Mãe Celestial redescoberta?

Mãe e criança, pintura de Gustav Klimt (1862-1918)

A existência de uma divindade feminina, esposa de Deus o Pai, é um dos ensinamentos mais distintos do mormonismo. Quase transformado em tabu em décadas recentes, o tema hoje parece receber pouco mais que tímidas alusões no cotidiano da Igreja sud. Sequer a palavra “Mãe” é geralmente mencionada em textos oficiais, mas apenas subentendida nas alusões a “pais celestais”, como no documento A Família: Proclamação ao Mundo e no livro Princípios do Evangelho. O hino Ó Meu Pai, escrito em 1845 por Eliza R. Snow, esposa plural de Joseph Smith,  permanece para a grande maioria dos membros como a afirmação mais acessível de tal doutrina:

Eliza R. Snow (1804-1887)

Pelo espirito Celeste

Chamar-te pai eu aprendi

E a doce luz do evangelho
Deu-me vida, paz em ti.
Há somente um Pai Celeste?

Não, pois temos mãe também
Essa verdade tão sublime
Nós recebemos do além!

A quantidade relativamente grande de referências à Mãe Celestial em discursos e escritos de líderes da Igreja no final do séc. XIX e início do séc. XX contrasta com a percepção contemporânea do tema na Igreja e a posição marginal que ocupa. Em décadas mais recentes, esse ocaso é atribuído por alguns às leituras feministas do tema entre intelectuais mórmons norte-americanos nas décadas de 80 e 90, incluindo alguns dos seis autores excomungados em 1993, como Margareth Toscano.

Gordon B. Hinckley (1910-2008)

Em 1991, o presidente Gordon B. Hinckley, então primeiro conselheiro na Primeira Presidência, havia enfatizado que não era apropriado orar à Mãe Celestial. Naquele contexto incerto e doloroso, é muito provável que as mensagens foram recebidas pelos membros em geral como se significassem que o tema em si – Mãe Celestial – era inadequado ou mesmo um  motivo potencial de excomunhão. Preocupações desse tipo podem ter sido ainda maiores para os membros sud fora dos EUA, ao receberem tais afirmações fora de contexto. Mas essas percepções talvez possam estar mudando.

Na última edição da BYU Studies, periódico oficial da Brigham Young University, mantida pela Igreja sud, David L. Paulsen and Martin Pulido tentam apresentar uma síntese dos ensinamentos de líderes da Igreja sobre a existência e papéis da Mãe Celestial ao longo da história mórmon. Em A Mother There’: a survey of historical teachings about Mother in Heaven, os dois autores prestam um grande trabalho à compreensão do tema ao mostrarem para o público sud atual o fato mais óbvio mas não menos crucial: de que não se trata de um tema proibido e o silêncio que prevalece hoje não encontra paralelo na história da Igreja. De acordo com Paulsen, uma das motivações para escrever o artigo foi justamente “minha perplexidade quando recentemente comecei a ouvir com  frequência cada vez maior pessoas falando sobre a necessidade de um ‘silêncio sagrado’ com respeito à Mãe Celestial”.

A pesquisa em si, financiada pela BYU e publicada no seu periódico, revela que há hoje uma abertura no debate doutrinário mórmon para reenfatizar a posição da Mãe Celestial em nossa teologia. Resta saber se o debate iniciado num periódico acadêmico terá reflexos no discurso da Igreja. Além disso, de que forma a doutrina será devidamente “encaixada” no quadro maior. A posição da mulher em relação ao sacerdócio, por exemplo, é um dos assuntos que podem vir à tona, relacionados ao tema da Mãe Celestial, o que aparentemente não desperta as melhores atitudes na maioria dos membros da Igreja sud.

O que você pensa sobre isso?

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119 comentários sobre “Mãe Celestial redescoberta?

  1. Olha sinto que não estamos nem preparados para Fé e Arrependimento. Então porque tocar neste assunto que é sim sagrado, se não fosse, teriamos ele exposto na Biblia Sagrada e no Livro de Mórmon.
    Deixemos este assunto, para quando nosso Profeta Vivo, o expor publicamente ou esperemos o grande dia de estarmos novamente na presença dos nossos Pais.

