A estudante Katie Marie Liechty realizou uma exposição de fotografias baseadas nos verbetes do livro Mormon Doctrine (Doutrina Mórmon) de Bruce R. McConkie. As obras em preto e branco, acompanhadas de citações correspondentes do livro, foram expostas este mês na Universidade Brigham Young (BYU), de propriedade da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Continuar lendo
Mulher
A Mãe de Jesus
João também menciona a mãe de Jesus na crucificação. Ele descreve as mulheres perto da cruz, mas há um problema de pontuação, e não há certeza sobre quantas mulheres havia. A primeira mencionada é a mãe de Jesus, mas ela não é nomeada. Isso porque talvez seu nome fosse bem conhecido, ou talvez haja algo a mais. João pode estar implicando a presença da Senhora. Os outros evangelhos não mencionam a Virgem Maria perto da cruz; como João, mencionam Maria Madalena, a outra Maria, e uma terceira mulher. João tem a misteriosa quarta mulher sem nome. Lemos que Jesus confia sua Mãe a João, e confia João à sua Mãe, o que pode simplesmente significar que Jesus esteja fazendo provisões para sua Mãe. Mas há outra possibilidade: que João se tornou o filho da Mãe celestial de Jesus, outro filho da Sabedoria, porque foi a João que Jesus revelou suas visões e ensinamento secreto.
Margaret Barker. Jesus The Nazorean: On the publication of King of the Jews. Temple Theology in John’s Gospel. Abril 2014. p. 05.
A autora Margaret Barker é metodista e conhecida pelos seus estudos bíblicos em “teologia do templo”, a qual procura traçar as origens da teologia cristã ao Primeiro Templo.
Amamentando na Sacramental
A ilustração abaixo foi publicada na revista Harper’s Weekly em 1871, retratando uma reunião no Tabernáculo de Salt Lake. Em um ambiente um tanto informal, o sacramento é administrado enquanto Brigham Young discursa, uma prática comum à época. A água é servida à congregação por homens adultos, através de jarros e cálices coletivos.
Do lado lado esquerdo da gravura, vemos duas mulheres amamentando seus bebês, com naturalidade, sem cobrir os seios. Ainda não haviam sido desenvolvidas as noções de “recato” em torno da amamentação que prevalecem hoje nas reuniões sacramentais mórmons, provavelmente incorporadas da cultura norte-americana. Continuar lendo
Uma SUD pode ser modelo?
Essa é uma questão que para muitos pode ser logo fácil de responder. Para grande parte dos brasileiros, obviamente será um “não” bem seco. Isso não é de se admirar, já que os mesmos muitas vezes idealizam o estado de Utah e sua capital Salt Lake City como uma cidade perfeita sem problemas. Obviamente é um estado normal quanto qualquer outro, com coisas boas e ruins. Muitos se questionam se lá há modelos, misses e líderes de torcida em jogos oficiais do Utah Jazz.
O manual Para o Vigor da Juventude, que fala sobre padrões para qualquer membro independente de idade, diz: Continuar lendo
Poligamia: Próxima Fronteira da Igualdade?
Um dos votos contrários à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Suprema Corte dos EUA, o juiz John Roberts afirmou que os mesmos argumentos em favor de tais uniões poderiam ser usados para legalizar a poligamia. De acordo com ele,
Se um casal de pessoas do mesmo sexo tem o direito constitucional de casar porque seus filhos de outra forma “sofreriam o estigma de saberem que suas família são de alguma forma inferiores”, por que o mesmo raciocínio não se aplicaria a uma família de três ou mais pessoas criando filhos?
Afirmações similares sobre a suposta caixa de Pandora que o casamento gay abrirá podem ser encontradas sem dificuldade na internet. O debate que nos parece relevante aos estudiosos do mormonismo, porém, é se há de fato a possibilidade de a poligamia vir a ser descriminalizada ou legalizada.
