda. Ele deu seu testemunho em português! Eu fiquei plantado ao lado dele por três minutos. Resisti um impulso jovial de traduzir suas sentenças para o inglês, só por gozação. Todos sentimos um espírito muito forte e poderoso.

Quando sentamos, Élder Nelson me pegou pelo braço e me fez sentar ao seu lado e pôs seu braço em meus ombros num abraço meio paterno. Sentindo meio constrangido, eu falei:

– Parabéns, Élder Nelson, não sabia que o senhor sabia falar algo em português. Quantas aulas de português o senhor teve?

Sua resposta foi algo que nunca esqueci até hoje:

– Nunca! O que você testemunhou esta noite foi o dom das línguas!

Que linda resposta! Esta foi uma experiência que compartilhei várias vezes durante minha missão e sempre pra uma classe nova quando ensinava português no CTM. O dom das línguas se manifestou na minha presença.

Eu compartilhei essa evidência de como o dom das línguas se manifestava corretamente a um companheiro de quarto na BYU. Quando terminei a minha estória, meu amigo perguntou:

– Espera. Quem foi esse apóstolo?
– Elder Russell M. Nelson -respondi.
– Que engraçado. Ele fez algo semelhante na minha classe do CTM em São Paulo.
– Como assim? – eu indaguei.
– Bem, ele terminou seu discurso e prestou seu testemunho em inglês, exatamente como você descreveu, mas quando chegou a hora de fazer a última oração, ele olhou pros lados e falou: “Creio que vocês estão preparados para isso:” E começou a proferir a última oração em português.
– Que estranho – eu respondi. – Ninguém tinha sido escolhido pra fazer a última oração?
– Não, um élder tido sido chamado, mas ele só ficou lá plantado, fazendo nada.
– Então por que o Élder Nelson fez isso?

Essa pergunta eu me fiz várias vezes. Por que o Élder Nelson teria feito isso? Ele é um homem muito capaz e inteligente. Foi pioneiro de várias implementações de intervenções cirúrgicas no mundo. Ele, famosamente, aprendeu chinês (mandarin) em dois anos sozinho, com pouco auxílio externo. Ele fala um pouco de espanhol. Na realidade, o testemunho que ele prestou foi um português meio quebrado e cheio de expressões e palavras em espanhol.

Eu decidi lhe perguntar.

Na BYU, antes do ataque do Cody Judy contra o Presidente Howard Hunter, os alunos podiam se enfileirar e apertar a mão de um apóstolo ou profeta quando eles visitavam o campus. O Élder Nelson fez um serão domingueiro e resolvi lhe perguntar. Na realidade, nem precisei lhe perguntar. Eu apertei sua mão, e ele me perguntou:

– Jovem, de onde você é?

Eu respondi que vinha do Brasil. Ele sorriu largamente e começou a falar no mesmo português quebrado misturado com espanhol:

– Wonderful! Mi esposa y eu gostam do Brasil muy. Adora o Brasil! Onde no Brasil você é?

– Rio de Janeiro. Na verdade, eu conheci o senhor lá. Eu traduzi para o senhor. O senhor se lembra? – falei em inglês para que ele me entendesse.

Com seu sorriso um pouco menos largo agora, ele falou, em inglês, que claro que lembrava de mim, e que um prazer era me ver na BYU.

Agora, o Élder Nelson tornou-se Presidente Nelson; presidente do Quórum dos Doze Apóstolos e sucessor do Presidente Monson caso esse faleça. Me preocupa um pouco ter um homem obviamente muito inteligente, completamente disposto a passar sua inteligência como dom do espirito, numa posição de tamanho poder.

Qualquer que sejam suas intenções de promover fé e fazer-nos acreditar que ele possui um dom espiritual para um fim altruístico, fingir-se ter algo espiritual quando ele somente estudou e memorizou, pode se reduzir a uma conceito: charlatanismo. Isso é uma proposta muito perigosa, caso o Élder Nelson ascenda ao trono mórmon e receba o manto profético.

