Mórmons Celebram Natal Com Reserva?

Presépios nos jardins de templos, festas natalinas em alas e ramos, campanhas publicitárias multimilionárias de Natal. Essas ações mostram que mórmons celebram o Natal com tanta ou maior dedicação do que as demais igrejas cristãs. Pelo menos, essa é a percepção de não mórmons e da maioria dos mórmons. No entanto, qual dos nossos leitores nunca escutou, numa aula ou conversa informal, que somente a Igreja SUD sabia a verdadeira data do nascimento de Cristo?

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A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias publicou em uma de suas revistas oficiais um artigo escrito por um de seus professores de Doutrina e História da Igreja respondendo à pergunta: “Se Cristo nasceu na primavera, por que nós celebramos o Natal em dezembro?”. Essa resposta publicada em 1974 talvez surpreenda nossos leitores. E muito provavelmente não é o tipo de conteúdo que estaria numa revista oficial da Igreja em 2016.

“Primeiro vamos rever como nós sabemos que o Salvador nasceu em abril. Como dirigido por revelação, a Igreja foi organizada em 6 de abril, 1830 (terça-feira), que era “mil e oitocentos e trinta anos desde a vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo na carne” (D & C 20:1). Assim, agendamos sessões da conferência geral em 6 de Abril de cada ano; não estamos apenas marcando o aniversário da organização da Igreja, mas estamos comemorando o nascimento do Senhor também.

O Livro de Mórmon dá testemunho semelhante. Os nefitas datavam seus calendários a partir do momento do nascimento de Cristo (Ver 3 Ne. 2: 8). Em seguida, o sinal da crucificação de Cristo foi dado “no trigésimo quarto ano, no primeiro mês, no quarto dia do mês” (3 Ne 8: 5). Este significava que a vida mortal de Jesus Cristo durou quase exatamente 33 anos e, portanto, seu nascimento e crucificação ocorreu aproximadamente na mesma época do ano. Este teria sido o início da primavera, porque o Novo Testamento indica que Cristo foi crucificado na época da Páscoa, que cai nessa parte do ano.

Os estudiosos da Bíblia geralmente concordam que Jesus não nasceu no inverno.

“Não poderia … ter caído em janeiro ou dezembro, uma vez que nesta época do ano, os rebanhos não são encontrados em campos abertos durante a noite. … Além disso, um censo que faria viajar necessário, não teria sido encomendado nesta temporada.”

Bem, então, por que nós celebramos o Natal em dezembro? A resposta está nos primeiros séculos, quando missionários primeiro levaram o cristianismo aos povos do norte da Europa. O Papa Gregório (590-604 AD) instruiu esses missionários: “Lembre-se de não interferir com qualquer crença ou prática religiosa tradicional que possa ser harmonizada com o cristianismo”. Tais instruções abríram a porta para muitas idéias e práticas pagãs foram introduzidos no cristianismo. A observância do Natal fornece vários exemplos.

25 de dezembro era o cerne do festival europeu de meados de inverno no norte. Havia uma superstição temerosa de que como dias de outono tornavam-se mais e mais curtos, que o sol poderia desaparecer em algum momento completamente abaixo do horizonte sul e nunca mais voltar. A cada ano, a vinda do solstício de inverno dissipava esse medo, e o povo se alegrava que o sol novamente voltava a aquecer as suas terras do norte. Os primeiros missionários cristãos escolheram associar esta celebração pagã importante com o nascimento de Cristo.

“A árvore de Natal foi um substituto para os carvalhos sagrados e outras árvores utilizadas em ritos pagãos … interpretando os pinhos como o símbolo do Cristo eterno, no lugar das árvores que desfoliavam de paganismo. As luzes verde, dourada e vermelha que os pagãos utilizavam nas respectivas árvores para persuadir o deus-sol para retornar, foram re-interpretadas para representar o incenso, ouro e a mirra que os magos levaram a Jesus.”

Assim, como a Enciclopédia Britânica conclui, a observância de Natal “é realizada com os costumes seculares, muitas vezes extraídas de fontes pagãs.”

Alguns podem perguntar se estamos errados em comemorar o Natal em dezembro. Na verdade, deveríamos pensar sobre o Senhor e Sua missão o ano todo, incluindo o 25 de dezembro.  Talvez nossa maior preocupação deva ser como, em vez de quando, comemoramos o nascimento do Salvador. Em uma mensagem de Natal, a Primeira Presidência aconselhou-nos:

“… Que o verdadeiro espírito de Natal repouse sobre cada um de nós nesta temporada. Que possamos ajudar a inverter a tendência para a comercialização bruta do Natal reunindo nossas famílias ao nosso redor e lendo e refletindo sobre a bela história de Seu nascimento. Que possamos demonstrar nosso amor pelos outros, não só com os presentes e mensagens consideradas, mas também com expressões de amor e bondade. Que possamos demonstrar nosso amor por Deus adorando-O em espírito e verdade e obedecendo Seus mandamentos “.

Membros da nossa família já tentaram se lembrar de forma mais adequada de Cristo compartilhando o verdadeiro espírito do Natal com os outros, recriando os eventos que cercaram o nascimento de Jesus, como descrito nos capítulos iniciais de Mateus e Lucas. Nós também temos desfrutado de uma noite especial em casa lendo a história do Natal na Bíblia e cantando canções.”

Você acha que existe ainda hoje essa reserva em relação ao Natal? Quão difundida é a crença de que Jesus tenha nascido no dia 06 de abril? Qunto debate há sobre a natureza sagrada ou mundana do Natal?


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33 comentários sobre “Mórmons Celebram Natal Com Reserva?

  1. Gosto dessa explicação em um post passsado que diz:

    Essa afirmação sobre o dia 06 de abril se origina numa leitura “forçada” de D&C 20:1, onde se fala de 1830 anos “depois da vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo na carne”. A referência a 1830 anos após o nascimento de Cristo foi provavelmente uma opção estilística de Joseph Smith e/ou do indivíduo que redigiu o texto da revelação, algo muito próprio da época, tal como “no ano de nosso Senhor” ou a antiga expressão latina “anno domini”. Ou seja, mesmo que o redator acreditasse que o nascimento de Cristo havia ocorrido no ano I, a introdução da seção 20 apenas relembra de que se trata do ano 1830 da era cristã. E de acordo com Orson Pratt: “Se eu fosse celebrar o Natal ou o aniversário de Cristo, deveria voltar um pouco menos de trinta e três anos a partir de sua crucificação, e isso levaria à quinta-feira, dia 11 de abril, como o primeiro dia do primeiro ano da verdadeira era cristã.” (Journal of Discourses 15:262)

