Novo Apóstolo Brasileiro?

Há 5 dias, nós publicamos um artigo sobre as três vagas no Quórum dos Doze Apóstolos que devem ser preenchidas amanhã.

Vários dos nossos leitores responderam com a esperança que o Cláudio Costa fosse chamado para uma das vagas.

Claudio Costa

A questão é que ele realmente pode ter uma chance boa de ser chamado.

Eis porquê:

Três fatores na seleção de novos Apóstolos parecem favorecer a candidatura de Cláudio Costa.

Em primeiro lugar, Costa tem a idade apropriada.

Dentre os Apóstolos vivos (excetuando-se, aqui, o Profeta), 73% tinha entre 57 e 67 anos de idade quando foram induzidos ao Quórum dos Doze. Contudo, na última década e, coincidentemente, dentre os últimos três Apóstolos chamados, 100% tinham entre 57 e 67 anos de idade. Estatisticamente, os líderes atuais, especialmente sob a liderança de Thomas Monson, favorecem Apóstolos idosos já na “terceira idade”. Costa tem 66 anos atualmente.

O fato inegável dessa preferência pela terceira idade pode ser justificado pela tendência natural dessa fase de vida. Idosos tendem a ser mais conservadores e moderados que jovens ou mesmo adultos em meia-idade, exibindo maior resistência a mudanças e maior propensão a manutenção e defesa do status quo.

Ademais, com relação a idade, Costa ainda tem a vantagem de poder servir de símbolo de diversidade étnica e internacional sem ameaçar ocupar o ofício de Presidente da Igreja com um não-Americano (sendo mais velho que o David Bednar, que obviamente foi escolhido para eventualmente ocupar a Presidência).

Em segundo lugar, Costa tem uma carreira eclesiástica apropriada.

Dentre os Apóstolos vivos (excetuando-se, aqui, o Profeta), 90% subiu pela hierarquia eclesiástica progressivamente, servindo em chamados religiosos ou trabalhando em carreiras no Sistema Educacional da Igreja (SEI). Costa não apenas fez carreira profissional no SEI, como evoluiu gradativamente galgando a escada da carreira eclesiástica: Conselheiro de Bispo, Bispo, Presidência de Estaca, Presidente de Missão, Representante Regional (antigo Setenta Autoridade de Área), Segundo Quórum dos Setenta (Autoridade Geral com mandato de 5 anos), e Primeiro Quórum dos Setenta (com mandato até os 70 anos de idade).

O fato inegável dessa preferência pelo cursus honorum e pelo carreirismo eclesiástico  pode ser justificado pela possibilidade que tal currículo de vida favorece a promoção de homens que demonstram dedicação ímpar à instituição acima de quaisquer outras considerações. Havendo dedicado décadas e décadas (nesse caso, 4 a 6 décadas) de uma vida pessoal à uma instituição, qualquer indivíduo é estimulado a uma devoção fanática à ela, assegurando a supressão de dissonâncias cognitivas e despersonalizando ambições ou interesses idiossincráticas não-institucionais ao longo do tempo.

Novamente, carreiristas tendem a ser mais conservadores e moderados que líderes eclesiásticos com outros interesses ou devoções pessoais ou profissionais, especialmente aqueles que não herdaram suas posições na Igreja como herança familiar e tiveram que provar sua lealdade institucional por décadas, exibindo assim ainda maior resistência a mudanças e maior propensão a manutenção e defesa do status quo.

Em terceiro lugar, Costa exibe um conservadorismo inquestionável.

O fato inegável da preferência por homens que, por natureza de suas idades e suas carreiras institucionais, tendem a ser mais conservadores e reacionais, sugere que essas são características desejáveis, se não pré-requisitas, para o chamado de Apóstolo no século XXI. Considerando isso, Costa já provou seus credenciais clara e inequivocamente. Dado a oportunidade para discursar em Conferência Geral, Costa não perdeu tempo para demonstrar sua lealdade e devoção à instituição, exultando o princípio de obediência cega e inquestionável aos líderes, especialmente ao Profeta, da Igreja.