Nesta semana, motivados pela nova legislação sobre igualdade de casamento, uma família mórmon fundamentalista no estado de Montana solicitou uma certidão de casamento civil para o marido e a segunda esposa. Continuar lendo
Apoiadora da ordenação feminina perde recomendação do templo
Integrante da organização Ordain Women (Ordene as Mulheres, em tradução livre), Kristy Money recentemente teve sua recomendação para o templo confiscada. Segundo a psicóloga, seus líderes locais no estado americano da Georgia a haviam ameaçado com tal ação em março deste ano, caso não deixasse o Conselho Executivo do Ordain Women. A organização pede a ordenação de mulheres aos ofícios do sacerdócio na Igreja SUD. Em texto publicado no site da organização feminista, Kristy fala sobre sua decisão: Continuar lendo
Desafio de história mórmon: moça do crucifixo
Ordenanças do templo – parte 4
O Quórum dos Ungidos, a Investidura e as Segundas Unções
Em 04 de maio de 1842, 49 dias após seu ingresso na maçonaria, Joseph Smith introduziu uma nova cerimônia, que posteriormente passaria a ser chamada de “investidura”. Como já havia acontecido em Kirtland, o profeta mórmon não aguardou que o templo de Nauvoo estivesse pronto. Juntamente com seu irmão Hyrum, Joseph Smith administrou a investidura a um grupo de oito homens. Na casa de tijolos vermelhos em Nauvoo, Joseph e Hyrum Smith administraram a um grupo de oito homens a “ordem sagrada”. No dia seguinte, os dois irmãos receberam as mesmas cerimônias. Continuar lendo
As Mulheres de Utah
Com a chegada do Dia das Mulheres esta semana, retornamos às considerações de como as mulheres Mórmons são tratadas dentro da cultura e da religião SUD. É fato conhecido que o estado de Utah, nos EUA, é a terra dos Mórmons. Além de gozar de uma maioria populacional absoluta no estado (com 62% da população total), Mórmons gozam de absoluto controle político, sendo o atual governador de Utah Mórmon (além de todos os governadores, com apenas duas exceções, eleitos na história também Mórmons), todos os atuais Deputados Federais e Senadores Federais, e 80% dos Deputados Estaduais também todos Mórmons.
Com isto em mente, pode-se extrapolar como Mórmons enxergam e tratam suas mulheres através de uma análise de como o estado de Utah trata, legalmente, suas cidadãs.
Um curioso artigo no New York Post cita alguns estudos que, no mínimo, chamam a atenção:
Simplesmente Poliana – uma história de fé, amor e esperança
Muitos são os sentimentos de quem perde um ente querido. Alguns sentem remorso por não terem feito o que estava ao seu alcance. No meu caso, o maior desafio é saber que teremos que esperar mais do que gostaríamos para revê-la novamente. Se por um lado o sentimento de perda nos faz sentir vontade de trocar absolutamente TUDO pela vida de quem tanto amamos, por outro a esperança bem fundamentada e o apoio dos amigos nos dão força para atravessar nosso deserto pessoal.
Como Lidar Com a História da Igreja?
“As crianças começam por amar os pais, à medida que crescem tornam-se seus juízes, perdoam-lhes, às vezes”.
Oscar Wilde, em O Retrato de Dorian Gray.
Na semana anterior à VI Conferência Brasileira de Estudos Mórmons, soube que um dos temas abordados seria baseado em uma experiência que Suzana Nunes tivera há pouco tempo.
Conforme nos contou Suzana, uma moça que se preparava para servir em uma missão de tempo integral pediu-lhe que fizesse algumas perguntas sobre a Igreja. A moça, de antemão, mencionou querer perguntas difíceis para treinar sua retórica e testar seu conhecimento sobre o mormonismo.
Suzana então preparou dez perguntas, que podem ser transcritas mais ou menos assim:
- É verdade que Joseph Smith teve dezenas de esposas, muitas delas sem que Emma soubesse?
- É verdade que dentre as esposas plurais de Joseph havia moças de 14, 15 e 16 anos?
- É verdade que Joseph Smith foi maçom?
- É verdade que parte da cerimônia do templo foi inspirada na maçonaria?
- É verdade que Joseph olhava dentro de um chapéu para traduzir o Livro de Mórmon?
- Você já ouviu falar no Montain Meadows Massacre?