  2. Penso que os cristãos deveriam banir tal festividade de seus calendários e a consequente pratica. Primeiro pelos motivos já destacados na matéria acima ou seja, sua origem totalmente pagã e o simples fato do relatos dos pastores estarem ao ar livre à noite em dezembro, o que não corresponde. Uma pesquisa mais aprofundada sobre a origem dessa celebração, acrescentaria mais dados que faria um cristão sincero se envergonhar por todos os anos que comemorou o natal. Outro fator histórico é que os cristão primitivos ignoravam o dia do nascimento de Jesus dando mais relevância a ordem de Jesus de celebrar sua morte por meio do que muitos chamam de santa ceia,sacramento etc .O nascimento de Jesus passou a ser comemorado depois do século IV e sacramentado pelo que os mórmons chamam de “a grande e abominável igreja”. Interessante que a data da morte de Jesus é muito fácil se indentificar na Bíblia, o dia 14 de nisã do antigo calendário judaico ou seja, Jesus morreu no dia da Páscoa judaica. Esse calendário era baseado nas fases da lua e o mês correspondente à Páscoa no nosso calendário atual corresponde entre março e abril, daí é só ver a fase da lua corresponde a páscoa e temos o dia da morte de Jesus. Outra coisa importante é que os judeus pelo menos até um tempo depois da destruição de Jerusalém em 70 dc, consideravam a pratica de comemorar aniversário natalicio, como uma pratica pagã, reservada a deuses falsos e depois adotada por reis e imperadores pagãos. E não é coincidência que 25 de dezembro era o dia do nascimento do deus romano, o Sol Invictus. E uma última coisa que reforça sobre a tradição pagã de comemorar aniversários é que os dois únicos aniversários registrados na Bíblia são de duas pessoas que não adoravam ao Deus verdadeiro, que são o faraó do Egito de Gênesis capítulo 40, e do rei Herodes em Mateus 14 e Marcos 6. Em ambos os casos houve muita festa,bebida e comilança e mortes decretadas pelos aniversariantes, uma do padeiro de faraó e a outra de João Batista. Pensemos no livro de Atos dos apóstolos de Jesus, quantos anos após a morte e ressurreição de Jesus estão contidos nesse relato e em nenhuma vez se fez referência a uma comemoração do nascimento de Jesus ou a data do seu nascimento. Sempre foi destacado a morte de Jesus com de real importância para os cristãos.
    Podemos comparar o natal com toda sua boa intenção mas recheado de paganismo, com o israelitas que fizeram um bezerro de ouro para adorar e até fizeram uma festa grande por isso. Neste dia Arão disse que era uma festa para o Senhor e o povo declarava que ali estava o Senhor( Jeová ou Javé) que os tirou da terra do Egito. Em fim, esses israelitas foram condenados por Deus por adorarem a Ele de uma forma pagã. – Êxodo capítulo 32.

    • Não vi na sua exposição nenhum motivo de ordem racional para se deixar de comemorar natalícios.

      A origem pagã do natal pode ser comparada a origem pagã de várias festas judaicas, dos sacrifícios de animais, da circuncisão, do sábado, etc.

      Com todo respeito, imaginar uma religião que venha do nada, sem sincretismos, é exibir completa ignorância do vem a ser o fenômeno religioso.

      • Ainda bem que temos forte influência pagã no natal. Por isso se fala tanto na “magia” do natal:

        [Vídeo]

        Há quem veja no natal um “insulto” a Deus.

        Deus, dai-me paciência com esses fundamentalistas, porque se me deres força…

      • Quintinomelo, respeito sua opinião. No entanto, não estamos falando sobre as origens dessa ou aquela religião,algo que poderíamos discutir em outra oportunidade. Aqui se discuti a incompatibilidade ou não de dita celebração com o cristianismo descrito nas escrituras. O que fiz foi mostrar o contraste dos elementos que fazem parte do natal com o que a Bíblia relata desses mesmos elementos. O que eu não vejo racional é a sua atitude debochada e arrogante como que querendo mostrar que é uma pessoa inteligente e racional. Pelo que me parece você é um espiritualista. No entanto está muito longe dos espíritos evoluídos que você supostamente crê .

  3. Obrigado pelos elogios pessoais e por respeitar minha opinião, Paulo Benke. Mas para não perder o foco, vamos analisar melhor a sua opinião.

    Você diz que a celebração do nascimento de Jesus de Nazaré é incompatível com as escrituras, e que, por extensão, nenhum natalício deveria ser celebrado, pois trata-se de um costume pagão.

    Antes de mais nada, há nesse argumento um pressuposto de que tudo que é pagão é ruim, sujo, não presta, é pecaminoso e proibido. Só os costumes judaicos são bons, limpos, valiosos, lícitos e devem ser preservados. Uma visão bem estreita da realidade.

    Em segundo lugar, é interessante que suas ponderações não abordam o fato de que dois dos evangelhos canônicos relatam o primeiro natal, o que parece indicar que, na segunda metade do primeiro século já havia a curiosidade dos cristãos acerca do nascimento de Jesus. Registre-se, de antemão, que esse relatos, chamados de “evangelhos da infância”, são totalmente míticos, pois os fatos ali narrados são desacreditados com base em documentos históricos.

    E não se olvide que esses relatos trazem tons de sincretismo entre judaísmo e paganismo, quando, por exemplo, vemos magos na estória.

    Há registros de que o nascimento de Jesus já era uma data litúrgica no segundo século, quando era comemorado no dia 28 de março (Catholic Encyclopedia, citando Clemente de Alexandria).

    A crença nos anjos, por sua vez, sabemos ser uma crença originária dos povos pagãos que habitavam a Mesopotâmia, que os retratava como pequenos deuses alados, usados como decoração nos templos (tal como os hebreus usaram para decorar sua arca da aliança). Apesar disso, nunca foram aceitos unanimemente pelos judeus:

    At 23:8: «Pois os saduceus declaram não haver ressurreição, NEM ANJO, NEM ESPÍRITO; ao passo que os fariseus admitem todas essas cousas».

    Ora, sabemos que espírito para os hebreus tinha um significado totalmente diferente do que acreditamos hoje. Para os antigos hebreus, espírito ou alma era o “fôlego da vida”. Assim, um ser vivo só tinha espírito enquanto fosse vivo. Com a morte, o espírito (fôlego da vida) voltava “para Deus que o deu”.

    Quanto à ressurreição, essa crença começou a partir do período do segundo templo, com as mortes dos “justos” durante a insurreição dos macabeus. A partir de então uma certa ala de rabinos começou a ensinar que os mártires voltariam a viver, pois não era justo que tivessem dado sua vida pela fé e tivessem o mesmo destino dos outros judeus que não tiveram a mesma disposição.

    Os saduceus, por serem “fundamentalistas”, rejeitavam todas as crenças pagãs que foram sendo incorporadas pelo judaísmo ao longo do tempo.

    Assim, nossa crença na dualidade entre corpo e espírito é pagã, e entrou firmemente no judaísmo através do helenismo.

    O fato dos primeiros cristãos ignorarem a data do nascimento de Jesus não surpreende. Na verdade, o nascimento de Jesus é cercado de proposital mistério, a ponto de o evangelista Marcos nem sequer o mencionar. Isso se deu por causa das origens obscuras de Jesus, e seus adversários insistiam que sua concepção foi adulterina.

    Você ignora, também, que a santa ceia ou sacramento, ou ainda eucaristia, no sentido de “comer a carne e beber o sangue” certamente não foi introduzida por Jesus, um judeu, a quem tal proposta seria repugnante e ilícita. Na verdade, era um ritual pagão praticado por algumas comunidades de convertidos ao cristianismo e rapidamente incorporado à liturgia cristã. O “partir do pão” que o livro de Atos menciona era muito semelhante a benção kidush praticada pelos cristãos de origem judaica, e está registrado no Didaquê, um documento antigo descoberto no século XIX (http://www.mackenzie.br/7114.html). E nesse documento não se encontra nenhuma referência a “comer a carne e o sangue de Jesus”. Muito pelo contrário.

    Portanto, quando você “come a carne e bebe o sangue de Jesus” no sacramento ou santa ceia você está praticando um ritual pagão, e deveria “se envergonhar” tanto quanto você diz que deveria fazer o mesmo os cristãos que celebram o natal…

    Como você pode ver, os relatos evangélicos do primeiro natal já incorporou elementos de paganismo. Por outro lado, nem mesmo a eucaristia escapa da influência pagã…

    Pelo seu estreito raciocínio, se na Bíblia não há relatos de festas de aniversário de judeus (eu ainda preciso checar essa informação), mas tão somente a menção a duas festas de aniversário de pagãos, conclui-se que comemorar aniversário é algo ilícito e vergonhoso. Esse raciocínio é exatamente o dos mais radicais cristãos fundamentalistas, para quem “o que não está na Bíblia não está no mundo”. Sugiro que você selecione melhor suas leituras e procure se informar com teólogos sérios.