Em 2003 e 2004, eu frequentei a mesma Ala que o Cláudio Costa. Assistíamos as mesmas aulas de Escola Dominical toda semana, e frequentemente, as mesmas aulas de Sacerdócio. Ele não era o tipo de pessoa que tentava controlar ou monopolizar a atenção ou o tempo das aulas, mas quando expressava suas opiniões, elas invariavelmente demonstravam essa propensão ao conservadorismo e à lealdade cega e invariável à Igreja institucionalmente. Uma anedota pessoal entre nós dois ilustra isso comicamente.

Eu nunca frequentava as reuniões dominicais de terno, apesar de morarmos numa cidade onde o clima perene é sereno. Camisa, gravata, e calça social sport, coberto por uma jaqueta de couro nos dias mais frios. Em várias ocasiões, durante aulas do Sacerdócio, Costa havia feito comentários indiretos sobre vestuário dominical apropriado para “portadores do Sacerdócio”, mas nada que me movesse ou me incomodasse. Certo Domingo, após as reuniões, enquanto eu conversava no corredor com sua simpática esposa, Costa me puxou de lado e me perguntou o meu tamanho de roupa. Percebendo o meu olhar curioso e, francamente surpreso, Costa me informou que ele tinha dois ternos novos que não lhe serviam mais e que ele achava que me serviriam bem. Eu lhe respondi com agradecimentos pela gentileza, mas informando-lhe que não precisava de mais ternos naquele momento e que talvez outra pessoa menos abastada os apreciariam mais. Costa, então, insistiu dizendo que pessoalmente gostaria me-los dar e se eu não os, ao menos, provaria. Concordei, e no Domingo seguinte ele me presenteou com 2 ternos de excelente qualidade e em excelente estado. Os ternos me serviram bem, apesar dele ser menor e mais “encorpado” que eu, e eu lhe agradeci a gentileza e levei os ternos pra casa.

Existe uma regra eclesiástica de vestuário para portadores do Sacerdócio. Ela deve ser obedecida sem ser questionada, seguida sem ser contestada ou violada. Contrariá-la ou não aderir a ela fielmente, por mais inconsequente que possa parecer, é uma questão de relevância e importância suprema. Costa foi gentil e generoso, sem dúvida, mas a lição de moral não poderia ter sido menos óbvia.

Considerando o perfil histórico recente dos Apóstolos, Costa parece ser um bom candidato.


ATUALIZAÇÃO #1 (04/10/15): Não chamaram um Apóstolo brasileiro.

ATUALIZAÇÃO #2 (04/10/15): Já há resumos e impressões de sessões da 185a Conferência Geral Semi-anual no ar. Confira aqui

47 comentários sobre “Novo Apóstolo Brasileiro?

  1. Claudio Manoel Costa não tem nível intelectual para ser apóstolo.Ele não possui curso superior.Ele nunca administrou nada de grande organização ou em termos profissionais, uma empresa de porte ou em termos de profissional liberal uma vida repleta de palestras em lugares sofisticados.Ele não é da elite intelectual nem dentro nem fora da Igreja.Ele não é querido por algumas pessoas que trabalharam com ele.Eu já dei aulas na mesma ala que a família dele frequentava quando o mesmo era da Presidência da Área Brasil Norte ( hoje fechada) e eu digo que ele nunca foi querido por todos que estavam ao redor dele.Por questão de educação não revelarei aqui os conflitos existentes que o mesmo teve e sua esposa também com alguns membros da Estaca.Ele fala inglês e espanhol muito bem, é conservador,é 100% envolvido na Igreja, é elegante,100% honesto.Acredito que essas características não são as únicas.Há muitos até melhores do que muitos membros que estão nos !@ e nunca foram chamados.Corre um rumor aqui de que o Presidente Costa disse o Presidente Hinckley o considerou capacitado para ser dos 12. Rumores.Em termos de qualidade da obra que ele realiza, já conheci melhores em todos os sentidos.
    Um apóstolo brasileiro em nada vai alterar a situação da Igreja no Brasil.O escritório de SLC é quem manda.A história do terno é real.Lembro que o Presidente Costa aqui em Recife implicou com um presidente de Estaca porque o mesmo frequentava a reunião de Sumo-Conselho da Estaca e visitava as alas sem terno, e o que aconteceu?O Presidente da Estaca foi desobrigado.Espero que nenhum brasileiro seja chamado para os 12.

    • Gostaria de saber mais da vida acadêmica dele mas, se vc já disse que ele não tem curso superior tá ok então!