59 comentários sobre “Russell M. Nelson e o Dom de Línguas

    • Gostaria muito de acreditar isso. Mas, a maneira em que foi feita, a linguagem de corpo, a maneira que me foi dita, fica bem claro que a intencao seria que isso fosse algo espontaneo e milagroso.

  1. Que experiência maravilhosa que você teve e que pena que você teve a capacidade incrivel de absorver apenas uma longinqua suspeita,baseada em devaneios frios e sem importância nenhuma.Moises matou um homem antes de ser profeta,Pedro negou Jesus três vezes antes de ser Pres da Igreja primitiva,Paulo era assasino dos santos da época,por favor preste atenção nas virtudes dos homens,porque nas falhas você vai sempre encontralas.

    • Concordo plenamente. Eu estou completamente disposto a acreditar num chamado de Deus a um homem que falha. Joseph Smith foi preso por fraude antes de seu chamado profetico. Isso nao diminui a importancia do seu chamado.
      Eu acho, Cazza, que as comparacoes nao sao, nesse caso, emparelhados. Os casos que vc prestou aqui sao homens que nao acreditavam e ANTES de seu chamado e ANTES de acreditar na fe do nosso Salvador.
      Russell Nelson ja tinha sido chamado como apostolo por varios anos. Supostamente, ele ja viu o Senhor Jesus Cristo. Ele acredita ja em Deus e na religiao de seus pais.
      O que voce acha dessa distincao?

  2. Que pena! Percebi nesse texto como a visão de alguns membros ainda é tão limitada e fantasiosa.
    Desde os tempos em que houve a tradução do Livro de Mórmon que as Escrituras modernas nos ensinam que o Dom de Línguas vem pelo estudo, pela fé e pelo Espírito Santo.
    Não devemos esquecer que dentre as principais responsabilidades do Espírito de Deus, se é que posso chamar dessa forma, é ajudar-nos a aprender e lembrar de todas as coisas que tivermos aprendido.
    Agora, se eu estou errado, me apresentem as escrituras que provam que o Dom de Línguas é algo exclusivo apenas para um profeta, apóstolo ou qualquer outro membro da Igreja de Cristo. E digo isso sem pretensão de ser julgado como sabe tudo ou coisa assim! É só para efeito de conhecimento mesmo! 🙂

    • Realmente, Douglas. Eu tambem acho que algumas manifestacoes do Espirito vem atraves de estudo, pela fe e pelo Espirito. Porem, eu perguntei ao Elder Nelson quantas aulas de portugues ele havia tido. A resposta negativa tem um significado: Ele tinha sido guiado pelo Espirito a falar em portugues. Certo?

      Concordo plenamente com voce, Douglas. O Comfortador traz a memoria coisas que aprendemos. Mas como haveria O Elder Nelson aprendido sem aulas ou estudo?

      E tambem concordo que os dons do Espirito estao a nosso alcance.

      O que eu acho MUITO perigoso eh essa cultura de “leader worship” onde nos achamos que nossos lideres sao algo mais especiais do que nos. Por exemplo: Por que nos damos o sacramento aos bispos ou lider presidindo antes de passar o sacramento a congregacao? Isso eh coisa Americana que passou pra gente. Na Australia, isso nao se faz.

      Essa narrativa hagiografica de lideres, e algo danoso e tera um efeito deleterio mais cedo do que tarde.

      • Segundo o Manual 2, seção 20.4.3, “O líder que estiver presidindo a reunião é o primeiro a receber o sacramento.”

        Entretanto, concordo que existem muitas tradições estranhas que surgem espontaneamente de “leader worship.” Passei por uma estaca no Brasil onde ninguem fica de pé depois da última oração até o bispo ficar de pé. Era esquisito ver todo mundo sentado, ouvindo a música, só esperando o bispo ficar de pé.

        Até acho estranho dar parabéns a alguem que recebe chamado de liderança. É pra ser uma responsibilidade de servir as pessoas, não um prêmio por ser honroso ou justo.

      • Nao sabia que existia uma regra escrita sobre isso. Entao sao os santos na Australia que estao fubecando!