    Deus bíblico pode ser fusão de vários deuses pagãos, dizem especialistas:

    http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL652419-9982,00-DEUS+BIBLICO+PODE+SER+FUSAO+DE+VARIOS+DEUSES+PAGAOS+DIZEM+ESPECIALISTAS.html

    A INFLUÊNCIA DO PAGANISMO NA BÍBLIA:

    http://rezairezairezai.blogspot.com.br/2012/08/a-influencia-do-paganismo-na-biblia.html

    • Em tempo: Vamos comparar a moral judaico-cristã com a moral pagã histórica? O paganismo é notório por práticas para apaziguar ou agradar a deuses. Entre essas práticas estão orgias em templos que incluía crianças e sacrifícios humanos incluindo o de crianças que podiam até ser queimados vivos. E de mãos dadas a essas práticas ,todas as outras como as que compõe a celebração do natal, como o mitraisamo, o culto ao sol e ao deus tamuz. Ao meu ver não importa o quanto de glacê, chantilly, doces e confeitos alguém usa para decorar um monte de estrume. Sempre vai ser estrume. Essa exemplo não é para que pense em algo nojento mas sim em algo contaminado que por mais bonito e atrativo que seja ainda sim está inadequado para o consumo. E antes que alguém diga, não vamos confundir o verdadeiro cristianismo com o falso cristianismo que promovia guerras em nome de Cristo e que perseguia,torturava e queimava pessoas vivas.

      • “O paganismo é notório por práticas para apaziguar ou agradar a deuses. Entre essas práticas estão orgias em templos que incluía crianças e sacrifícios humanos incluindo o de crianças que podiam até ser queimados vivos.”

        “E antes que alguém diga, não vamos confundir o verdadeiro cristianismo com o falso cristianismo que promovia guerras em nome de Cristo e que perseguia,torturava e queimava pessoas vivas.”

        Veja que você distingue “cristianismos” (há um bom e um mau), mas não distingue paganismo, que coloca todo num saco só e a quem chama de “estrume”.

        Mais uma vez, preconceituosamente, “esquece” que foi o paganismo e não o judeu-cristianismo que criou o pensamento lógico-científico-filosófico. Foi do paganismo que herdamos o Direito e a Ciência. Atenas e Roma não se situavam na pobre e ignorante Judéia!

        Muitos crêem que viver de forma pagã consiste em dar liberdade aos seus instintos, desfazer-se de toda a ideia de pecado ou exame de consciência, comer bem, beber bem e copular melhor, ou melhor dito, um paganismo de “boulevard” no qual se alude aos atos antigos do culto a Dionísio – bacanais, embriaguez – sem advertir-se que, ainda que com excessos, a moral pagã apresentava características libertárias, enquanto que a moral judaico-cristã é restritiva, e mesmo repressiva em relação ao sexo. E faz adoecer. Que o digam os psicanalistas!

        Sacrifícios humanos? Já não existiam no mundo pagão grego-romano mais de um século antes de Cristo!

        Quando Paulo entra em Atenas descreve a cidade como cheia de ídolos (Atos 17), porém há também filósofos, epicuristas e estóicos.

        A religiosidade cósmica “pagã” está vinculada à ideia de que a vida não nunca morre, que se renova sem cessar, que a história pode regenerar-se a si mesma, que há uma eterna solidariedade dialética entre a vida e a morte, entre o começo e o fim.

        O paganismo politeísta é a visão política do “mais além”, já que nele se recorre ao pluralismo, procurando a verdadeira identidade do homem com a natureza. Há continuidade entre os seres mais humildes da natureza e os deuses mais elevados.

        Para o monoteísta não crer no seu deus é servir o diabo.

        No monoteísmo tem-se a ideia de um deus déspota, ciumento, soberbo, o qual se considera perfeito.

        A intolerância dos povos semíticos é a consequência necessária de seu monoteísmo. Os pagãos antes de sua conversão às ideias judeu-cristãs, não haviam tomado jamais sua religião como a verdade absoluta.

        O paganismo, ao contrário do monoteísmo, é tolerante por natureza. Enquanto que no monoteísmo não existe liberdade religiosa. A idolatria autoriza o assassinato (Deut. 13, 7-10).

        Enfim, há muito mais a falar do bem que o paganismo fez, e do qual somos herdeiros.

    • Quintinomelo. Novamente, o ponto de vista bíblico, esse não deixa margem para um paganismo do bem e outro do mal – é mal e pronto, como eu disse, do ponto de vista bíblico. O texto que você citou de Deuteronômio deixa isso bem claro, e note que os israelitas não tomaram a peito essa ordem, sim de extermínio, e as consequências no futuro para a nação foi desastrosa. Que bom seria se um dia conseguíssemos eliminar por exemplo, todo e qualquer rastro e ideias nazistas, não é mesmo? Isso não quer dizer que não haja o bem nas pessoas, seja qual for a origem de suas crenças, se não muitas dessas pessoas não teriam se tornado cristãs.Quanto às práticas pagãs que mencionei, lembre-se que é você que insiste em falar de origens de rituais e doutrinas religiosas, e eu apenas mencionei algumas do paganismo. No períodos grego e romano apenas o sacrifício humano foi deixado de lado mas as orgias continuaram. Quanto à contribuição creco-romana nas áreas que mencionastes, estas são as bases da sociedade atual e nem preciso dizer como estão as coisas no mundo hoje. Olha a “tolerância pagã” no mundo atual, já há estudos feitos na Europa e EUA por psicanalistas e psiquiatras,sugerindo a pedofilia como uma opção sexual. Assim como outras condutas aceitáveis hoje em dia que eram crime, e depois passaram de crime a desvio de conduta,depois para doença e agora uma mera opção. Tudo começa com a polêmica, o impacto do tema, depois a discucão ad nausem, e finalmente um tema corriqueiro e portanto já passível da aceitação. Bem retórico não é mesmo? Vai no Google e pesquisa sobre o tema e vai ver muito sobre a “tolerância pagã” benéfica pra sociedade. Para mim, qualquer coisa que coloca como relativo o bem e o mal, não merece minha consideração como algo a ser posto em pratica. Estudada e compreendida sim, mas nunca sendo uma “filosofia” de vida. Desde de que os seres humanos decidiram que iriam determinar por si mesmo o que é o certo é o que errado, desde que decidiram que governariam outros seres humanos ou se deixariam governar pelos mesmo seres humanos, tudo tem sido desastroso. Me diga qual filosofia humana,forma de governo,ciência ou o artista mais criativo, conseguiu dar uma solução para os problemas humanos? Sempre com a suposta solução proclamada por um desses aspectos da sociedade, vem junto outros problemas e surge a necessidade de novas filosofias ou ainda regressar para as antigas. Que tal uma das antigas gregas,tão aclamada na sociedade atual – a democracia. Essa, embora seja considerada meramente política, tem suas raízes filosóficas. Vamos mencionar a maior democracia do mundo, os EUA. Mesmo com sua história de lutas pela liberdade, depois de mais de duzentos anos,ainda não conseguiu resolver seus problemas de preconceito, injustiça e bem estar dos seus cidadãos, sem falar da moralidade que há muito vem decaindo.Temos ainda o comunismo marxista,facismo,nazismo,impérios ,monarquias,nada e nem ninguém conseguiu e não vai conseguir resolver ou dar respostas às questões mais importantes da humanidade. O conhecimento do homem sobre si mesmo está na sua origem e na sua relação com o criador, tudo isso relatado na Bíblia. Na Bíblia se indentifica claramente como os problemas da humanidade começaram e como serão resolvidos. E tudo começa quando reconhecemos a Deus como governante em vez de homens. Em fim, fique com seu conceito relativista de tudo, porque eu fico com a Bíblia.
      Abraço!

      • “o ponto de vista bíblico, esse não deixa margem para um paganismo do bem e outro do mal – é mal e pronto, como eu disse, do ponto de vista bíblico.”

        Sim, claro, como se a moral não variasse conforme o tempo e a sociedade… Por isso você deve achar imoral uma mulher não casar com o marginal que a estuprou…

        “O texto que você citou de Deuteronômio deixa isso bem claro, e note que os israelitas não tomaram a peito essa ordem, sim de extermínio, e as consequências no futuro para a nação foi desastrosa. Que bom seria se um dia conseguíssemos eliminar por exemplo, todo e qualquer rastro e ideias nazistas, não é mesmo?”