    • Fernando,

      acho que posso entender a lógica do seu comentário e reconheço que essa parece ser a posição de muitos suds em relação ao assunto. Gostaria de colocar algumas perguntas para nosso debate e observações que expressam minha opinião.

      A afirmação de que a Mãe Celestial não está presente na Bíblia pode ser questionada, tanto pela ótica dos ensinamentos de Brigham Young sobre Adão e Eva, incorporados à investidura do templo, quanto pelas modernas descobertas dos estudos bíblicos sobre Asherah como sendo originalmente a esposa de Yahweh.

      Já que mencionei acima o templo e suas ordenanças, poderíamos fazer o seguinte paralelo: é no templo que acontecem as cerimônias mais sagradas da nossa religião, no entanto o assunto “templo” não é deixado de lado, nem censurado, nem tido como especulação. Há fotos do templo por todo o lugar, fala-se muito sobre ir ao templo, etc.. Se a natureza sagrada do templo tivesse como resultado uma necessidade de silêncio, não falaríamos sobre ele na Igreja com tanta frequência como acontece. E templo vai muito, muito além de fé e arrependimento – não se trata sequer do leite do evangelho.

      Mas se indíviduos que não se consideram preparados para viver os primeiros princípios do evangelho estão indo ao templo e levando outros com eles, não deveríamos fazê-los entrar nele e serem expostos aos seus ensinamentos e ordenanças. Concorda? Mas e quaqlees que estiverem preparados e necessitarem daqueles ensinamentos e ordenanças? Devem ser barrados?

      Os assuntos mais sagrados merecem nossa atenção e reflexão. Do contrário, como compreendê-los?

      As citações reunidas no artigo referido da BYU mostram que essa ideia de que um silêncio é necessário sobre a Mãe Celestial não foi sempre o caso. O relativo silêncio que se tem é historicamente recente. Ou seja, muito já foi exposto publicamente. Por que deveria ser ignorado?

      Levando a ideia de um silêncio necessário ao limite do absurdo, não deveríamos falar de Cristo, nem do Espírito Santo, nem do Pai Celestial. Ou, num plano mais prático, o que acontece quando crianças não recebem instrução sobre sexualidade? Não é a sexualidade sagrada? (E como entender sua natureza sagrada sem entender que temos Pai e Mãe que nos geraram? Não é esse um dos pontos de A Família: Declaração ao Mundo?)

      Abraços!

      • Olá pessoal, conheço muitas doutrinas da Igreja e posso falar abertamente a respeito de nossa Mãe Celestial. Uma vez uma Autoridade Geral falou o seguinte: Nossa Mãe Celeste é tão especial que o próprio Heloim ( Deus), preferi não menciona-la justamente por causa de muitas idolatrias que viriam sobre ela tais quais acontecem hoje a repeito da mãe de Cristo na carne, imaginem como seria com a própria esposa de Deus? Não ha nenhuma necessidade de tal revelação nesses dias mais saibam que ela exite e é muito sagrada para se expor. Aconteceu o mesmo com Cristo que tambem na carne foi casado durante sua vida terrena mas onde mostra tais afirmações? Mas ele foi sim casado e com muito respeito a ela ele nao relata sobre isso. Abraços a todos e espero ter ajudado.

      • leiam a biblia fiquem com a santa palavra de deus essa doutrina de mae celestial e uma blasfemia contra deus e jesus cristo a biblia diz que deus e epirito nao humano como nos

      • Um dia amigo, veremos! se nós mormons não estivermos certos, vcs estarão. O que não podemos e dar carne as criancinhas..