      Surpresa com sua lição de moral vindo dele Marcello, realmente espero que nenhum brazuca seja chamado mas acho que está digamos “em tempo”.

    • Magnolia, vc diz “nao sou mais dessa igreja”, porem nao consegue deixar a igreja! Acho que vc eh mais SUD do que muitos por ai! Uma SUD revoltada sem causa, porem SUD!

      • Deixei ela dá mesma forma que conheci, estou aqui porque ainda gosto de me informar através de gente inteligente como os donos desse site, diferente da maioria dos mórmons ignorantes e analfabetos que vemos por aí mas, por hora não quero citar o nome de deles mas, eles costumam postar muito por aqui viu!

  2. Rosano, é interessante nos lembrar de algo. Quem chama os Apóstolos, apesar de nossas especulações é nosso Senhor Jesus Cristo.
    Cristo chamou pescadores, sem nenhum ter uma carreira profissional, pois poderia ter chamado os Sacerdotes do Templo, ou ate mesmo os rabis, mas não, ele procurou no mar da Galileia.

    Cristo, com isso, prova, que os menores serão exaltados, como Ele mesmo disse.
    Acredito que o Elder Costa tem todas as atribuições para ser um novo Apóstolos, como acredito que o Elder Ulisses Soares, também tenha, como muitos outros.

    Não ficaria surpreso se os dois, ou um dos dois, ou nenhum deles fossem chamados.

    Está é uma Igreja de revelação, revelação viva através de um Profeta que fala com Deus e com Cristo pessoalmente, mas desejar que um homem não seja apóstolo e se Jesus Cristo chamá-lo para servir, você não iria apoiá-lo, ou teria este pré-conceito que de certa forma (e respeito sua opinião e não estou criticando) acima? (PRÉ-CONCEITO…Não se ofenda, mas um conceito, julgando).

    Então estou comentando isso para lembrar, como já disse no inicio, que quem chama não é o Pres. Monson, ou qualquer homem, mas o Salvador.
    Como Presidente Nelson disse ao Desertnews: É uma questão entre o Senhor e seu Profeta.

    Então confie no Senhor irmão, de todo o coração, que Ele sabe quem chamar.

    • Bruno, o “chamado” de “pescadores” para “Apóstolos” fora um dispositivo literário que perfeitamente ilustrava a narrativa do Evangelho de Marcos. Quando os autores de Mateus e Lucas incorporaram os personagens em suas narrativas, descaracterizaram o sentido figurativo. Por isso essa confusão que você está perpetuando.

      Não obstante, você tem razão que o chamado Apostólico no primeiro século EC ocorria dentro de um contexto carismático. Infelizmente, o processo SUD atual é tudo menos carismático, havendo se tornado mais burocrático e institucional há mais de um século.

      É lógico que o Russell Nelson diria uma coisa dessas para consumo público. Faz parte da construção mitológica que incentiva o culto aos líderes. Não é uma tática incomum em instituições fortemente hierarquizadas, centralizadoras e verticalizadas. O que Nelson espertamente omite dessa descrição são as muitas, muitas ocasiões de lobbying para certos nomes para o Quórum dos Doze dos quais temos documentados. Os casos dos quais ele participou, infelizmente, só teremos nos registros destrinchados por historiadores futuros, tamanha a secretividade da liderança SUD. Mas isso não é um desenvolvimento novo. História Mórmon vem sido escrita assim há pelos menos 150 anos.

      • Marcello

        Eu não sei se eu entendi bem as suas afirmações “…o “chamado” de “pescadores” para “Apóstolos” fora um dispositivo literário que perfeitamente ilustrava a narrativa do Evangelho de Marcos. Quando os autores de Mateus e Lucas incorporaram os personagens em suas narrativas, descaracterizaram o sentido figurativo…”

        Você está dizendo que primeiramente foi o autor do Livro de Marcos que incluiu o chamado de pescadores para serem apóstolos, mas apenas em um sentido figurado para embelezar ou deixar o texto mais poético?

        E que depois os autores dos outros Livros copiaram a ideia e descaracterizaram o sentido figurado?

        É isso? Entendí corretamente?

        Poderia me dizer no que você se baseia para fazer essas afirmações?