  3. Relato interessantíssimo, Gustavo.

    Religiões alargam, estreitam ou de alguma forma redefinem seus princípios. No mormonismo, conseguimos traçar melhor a história dessas mudanças, por que é uma religião ainda jovem historicamente.

    “Revelação”, por exemplo, é o termo mais maleável. Eu ouvi pessoas falarem da revelação do Fundo Perpétuo de Educação e da revelação sobre o número de brincos, dadas pelo Pres. Hinckley.

    Todas as escrituras do Novo Testamento e do Livro de Mórmon que tratam do dom de línguas (At. 2:4; 2 Né. 31:13–14, entre outras) mostram o dom como uma investidura espiritual, algo que vem dos céus para os mortais; as línguas faladas podem ser línguas humanas ou línguas divinas (angelical, adâmico); nenhuma escritura sugere o estudo prévio associado ao dom de línguas; nenhuma limita o dom de línguas à obra missionária.

    Mórmons do séc. XIX acreditavam nisso de forma literal. Membros falavam em línguas desconhecidas nas reuniões (às vezes com a interpretação posterior, às vezes sem). Há belíssimos relatos ainda de pessoas “cantando em línguas” no Templo de Kirtland.

    Em algum momento do séc. XX – está aí um rico tema para estudo -, passou-se a entender o dom de línguas como sendo uma combinação de habilidade, empenho e bênção espiritual, especialmente no campo missionário.

    O dom de línguas então parece ser mais um conceito redefinido no mormonismo. Imagino, porém, que provavelmente a definição que os jovens tiveram em mente ao ouvir o élder Nelson – como você próprio teve durante anos – era muito mais a literal, das escrituras, do que a “versão expandida”. E isso coloca em questão a honestidade desse tipo de comportamento de deixo-no-ar-e-cada-um-entende-o-que-quiser.

  4. Gustavo, excelente texto e ótima finalização. Estive em situação muito similiar a sua desta vez como missionária e a situação ocorreu da mesma forma. O apóstolo em questão deixou seu testemunho em português. Dom de línguas? Me desculpe aqueles que acreditam mas somos manipulados a acreditar que era sim Dom porem eu sei que o apostolo tinha conhecimento da língua portuguesa. Vejamos os apóstolos de Cristo os que viveram com nosso salvador, seus relatos sobre o verdadeiro dom de línguas que vem através do espirito santo.Encontramos na Bíblia um dos livros que todos acreditam ser as escrituras e depois me digam os apóstolos eram instruídos na língua que eles pregaram?

    • Priscila, vc se lembra de quando o Elder Nelson fez isso? Eu estou querendo estabelecer um padrao: que nao foi surpresa, ou a primeira vez que o Elder Nelson prestou testemunho em portugues.

      Comigo, aconteceu em novembro de 1990 no Rio de Janeiro, estaca Andarai.
      Meu amigo esteve no CTM de Sao Paulo em maio 1997.

      E voce? quando foi? Onde?

  5. Gustavo,

    Algumas observações e questionamentos:
    Entre o tempo da sua tradução e do conversa no CTM, quanto tempo se passou?
    Será que ele mesmo não considera o fato de ter aprendido mandarim em tão pouco tempo, um milagre do dom das línguas, e não fruto de sua própria capacidade e inteligência?
    Será que ele, não esteja sendo sincero com o sistema de crenças dele, que ele usou o dom de línguas quando prestou o testemunho dele?
    O Elder Nelson é o único apostolo que conheci pessoalmente e cumprementei. Ao olhar de perto para ele, minhas expectativas todas caíram do que esperava ver e sentir, e vi “apenas” um homem bom.