        Sim essa foi a lógica dos nazistas, só que aplicada aos judeus! O EI também pensa do mesmo jeito em relação aos cristãos! Obrigado por revelar a todos o que a maioria recusa-se a ENXERGAR: o potencial genocida e assassino das religiões reveladas!

        “Desde de que os seres humanos decidiram que iriam determinar por si mesmo o que é o certo é o que errado, desde que decidiram que governariam outros seres humanos ou se deixariam governar pelos mesmo seres humanos, tudo tem sido desastroso.”

        Por isso o ser humano precisa de alguém lá de cima (mas que estranhamente precisa de uns poucos aqui de baixo para se fazer ouvir – deve ser portador de necessidades especiais…) para dizer o que é certo e o que errado, não é mesmo? Afinal, todas as leis que temos para combater excessos e injustiças são de origem bíblica… Inclusive as boas leis dos pagãos e as atuais leis. Ainda bem que todas as antigas civilizações usavam a Bíblia, né? E as nossas leis que protegem os direitos humanos, inclusive as que proíbem o genocídio, o racismo, a violação da liberdade sexual, etc, todas bíblicas!

        “Vamos mencionar a maior democracia do mundo, os EUA. Mesmo com sua história de lutas pela liberdade, depois de mais de duzentos anos,ainda não conseguiu resolver seus problemas de preconceito, injustiça e bem estar dos seus cidadãos, sem falar da moralidade que há muito vem decaindo.”

        É verdade, dentro da estreita visão de que não estamos aqui para aprender com nossos próprios erros (não existiria) evolução, já que o ser humano é um eterno menor de idade/retardado mental, é claro que um governo que seja inspirado na autonomia da vontade e na responsabilidade pessoal não pode ser bem visto! Por isso devemos entregar nossas mentes e corações, e o governo de nossas sociedades aos clérigos!

        “Em fim, fique com seu conceito relativista de tudo, porque eu fico com a Bíblia.”

        Ok, amigo, fique com sua verdade absoluta, e seu deus homofóbico, sexista, genocida, desumano, castrador, militarista, enfim, um nazi-fascista “do bem”, que eu fico com o meu que é exatamente o contrário do seu.

        Um forte abraço!

      • E. T. A moral budista (portanto, pagã) é infinitamente superior à moral judaico-cristã.

        Quanto a moral sexual, ao que eu saiba a Bíblia autoriza o incesto (ex.: caso de Lot e as filhas) e a pedofilia (quando inclui crianças como despojos de guerra – qual versículo proíbe a pedofilia?).

        Autoriza também a mentira e a enganação. Abraão era um mentiroso. O próprio nome Jacó significa “enganador”.

        O problema é que os “bíblicos” são extremamente relativistas em matéria de moral. Um ato hediondo não o é se for “autorizado” por Deus. Com isso os religiosos chamam o mal de bem, e o bem de mal.

        A Bíblia autoriza toda a hediondez da história da humanidade. A começar pela guerra “santa”, a Inquisição “santa”, a escravidão e toda forma de opressão.

        O mundo tem evoluído quando rejeita ao deus abraâmico e involuído quando esse deus insiste em retornar. O problema da religião chama-se “dogma”.

        Eu penso que todo homem/mulher que diz que subiu numa montanha, ou entrou num bosque, e lá deus falou com ele e mandou um recado para toda a humanidade, deve ser imediatamente fichado como “inimigo da humanidade” e colocado sob observação. Dependendo da gravidade do caso deverá ser preso em isolamento completo. Claro, isso não impedirá dele ficar batendo papo com deus, mas pelo menos será inofensivo.

        Feliz Natal!

      • “Não creiais em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho escrito de algum sábio antigo. Não creiais em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes. Aquilo, porém, que se enquadrar na vossa razão e, depois de minucioso estudo, for confirmado pela vossa experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de todas as outras coisas vivas : A isso aceitai como Verdade. Por isso, pautai a vossa conduta” ( Sidarta Gautama)

    • Está certo isso vozes mórmons, “enxergar” com letras maiúsculas?
      É disso que eu estou falando, o direito legal de propriedade, de determinar seja o que for pelo que de direito lhe pertence. No caso de Deus, o direito legal de determinar o que é certo e o que é errado para sua criação. No caso do site vozes mórmons de determinar o que é certo e o que é errado ser comentado no espaço que lhe pertence por direito. Assim que o senhor quintinomelo violou o ponto 8 da política de comentários da site. A questão é: Qual é o poder que tal proprietário legal tem de exercer seu direito e fazer valer sua vontade? O vozes mórmons pode perfeitamente tolerar essa violacão da sua politica de privacidade porque de repente o ponto 8 é relativo e não absoluto. E se os vozes considerar absoluto o ponto 8 da política de privacidade, ainda sim pode tolerar e apenas dar uma advertência o senhor quintinomelo. E se houver uma reincidência, ainda sim o vozes pode tolerar, porque não? E se ainda sim o senhor quintinomelo continuar violando essa política do vozes por meses e até anos? Daí pode ser que vozes perceba que não tem jeito e depois de tantas advertências resolve bloquear o id do senhor quintinomelo. Outra possibilidade é continuar tolerando e deixar que o senhor quintinomelo corrija o seu conceito relativo do ponto 8 da política de comentários do site vozes,em uma outra vida.
      “Ok, amigo, fique com sua verdade absoluta, e seu deus homofóbico, sexista, genocida, desumano, castrador, militarista, enfim, um nazi-fascista “do bem”, que eu fico com o meu que é exatamente o contrário do seu.”
      Compare essas palavras com: “Em fim,fique com seu conceito relativista de tudo,porque eu fico com a Bíblia”. Agora,o senhor quintinomelo está insinuando que por extensão eu tenho o mesmo caráter desse deus que ele descreveu nas palavras acima, como sendo o meu deus?
      Penso que o racional e evoluído quintinomelo está um pouco nervoso por alguém pensar radicalmente diferente dele.

      Também reconheço que estou sujeito ao mesmo julgamento por parte do vozes, afinal entrei na onda do senhor quintinomelo e fiz comentários os quais não tinham relação com o tema dessa postagem, assuntos como ressureição, espirito, anjos, filosofia e outros. Sempre fiz um esforço para continuar o tema da celebração do Natal, a origem e da relação com a Bíblia e o cristianismo, e deixei minha opinião sobre o tema. Também me sinto no direito de comentar nesse site, pois fui membro ativo na igreja mórmon inclusive servi a igreja numa missão no nordeste do Brasil. Hoje sou uma Testemunha de Jeová e mesmo que eu tenha entregado à igreja minha carta de dissociação, pelo que me consta, minha ficha de membro continua no diretório, tanto que ainda mandam os mestres familiares e missionários a minha procura. Não sei se esse é o caso do senhor quintinomelo.
      Em fim, acredito sim numa verdade absoluta. Acredito que pensamentos do tipo,”você é dono do seu próprio destino”, “siga seu coração”, “você é seu próprio deus”, etc, tem origem na primeira mentira registrada em Gênesis capítulo 3:4,5…”Certamente não morrereis… sereis como Deus”. Aí está a origem do paganismo que hoje está contido na celebração do Natal e na grande maioria das religiões. Portanto, na minha opinião, a celebração do Natal é incompatível com o cristianismo descrito na escrituras sagradas.

      • Paulo Benke,

        Você está muito contrariado por ver suas opiniões contestadas. O que significa que está sem respostas satisfatórias para contra-argumentar.

        Por isso pede que eu seja “expulso”.

        Ok, peço desculpas pelo uso de caixa alta, mas muitos já fizeram isso aqui sem qualquer punição. Claro, que apenas em uma ou outra palavra, e não frases inteiras. Como foi meu caso, e VOZES tolerou. Claro que sua atitude de exigir minha advertência ou mesmo expulsão é só reflexo de seu temperamento autoritário.