      • Desculpe-me. Eu poderia ter escrito de forma mais clara e elaborada.

        O Evangelho de Marcos foi a primeira “biografia” de Jesus a ser escrita. Quando nós, modernos, pensamos em biografia, imaginamos uma obra literária baseada em pesquisas historiográficas de evidências documentárias reconstruindo os eventos e as circunstâncias de vida do sujeito em questão. Biografias, na Antiguidade, eram tratados literários cujas narrativas eram romanceadas com mensagens específicas ou lições de morais bem delineados. Alguns poucos autores se davam o trabalho de avaliar as raras peças evidenciais documentadas, alguns outros coletavam os contos e as lendas orais comuns e populares em suas respectivas épocas, e a maioria construía suas narrativas criativamente. Os Evangelhos, como os conhecemos hoje, não eram documentos únicos e inovadores como muitos imaginam, mas pertencem a uma classe literária razoavelmente comum para a época e a região. “Evangelhos” escritos sobre o Otaviano e Júlio César (incluindo, entre outras coisas, relatos de profecias pré-natais, concepções milagrosas e partos virgens) são apenas alguns exemplos da popularidade dessa classe literária.

        O autor de Marcos construiu sua narrativa ao redor de alguns conceitos facilmente identificáveis para a sua audiência. (É importante lembrar que os Evangelhos não foram escritos para serem lidos, posto que a vasta maioria das pessoas na Antiguidade era analfabeta. Os Evangelhos deveriam ser lidos, ou mesmo narrados e atuados, para uma audiência — nesse caso, uma audiência de Cristãos dentro da comunidade específica ao autor de Marcos) Os discípulos do Evangelho de Marcos serviam de proxy para a audiência. Descrevê-los como pescadores pobres e simples, vindo da periferia da sociedade, ao invés de abastados, influentes, educados e letrados, vindo do núcleo da sociedade cria a percepção de conexão e empatia entre os personagens e os ouvintes. A grande metáfora, que é artisticamente construída como uma grande ironia, é que os Apóstolos são descritos como incompetentes e descrentes, constantemente falhando em demonstrar fé ou compreensão sobre Cristo e Sua missão, enquanto os ouvintes perfeitamente os compreendem e crêem. Habilmente, o autor de Marcos coloca o ouvinte diretamente na narrativa ao estabelecer os Apóstolos como seus proxy, ao mesmo tempo que os elogia por sua fé — e os estimula a cultivá-la — e discernimento.

        Nós sabemos que a audiência-alvo do Evangelho de Marcos era uma comunidade ameaçada por descrença e desespero. Alusões à iminente destruição do Segundo Templo sugerem que essa comunidade encontrava-se numa encruzilhada filosófica, sofrendo para harmonizar seus sofrimentos infligidos por invasores Romanos, seus medos e apreensão sobre o futuro imediato e as profecias apocalípticas que tardavam em se cumprir. Numa inversão literária, o autor de Marcos contrasta as muitas falhas na fé dos Apóstolos com incentivo à fé nos ouvintes, considerando que aqueles nunca conseguiram compreender a missão de Cristo até depois da Ressurreição, com estes que perfeitamente compreendem e, portanto, deveriam perfeitamente crer.

        Os autores de Mateus e Lucas basearam as estruturas narrativas de suas biografias no texto de Marcos. Nós sabemos disso porque eles simplesmente copiaram, palavra por palavra, a grande maioria do texto de Marcos. Contudo, ambos incluiram elementos que expressava as crenças e as dúvidas de suas próprias comunidades e suas audiências-alvo. O tema do “mistério de Cristo” que encontramos no Evangelho de Marcos é inteiramente abandonado por outros temas idiossincráticos, e consequentemente as descrições das personalidades dos Apóstolos muda de acordo. Não obstante, vários elementos — provavelmente aqueles não considerados essenciais ou detrimentais para o estabelecimento de seus próprios temas — são mantidos pelo simples ato do plágio. Entre os elementos copiados sem alteração está a identidade de pescadores de alguns dos Apóstolos.