    • Miguel,
      Minha traducao foi em 1990. Meu amigo voltou de missao em 1999, supostamente passou pelo CTM em Sao Paulo em 1997.
      Eu nao sei o que o Elder Nelson pensa, Miguel. As poucas interacoes que tive com ele na minha vida estao escritas ai. Sera que ele acha ter se formado em medicina em tres anos (ao inves do tradicional quatro) fruto de algum dom espiritual? Sera que ele acha ter inventado tantas intervencoes cirurgicas alguma manifestacao espirituosa? Sera que ele pensa que medicina e talento cirurgico sao manifestacoes do espirito? Sera?
      Sera que ele esta sendo sincero? Isso seria uma boa pergunta a lhe indagar. O que voce acha? O que voce acha do Elder Nelson falar: “Eu creio que voces estejam preparados por isso” e entao proferir uma oracao em portugues. Para o que estariamos preparados?

      Miguel, essa dicotomia nao e incomum o que voce mencionou. O que voce diria a um homem que pegasse seu dinheiro emprestado e nao devolvesse, embora tivesse prometido sob juramento de Deus que o faria? Seria esse um homem “bom”?

      Nosso Profeta Jose Smith fez muito isso. Ele fez tanto isso que teve que fugir de Kirtland, Ohio, na encoita da noite pra fugir de seus credores. Voce diria que ele e um homem bom? Eu diria. Ele fez mau a algumas pessoas? Com certeza. Mas, ele eh um homem “bom”, voce nao diria?

      Da mesma forma, acredito que o Elder Nelson seja um homem “bom”; ele foi muito gentil comigo e com certeza ele eh gentil com sua familia e sua esposa nova, que eh mais jovem que seus proprios filhos.

  6. O que acho engraçado é que com frequência aparecem textos para colocar em dúvida o caráter de algum líder, mas porque essa mesma dúvida não é aplicada ao caráter de quem faz tai acusações? Em quem acreditar? Em Russel Nelson ou em Gustavo? Prefiro não tomar partido, já que a verdade sobre essa “história” difícil pode ser provada.

    • Muito obrigado por me por em mesmo nivel de credibilidade ao apostolo, Marcel.

      Nao estou colocando nada em duvida a respeito do Elder Russell Nelson. Nao estou falando nada sobre o carater do Elder Nelson alem de dizer que ele parece ser “bom”. Tambem afirmo que Elder Nelson participa de comportamento de chalatao. Isso denigra o carater dele? Eu nao acho. Ele com certeza eh uma pessoa boa que nao sabe o que faz com o poder que lhe foi dado.

      Agora, acreditar em minha “historia”? Centenas de jovens cariocas estavam presentes. Presidente Day ouviu o que o Elder Nelson falou pra mim e comentou sobre isso meses depois. Com certeza, muitos outros missionarios testemunharam a oracao do Elder Nelson no CTM.

      Minha pergunta, Marcel, eh que partes da minha narracao o senhor pensa estar em duvida e o que esclareceria essa duvida? Ou vamos esperar mais pessoas ler esse relato pra dizer que se lembram do episodio? Waiting game …

  7. Conheci o Elder Nelson quando eu era missionario e ele visitou a nossa missao. Foi organizada uma conferencia especial e ficamos todos encantados com ele. No final ele abriu um tempo pra perguntas. Um colega perguntou onde ele tinha servido sua missao. Ele enrolou e nao respondeu..a maioria nao se deu conta do lero-lero, mas depois ficamos sabendo que E. Nelson nunca serviu como missionario…pois eh..mais um! Ninguem, absolutamente ninguem que nao tenha servido como missionario por 2 anos sabe como o servico missionario realmente eh..pode imaginar, falar, discursar..mas nao conhece a realidade. Ele poderia ter falado que nao foi missionario. Dado o clima na reuniao ninguem o condenaria. Nao entendi porque nao falou abertamente.

    Uma das praticas mais deleterias que vemos na Igreja eh Autoridades Gerais serem tratadas como “pop star”. Nao convivo com nenhuma AG e por isso nao sei se os caras incentivam isso ou nao, mas acho detestavel. Respeito pela hierarquia no sacerdocio eh uma coisa, mas babacao de ovo eh outra muito diferente. E o que tem de puxa-sacos eh um negocio assustador. Se a lideranca local for formada por funcionarios da Igreja entao…da vontade de vomitar quando chega alguma AG…Os caras nao so lambem o sujeito, como tambem incentivam a pratica..parece aquelas reunioes de empresa, onde chegou um “chefao da matriz”..