        Seu temperamento autoritário reflete-se também na suas escolhas…

        Mas aqui segue outros argumentos que não foram publicados por VOZES talvez por uma ou outra frase que agora retiro:

        A moral budista (portanto, pagã) é infinitamente superior à moral judaico-cristã.

        Quanto a moral sexual, ao que eu saiba a Bíblia autoriza o incesto (ex.: caso de Lot e as filhas) e a pedofilia (quando inclui crianças como despojos de guerra – qual versículo proíbe a pedofilia?).

        Autoriza também a mentira e a enganação. O Pai Abraão era um mentiroso (disse ao faraó que Sara era sua irmã). O próprio nome Jacó significa “enganador”.

        O problema é que os “bíblicos fundamentalistas” são extremamente relativistas em matéria de moral. Um ato hediondo não o é se for “autorizado” por Deus. Com isso os religiosos chamam o mal de bem, e o bem de mal.

        A Bíblia autoriza toda a hediondez da história da humanidade. A começar pela guerra “santa”, a Inquisição “santa”, a escravidão e toda forma de opressão.

        O problema da religião chama-se “dogma”. Coisa de autoritário.

        Feliz Natal!

      • E. T.: o uso do caixa alta não tem o objetivo de “gritar”, mas se dá pelo fato de se querer realçar uma palavra ou frase e não se ter disponível o recurso de sublinhar ou negritar, recursos que são legítimos num texto informal.

      • Paulo Benke,

        Eu esperava mais de você, Quando você fica de mimimi pedindo ao moderador “bate nele!”, seu apelo infantil só prova, mais uma vez, a teoria de Freud sobre a religião.

    • Senhor Quintino.
      Vamos lá novamente…
      O meu “mimimi” foi com intenção de exemplificar o direito que alguém tem sobre algo que é seu legalmente,como uma propriedade intelectual por exemplo. O que fiz foi comparar o direito de Deus sobre sua criação com o direito do vozes sobre o seu site, e o senhor não é um ignorante e entendeu muito bem. Note que falei mais sobre a tolerância em relação ao direito do proprietário. Eu já esperava isso da sua parte de chamar de comportamento infantil e usar isso contra meus argumentos, mas consegui meu intento de chamar a atenção para o meu ponto de vista já que não devemos esquecer que há outras pessoas que leem os comentários. Desde que comecei a ler e a comentar nos vozes, percebi que há muito aparecem comentários usando o recurso do caixa alta e a tolerância dos vozes com esses comentários, por isso fiz questão de destacar isso.
      Meu amigo, assim como eu ,sei que você deseja que seu ponto de vista por meio dos argumentos que usa sejam aceitos pelo maior número de pessoas possíveis pois consideramos nossas ideias como algo mais justo e benefício para essas pessoas. Prova disso que falo,é justamente por usar esse espaço dos vozes com nossos comentários. Por isso resolvi usar o seu ponto de vista com relação ao paganismo, ou seja, o conceito judaico-cristão não merece consideração por causa da sua origem (um deus mau,intolerante,genocida,etc) e os prejuízos causados à humanidade durante a história e nos dias atuais por dito conceito.
      Interessante a “resposta” que o senhor deu por meio de Richard Dawkins,um evolucionista, ateu e que não acredita em nenhuma religião e tampouco considera qualquer argumento espiritual. Se entendi bem, vocês dois têm em comum o pensamento sobre a evolução e sobre a Bíblia e as religiões baseadas nela.
      O senhor Dawkins disse que os religiosos apontam para as coisas boas e louváveis da Bíblia e dizem, ” tá vendo,isso é religião” ,mas põe panos quentes das coisas “feias” da Bíblia. Já falei sobre isso mas, vamos por panos quentes das coisas “feias” do paganismo? Que sim tinha rituais de apaziguamento dos deuses com orgias com homens,mulheres e crianças. Que sim faziam sacrificas humanos de homens,mulheres e crianças. Mas isso não importa não é mesmo? Afinal o paganismo trouxe tantos benefícios pra sociedade atual, as artes,ciência ,filosofia,etc. Mas não vamos esquecer que todos esses aspectos do paganismo na sociedade atual, principalmente no ocidente, só estão peresentes hoje por que um dia foram impostos por dois impérios mundiais, expansionistas e dominadores que impuseram seus deuses,cultura,ciências e filosofias por meio da força de seus exércitos. Não esqueça que os impérios grego e romano cometeram mais atrocidades e genocidios do que o malvado deus da Bíblia. Não há na história Bíblica e nem secular o registro de que a nação de Israel e depois Judá tinham intenções expansionista de formar um império e impor sua religião. Tudo o que queriam era ficar nos seu cantinho na Palestina adorando seu deus malvadinho e cumprindo suas leis opressivas e intolerantes. O cristianismo primitivo tampouco queria o mesmo e foram quase dizimados pelo império romano pagão, tudo porque os oráculos dos deuses indicou a Diocleciano que havia pessoas no império que não os adoravam. Muito tolerante o paganismo não? Não seria isso intolerância religiosa? Há que considerar também que só depois que Roma com seu paganismo, absorveu o cristianismo, modificando-o, é que cristianismo passou a se comportar justamente como o império que o absorveu, com perseguições,inquisições e imposição pela força militar. O mesmo se pode dizer dos prostestantes, que seus reis e imperadores seguiram o mesmo comportamento do cristianismo adulterado por Roma. E extendo isso a quase cem por cento das religiões da cristandade na atualidade.
      Que tal falar do nazismo. O mesmo cristianismo contaminado pelo paganismo e ainda um reforço de filosofia política romana e da ciência da época , estou falando da evolução. Vamos esquecer dos estandartes nazistas aludindo aos estandartes romanos? Ainda temos o marxismo que influenciou a revolução bolchevique na Rússia. Este pensamento marxista fortemente influenciado pela filosofia grega na sua estrutura e a teoria da evolução . O resultado foi o governo soviético totalmente avesso às religiões com perseguições e genocídio.
      Ah mas ainda temos as espirituais religiões orientais! O senhor mencionou o budismo e o Buda mais famoso,Sidarta Gautama. A história do Buda Gautama é mais obscura do que seria a de Cristo, e seu nascimento ainda mais em volto em fábulas. O seu amigo Dawkins deve rir muito quando lê a história do Buda. E como conhecemos a doutrina do Buda Gautama ? Bem, sabe-se que foi passada por tradição oral durante séculos e só depois foi posta por escritos em folhas de árvores. Conta-se que o único monge que tinha decorado todas as palavras de Buda, para que pudesse ser transcritas na sua exatidão , era um homem arrogante e orgulhoso. Dada essa história ,a doutrina do Buda Gautama teve origem em apenas um homem, ou agregou as ideias de outros nos séculos de transmissão oral, incluindo as do monge arrogante e egoista que tornou possível transcrever a doutrina do Buda ?
      O que dizer das nações que adotaram essa e outras religiões altamente espirituais? Temos o budismo,induísmo, xintoísmo, etc. E como o senhor mesmo admite,pagãs. A história mostra que também essas nações tiveram seus momentos de impor o terror por meio de campanhas militares fazendo inclusive com que os povos dominados adotassem sua religião altamente espiritual e mais benéfica. Olha Índia com seu Panteão de deuses, seu conceito de reencarnação, que muito lhe atrai senhor Quintino. Um país militarista e que põe terror nos seus vizinho com seu arsenal nuclear. Preciso falar do conceito de castas? Se informe das notícias locais dos países asiáticos e vai ver coisas como monges budistas de vertentes diferentes,disputando templos de uma maneira muito “zen”, com paus,pedras, socos e pontapés.
      Sei que o senhor tem condições de pesquisar mais detidamente os fatos, histórias e pessoas que apenas mencionei de maneira superficial.
      Enfim, percebe que uma discussão entre seres humanos sobre que é moralmente correto ou não, que seria mais saudável do que a moral absoluta segundo o senhor Dawkins, não é nada benéfico pelos simples fato de que jamais se chegará um consenso? Mesmo entre pessoas do mesmo meio sempre haverá o que é moral pra um é imoral pra outro. Necessitamos de alguém muito superior a nós para nos dizer o que é realmente moral. (Isaías 55:8,9). Até você, senhor Quintino, reconhece,no mínimo, uma entidade superior aos humanos. A diferença é que a minha “entidade” determina o que é moral e julga com base nisso. Já a sua entidade superior,deixa os humanos decidirem isso.
      O senhor me criticou por eu admitir um cristianismo do bem e outro do mal, querendo dizer que eu não admito algo do bem no paganismo. Meu amigo, só existe um cristianismo do mal por causa do paganismo, já me referi a isso acima com fatos históricos que todo historiador conhece muito bem em detalhes.
      Quanto aos personagens bíblicos e suas falhas como, mentir,incesto etc. Onde está escrito que devemos seguir o exemplo desses personagens quando cometeram esses erros? A mentira e o incesto são apontados como pecados pela lei mosaica,entre outras coisas,para que esses erros não fosse tornado como logo aceitável pelo fato de um servo de Deus ter cometido. A Bíblia foi escrita para humanos e para ser entendida por humanos e não um livro de epopeias de grandes heróis e povos virtuosos e nobres favorecidos pelos deuses, como é a característica de outros escritos antigos babilônicos,persas, gregos e romanos. A Bíblia mostrar os servos de Deus e a nação escolhida por Ele com seus erros,falhas de caráter e inclusive a sua desobediência e consequências dessa.(Romanos 15:4; Tiago 5:17) Além dos exemplos de fé, uma das funções da Bíblia é mostrar que todos nós somos imperfeitos, contaminados pelo pecado herdado, portanto precisamos da misericórdia do criador. Com exceção de Jesus, todos nós precisamos dessa misericórdia, Noé , Abraão,Davi, Isaías, os apóstolos de Jesus,você, eu e todos os humanos.
      Concluindo pelo seu ponto de vista com relação a moral judaico-cristã:
      O paganismo é tão nocivo quanto o conceito judaico-cristão. E Quintino,o senhor escolheu o paganismo.
      Quinhentos anos antes de Buda alguém disse que “a pessoa ingênua acredita em qualquer palavra…” ( Provérbios 14:15). Complemento isso com outro provérbio bíblico:
      “A sabedoria está bem diante de quem tem discernimento,
      Mas os olhos do tolo vagueiam até os confins da terra”. ( Provérbios 17:24 – TNM)
      Sincero abraço!