        Você me perguntou no que “[m]e basei[o] para fazer essas afirmações”? Em séculos de estudos bíblicos e historiográficos e na obra cumulativa de centenas de acadêmicos e historiadores. Ainda há muitos detalhes ainda abertos para discussão (e.g., Lucas também depende de Mateus além de Marcos? João depende de Lucas ou de Marcos ou de ambos?), mas esses que eu lhe escrevi acima são quase universalmente aceitos como evidentes e historiograficamente estabelecidos.

        É inteiramente possível que eu não tenha sido claro dessa vez, também. Caso não tenha sido, perguntas específicas e pontuais me ajudariam a entender onde preciso elaborar melhor.

      • Não creio que os chamados da Igreja sejam revelados por D’us, para mim, esta foi uma das melhores estratégias SUD para que os membros chamados à servir não digam “não”, pois estariam dizendo “não” para o Criador!
        É claro para mim que para chamados “remunerados” na Igreja, leva-se em consideração a condição econômica e social do indivíduo, enquanto que para os chamados sem “ajuda de custo”, não existe essa exigência.
        Em alguns casos, o fato do indivíduo ter uma “carreira” eclesiástica ajuda e muito para determinados chamados.
        Enfim, sabemos que os não remunerados dedicam muitas horas de suas vidas aos chamados, sem o conforto, status e ajuda de custo que os chamados remunerados.

    • Bruno, se vc prestar atenção aos últimos chamados para os 12, vc verá que todos eles possuem carreira no mundo administrativo.Todos possuem excelência no mundo do business.O presidente Costa não possui nenhuma carreira administrativa fora da Igreja que o qualifique para o chamado.Quem muda o perfil do chamado para os 12 é a própria Igreja de acordo com as suas necessidades.Notou que o grupo de hoje não é doutrinador?Notou que o grupo de hoje é mais envolvido em não pronunciar do púlpito aquelas doutrinas que tanta confusão causou à Igreja?Notou que não há analfabetos, homens apenas com o high school?Por quê?Não há na Igreja analfabetos dignos?Não há pobres dignos de serem dos 12?Por que Deus não chama os pobres e aqueles apenas com high school se os mesmos são a maioria dos membros da Igreja?
      Em relação ao chamado, o profeta não ora procurando um nome.Ele recebe uma lista vinda dos 12.Três nomes são enviados pelos 12 e daqueles 3 nomes, o profeta escolhe um.No caso atual, o profeta recebeu 9 nomes para escolher 3.É o profeta quem ora ao Senhor depois de receber dos 12 os nomes.Ele não ora pedindo ao Senhor o nome, okay?
      Em nenhum momento eu neguei revelação, em nenhum momento eu denegri a imagem do Presidente Costa.Eu sei que ele é digno, 100 por cento honesto e muito conservador em relação as coisas do Senhor.
      Quando o Presidente Kimbal foi chamado como profeta, sabe o que disse o Presidente Mcconkie?Que o presidente Kimball era o menos qualificado para ser o profeta.Ser menos qualificado não significa não ser digno nem tão pouco não ser um vaso escolhido pelo Senhor.Não há pré-conceito em minhas palavras.
      Eu não sei qual é a sua profissão.Mas diariamente temos que fazer escolhas e o profeta como qualquer ser humano também faz.Em minha profissão eu tenho que fazer escolhas e que critério terei que usar quando tenho que escolher entre uma pessoa digna versus outra pessoa digna?
      Pensa sobre isso….

      • De fato essa falta de experiência administrativa é desvatagem para o Costa. Eu me pergunto também até que ponto um histórico de divórcio não pesa contra ele. Seja como for, não parece haver nenhuma intenção de internacionalizar o Quórum dos Doze.