    • Eh, infelizmente, concordo plenamente … essa cultura de adoracao aos lideres, eu acho muito perigosa, e esta escalando cada ano.

      Minha opiniao pessoal eh que nao se trata de ordens vinda de cima, mas sim de um movimento cultural que provem de lideres leigos que gostam de ser adorados eles mesmo. Acho isso uma pena; uma realidade que deve ser abordada.

  8. Gustavo Oliveira

    Quando comecei a ler seu texto e o fato na Conferência fiquei até surpreso e meio que senti bem ao ler um relato desses com uma autoridade geral mas, no final fiquei desapontado e digo comigo mesmo. É interessante como muitas vezes um relato espiritual de um apóstolo se torna tão mágico e muitas vezes podemos esquecer dos que temos no dia-a-dia com membros ou não. Na Missão mesmo já tive bons sentimentos com crianças da Igreja, com crianças filhas de pesquisadores e até pesquisadores mesmo. Duas famílias do Maranhão que pude ensinar não aceitaram o Evangelho por sua cidade não ter Igreja e não serem casados. De fato, pessoas sinceras e de bom coração que encontramos. Fiquei triste por isso. Também em reuniões batismais, lições etc pude sentir muito o Espírito.

    Esses dias uma garotinha neta de uma vizinha veio em minha casa e disse que queria me ver. Mostrei para ela o livro de gravuras e conversei um pouco com ela e pude sentir algo bom. Como esquecemos dessas coisas simples da vida e lembramos tanto a de um líder por seu cargo? Hoje pude refletir com isso e aprender que também temos experiências grandiosas das quais devemos guardar na mente e no coração.

    Abraços….

    • Com certeza! Memórias bonitas as suas. Que pena as duas famílias no Maranhão.

      Com certeza, me lembro muito mais dessa experiência de tradutor por causa do cargo que o presidente Nelson porta e do meu diário da época. Isso é natural, creio.

      Mas, com certeza no dia-a-dia é mais difícil extrair memórias pertinentes.

  9. O Elder Russel M. Nelson foi quem realizou a cerimônia de abertura da terra do templo de Curitiba, em 10 de março de 2005. Faz bastante tempo, mas lembro que ele fez uma oração ou outra coisa em português e depois todo mundo ficou estupefato comentando sobre o dom de línguas do apóstolo. Passa pela cabeça de poucos a possibilidade de se aprender uma língua diferente por conta própria. Com dois anos de estudo é possível fazer “milagres” em qualquer língua.

    • Obrigado, Jader. Eu quero muito compilar essas estorias do milagre do dom das linguas do presidente Nelson.
      Jader, a realidade eh que o Elder Nelson nao aprendeu ou sabe falar portugues. Ele memoriza coisas que se deve falar numa oracao ou testemunho. Se ele soubesse falar portugues, ou se o Espirito lhe desse o poder de falar portugues, ele daria o discurso inteiro em portugues, ou falaria com o povo em portugues.
      A diccao do Elder Nelson eh falha, quebrada, e misturado com espanhol. Ele memoriza algumas frases importantes para nos, mormons; coisas tipo um testemunho, ou oracao.
      A intencao, eu creio, eh exatamente o que voce escreveu ai. A intencao eh que o povo ache que seja milagroso e converse entre si como foi um milagre e uma manifestacao do Espirito.
      Na idade da Internet, isso deve ser exposto. Isso nao eh algo maligno ou raivoso da minha parte. Na minha opiniao, transparencia so melhora as coisas.
      1 .Caso seja verdade: Se o dom das linguas do Elder Nelson for algo real, entao vamos expor mais sua estoria para que o mundo saiba que o dom do Espirito Santo ainda se manifesta no dia de hoje e jorra as gracas de Deus ao homem que se ajoelha perante Deus!
      2. Caso seja falso, fingido, e calculado a enganar membros da igreja: entao vamos expor para que mais pessoas contem suas estorias de como Elder Nelson memorizou certa frases chaves pra que isso nao se repita e mais membros inocentes nao sejam enganados.

