2016: Livro de Mórmon – Dia 3

2016 é o ano curricular do Livro de Mórmon para membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Imagem inspirada na descrição das Placas de Ouro por Joseph Smith

Estamos dedicando uma postagem diária durante o ano cobrindo todo o texto do Livro de Mórmon com comentários adicionais aos que os membros da Igreja SUD teriam em seus manuais curriculares correlacionados. Postagens passadas podem ser encontradas aqui.

O trecho de hoje é: 1 Néfi 1

Primeiro Livro de Néfi

Capítulo 1

Relato sobre Leí, sua mulher Saria e seus quatro filhos, que se chamavam (a começar pelo mais velho) Lamã, Lemuel, Sam e Néfi. O Senhor avisa Leí que saia da terra de Jerusalém, porque ele profetiza ao povo acerca de sua iniquidade e eles procuram tirar-lhe a vida. Ele viaja durante três dias através do deserto, com a sua família. Néfi toma os seus irmãos e volta à terra de Jerusalém, em busca do registro dos judeus. O relato dos seus sofrimentos. Tomam as filhas de Ismael para esposas. Tomam as suas famílias e vão para o deserto. Seus sofrimentos e aflições no deserto. Rota das suas viagens. Chegam às grandes águas. Rebelião dos irmãos contra Néfi. Ele confunde-os e constrói um barco. Dão ao lugar o nome de Abundância. Atravessam as grandes águas, indo para a terra da promissão, e assim por diante. Isto, segundo o relato de Néfi; ou, em outras palavras, eu, Néfi, escrevi este registro.

O primeiro capítulo do primeiro livro de Néfi é, na realidade, uma continuação na produção do Livro de Mórmon depois de Moroni 10.

Joseph Smith já havia produzido 116 páginas de material literário em 1828 com a ajuda escriturária de Martin Harris. Contudo, esse material lhe foi roubado pela esposa de Harris. Smith decidiu não reproduzir o texto furtado, continuando a narrativa a partir de onde havia sido interrompido em 1829. Após terminar com o último capítulo, a produção retorna a um novo início, e Smith inclui essa introdução para marcar o novo ponto inicial.

A introdução, dentro do contexto literário da narrativa em si, não faz nenhum sentido.  Néfi introduz-se bem, assim como aos outros personagens ao seu redor, durante a evolução da narrativa, como veremos. Porém, compreendendo a evolução da produção, e a quebra cronológica do trabalho de Smith (e seu novo escrivão, Oliver Cowdery) forçando-os a voltar quase 1.000 anos na narrativa e a recomeçar a estória novamente, faz com que essa introdução se encaixe perfeitamente.

O personagem do pai de Néfi se chama Lehi. Smith pronunciava seu nome Lirraí, e a primeira tradução para português mantinha a grafia original, apenas abrasileirando a pronúncia para Lérri. Lehi é um nome que aparece na Bíblia Hebraica, popularmente conhecida como o Velho Testamento. A tradução bíblica comum na língua portuguesa é Leí, fato refletido na segunda tradução de 1995 do Livro de Mórmon, que alterou tanto grafia como pronúncia para o presente, e bíblico, Leí.

Néfi, por sua parte, é um nome que também aparece na Bíblia Hebraica, porém numa porção que alguns denominam de “apócrifa” que não são publicadas em todas edições (mas eram na Bíblia que Smith usava).

Eu, Néfi, tendo nascido de bons pais, recebi, portanto, alguma instrução em todo o conhecimento de meu pai; e tendo passado muitas aflições no decurso de meus dias, fui, não obstante, altamente favorecido pelo Senhor em todos os meus dias; sim, havendo adquirido um grande conhecimento da bondade e dos mistérios de Deus, faço, por isso, um registro de meus feitos durante minha vida.

Néfi introduz-se situando-se dentro de um contexto familiar muito similar ao de Smith. Forte laços parentais, família fortemente religiosa, e uma veneração do pai pelo filho. Outros paralelos surgirão ao longo da narrativa.

