Texto por Robert Kirby
A coluna de hoje é um teste. Um teste curto, ainda. Consiste de apenas uma pergunta. Você está pronto?
Eis a pergunta: Todas as outras coisas na sua vida permanecendo iguais, você se divorciaria de seu cônjuge se ele ou ela parasse de (ou começasse a) acreditar em Deus? Vamos supor que ele ou ela ainda ame você, ainda estivesse empregado(a), não batesse nas crianças e fosse respeitoso(a) das suas crenças. Vamos supor, também, que isso não envolvesse nenhuma prática maluca como esposas extras, sacrifícios animais, mudar-se para um coletivo ou assassinar os infiéis.
Nada mudou além do fato/crença que ele(a) não mais poderá acompanhá-lo(a) ao reino celestial, estar com você em Cristo ou permanecer com você no racionalismo sem deus.
Supondo que você seja um ateu e está casado com a mulher dos seus sonhos. Certo dia, do nada, ela chega em casa com a triste notícia de que aceitou Jesus. Ela começa a frequentar a igreja. Ela ora.
Em todos os outros sentidos, ela ainda é a mulher dos seus sonhos. Só que, agora, vocês não creem nas mesmas coisas. Você suspeita que ela perdeu a razão. Ela se preocupa que você vai para o inferno.
Divórcio? Uma vida longa de resmungação rabugenta? Ou vocês tentam contornar as diferenças?
Muitos casamentos fracassam por causa de mudanças em crenças compartilhadas. Se você acha que isso não é verdade, então você talvez não esteja prestando atenção. Pode estar acontecendo agora nesse instante sem que você sequer se dê conta.
Todo mundo muda. Às vezes estas mudanças são enormes. Às vezes elas são pequenas. E às vezes elas são tão sutis que a pessoa que está mudando sequer se dá conta até que ela esteja completa.
A verdade é que ninguém acaba casado com a mesma pessoa que levou para o altar tantos anos antes. Ainda bem. Eu me casei com 22 anos. Tonto do jeito que sou hoje, era muito pior antes.
Mas não estamos falando de mudanças em gostos musicais, ou hobbies, ou mesmo de partidos políticos. Uma crença religiosa compartilhada — intensa, nenhuma, indiferente — é uma das fundações de um relacionamento compatível. Você não imagina que fará diferença, até que isso mude.
Vamos supor que você é a pessoa que mude. Um dia você está sentado na reunião do Sacerdócio e de repente todas as suas suspeitas suprimidas por anos se consolidam em total descrença. Você conta isso para sua esposa. Ela em lágrimas lamenta a sua morte espiritual, mas promete visitá-lo no Reino Terrestrial.
Mas aí vem o problema: Ela não abandona você ou a Igreja. E agora? Você vai focar na diferença ou nas coisas que você ama nela? Você ainda tentará ser digno do amor dela em todos os outros aspectos?
Muitas pessoas nessa situação sequer tentam. Ela resmunga pra você sobre a Igreja. Você tira sarro das crenças dela. Até que religião não é mais o problema principal. É apenas o campo de batalha onde vocês brigam por todas as outras coisas.
No final das contas, seu cônjuge não é a pessoa com quem você tinha imaginado ter se casado. Mas se você está disposto(a) a abandonar esta pessoa, por quem jurou amor eterno, por causa de uma mudança em crenças pessoais, então nem você é.
Vocês não acaba se divorciando por causa da religião. Mais provavelmente, vocês se divorciam porque um ou ambos não conseguem mais distinguir a diferença entre controle e amor.
Texto Original por Robert Kirby publicado pelo The Salt Lake Tribune. Reproduzido com permissão. Seu livro mais recente ‘Sopa de Kirby para a Alma (Coleção de Humor Mórmon)’ encontra-se disponível em formato eletrônico.

Sim, é possível! Quando comecei o namoro com minha esposa, eu era SUD e ela Protestante, hoje, casados a alguns anos, eu sou Ateu e ela Deísta! O casal se esforçando para que haja dentre várias virtudes no relacionamento, o respeito, o bom humor e a compaixão… O amor prospera.
Citação de John Taylor, sobre casamento e família.
“…[O] sistema [de casamento] com apenas uma esposa não apenas degenera a família humana, tanto fisicamente como intelectualmente, mas é inteiramente incompatível com noções filosóficas de imortalidade; é uma isca para tentação, e comprovadamente sempre foi uma maldição para os povos. Portanto, eu vejo a sabedoria de Deus em não tolerar qualquer sistema semelhante entre os dignos [da glória] celestial que serão reis e rainhas em Deus para sempre.”
Lendo este texto entendo que mesmo que o nosso cônjuge perca a fé, não podemos nos separar dele, ao invés disso podemos tentar ajudá-lo a resgatar sua fé. penso que quando casamos dentro da doutrina mórmon devemos seguir no casamento até o fim, principalmente se os dois forem selados no templo, isso é uma coisa muito séria. A nossa fé pode ser comparada a uma brasa que deve ser mantida a cada dia, mesmo enfraquecendo e parecendo morta, ela permanece acesa lá no fundo e só precisamos de ajuda, nesse caso do Pai e de nosso companheiro(a) que não deve desistir de estar ao nosso lado numa adversidade como essa e sim apoiar e orar pra que nossa fé volte.