    • Obrigado Marcello, não conhecia estes fatos que você explanou e achei interessante.
      Desde que me tornei inativo e deixei de acreditar na IJCSUD eu tenho pesquisado e aprendido um pouco mais sobre religião e sobre o Cristianismo.
      Quando eu falo em “pesquisar” , na verdade estou me referindo ao fato de que usualmente leio sobre o assunto em sites na internet ( sites brasileiros e estrangeiros). Nunca fiz nenhum estudo realmente aprofundado sobre o assunto.
      Me batizei bem novo e estudei muito as escrituras sob o ponto de vista da Igreja ( seminário, instituto, escola dominical). Quando me afastei, senti-me livre para ler materiais de fontes diversas, e levei um choque.
      Sempre tinha pensado que o Livro de Marcos tinha sido escrito por Marcos, que o Livro de Lucas tinha sido escrito por Lucas, etc, todos os livros, é claro, escritos sob inspiração do Espírito Santo no século I da era Cristã. Quando descobri que a autoria e a data são motivos de controvérsias, levei um choque.
      Levei um choque quando soube que não existem provas que Jesus Cristo tenha de fato existido, e que existem relatos sobre vários Messias. Levei um choque quando lí argumentos de que os Hebreu eram politeístas, etc
      À medida que ia lendo, minha visão sobre as “sagradas escrituras” ia mudando. De certa forma a sua explicação acabou por mudar um pouco a minha ideia sobre o Novo Testamento.
      Apesar de tudo, acho que existia um resquício em minha mente de que as escrituras tinham um sentido mais universal. Na época em que era ativo, eu acreditava que as escrituras eram um registro escrito da comunicação de Deus com os seus filhos aqui na Terra, e que portanto essa comunicação tinha sido escrita para todos os homens independentemente das época, do local onde vivem e da cultura a que pertencem.
      Se os evangelhos são muito mais um exercício criativo dos autores do que propriamente a narração de fatos que realmente aconteceram, então me parece que isto é um quebra-cabeças.
      Se o chamado de pescadores como apóstolos teve como objetivo “criar a percepção de conexão e empatia entre os personagens e os ouvintes”, então os demais “fatos” e personagens descritos no evangelho também podem ter sido incluídos na narrativa para atender objetivos específicos.
      O que me deixou um pouco curioso é saber qual parte do Evangelho é real, qual parte é fruto da criatividade do autor e qual parte se refere à coleta de ” contos e lendas orais comuns e populares em suas respectivas épocas”.
      Não tenho nenhuma pergunta para lhe fazer no momento. Mas frequentemente estou acessando este site, e , caso você (ou os demais que colaboram para o Vozes Mormons) venha a escrever mais sobre este assunto ( ou assunto correlatos), estarei acompanhando.

      • Oi Luiz, sugiro a leitura de duas obras: Operação Cavalo de Troia, autor: J.J. Benitez; O Livro de Urântia. Talvez te ajudem a compreender melhor a obra de nosso Pai Celestial, ou criar uma “doce e desafiante” confusão. Um abraço.

  3. Só não podemos esquecer que, independente de quem for, esses já foram escolhidos antes de vir a esse mundo.
    É um jogo de cartas marcadas.
    Não são os apostólos quem escolhem, mas sim Deus.

    • Moroni, você pode até acreditar que Deus escolhe, etc., mas os números estatísticos e os relatos históricos demonstram que há muita consideração política, pessoal, e administrativa no processo.

      As suas “cartas marcadas” são conjecturas metafísicas e especulativas. Dados históricos e estatísticos são dados concretos e não podem ser ignorados.

      • Marcello, em um artigo publicado na página do “Salt Lake Tribune” [1] a jornalista Peggy Fletcher Stack disse:

        “Os historiadores notaram que apóstolos atuais geralmente são convidados a escrever três nomes em um pedaço de papel. Com ou sem discussão aberta, uma votação secreta é realizada, e os resultados são computados e, em seguida, encaminhados para o presidente da igreja. O presidente, por vezes, aceita essas recomendações e às vezes não.”

        Levando em conta a citação acima, você conhece alguma pesquisa no âmbito acadêmico que debruça sobre este processo de indicação de um novo apóstolo?

        [1] Disponível aqui.

      • De fato, eu acredito na doutrina da preordenação, pois, acredito em Deus e que Ele governa Sua Igreja e assim Ele determinou que seria feito.

        Também é fato que a preordenação transcende nossa dimensão, pois há a intervenção de Deus no processo, onde aí cabe o termo metafísica que você citou, pois há a relação do ser divino com sua criatura.

        E pela limitação do homem em não conseguir verificar a dimensão e a maneira que Deus atua, que neste caso é através da revelação, a tal prática não merece crédito, por ele próprio ser limitado e não conseguir descobrir como ocorre.

        Assim, o que você chama de conjectura e especulação são certezas que tenho por meio da fé.

        O autor da epístola aos hebreus diz “ora a FÉ é a CERTEZA daquilo que esperamos e a PROVA, daquilo que não vemos.