      • “O que fiz foi comparar o direito de Deus sobre sua criação com o direito do vozes sobre o seu site, e o senhor não é um ignorante e entendeu muito bem.”

        Sim, sua visão de deus como proprietário é o do dominus romano, o proprietário absoluto que tem direito de vida e morte sobre seus bens. O que é compatível com sua ideologia extremamente conservadora e autoritária.

        “assim como eu ,sei que você deseja que seu ponto de vista por meio dos argumentos que usa sejam aceitos pelo maior número de pessoas possíveis”

        Não! Já foi dito que qualquer unanimidade é burra, e eu vejo que realmente é assim.
        Mesmo aqueles que estejam em patamar evolutivo superior estão sujeitos a enganos de percepção. A pretensão de ter ou ser portador da verdade é, em si, uma mentira, saia da boca de quem for. Toda verdade que temos é sempre parcial e sujeita a ser contestada.

        “Se entendi bem, vocês dois têm em comum o pensamento sobre a evolução e sobre a Bíblia e as religiões baseadas nela.”

        Sim, os argumentos ateus devem ser ponderados pelos religiosos, e não descartados simplesmente por virem de pessoas não religiosas. Nenhuma discussão é racional quando se parte para a falácia de argumento de autoridade. Esse é o ponto.

        “Não esqueça que os impérios grego e romano cometeram mais atrocidades e genocidios do que o malvado deus da Bíblia.”

        Há quem tenha calculado que o deus “bonzinho” da bíblia tenha mandado matar por ordem dele mais de 2,5 milhões de pessoas, isso usando os próprios números da bíblia. Isso sem considerar o dilúvio, quando ele, num surto de ira, manda matar toda a humanidade, incluindo crianças inocentes e até animais!

        “Não há na história Bíblica e nem secular o registro de que a nação de Israel e depois Judá tinham intenções expansionista de formar um império e impor sua religião. Tudo o que queriam era ficar nos seu cantinho na Palestina adorando seu deus malvadinho e cumprindo suas leis opressivas e intolerantes.”

        Não? E a invasão de Canaã, onde foi praticado o genocídio de 7 ou 8 nações para “forçar” o cumprimento da profecia do mentiroso Abraão? O que vemos hoje na Palestina é apenas uma repetição da velha prática de roubar terras em nome de deus.

        “O cristianismo primitivo tampouco queria o mesmo e foram quase dizimados pelo império romano pagão, tudo porque os oráculos dos deuses indicou a Diocleciano que havia pessoas no império que não os adoravam. Muito tolerante o paganismo não? Não seria isso intolerância religiosa?”

        O paganismo sempre foi mais tolerante, nunca existiu uma “revelação” mandando matar quem não cresse em seus deuses. Isso é coisa de hebreu.
        Saia um pouco da leitura apologética cristã e verá que a religião em Roma era um culto cívico exterior, não tinha o propósito de obter uma adesão interior, não tinha o conteúdo de crença subjetiva. O culto ao imperador pode ser apropriadamente comparado ao nosso juramento à bandeira. Apenas um fanático religioso se recusaria a prestar uma homenagem cívica ao imperador com medo de “ofender” o deus ciumento da bíblia e ser mandado para o inferno.
        Quer maior prova de lavagem cerebral do que essa, de alguém desprezar a própria vida para não praticar um inofensivo ato cívico com medo de ir para o inferno?

        “Necessitamos de alguém muito superior a nós para nos dizer o que é realmente moral.”

        Nem vou repetir aqui o resultado desse seu argumento. Para a bíblia muito do que consideramos imoral hoje era perfeitamente moral e bom (genocídios, homofobia, estupros, assassinatos, etc).

        É claro que as regras morais também estão sujeitas a ser questionadas. Para isso os seres humanos deve estabelecer os princípios que contemplem o bem de todos, e que devem reger suas sociedades e constituir autoridades para zelar pela aplicação desses princípios. Um deles, o princípio da dignidade da pessoa humana, o outro é o princípio da liberdade de crença e religião, ambos inerentes ao ser humano e tão desprezados pelo deus tribal bíblico (e pelos religiosos tão logo eles tenham oportunidade).

        “A Bíblia foi escrita para humanos e para ser entendida por humanos e não um livro de epopeias de grandes heróis e povos virtuosos e nobres favorecidos pelos deuses, como é a característica de outros escritos antigos babilônicos,persas, gregos e romanos.”

        Apesar de todas as evidências em contrário, com seus milhares de erros e mentiras históricas, a bíblia tem a pretensão de ser “a palavra de deus”, isto é, um livro impositivo. Muito diferente do propósito das epopeias clássicas, quando seus autores não tiveram a audácia e de-so-nes-ti-da-de de dizer que falavam em nome de deus.

        “Com exceção de Jesus”

        Sem desmerecê-lo, Jesus foi apenas um profeta apocalíptico que falhou em todas (aqui leia-se com caixa alta) as suas profecias! Transformado em mito, esse é o homem perfeito (ou homem-deus para alguns) dos cristãos…

        Paulo Bencke, no que se refere à minha ingenuidade, se eu fosse lhe dar um conselho eu diria: amplie seu leque de leituras, leia livros que tem ponto de vista diferente do seu. Como se diz aqui no nordeste, você está muito “bitolado”.
        Seus argumentos são em círculo, suas leituras colocaram-no num círculo vicioso mental que se retroalimenta, e você tem se mostrado incapaz de rompê-lo. Reflexo disso são seus argumentos de extremo simplismo, onde séculos de história humana, com suas milhares e milhares de questões minuciosas, são reduzidos a alguns termos generalizados. Há bons livros, de estudiosos sérios, fora das publicações da Torre de Vigia, sabia?

