Brigham Young: Tabaco e a Palavra de Sabedoria

Comentários de Brigham Young sobre tabaco e a Palavra de Sabedoria, proferidos na Conferência Geral de 07 de abril de 1861.

Brigham Young

Você sabe que todos nós professamos crer na “Palavra de Sabedoria”. Muito tem-se falado sobre ela, mais recentemente do que em anos anteriores. Nós, como santos dos últimos dias nos importamos muito pouco com tabaco; mas, como “Mórmons”, nós usamos uma vasta quantidade dele. Como santos, nós usamos muito pouco; como “Mórmons”, nós usamos bastante. Quanto você acha que sai anualmente deste Território [de Utah], e tem saído pelos últimos dez ou doze anos, em ouro e prata, para suprir as pessoas com o tabaco? Vou lhes dizer, 60 mil dólares [1.7 milhões em USD atuais]. O Irmão William H. Hooper, nosso delegado no Congresso, veio aqui em 1849, e durante cerca de oito anos, aqui ele vendia mercadorias[. S]uas vendas de tabaco chegavam a mais de 28 mil dólares ao ano. Ao mesmo tempo, havia outras lojas que vendiam a sua parte e que por sua parte ganhavam parte do dinheiro do gasto anual, além do que fora trazido em barris e meio-barris. Os comerciantes locais e os emigrantes de passagem venderam toneladas de tabaco, além do que é vendido aqui regularmente. Eu digo que é 60 mil dólares anuais é o valor mais conservador que eu posso estimar para as vendas de tabaco aqui. O tabaco pode ser cultivado aqui, bem como pode ser cultivado em qualquer outro lugar. Ele requer atenção e cuidado. Já que vamos usá-lo, vamos cultivá-lo aqui. Eu recomendaria para algum homem vá cultivar o tabaco. Um homem, que chegou aqui no ano passado, vai fazê-lo; e se ele for diligente, ele vai colheitar grande quantidade [de tabaco]. Eu quero ver algum homem ir e montar um negócio de cultivar tabaco e parar de enviar dinheiro para fora do Território por esse artigo.

Alguns dos irmãos são muito exigentes com a “Palavra de Sabedoria”, e gostariam que eu pregasse mais sobre ela, e obrigar os irmãos, e torná-la um teste de associação [N. do T., teste de obediência para membros). Eu não acho que vou fazê-lo. Eu nunca fiz isso. Nós anualmente gastamos apenas 60 mil dólares para quebrar a “Palavra de Sabedoria”, e podemos economizar dinheiro e ainda quebrá-la, já que vamos quebrá-la. Alguns poderiam perguntar se o irmão Brigham guarda a “Palavra de Sabedoria”. Não. E posso lhes dizer ainda mais, como eu disse a um dos professores em Nauvoo, eu quase consegui guardá-la tão bem quanto qualquer homem nesta geração. Não é deixar de usar tabaco que particularmente quebra a “Palavra de Sabedoria”, nem é esta a única má prática que ela corrige; mas ela é rentável em todos os caminhos da vida. Se nossos jovens forem fortes suficientes para governar os seus apetites um pouco, eles não entrariam nesses maus hábitos; mas eles devem ter alguns pontos fracos; eles não devem ser perfeitos e exatamente corretos em tudo. É uma prática repugnante usar o tabaco sob qualquer forma. Um médico disse a uma senhora de idade, em Nova York, quando ela insistiu em lhe perguntar se rapé prejudicaria seu cérebro, “Não vai danificar o cérebro: não há medo de que rapé danifique o cérebro de ninguém, pois nenhuma pessoa com um cérebro usa rapé.” Posso dizer que a maneira mais imunda de usar o tabaco é fumá-lo. “Qual é a maneira correta [de usá-lo]? Se você vai orientar as pessoas ao jeito correto de consumir tabaco, deixe-nos saber o que é. Você, que o usa há anos, não consegue apontar uma maneira correta, modesta, criteriosa de usá-lo?” A “Palavra de Sabedoria”, diz que o tabaco é bom para o gado doente; e quando você quer mastigar mais, engula-o como se fosse uma pílula. Pode fazer você vomitar um pouco, mas isso passa logo, e isso é bom para o gado doente. Esse é o jeito mais correto para que você possa usar tabaco. — Brigham Young (Journal of Discourses 9:35)

18 comentários sobre “Brigham Young: Tabaco e a Palavra de Sabedoria

    • A lei de Moises foi dada especificamente a um especifico povo com um especifico proposito. O Evangelho de Cristo por outro lado foi dado a todas as nacoes. O Evangelho de Cristo de forma alguma e um refinamento da lei de Moises. Nao sei onde tiraram essa ideia. Com relacao a barba, aparencias externas nao servem de parametro para determinar a dignidade de ninguem. Na igreja existe muita confusao sobre o que e lei e oque faz parte da cultura. Beber coca-cola e um grande exemplo dessa confusao, O Senhor revelou a palavra de sabedoria em forma simples e pura, logo depois ja comecaram a alterar e interpretar de forma contraria a revelacao.

      • Por intermédio de Moisés, Deus deu leis à casa de Israel para substituir a lei mais elevada que eles deixaram de obedecer (Êx. 34; TJS, Êx. 34:1–2; TJS, Deut. 10:2 [Apêndice da Bíblia])
        Hebreus 8:1–10:18. Paulo ensina que a lei de Moisés era o antigo convênio entre Deus e Seus filhos, ao passo que o evangelho de Jesus Cristo é o novo convênio. O antigo convênio era uma sombra, ou imagem, do novo convênio, mas apenas o novo convênio tem o poder de salvar.
        Paulo lembrou os membros da Igreja que a adoração sob a lei de Moisés prenunciara o Senhor Jesus Cristo.
        (Hebreus 8:6–8, 10–13. A plenitude do evangelho.) O velho convênio é descrito no Velho Testamento da Bíblia, enquanto que o novo convênio é descrito no Novo Testamento.)
        O velho convênio não era capaz de tornar perfeitos aqueles que dele participavam? (Ver Hebreus 10:1–4.) O novo convênio nos dá maior esperança de alcançarmos a perfeição? (Ver Hebreus 10:9–18.) Paulo explicou as maneiras pelas quais a plenitude do evangelho é uma lei mais alta e mais completa que substitui a lei de Moisés, ele exortou os santos a seguir esse “novo e vivo caminho”, depositando sua fé em Jesus Cristo. (Hebreus 10:19–22).
        A lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo: Gál. 3:19–24.
        Portanto concluímos que realmente houve um refinamento onde Deus deu uma lei maior, deixada por Cristo.
        Sobre barbas gosto desse artigo.

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