        Assim, a fé é mais do que um desejo positivo ou uma paixão abstrata por uma divindade, mas sim a certeza e a prova das coisas que não vemos.

        Mas de que vale uma prova que não pode ser exposta, compartilhada ou testada em laboratório? Que seja de existência percebida apenas pelo individuo que a possui.

        A prova existe e ela foi colocada, metafisicamente, ali no “coração”daquele que crê.

        De certo que no nosso mundo os dados concretos tem mais valor do que o intangível, mas isso não torna o intangível menos verdadeiro do que o restante das coisas.

        Leve isso em consideração antes de achar que não existe revelação e que a escolha não passa de um acordo entre homens.

      • As suas “certeza[s]” que você tem “por meio da fé” são exatamente um perfeito de exemplo da definição de “conjectura e especulação”.

        Fé religiosa só serve de “certeza” e “prova” para o indivíduo e não tem nenhum valor epistêmico para qualquer outra pessoa, comunidade ou instituição. As crenças dela oriundas são apenas “verdadeir[as]” para aquele indivíduo especificamente e para ninguém mais. A prova — concreta, racional, objetiva — disso para você é a miríade de Mórmons que possuem “fé” e “certeza” e “prova” em crenças “verdadeiras” que não são compartilhadas por outros Mórmons, inclusive entre Apóstolos e Profetas.

        O que eu levo em consideração é que “fé” e “certeza” não tem lugar em discurso racional ou pensamento lógico e crítico pelo óbvio fato de serem desprovidos de corroboração factual, racional, ou lógica. Isso não significa que não se possa ter “fé” — embora “certeza” deva ser evitada a todos os custos por ser a raíz filosófica para ignorância e intolerância — dentro de um contexto metafísico pessoal e introspectivo. Apenas significa que não é uma ferramenta epistêmica útil ou relevante.

        Sendo assim, se “existe revelação” ou não é uma proposição irrelevante. Se houver, como você crê, não existe quaisquer evidências de que haja. Se houvesse evidências, o fenômeno deixaria a categoria da metafísica para a de fenômenos naturais, tornando-se passível de escrutínio racional. Mas não há. Portanto, qualquer avaliação racional, lógica, ou factual dos processos eclesiásticos deve, por definição, ignorar a “conjectura e especulação” (infundada por fatos, apoiada apenas pela crença subjetiva da fé) de que “existe revelação” e avaliar os fenômenos naturais.

        Uma última consideração: O argumento de que o homem é “incapaz de compreender” o metafísico sempre me pareceu uma tautologia ridícula e infantil. Além de ser um argumento circular (“Não posso compreender, por isso não compreendo; Não tento compreender porque não posso compreender”) e, portanto, ilógico, ele me parece profundamente desonesto por ser proposto justamente por aqueles que afirmam poder compreender (“O homem é incapaz de compreender o metafísico, por isso você não consegue; Eu consigo compreender, então eu consigo compreender, e você deve acreditar que eu consigo compreender”). Eu acho mais honesto e mais íntegro aceitar que crença e fé são instintos irracionais e não factuais (“Eu acredito, sei que não tenho motivos ou razão, simplesmente acredito porque acredito”). A minha suspeita é que esse tipo de argumentação é importante para aliviar a dissonância cognitiva daqueles que percebem a fragilidade racional e lógica de suas crenças.

