Joseph Smith: Jeová é Elohim

Mórmons acreditam que Jeová é o nome usado por Jesus Cristo em Sua existência pré-mortal.

Jesus Mórmon

O que disse Joseph Smith específicamente sobre isso? Vejamos, por exemplo, essa carta escrita pelo Profeta em 1842:

Vamos nos encolher no início? Não! Que a face de cada homem seja como o rosto de um leão; que seu peito seja tão inabalável quanto o poderoso carvalho, e seu joelho firme como o rebento da floresta: e pela voz e alto rugido do canhão; e os altos repiques de trovão de artilharia; e pela voz dos trovões do céu como sobre o Monte Sinai; e pela voz das hostes celestiais; e pela voz do Deus eterno; e pela voz do sangue inocente; e pela voz de inocência; e pela voz de tudo o que é sagrado e precioso para o homem, vamos invocar a justiça da nossa causa; confiando no braço de Jeová, o Elohim, que se assenta nos céus; que porventura Ele possa nos dar nossa vitória; e se sangrarmos, vamos sangrar por uma boa causa, na causa da inocência e verdade; e não haverá doravante uma coroa de glória para nós? (History of the Church 5:94; ênfase nossa)


Leia essa série de artigos sobre a evolução da crença na identidade de Jeová dentro da Trindade:

Joseph Smith chama Deus Elohim de Jeová

Jeová e Jesus Cristo são o mesmo ser?

Jeová, o Pai

El, Jeová e Elohim

9 comentários sobre “Joseph Smith: Jeová é Elohim

  1. Claro, Jeová é Elohim, dois dos vários nomes dados a Deus. Elohim, aliás, compõe-se das partículas El + o + him, que em hebraico antigo quer dizer “aquele que é”, significando o deus único dos judeus. Desculpe, mas não vi no texto que constitui o post qualquer referência a Jesus Cristo, e sim apenas a Elohim, de maneira que para mim permanece a interpretação tradicional ensinada pela Igreja, de que Elohim e Jesus constituem personalidades diferentes, e que ambos não se confundem com o Espírito Santo, esta, portanto, uma terceira entidade.

    • Friederick, é uma doutrina da moderna Igreja SUD a identificação de Jeová como o “Cristo pré-mortal”. Veja, por exemplo, esta publicação da Escola Dominical.

      Joseph Smith na citação acima refere-se ao Pai como sendo Jeová. Ele usa Jeová e Elohim como dois nomes/títulos do mesmo ser supremo.

      Elohim é, na verdade, um termo plural, significando literalmente “deuses”. Essa foi uma das descobertas mais marcantes de Joseph Smith em seu estudo do hebraico com Joshua Seixas.

      • Antônio Trevisan Teixeira,

        Li sobre estudiosos das Línguas: Hebraico e Aramaico mencionarem que o nome do Messias (Cristo) jamais poderia ser traduzido para ‘Jesus’. Sendo este de origem greco-latina e titulo pagão erroneamente traduzido. Sabe se em algum momento Joseph Smith mencionou algo em sua tradução da bíblia? Visto que no próprio Livro de Mórmon menciona este nome ‘Jesus’ para o Messias, mesmo antes dele nascer. Seria um tema importante para análise.

      • Não pode confundir o ´Titulo Elohin, que significa Deuses no plural, com Elohá (Deus no singular) com o nome do Pai Celestial. Em algumas passagens, o termo se refere ao Título (ou seja, Jesus agora é um Elohá (ou faz parte dos Elohin). Não há contradição nem num ponto, nem no outro. Quando as pessoas se referem a Deus, o Pai, usam o termo (de maneira errada) Elohin, mas de forma alguma esse é o único sentido do termo.

      • “Não pode confundir o ´Titulo Elohin, que significa Deuses no plural, com Elohá (Deus no singular) com o nome do Pai Celestial.”

        Desconhecia esse nome “Elohá”. Já li a grafia “Aheloim” para referir-se ao Deus uno incognoscível.
        Aheloim, seria o imanifestado. Já “Elohim” (os deuses), seriam manifestações divinas.

        Elohim é sinônimo de Demiurgo. Nesse sentido, Javé (ou Jeová) é um demiurgo, não o próprio Deus – o uno incognoscível e imanifestado.

        Nesse sentido, acho totalmente inapropriado chamar “Elohá” ou “Aheloim” de “Pai Celestial”.

  2. Caro irmão Trevisan, muito obrigado pelo contraponto! É sempre um prazer ler e argumentar com aqueles que buscam sabedoria, esta pelo conhecimento e este pela informação, num processo a que podemos dar o nome de pesquisa e cujos enriquecedores resultados se contrapõem ao senso comum, em nosso país geralmente expresso pela expressão “eu acho”. Embora saudando os resultados da sua pesquisa como uma tentativa objetiva de elucidar o problema colocado pelo post, devo notar que meus caminhos são, todavia, diferentes, e isto porque entendo que as coisas de Deus não podem ser esclarecidas apenas através da cultura cristã, que tem 2 mil anos, e muito menos pela cultura mórmon, com duração inferior a 200 anos. Assim, costumo recorrer às origens, no caso à cultura judaica, da qual eu próprio sou um produto remoto. E em consulta à Jewish Encyclopedia (que está disponível em inglês pela internet), é possível verificar que o nome Jeová é uma corruptela do topônimo Jehoshaphat, que em Israel é a denominação de um vale (traduzível como “inefável”, isto é que não se pode expressar com palavras) e cuja pronúncia ao longo do tempo evolveu para Josafá e este para Jeová. Segundo a publicação, Jeová é uma criação cristã, especialmente a partir do confessor do Papa Leão 10, Peter Galatin, em “De Arcanis Catolicae Veritatis”, datada de 1518 e atribuível como um dos nomes de Deus. Em nenhum momento a rigorosa e credenciada enciclopédia menciona Jeová como sendo um tratamento nominal a ser concedido a Jesus de Nazaré, razão pela qual acredito ser justificável o entendimento de que se trata de (mais) um equívoco da mormonidade, repassado aos fiéis de todo o mundo na forma de doutrina por uma autoridade geral estadunidense. De fato, o nome de Deus em hebraico antigo era Yhwh, impronunciável em português (simplificadamente, Adonai), mas que aparece desta forma nos originais nada menos que 6.823 vezes. Pois a partir das diversas traduções dos livros que compõem o Velho Testamento esse nome chegou aos intelectuais da corte do Rei Tiago, inglês, a quem se atribui a melhor versão moderna da Bíblia antiga, como Elohim. O uso de minha metodologia, portanto, indica que Jeová e Elohim são ambos nomes de Deus, este uma tradução mais fiel ao original judaico e aquele uma simples e imperfeita tradução cristã. A doutrina da Igreja Mórmon, ao dar a Jesus de Nazaré o nome Jeová, pode ter sido operada, como eu mencionei, por um equívoco, ou mesmo pela intenção de laborar uma novação sobre doutrina já existente na cristandade. É, de qualquer maneira, uma confusão que não ajuda a esclarecer dogmas e postulados assentes a milhares de anos, estando, no meu julgamento, sujeita no futuro a reparos como aquele já realizado sobre a doutrina da Descendência de Caim. Indicada, desta forma, àqueles que se curvam a verdades provisórias. Abraço.

  3. É interessante pensar que se Jeová era Jesus antes de encarnar conclui-se que suas aparições eram aparições de um espírito, sem diferença substancial da aparição de Samuel a Saul. Do mesmo modo, a aparição do próprio Moisés e de Elias, ambos mortos (espíritos) aparecendo a Jesus no Monte Tabor…

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