        “É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.” (Epiteto)

        Retribuo seu abraço sincero.

      • “A religião é a política realizada em nome de Deus. O líder religioso, assim como qualquer líder político, pretende governar o maior número de pessoas possível. Um governo que se faz não por leis, mas por dogmas.

        O monoteísmo é autoritário na sua essência. Nunca houve plebiscitos e nem mesmo reuniões com representantes eleitos pelo povo para criar os dogmas de uma religião. Eles são ditados de cima para baixo, por alguém que fala em nome do próprio Deus e, portanto, é incontestável, mesmo pela vontade da maioria.

        A fé é a mais autoritária das ideologias políticas já inventadas. Um instrumento político quase perfeito que permite ditar normas unilateralmente, governar sem a necessidade de armas e, ainda por cima, blindar-se de críticas em nome da tolerância religiosa.

        A religião só é religião até ser imposta; depois disso é simplesmente política e pode ser exercida tanto pela força das armas como pelos votos de uma maioria fundamentalista. E o uso do nome de Deus para mascarar o exercício deste poder político é a ferramenta política mais hipócrita que já se inventou, mas tem funcionado muito bem ao longo da história.

        Do ponto de vista exclusivamente político, o Estado Democrático de Direito é o maior entrave à expansão do império econômico e político das religiões.

        A teocracia é incompatível com o Estado Democrático de Direito, dado o autoritarismo inerente ao monoteísmo. Não se realizam votações para saber se é da vontade de Deus receber dízimos ou condenar os homossexuais a passarem a eternidade no inferno. São seres humanos que afirmam isso e que impõem aos outros a palavra de Deus que eles próprios escreveram. E estas são ações políticas e como tais devem ser tratadas.

        E é por isso que o Estado Democrático de Direito é, por sua própria natureza, laico. Porque é impossível ser democrático e monoteísta ao mesmo tempo. Assim como é impossível ser candidato a um cargo público e bispo, pastor ou padre ao mesmo tempo. Há um evidente conflito de interesses entre aquele que fala em nome de seu Deus e aquele que pretende falar em nome do povo em meio ao qual nem todos acreditam em seu Deus.

        A luta pela efetivação do Estado laico é a luta pela democracia. Por leis que sejam ditadas não de cima para baixo por uma autoridade que fala em nome de Deus, mas construídas a partir do diálogo plural e com respeito aos direitos fundamentais. E isto, deus monoteísta nenhum poderá conceder, pois seus mandamentos são – por definição – mandamentos.

        Monoteísmo e democracia são ideologias políticas antagônicas. É esta a grande cruzada da religião contra o Estado.”

        Extraído e adaptado de texto de Túlio Vianna: https://tuliovianna.org/2011/09/13/a-religiao-contra-o-estado/

    • Senhor Quintino.
      Um dos motivos de eu ter me tornado testemunha de Jeová é justamente o fato de não nos envolvermos em assuntos políticos algum. Não votamos e tampouco tentamos influenciar políticos para que se aprove leis que iriam de acordo com que acreditamos. Não nos envolvemos em temas e polêmicas sociais de nenhuma natureza. Não prestemos serviço militar e nem servimos voluntariamente nas forças armadas. Obedecemos as leis do país em que vivemos. E se por acaso alguma lei nos obrigue a desobedecer uma lei que acreditamos como sendo bíblica ,então não obedecemos essa lei governamental. Um exemplo disso é o serviço militar obrigatório no Brasil o qual a lei permite a isenção de Testemunhas de Jeová. Já na democrática Coreia do sul o mesmo não acontece, e por isso mais de quinhentos jovens testemunhas de Jeová estão presos por se recusarem pegar em armas e aprender a guerra. O que eu quero dizer com isso tudo que escrevi acima? Não adianta me por no mesmo saco que a cristandade e apelar pra política dizendo que a relação política-religião é nociva pra humanidade. Não adianta justamente porque eu concordo que essa é realmente uma relação nociva pra humanidade e tem tudo haver com os problemas atuais , e é por isso também que eu sou uma Testemunha de Jeová.
      Quanto os demais pontos sobre a minha pessoa, te digo que vou trás dos prós e contras com respeito ao que acredito. Não fico pensando por exemplo que esse argumento contra ao que eu acredito é bem lógico e plausível, “mas eu gosto mais disso que eu acredito”. O censo crítico e a busca pela verdade sobre todas as religiões, foi outro motivo pra eu ser testemunha de Jeová. O meu “círculo vicioso” de ideias e argumentos é simplesmente porque não há pra onde correr. Não sei se o senhor já teve a oportunidade de se informar a fundo sobre o que acreditam as Testemunhas de Jeová e a visão que temos da Bíblia . Se não, pode ver todos os detalhes no site jw.org/pt.
      Me sinto em relação ao senhor como se fossemos Albert Einstein e Niels Bohr, sempre se opondo mas sem querer construindo algo juntos. Alguém lá na frente vai colher os frutos, como o conceito quântico do século XXI.
      Abraço!

      • “Não votamos e tampouco tentamos influenciar políticos para que se aprove leis que iriam de acordo com que acreditamos.”

        Gracias por não votarem nem tentarem influenciar políticos para aprovarem leis de acordo com vossas crenças. Deixe que faremos isso por vocês, para construir um mundo melhor onde possam viver suas crenças sem serem perturbados, aguardando pacientemente a restauração do governo de Jeová-Touro (v. link no final). Isso chama-se democracia pluralista.

        Claro que vocês podem discursar o quanto essa democracia pluralista é satânica e o quanto vocês gostariam de vê-la substituída por um regime despótico fundado na negação dos mais elementares direitos humanos e baseado em ideias e dogmas da idade do bronze. Desde que não passem das palavras aos atos o regime democrático pluralista defenderá seu direito de pregar contra a democracia.

        Quanto a construirmos algo juntos, o sr não vê que é impossível qualquer síntese dialética entre nossas ideias, já que partimos de pressupostos diametralmente opostos, inconciliáveis?

        O sr defende que a bíblia, apesar de suas contradições, erros e mentiras, é um livro divino que deve ser impositivo.

        Eu, exatamente por enxergar (com caixa alta) a inconfiabilidade da bíblia, e por defender seu direito de acreditar, por exemplo, em peixe gigante-desdentado que engole homem por 3 dias devolvendo-o sem digeri-lo, cobra e burro falantes, mulher-costela (ou seria costela-mulher, já que a costela veio antes da mulher?), arca de noé, etc, etc, etc, jamais concordarei com suas posições. Até mesmo para defendê-lo das consequências nefastas que lhe adviriam (e a seu grupo religioso), por saber que vocês levam a sério essas estórias.

        Quanto a compararmo-nos com Einstein e Bohr, da minha parte também não concordo, por me sentir totalmente inadequado.

        Abraço!

        http://dialogoabertoriginal.blogspot.com.br/2013/01/yaveh-o-touro-de-jaco-e-nao-o-poderoso.html

        P.S. desculpe se soou irônico, mas é minha retórica.

      • Senhor Quintino,
        Tudo bem não precisa se desculpar já que eu também recorro à ironia muitas vezes. Também peço desculpas. Obrigado pela sua sinceridade, e vou continuar examinado as referências que me indica.
        Sobre Einstein e Borh, não se deprecie. Há um provérbio bíblico que diz que assim com ferro afia ferro, assim o homem afia a face do seu amigo, no caso, afia a face do opositor. Isso faz com que usemos mais nossa capacidade de raciocínio e esforçamos a encontrar respostas às questões que se nos apresenta. Foi assim o tempo todo com Einstein e Borh. A comparação foi nesse sentido.
        Abraço!