      • Eu acredito não somente na mãe como nas mães, nas milhares esposas do todo poderoso, no avô e nos tataravôs celestiais mas não é adequado ultrapassarmos os limites das esferas deles. Existe uma mãe, no mínimo pra cada raça que vive aqui na Terra. “sicut in caelo, et in terra”…

      • Voces estao cegos nao sigam Joseph Smith sigam a Biblia Parem de ensinar essas blasfemias contra Nosso Pai Celestial

      • Marcelo, desculpe mas você tem conhecimento sobre a doutrina mormom?
        acredito que essa página seja mais reservada a discussão aos seguidores da religião.
        não é certo querer impor ou aconselhar os mormons com tuas crenças aqui!
        se quiser conhecer mais sobre a doltrina veja.
        um site aberto para quem não é membro!
        abraços

      • agora já sei porque uma irmã em seu testemunho disse: “eu sei que josé esmite é o padroeiro desta igreja ” para com isso, ninguém segue Joseph Smith aqui!

      • Antonio, se este assunto começasse a ser esclarecido, quantas pessoas permaneceriam na Igreja?
        Tem membros da minha ala, que são antigos, e que já disseram que “se alguém mandar eu tirar esta imagem da Nossa Senhora de minha casa, eu saio da Igreja”.
        Nosso povo é cheio de tabus, dogmas, crendices….
        Por isso Jesus Cristo disse aos Apóstolos, para encerrar as doutrinas profundas que ensinou na Última Ceia, que “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.”
        João 16:12
        Sabemos que, para justificar o celibato dos padres, a Igreja da Idade Média suprimiu todas as alusões de “esposa de Deus” e de “casamento de Jesus” existentes nas escrituras. Este assunto tornou-se um tabu tão grande que creio ser reversível daqui a algumas décadas apenas.
        Já é difícil o povo crer que pode existir outras escrituras além da Bíblia, quem dirá então uma “Mãe Celestial”…

      • Com certeza Antônio! Reflito sobre todo silêncio na igreja em torno do tema , Mãe Celestial. Nao creio na ideia de “sagrado” porque outros temas considerado sagrado é falado abertamente, tal como pontuaste. Impossível não pensar nela porque homens não podem gerar filhos não é, ou podem? Creio que há outra filosofias e doutrinas introjetadas nesta questao, mas que são propositadamente ocultadas.

    • Fernando, o fato é que isto não é algo “profundo” que não pode ser entendido agora, como você faz parecer, tanto é que isto sempre foi ensinado na igreja em tempos passados. Em hinos, discursos etc. mas hoje a igreja parece fugir de certos assuntos, e ai fica a pergunta: Não era verdade? ou esta tentando nao se chocar com os resto do cristianismo? As verdades tem sim que ser ensinada e esclarecidas meu caro. Se temos uma mãe celestial, se Deus tem uma ou mais esposas e esta gerando filhos etc etc. e etc. Tem um monte de coisa que a igreja ja ensinou e afirmou e hoje foge do assunto. è verdade não?

  2. Bom, eu não conheço muito sobre este tema, nem nunca pesquisei-o em discursos e materiais da Igreja. Mas creio que quando estivermos preparados, receberemos mais informações sobre nossa Mãe Celestial diretamente do profeta.

    Afinal, Deus revela ao homem “linha sobre linha, preceito sobre preceito” de acordo com sua diligência e preparação. Talvez este assunto seja muita “carne” para a maioria dos membros, por isso não foi muito falado. Acho que debater sobre este ou qualquer outro assunto em que o profeta e os apóstolos não tenham dado nenhuma “posição oficial” seria mera especulação.

    Mas é claro, como disse anteriormente, nunca pesquisei sobre este assunto, portanto peço desculpas se os profetas e apóstolos do passado já deram mais detalhes sobre isto…

  3. Eu queria saber mais sobre a Mãe Celestial e acho estranho que muitos membros da igreja digam que não é necessário saber. Como mulher eu acho que é muito importante saber mais e não saber menos sobre ela.

    • No livro de Gênesis, quando O Pai celestial, cria Eva, há uma comentário feito por alguém que diz o seguinte:”…Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.”. Cabe pensar quem fez este comentário, foi moisés, pois ele escreveu o pentateuco… Cabe lembrar que existe uma advertência em Apocalipse sobre acrescentar ou tirar coisas sagradas da Bíblia e as consequências deste ato. Mesmo que Moisés jamais tenha tido qualquer contato com com o livro de João, o Amado,era um profeta de Deus, e eu não acredito que Moisés correria este risco desnecessariamente, assim, creio EU, que o comentário tenha sido feito por Adão. Dessa forma, sobre qual mãe ele estaria falando, sendo que ele não tinha uma mãe terrestre? Somente poderia ser a mãe celestial.