      • Gustavo,

        O que é o se deve fazer quando vemos um líder agindo de forma errada (caso 2 acima)? Divulgar publicamente procurando difamar e destruir o líder (aos olhos de muitos) e como consequência destruir a fé de muitos?
        Se é este o objetivo…
        Mas o que EU considero a coisa certa a fazer é notificar o líder do líder.
        No caso se eu estivesse no seu lugar com suas conficções a respeito do Elder Nelson, escreveria uma carta para o Presidente Packer, o presidente dele, e nunca que ficaria a divulgar essas coisas, sem direito a resposta por parte dele.

      • Gustavo como falei anteriormente ele tem conhecimento da língua consegue se virar falando português isso nao quer dizer que seja fluente, mas pelo que vejo e comum fazer e falar em português como ele fez na dedicação do templo de Curitiba na qual estava presente e ele de a leu em português

      • Oi Miguel.

        O Russell M. Nelson atualmente é o presidente do quórum dos Doze. Ele é o sucessor ao Thomas Monson. Não há ninguém acima dele a não ser o Thomas Monson.

        A sugestão de falar com o Thomas Monson, ou o falecido Boyd Packer, é meio ingênua. Como se os líderes ouvissem comentário de um membro.

        Para alcançar o ouvido de um deles, ou você tem que haver algum tipo de influência, ou muitas vozes juntas.

        Como sou pobre e não tenho influência alguma, vamos utilizar o mecanismo de vozes. Vozes Mórmons.

        Seria um prazer deixar o Elder Nelson responder. Na realidade, gostaria muito que ele responda. Contudo, não creio que o fará. Uma pena. Mas, o Presidente Nelson tem mais que o direito de responder. Por isso se chama fórum público, certo?

        Com relação a fé de membros: esse argumento é meio cínico, você não acha? Minha fé tem o fundamento na rocha do Senhor Jesus Cristo. O argumento que você faz é exatamente o que estamos argumentando aqui: a cultura de adoração aos líderes.

        Devemos por nossa fé em líderes, que são, muitas vezes, cheio de falhas? Ou deve nossa fé se estabelecer em Jesus Cristo e suas revelações?

        Difamar? Destruir? Não, essa não é minha meta. Minha meta é melhorar. Procuro melhorar um processo, uma cultura, para que nossa fé seja mais concentrada em Jesus e não no culto de adoração a líderes, que leva pessoas a pensarem que se os líderes são falhos, membros vão perder sua fé.

        Afinal, Mormon = “mais bom”, certo? Busco somente fazer coisas na igreja “mais bom”.

    • Que bom saber que o presidente Nelson está mais fluente em português. Ele deve ter melhorado bastante então desde 1990.

      • Engraçado que suas respostas e o próprio texto, você quer afirmar suas boas intenções sobre o assunto, contra partida é óbvio que seu texto e’ manipulador, não só o seu como de qualquer outro que se dirige contra a fé no Evangelho de Jesus Cristo. Elder Nelson nem vai perder realmente o tempo sagrado, precioso dele mesmo, como eu estou fazendo agora.

      • Muriel, eu acho que é exatamente disso que nós estamos falando aqui!

        Você emparelha fé em Jesus Cristo com fé em um apóstolo.

        Não tem nada de errado em falar que Moisés era assassino. Certo?
        Não tem nada de errado em falar que Pedro era vacilante. Certo?
        Não tem nada de errado em falar que Alma era sacerdote falso. Certo?
        Justo como não tem nada de errado em falar que Russell Marion Nelson é charlatão. Isso não quer dizer que ele não seja um apóstolo verdadeiro. Pelo contrário. Ele é um apóstolo de Jesus Cristo. Ele somente possui essa falha. É melhor que saibamos, para não ser enganados.

        Se você, Muriel tiver evidência contrária ao charlatanismo dele, por favor, compartilhe.

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