Sim, faço um registro na língua de meu pai, que consiste no conhecimento dos judeus e na língua dos egípcios.

Não há nenhum registro de que dialetos egípcios fossem utilizados em Israel nesse, ou em qualquer outro, período.

E sei que o registro que faço é verdadeiro; e faço-o com minhas próprias mãos e faço-o de acordo com o meu conhecimento.

Entre acadêmicos da Antiguidade, especialmente acadêmicos bíblicos, essa é uma técnica comum entre falsificadores. No próprio Novo Testamento, em duas epístolas amplamente aceitas como falsificadas em nome de Paulo, lê-se afirmações supostamente escritas por Paulo atestando sua autoria.

Pois aconteceu no começo do primeiro ano do reinado de Zedequias, rei de Judá (tendo meu pai, Leí, morado todos os seus dias em Jerusalém); e apareceram muitos profetas, nesse mesmo ano, profetizando ao povo que todos deveriam arrepender-se ou a grande cidade de Jerusalém precisaria ser destruída.

O primeiro ano do reinado de Zedequias foi entre 598 ou 597 AEC após a invasão Babilônica, a captura de Jerusalém e a primeira deportação em massa de Judeus para a Babilônia. Zedequias foi pessoalmente entronado a mando do Rei da Babilônia Nabucodonosor II. Nessa primeira leva, praticamente toda a nobreza hebraica (incluindo quase todos os Judeus alfabetizados na região de Jerusalém) foram escravizados e deportados para a Mesopotâmia.

Ademais, de acordo com a narrativa posterior do Livro de Mórmon, esses fatos deveriam estar ocorrendo em 600 AEC, e não em 597.

Portanto, aconteceu que meu pai, Leí, enquanto seguia seu caminho, orou ao Senhor, sim, de todo o coração, em favor de seu povo.

Estabelecendo o tema do pai heróico, que influência a jornada religiosa do filho. Muito da mesma maneira como Smith enxergava seu pai, Joseph Smith, Sr.

E aconteceu que enquanto ele orava ao Senhor, apareceu uma coluna de fogo que permaneceu sobre uma rocha, diante dele; e foi muito o que ele viu e ouviu; e tremeu e estremeceu intensamente por causa das coisas que viu e ouviu.

Uma variante da narrativa bíblica de Moisés.

E aconteceu que ele retornou para sua casa em Jerusalém e jogou-se sobre a cama, dominado pelo Espírito e pelas coisas que vira.

Smith cresceu ouvindo seu pai narrar sonhos visionários.

E estando desta maneira dominado pelo Espírito, foi arrebatado em uma visão e viu os céus abertos e pensou ter visto Deus sentado em seu trono, rodeado por inumeráveis multidões de anjos, na atitude de cantar e louvar a seu Deus.

Linguagem Cristã em contexto hebraico, mais apropriada para o terceiro ou quarto século da Era Comum do que para 600 anos AEC.

E aconteceu que ele viu Um que descia do meio do céu; e viu que o seu resplendor era maior que o do sol ao meio-dia.

Tema explicitamente Cristão inteiramente anacronístico para Israel pré-exílico. Nessa época, Israel sequer era exclusivamente monoteísta.

E viu também doze outros que o seguiam; e seu brilho excedia ao das estrelas no firmamento.

Alusão aos Apóstolos Cristãos, reiterando a anacronia.

E eles desceram e andaram pela face da Terra; e o primeiro veio e colocou-se diante de meu pai; e deu-lhe um livro e ordenou-lhe que o lesse.

É interessante notar que a estrutura, e os temas, do sonho de Lehi se assemelham à estrutura e aos temas do sonho narrado no Apocalipse de João.

Tecnicamente, livros ainda não existiam nesse período. Pergaminho era o meio de produção literária disponível nessa época, enquanto livros surgiriam apenas no primeiro século AEC, tornando-se popular pouco mais de um século após a queda da República Romana.