      • Com certeza amigo, seu pensamento pode estar certo, pois antes deles “caírem” eles viviam numa extensão da pré existência mortal, Adão,Eva, os Filhos da Alva e Lúcifer que só se tornou Satanás depois da modificação física da Terra, todos eles habitavam ali. Por isso penso que Adão estaria se referindo sim a sua Mãe Celestial, pois de acordo com a Família Proclamação ao Mundo, a pessoa mais adequada para Deus dizer “Façamos o homem a nossa imagem e nossa semelhança…” é pedindo opinião a sua companheira e não propriamente a seu filho Jesus. Já que macho e fêmea os criou.

      • ” …creio EU, que o comentário tenha sido feito por Adão.”

        Jesus em Mateus 19 deixa claro que foi Deus quem o disse:

        “Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez,
        E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
        Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”
        Mateus 19:4-6

  4. Na realidade existem mais de 600 citações sobre a mãe celestial feitas por autoridades gerais ou líderes, mas o que existe também hoje em dia é pouca acessibilidade à eles, um exemplo clássico é o fato de Joseph Smith ter usado uma pedra vidente dentro de um chapéu para traduzir o Livro de Mórmon, mas a grande maioria de membros desconhece isso. Quando se toca no assunto, se quiser saber mais é só pesquisar. Creio que temos uma cultura de aceitar muito facilmente qualquer coisa que nos é ensinada, sem pesquisar muito a fundo, por certo nos depararíamos com muitas surpresas interessantes.

    • nao importa se existam ate mil citaçoes temos que ficar com a biblia e nao com o que joseph smith e seus sucessores ensinaram ou ensinam isso e uma blasfemia essa falsa doutrina da mae celestial a Biblia so ensina sobre nosso Pai celestial nosso Salvador Jesus Cristo e o Espirito Santo

      • Caro irmão, tenho visto alguns de seus comentários e sempre falando das escrituras. Antes de condenar a crença e dooutrina da Igreja de Jesus Cristo, procure saber sobre elas, pratique o que a Bíblia fala e depois venha descutir sobre algo. Ficar falando a mesma coisa em todos os comentários é chato de se ler. Procure conteuúdo e volte a discutir. Bom dia.

      • Olá irmão Marcelo
        Primeiramente acredita em Nosso Pai Celestial, em seu Filho Jesus Cristo e no Espírito Santo, distintamente? Todos aqui acreditamos que são unos em propósito, mas são três personagens distintos.
        Caso o irmão queira aprender a respeito do plano de redenção de Nosso Salvador Jesus Cristo e sobre o plano proposto por Lúcifer, sugerimos que solicite a visita e palestras de nossos missionários. E lembre se de ler na biblia o que Jesus Cristo disse: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.”
        João 16:12

  5. Eu tenho a seguinte opinião:
    Como já foi revelado a existência da Mãe Celestial aos homens não acho que devemos ser privados de conhecermos mais sobre ela e sua função.
    Mas também entendo que por se tratar de doutrina profunda não deve ser um tema a ser debatido em conferências ou em reuniões dominicais, por exemplo.
    Acho que o correto seria que nos Templos aprendêssemos sobre isso e outras coisas mais profundas, pois se a pesssoa está apta a entrar no templo então está apta a receber também tesouros de sabedoria lá.

  6. Acretido que não haja importância alguma o estudo sobre este assunto em nada ira nos ajudar a compreender o evangelho, ou o plano de salvação, diferente de saber que existe uma mãe celeste de resto nada tem importância.