  4. Acho que se perdeu o foco outra vez quando falou de origem da religião ou seja, costumes,doutrinas e rituais. A escrita da Bíblia já foi encerrada a quase dois mil anos e por isso não há espaço para acrescentar mais nada a não ser teorias e suposições e é claro descobertas documentais ou arqueológicas que podem confirmar ou não sua historicidade. Seja como for, tudo fica em torno de uma escrita já encerrada. E novamente, o foco é o ponto de vista da Bíblia sobre o que é pagão ou não e a relação disso com a celebração do natal, e a posição dos que se dizem cristão em relação à dita celebração. Se é lícito ou não,moralmente correto ou não,cada cristão vai tomar posição de acordo com as informações disponíveis. Justamente foi essa a proposta da postagem do vozes mórmons. Eu tomei minha posição e você a sua. Eu forneci informações e você também. Com isso em mãos cada leitor decide o que fazer com elas.
    Sobre a minha pessoa, quero dizer que sou Testemunha de Jeová e como tal não sou fundamentalista como um criacionista por exemplo. Sou um estudante da Bíblia e isso me faz sempre relacionar a Bíblia com a história e a ciência e portanto considerar todas as informações que me chegam, como os links que você me passou. Eu acredito que a Bíblia é a palavra inspirada de Deus, escrita por humanos sim e por isso o ponto de vista do escritor deve ser considerado. Crendo na inspiração da Bíblia conforme 2 Timóteo 3:16,17, acredito que tudo o que está escrito ali, tem uma razão ou seja é útil como os relatos dos dois únicos aniversário registrado na Bíblia. É claro que esses dois relatos não diz que é errado comemorar aniversário mas também não diz que é certo. Mas considere que a Bíblia não fala nada de pornografia por exemplo, mas um cristão sincero tendo em mente temas bíblicos com fornicação e adultério, não se exporia à pornografia. Um outro exemplo do que o estudo da Bíblia me levou foi sobre os tais reis magos. Onde diz que isso é relato positivo com relação ao nascimento de Cristo? A palavra grega traduzida por magos também pode ser traduzida por astrólogos. Agora pense,magia e astrologia são coisas claramente condenadas nos escritos bíblicos tanto no velho como no novo testamento. Será que Deus conduziria ao recem- nascido Jesus pessoas cujas práticas Ele condena? Não foi atoa que eles foram atrás de uma estrela que lhes chamou a atenção pelo seu movimento peculiar. Ademais tal estrela os levou primeiro a Herodes em Jerusalém não a Belém e isso proporcionou a possibilidade de matar a Jesus, e devido a um aviso da parte de Deus, José fugiu para o Egito.Leia atentamente o relato e vai notar também que os magos não encontraram Jesus num estábulo e dentro de uma manjedoura e sim numa casa, ou seja já havia passado um bom tempo depois do nascimento de Jesus. Foi por isso também que Herodes não mandou matar só meninos recem-nascidos mas meninos de dois anos pra baixo. A única influência de Deus nos reis magos foi quando foram avisados para não voltarem pra Herodes mas irem por outro caminho. Pode ler esse relato em qualquer Bíblia ,vai ver que os reis magos são um elemento estranho ao dia do nascimento de Jesus.
    Sobre o primeiro natal,não está registrado na Bíblia o “primeiro natal” mas sim a ocasião do nascimento de Jesus num dia não indentificado. Para ser natal ou aniversário de Jesus ,teria que haver registro de uma celebração pelo menos um ano depois do nascimento de Jesus ou de anos posteriores,o que definitivamente não há.
    Sobre os anjos, há registros deles já no início da humanidade, os dois que guardavam a entrada do jardin do Éden, lembra? Portanto, sendo no início da humanidade é natural que o conceito de anjos tenha se espalhado pelas diversas civilizações posteriores de formas diferentes,assim como o dilúvio que é relatado em muitas culturas antigas em todos os continentes. De fato, muito do paganismo tem origem na verdade sobre Deus em relação ao homem e não ao contrário. Como a mitologia grega, os filhos de deuses como Hércules por exemplo. A Bíblia relata sobre os filhos híbridos dos anjos, os nefilins ou gigantes, homens de fama.
    Sobre a ressurreição: A Bíblia registra que Abraão e Jó acreditavam na ressurreição.
    O espírito: eu acredito no conceito judeu antigo, ou seja uma força que anima os seres humanos e os animais, e não algo à parte que sai do corpo após a morte e que tem personalidade. Note a que a primeira mentira registrada na Bíblia é que o homem não morreria se desobedecesse a Deus.( Gênesis capítulo 3). É claro que a mentira depois de um tempo não colou,Adão e Eva morreram, então a mentira teve que evoluir assim como o avião de Santos Dumont evoluiu,temos muitos modelos, formas dessa mentira de que não morreremos. O espirito santo não é uma pessoa e sim a força ativa de Deus, a mais poderosa força do universo.
    Sobre a omissão do relato do nascimento de Jesus em dois dos evangelhos, primeiro temos de considerar o que os autores acharam relevante escrever. Temos 4 evangelhos e dois desse deixaram o relato do nascimento bem fundamentado, os outros dois se concentraram em outros aspectos da vida de Jesus.
    Celebração da morte de Jesus através do único, digamos, ritual cristão – a passagem do pão e do vinho: Assim como a comemoração da páscoa judaica tinha elementos simbólicos como ervas amargas e o cordeiro que se comiam nesse dia, o mesmo acontece com o pão e o vinho – simbolismo. Não foi atoa que Jesus instituiu esse ritual no mesmo dia da páscoa judaica que simbolizava um pacto. Jesus substituiu o antigo pacto por um novo e com um novo simbolismo – o pão e o vinho.
    Mais um vez, respeito a sua opinião e agradeço pelas informações que você forneceu. Fique certo que vou analisar atentamente as referencia que você me passou por meio dos links.
    Abraço, nos falamos por aqui.

      • Em 1926 os estudantes internacionais da Bíblia como eram conhecidas as Testemunhas de Jeová na época,tiraram todos os elementos pagãos do natal e não sobrou nada para ser comemorado. Isso porque nunca houve uma comemoração de natal na Bíblia, portanto seria incoerência comemorar tal data como algo cristão. O senhor pode até criticar isso,mas não pode ir contra a lógica.

      • Então deixa eu ver se entendi.
        O senhor comemora o natal, que a maioria dos cristãos pensa que uma festa genuinamente cristã, porque esta festa na verdade o senhor sabe que é pagã e por isso tem graça. Então o senhor embarca nessa de natal junto com milhões de cristãos, que pensam que de o natal é cristão mas que o senhor sabe que de fato não é, e ao mesmo tempo o senhor é um critico do cristianismo que anima os cristãos a continuar comemorando o natal que na verdade não é cristão mas pagão e que por isso tem graça. O senhor está do lado de quem ? Comemorando o natal junto com os cristãos,estaria o senhor com essa atitude dizendo que está concordando com os cristãos sobre Jesus, um personagem cuja a divindade o senhor põe em dúvidas no seu blog? Usando um termo moderno, isso é uma baita trolagem que o senhor está fazendo com os que se consideram cristãos.

  5. Eu não gosto de comemorar meu aniversário mas todos os anos um grupo de pessoas que se dizem meus amigos e que gostam de mim insistem em me fazer uma festa pra mim. Só que eu nunca disse pra ninguém qual é a data do meu nascimento e então esse grupo de pessoas comemora o meu aniversário no dia do nascimento do meu inimigo e concorrente. Nesta festa eles fazem e comem comidas e bebidas que eu não gosto. Tocam um estilo de música que eu odeio. Esta festa é sempre temática, é decorada com as cores e o escudo do grêmio de Porto Alegre. Só que esse é o time daquele meu inimigo e concorrente eu sou fanático pelo internacional de Porto Alegre. A quem essas pessoas querem agradar mesmo?

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