E aconteceu que, enquanto lia, ele ficou cheio do Espírito do Senhor.

Seguindo a narrativa do sonho de João no Novo Testamento.

E ele leu, dizendo: Ai, ai de Jerusalém, pois vi tuas abominações! Sim, e meu pai leu muitas coisas concernentes a Jerusalém — que ela seria destruída, assim como seus habitantes; muitos morreriam pela espada e muitos seriam levados cativos para a Babilônia.

Exceto que isso já havia ocorrido (ver acima).

E aconteceu que depois de ter lido e visto muitas coisas grandes e maravilhosas, meu pai prorrompeu em exclamações ao Senhor, tais como: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-Poderoso! Alto nos céus está o teu trono; e teu poder e bondade e misericórdia estendem-se sobre todos os habitantes da Terra; e porque és misericordioso, não permitirás que pereçam aqueles que vierem a ti.

Citando agora diretamente do Apocalipse de João: “Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso.

E era desta maneira que meu pai falava, ao louvar ao seu Deus; pois sua alma regozijava-se e todo o seu coração estava cheio por causa das coisas que vira, sim, que o Senhor lhe havia mostrado.

 

E agora eu, Néfi, não faço um relato completo das coisas que meu pai escreveu, pois ele escreveu muitas coisas que viu em visões e em sonhos; e também escreveu muitas coisas que profetizou e disse a seus filhos, das quais não farei um relato completo.

É importante notar a quantidade de repetições e redundâncias que parecem excessivas para um autor que laboriosamente entalha letra por letra em chapas de ouro. Por exemplo,  “eu, Néfi”, quando “eu” apenas seria suficiente, já que Néfi foi determinado como autor na primeira pessoa acima. Ou “não faço um relato completo das coisas que meu pai escreveu, pois ele escreveu muitas coisas” e “também escreveu muitas coisas … das quais não farei um relato completo” repetido imediatamente depois. Tais repetições fazem mais sentido numa narração oral espontânea e anotada, do que numa produção literária planejada e entalhada em ouro.

Farei, porém, um relato dos meus feitos em meus dias. Eis que escrevo um resumo do registro de meu pai nas placas que fiz com minhas próprias mãos; então, depois de haver resumido o registro de meu pai, farei um relato de minha própria vida.

Explicando a ausência das 116 páginas roubadas em 1828 EC, mais de 2.400 anos após o período descrito nessa narrativa.

Portanto, quero que saibais que, depois de o Senhor ter mostrado a meu pai, Leí, tantas coisas maravilhosas, sim, referentes à destruição de Jerusalém, eis que este se dirigiu ao povo e começou a profetizar e a declarar as coisas que vira e ouvira.

A destruição de Jerusalém ocorreria após pouco mais de uma década de ocupação Babilônica e da primeira deportação em massa, estranhamente ignorados por Néfi e Lehi aqui. Ela veio como resultado direto de uma estúpida manobra política de Zedequias ao se aliar ao Faraó Egípcio contra o Rei Babilônico com o havia empossado alguns anos antes. O “povo” nada teve a ver, e nada poderia fazer, para alterar esse curso de eventos. Talvez se Lehi tivesse se dirigido a Zedequias, ao invés de “ao povo”…

E aconteceu que os judeus escarneceram dele pelas coisas que testificava a respeito deles; pois verdadeiramente testificava a respeito de suas iniquidades e abominações; e testificava que as coisas que vira e ouvira, e também as coisas que havia lido no livro manifestavam claramente a vinda de um Messias, e também a redenção do mundo.

A expressão “os judeus” como se fora uma referência ao proverbial “outro” é uma bizarra construção anacrônica. Seria o mesmo que se nós nos referíssemos aos nossos leitores como “os brasileiros”. Ela surge aqui como uma alusão à também anacrônica referência comum nos Evangelhos Cristãos, especialmente em João. Ela ocorro na Bíblia Hebraica, mas usualmente aludindo ao povo ou à nação.