  7. Acredito que todo conhecimento é útil, afinal, “a glória de Deus é inteligência”. Penso que deveríamos saber mais sobre nossa mãe celestial, sim. Estudando sobre o assunto no pouco material que temos acesso no Brasil, vi um artigo que dizia que esse assunto era restrito não por ser tabu, ou doutrina profunda, afinal, isso não existe. o Senhor disse que os ‘mistérios’ podem ser revelados aos que buscam. A razão colocada por líderes, é que não temos ainda uma maturidade suficiente para tal conhecimento. Profanamos o nome do Salvador e de Nosso Pai Celeste, a fim de se evitar tal erro em relação à nossa Mãe, esta fica protegida. Desculpa não citar autores, mas não me lembro, faz um bom tempo. ainda assim, sei que se buscarmos, encontraremos. Temos que buscar conhecimento pessoal através do estudo diligente e da oração e jejum. O Pai dos céus nos responderá, se assim o desejarmos.

  8. “modernas descobertas dos estudos bíblicos sobre Asherah como sendo originalmente a esposa de Yahweh”

    Interessante… você poderia colocar os links para os artigos que falam do assunto? Procurei no Maxwell Institute e não encontrei…

  9. Dei uma olhada nos artigos dos dois últimos links, mas não estou disposto a acreditar que essas duas análises sejam bem fundamentadas ou esclarecedoras, parecem somente especulativas… principalmente a da Ana Luisa Alves Cordeiro.

    Encontrei um artigo chamado “Does God Have a Wife?” na FARMS Review. Nessa análise do livro “Did God Have a Wife? Archaeology and Folk Religion in Ancient Israel,” Alyson Skabelund Von Feldt chega a uma conclusão mais direcionada sobre o assunto:

    “So I ask again, can we conclude from all this evidence—Dever’s archaeology, Barker’s wisdom theology, and now the Book of Mormon tree of life imagery—that the Latter-day Saint doctrine of a Mother in Heaven is a restoration of the ancient Israelite belief in the Goddess Asherah/Wisdom?

    I regretfully suggest that no, it is not. Though the Book of Mormon prophets seem to allude to Asherah, we have very little modern revelation by which to substantiate and flesh out this belief. We may not yet connect the dots between the Asherah of ancient Israel, the tree of life image in the Book of Mormon, and the very limited (though potent) modern-day prophetic teachings about a Heavenly Mother.”

    O artigo todo é bem interessante e as ligações feitas por ele para chegar a essa conclusão são bem esclarecedoras para o ponto de vista que interessa aos membros da Igreja SUD; levando em conta o que li nos outros dois artigos, fico inclinado ao mesmo ponto de vista dele…

    “Only a handful of LDS thinkers have taken a scholarly approach to the study of the divine feminine. I must observe that it has been men in the main—recently Daniel Peterson, Kevin Barney, Kevin Christensen49—who have successfully turned to the scriptures and other ancient texts to discern what information can be found there and to set their insights in a context that is compatible with LDS theology and practice. Others have been more likely to mourn the lack of scriptural teachings about the goddess. I myself have been guilty of such fretting. My impression is that the church membership in general assumes that there is little if any fruit in the scriptures on this topic, and they prefer to avoid baseless speculation.

    Not until the last four decades did archaeology produce evidence that Israel venerated a goddess. Perhaps that is as Heavenly Father has wanted it to be; his judgment may have been that the world was not yet ready. However, we cannot escape the possibility that any dearth of doctrine may be our own fault as individuals. It is telling that a non-LDS Methodist preacher, a woman, was the first to reconstruct an ancient theology of Wisdom that is at home in the LDS milieu. I have come to believe that the scriptures—ancient and modern—and noncanonical ancient religious texts are bursting with evidence of the goddess, some of it quite direct, but we have been oblivious to it. Archaeology is yielding its treasures as well. Dever believes that we are on the precipice of an “archaeological ‘revolution’ in the study of ancient Israelite religion, one that will render all previous histories obsolete” (p. 62). This revolution will certainly not render the Book of Mormon obsolete. As I hope I have shown here, it may well strengthen its truth claims.

    We cannot find certain truth through a study of texts and archaeology alone, but we can be sure that new revelation is more likely to be forthcoming when we have made good use of the knowledge that is already available.”

    😉

    • Obrigado por essa referência, Anderson.

      Ainda parece cedo para ver como estudiosos sud vão lidar com essas questões relacionados ao passado israelita.

      Talvez seja mais saudável que a Igreja sud redescubra a doutrina sobre a Mãe celestial voltando para sua própria história.

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