- É verdade que a Igreja ensinou que os negros são descendentes de Caim, vieram à Terra com uma maldição e não podiam entrar no templo?
- É verdade que a Igreja construiu um shopping de um valor superior a US$ 5 bilhões?
- É verdade que antigamente as mulheres faziam imposição de mãos?
- É verdade que Joseph Smith ensinou que a Lua é habitada?
A reação da moça que solicitou o teste deixou Suzana reflexiva, segundo esta nos contou dia 7, sábado. A futura missionária não somente desconhecia aquelas coisas, como automaticamente classificou tudo aquilo como mentira.
Ao entrar em contato com essa experiência, veio-me à mente a ideia de fazer as mesmas perguntas a dois rapazes que estão preparando os papéis do chamado missionário.
A resposta dada pelos rapazes foi a mesma da moça sabatinada pela Suzana, com a pequena diferença de que um deles colocou como verdadeira a pergunta sobre Joseph ter sido maçom, pois ouvira sobre isso de um amigo, em um acampamento da Igreja.
As perguntas foram direcionadas a jovens adolescentes, mas não creio que as respostas teriam sido muito diferentes se as mesmas perguntas fossem lançadas a pessoas mais velhas, com mais tempo e posição na igreja.
Neste artigo, quero levantar possíveis razões para o desconhecimento que mórmons têm de sua própria história, as questões culturais que concorrem para isso e propor caminhos para que as próximas gerações possam lidar de uma maneira mais saudável com os assuntos considerados espinhosos de sua tradição religiosa. Continuar lendo
Assédio Sexual na Missão

Buscando o Espírito, pintura de Greg Olsen.
Missionárias d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias vivem uma rotina dura de trabalho e vários desafios nos seus esforços de proselitismo. Uma dificuldade que pode passar despercebida por ser pouco comentada é o assédio sexual. Continuar lendo
Imposição de mãos (femininas)
Mulheres sud não são mais vistas administrando bênçãos de conforto e saúde por imposição de mãos. A prática incentivada por Joseph Smith e levada para as Montanhas Rochosas pelas mulheres mórmons, foi defendida e promovida pela Sociedade de Socorro no final do século XIX, sobrevivendo com respaldo oficial a primeira metade do século XX.
Para Joseph Smith, mulheres poderiam impor as mãos sobre qualquer doente, homem ou mulher. Para aqueles que criticaram a prática, afirmou que havia tanto pecado na imposição de mãos por mulheres quanto em umedecer o rosto de um doente. Presidida por Emma Smith, a Sociedade de Socorro estabelecida em 1842, em Nauvoo, abraçou com devoção a prática. Continuar lendo
Kate Kelly apelará à Primeira Presidência
Feminista excomungada por defender ordenação de mulheres ao sacerdócio apelará à liderança máxima da Igreja sud
Líderes sud no estado americano da Virgínia negaram o apelo feito por Kate Kelly para rever sua excomunhão, realizada por um bispado em junho deste ano. Seu ex-presidente de estaca, em carta do último dia 30 de outubro, afirma que a ativista poderá recorrer à Primeira Presidência, explicando o que houver considerado injusto no processo de excomunhão.
Kelly afirmou não estar surpresa com a decisão, uma vez que o presidente de estaca foi quem teria iniciado o processo de excomunhão. Ela declarou que irá apelar à Primeira Presidência da Igreja e que seu processo disciplinar machucou “milhares de mulheres”.
Negra, mórmon e republicana
Republicanos terão primeira congressista negra de sua história
Mia Love, 38 anos, foi eleita ao Congresso norte-americano na última terça-feira. Filha de imigrantes haitianos, Mia Love nasceu em Nova York e viveu em Connecticut, onde conheceu o mormonismo e seu futuro marido. Após seu casamento mudou-se para Utah. Mia Love foi prefeita da cidade de Saratoga Springs naquele estado.
Os republicanos têm péssimo desempenho eleitoral entre a população negra dos EUA. “Eu sou uma espécie de pesadelo para o Partido Democrata”, afirma Love a respeito de sua origem e seus ideais conservadores.
Love também é a primeira pessoa de origem haitiana a chegar ao Congresso.