Outro anacronismo importante aqui é o conceito do proverbial Messias. Nesse período, o termo Messias significava apenas o Rei dos Judeus, que nesse caso seria Zedequias. Ademais, o título Messias (i.e., o “ungido”) foi explicitamente atribuídos duas outras vezes pela Bíblia Hebraica: Ciro o Persa, e Zerobabel.

A expectativa religiosa de um futuro Messias, que seria um rei que redimiria Israel e seu povo, surgiu após o, e por causa do, exílio Babilônico.  O conceito Cristológico de Messias destinado a redimir toda humanidade espiritualmente (ao invés de secularmente) começou a se formar apenas depois (dependendo, décadas depois) da execução de Jesus de Nazaré.

Essa categorização acima é categoricamente Cristã e data de entre 700 ou 800 anos após os eventos narrados.

E quando ouviram estas coisas, os judeus iraram-se contra ele; sim, como haviam feito com os profetas antigos, a quem tinham expulsado e apedrejado e matado; e procuraram também tirar-lhe a vida. E eis, porém, que eu, Néfi, vos mostrarei que as ternas misericórdias do Senhor estão sobre todos aqueles que ele escolheu por causa de sua fé, para torná-los fortes com o poder de libertação.

Novamente com “os judeus“.


Leia o texto do Livro de Mórmon aqui em sua última versão em português publicada pela Igreja SUD.

Leia os nossos comentários adicionais do Livro de Mórmon aqui.

8 comentários sobre “2016: Livro de Mórmon – Dia 3

  1. Muito bom, ótima análise simplesmente desconheço uma contextualização e um estudo do livro de mórmon academicamente interessante em língua portuguesa. Isto valoriza a obra não somente como obra sacra canonizada, mas enfatiza sua importância histórica.

  2. Lembro que Joseph Smith, o profeta, pelo que entendo até agora, tinha que interpretar o que via nas pedras. Não acredito que lia exatamente o que escrevia. Certamente, Smith conhecia bem a biblia. Talvez explique muitas semelhanças com textos bíblicos. Ademais, o Livro de Mórmon passou por algumas revisões feitas pelo próprio Smith.

    • Marco Aurélio,

      Partilho da ideia de uma tradução mais livre e se valendo da própria inspiração (ou imaginação inspirada) de Joseph Smith, particularmente o anacronismo histórico (presente no livro inteiro, não somente no começo) não me incomoda, assim como as citações diretas da bíblia (que também são muitas) ou mesmo elementos culturais do século XIX, ou o fato de Joseph ser denominado autor ou tradutor.

      Essas coisas não descaracterizam sua mensagem sagrada, o profundo apelo que o mesmo faz para a alma humana de se aproximar de seu Deus.

      Para mim, se num futuro próximo a arqueologia contemporânea descobrir que o capitão Moroni era um “general vitoriano” ou “índio Apache” cujo as historias eram comuns na sociedade de Joseph Smith, isso não fara com que este livro, para mim, seja menos sagrado ou inspirador.

  3. Um documentário como esse, acrescenta muito no conhecimento do livro de mormon. Excelente Totalmente fora do vício cego dos irmãos que nao fazem uma leitura crítica do LM. Acho que um curso em que vc não pode opinar, deixa de ser conhecimento para se tornar doutrinação. Nas aulas da ED apenas prexisamoa dizer sim. Qualquer ponderação é interpretada como crítica ou apostasia. Somos vistos como longe do Espírito. Parabéns.

  4. Quando Nefi se refere “os Judeus” parece estranho, mas se lembrar que Nefi não escreveu as placas durante a viagem, mas depois, provavelmente enquanto já vivesse nas Américas, faria todo sentido ele dizer “aos judeus” pois seus leitores não serão os judeus. É o mesmo que o site dizer “aos brasileiros” quando está contando eventos aos amercianos que aconteceram com os brasileiros.