      • Não estou postulando que a fé seja aceita como elemento de prova para a comunidade científica, pois esta já tem estabelecido o que é aceito como prova, pelo contrário, faço uma reflexão da fé como sendo um tipo de prova que existe, e é real, mas que não é aceita, justamente por não se enquadrar no conceito científico de prova.
        Entendo que você está avaliando o nome dos novos apóstolos dentro de uma perspectiva exclusivamente material e fornecendo uma conclusão probabilística baseada nos limitados dados que você possui. Inclusive considero muito interessante os seus levantamentos, sendo que fui um dos que primeiro solicitou do blog um post abordando os prováveis novos apóstolos.
        O que contesto é a sua afirmação velada de que a escolha dos apóstolos se dá exclusivamente no viés político, ou de análise de credenciais, excluindo a inspiração do Alto. O fato de tal inspiração não poder ser verificada não significa que ela não aconteça e que não tenha relevância determinante na escolha dos apóstolos.
        Por fim, gostaria de comentar a sua afirmação que segue: “O argumento de que o homem é “incapaz de compreender” o metafísico (…) e você deve acreditar que eu consigo compreender”)”.
        Primeiro, não afirmei que o homem é “incapaz de compreender o metafísico”, mas sim que “o homem, pela sua limitação, não consegue VERIFICAR a maneira que Deus atua”, que aqui convencionamos ser metafisicamente. Pessoalmente acredito que por meio do estudo e da pesquisa o homem ainda descobrirá muitos dos mistérios da natureza, inclusive no ramo de estudo científico chamado de metafísica. Então, em nenhum momento afirmei que o homem deve abster-se de tentar entender os fenômenos metafísicos porque nunca vai conseguir descobrir.
        Utilizei o termo “verificar”, não à toa, mas no sentido científico, já que ao homem é dado compreender essas coisas, desde que por meio da fé. Além disso, sua segunda proposição atribuída a mim foi de que “já que eu consigo compreender através da fé, você deve acreditar no que eu consigo compreender”. De onde você tirou isso? Cada um deve buscar por si só compreender através da sua própria fé!
        A racionalidade da ciência é irrelevante no processo de aquisição de conhecimento espiritual.
        Por fim, deixo essas duas citações que para a racionalidade científica são dignas de escárnio, porém, nem por isso elas são menos verdadeiras do que elas afirmam.
        “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” Isaías 55:8,9
        (Será o homem capaz de nesta vida equiparar sua sabedoria à de Deus?)
        “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.” João 20:29
        (Creio no que vejo, eu vi, agora creio, e aqueles que não viram? Não tenho como comprovar que vi, então para aqueles que não viram, o que eu vi não existe, mas isso é suficiente para que aquilo que eu vi não exista mais?)

    • Prezado Môroni, este argumento de pré-ordenação é facilmente refutável e tem mais paralelo com a visão Hindu de castas. Nunca na história cristã, a condição humana foi associada a pré-existência.

  4. Você foi muitíssimo educado, mas aposto que não usou os ternos só para agradá-lo. Eu repudio esse tipo de conduta, eu já me senti meio perseguida na capela por uma mulher que da mesma forma queria me moldar. Eu fui super cuidadosa e também gentil com ela. Honestamente eu expliquei dizendo que comigo as coisas tinham que ser mais devagar e que eu era meio arredia e que ela não levasse a mal. Ela apareceu na minha casa sem avisar porque naquele horário eu não estava trabalhando o que ela havia sondado antes. Eu não gostei. Eu gostava dela e admirava porque ela tem uma família bonita, harmônica, são bastante disciplinados. Como nas propagandas de margarina, mas depois disso ela ficou bem brava me olhava de cara feia e com certeza fez fofoca para as outras mulheres porque ocorriam umas piadinhas e também me olhavam de cara meio torta. Foi até bom que tenha sido assim. Os filhos dela, uma menina e um rapazinho também me olhavam feio, só o marido que não. Eu acho que ele era um cara legal, mas ela conclui que uma dessas mulheres mandonas e dominadoras que se você não faz o que ela quer, não segue as leis dela você não existe. Afinal como ela vai exercer o grande poder dela se o outra não permite? Quero distância de pessoas assim.

    • Gente falar de religião,futebol ate hoje acho difícil cada um com seus conceitos.O que espero é que toda esta confusão venha a ser esclarecida

  5. Quando fui batizada na Igreja, ele era o presidente da missão Manaus, foi ele que me deu minha primeira recomendação para o templo, eu gosto dele, talvez por esses motivos os quais citei. Mas não fico pensando em quem serão os próximos apóstolos, nem mesmo imagino que possa ser ele, sinceramente, pra mim não há diferença, mas seria interessante um brasileiro num cargo mais alto na Igreja, até agora só tivemos Setentas.

  6. Muito esclarecedor o seu comentário irmão, Josimar Dominicini, quando terminei de ler logo em minha mente vi a escritura em que os Apóstolos Primevos se reúnem para “escolher” aquele que substituiria Judas, E apresentaram dois: José,chamado Barsábas(…),e Matias(…)E orando (…) lançaram-lhes sortes, e caiu a sorte sobre Matias”. – Atos 1:15-26

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