    Tbem o livro era um registro que deveria surgir aos remanescentes da casa de Israel, mas em nações gentias, portanto, quer Nefi se dirigisse para os habitantes das Américas, ou para nossos dias, ele sabia que quem iria ler as placas não seriam os Judeus que estavam vivendo em Jerusalém.

    Assim, discordo que seja uma construção bizarra, mas totalmente racional.

    • A questão, João, não é o uso do têrmo “os Judeus” em si, mas a identificação alienante dele.

      Néfi, como seus familiares, eram todos “Judeus”. Os Nefitas e os Lamanitas eram todos “Judeus”. O Livro de Mórmon foi escrito, primariamente, para “os Judeus”.

      Aqui, contudo, nós vemos Néfi delineando uma distinção clara entre “os Judeus” e os “outros” (supostamente os “fiéis”, ou crentes, ou seguidores de Deus, ou Cristãos, etc.). Não seria razoável para um Judeu desta época tomar essa atitude de separar os fiéis dos infiéis, chamando qualquer um dos dois grupos de “os Judeus”, simplesmente porque ambos grupos seriam compostos de Judeus.

      Aproveitando-me da sua analogia, você não vê brasileiros morando nos EUA e conversando com outros brasileiros e dizendo: “Eu fui pro Brasil passear no Carnaval e fui almoçar com os brasileiros”.

      Tome como medida de comparação um profeta que estava ativo em Jerusalém nesse mesmo período e a cujos escritos nós temos acesso. Jeremias usa o têrmo “os Judeus” repetidas vezes e nunca ele o usa para distinguir entre grupos de fiéis e infiéis, sendo o têrmo genérico o suficiente que possa quase ser intercambiável com “pessoas” ou “povo”.

      Se você buscar escritos hebraicos desse período, e mesmo por séculos depois, não encontrará exemplos de autores Judeus referindo-se a um grupo específico de Judeus e chamando-o de “os Judeus”.

      Quando se vê o uso de “os Judeus” como artefato linguístico alienante pela primeira vez? Após a destruição de Jerusalém pelos Romanos após a Primeira Guerra Judaico-Romana, pelos autores do Evangelhos Cristãos. Quando toda a força e a ira do Império Romano descendo sobre os Judeus, vemos Cristãos por todo o Mediterrâneo correndo e ansiosos para separar a nova Seita Cristã de todos os seus vínculos históricos, religiosos e filosóficos à fé e ao povo Hebreu, o que fora ferozmente combatido por décadas até então.

      Comparativamente falando, esse uso do têrmo aqui é, literária e historicamente, muito mais similar ao uso Cristão pós-70 CE do que a qualquer uso Hebraico na época da invasão babilônica. Possivelmente em toda história hebraica.

      • Porém, deve-se lembrar que Néfi foi um profeta que viu em visão muitas coisas, até o fim do mundo. Deve ter usado um simbolo cujo significado semântico tivesse uma melhor tradução na mente de Joseph fosse “os Judeus”.

        Néfi e seus familiares não eram da tribo e Manassés?
        Néfi não parece se identificar como sendo Judeu.

      • O argumento “viu o futuro e usou têrmos adequados para o futuro” só funcionaria racionalmente se o autor acertasse as suas previsões sobre o futuro, demonstrando realmente conhecê-lo o suficiente para informar sua composição. Néfi não apenas erra muito mais que acerta em suas previsões sobre o futuro, mas também erra grosseiramente sobre o “seu presente”. Nada no texto sugere que Néfi conhecesse o “futuro” além de 1829, e muito sugere que o que conhecia sobre o futuro até 1829 estava muito equivocado.

        No período em questão, a designação “Judeu” estaria mais alinhado com origem geográfica (i.e., Judéia) que com considerações tribais (que, nesta época, já era algo relegado à “antiguidade”).

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