BYU Estuda Efeito das Princesas Disney em Crianças

Pesquisa sugere influência nociva sobre meninas e efeito inesperado em meninos

1606-03 067 Sarah Coyne(Family Life)  Disney princess culture influence June 3, 2016 Imagem: Mark A. Philbrick|BYU Photo 2016

Imagem: Mark A. Philbrick | BYU Photo 2016

O estudo liderado pela pesquisadora Sarah M. Coyne, da Universidade Brigham Young (BYU), em conjunto com pesquisadores de outras instituições, observou crianças em idade pré-escolar, analisando a relação entre a exposição aos produtos das princesas Disney (filmes, brinquedos, etc) e as atitudes das crianças sobre papéis de gênero, auto-estima corporal e comportamento prossocial. O estudo foi publicado neste mês no periódico Child Development.

Apesar da imensa popularidade de que gozam e de serem vistos como “seguras”, segundo Coyne, as animações trazem alguns estereótipos que podem ter a longo prazo um efeito limitador para as meninas. “Acho que pais pensam que a cultura da princesa Disney é segura. Esta é a palavra que eu ouço seguidamente— é ‘segura'”, afirmou a pesquisadora ao site de notícias da BYU. “Mas (…) os pais deveriam realmente considerar o impacto de longo prazo da cultura da princesa”.

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Suicídio Entre Jovens Mórmons Dobra Desde 2008

Um novo estudo demonstra que a taxa de suicídio entre jovens adultos e adolescentes no estado de Utah dobrou de 2008 ao presente.

O estudo publicado pela Fundação Annie E. Casey Foundation demonstra que as métricas de saúde pública de Utah caíram drasticamente, derrubando o estado de 7º nos EUA para 27º no ranking nacional em saúde infantil.

Terry Haven, Vice-diretora da ONG Vozes Pelas Crianças de Utah explica que a principal causa para essa queda abrupta é o alarmante aumento em suicídios de jovens: Continuar lendo

Síndrome do Trauma Religioso

Síndrome do Trauma Religioso: Como Algumas Religiões Organizadas Induzem Problemas de Saúde Mental

Aos 16, eu comecei o que seria uma luta de quatro anos com bulimia. Quando os sintomas começaram, busquei em desespero adultos que sabiam mais do que eu sobre como parar o meu vergonhoso comportamento – um líder do estudo da Bíblia e um ministro de jovens. “Se você pedir qualquer coisa com fé, acreditando”, disseram, “será alcançado”. Eu sabia que eles estavam citando a Palavra de Deus. Oramos juntos, e fui para casa confiante de que Deus ouvira minhas orações.

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Imersão em religiões controladoras e a posterior saída podem resultar na Síndrome do Trauma Religioso, diz psicóloga. Foto: María Heredia Reyes

Porém, minhas compulsões horríveis não sumiram. No outono do meu segundo ano na faculdade, estava desesperada e deprimida o suficiente para uma tentativa de suicídio. O problema não era apenas a bulimia. Estava convencida então que eu era um fracasso espiritual completo. Meu departamento de aconselhamento da faculdade tinha se oferecido para me pedir ajuda real (que mais tarde fez). Mas, na minha mente, nesse ponto, tal ajuda não poderia corrigir o problema central: eu era um fracasso aos olhos de Deus. Seriam anos antes que eu entendesse que minha incapacidade em curar-me da bulimia através dos mecanismos oferecidos pelo cristianismo bíblico não era uma função da minha própria deficiência espiritual, mas deficiências da religião evangélica em si.

A Dra. Marlene Winell é uma consultora em desenvolvimento humano na região de São Francisco. Ela também é a filha de missionários pentecostais. Esta combinação tem dado a seu trabalho um foco incomum. Nos últimos vinte anos, ela tem aconselhado homens e mulheres em recuperação de várias formas de religiões fundamentalistas, incluindo as Assembleias de Deus, na qual foi criada. Winell é a autora de Deixando o Rebanho – Um Guia para os Ex-Fundamentalistas e Outros Deixando suas Religiões, escrito durante seus anos de prática privada em psicologia. Ao longo dos anos, Winell prestou assistência a clientes cujas experiências religiosas foram ainda mais prejudiciais do que a minha. Alguns deles são pessoas cujos sintomas psicológicos não foram apenas exacerbados pela sua religião, mas, na verdade, causadas por ela.

Dois anos atrás, Winell causou comoção ao formalmente classificar o que chama de Síndrome do Trauma Religioso (STR) e começou a escrever e falar sobre o assunto para o público profissional. Quando a Associação Britânica de Psicólogos Comportamentais e Cognitivos publicou uma série de artigos sobre o tema, membros de uma associação de aconselhamento cristão protestou sobre o que chamaram de atenção excessiva a um “assunto relativamente de nicho”. Um comentarista escreveu: “Uma religião, fé ou livro não pode ser abusivo, mas o povo interpretando pode fazer qualquer coisa abusiva”.

Religião tóxica é simplesmente um questão de má interpretação? O que é trauma religioso? Por que Winell acredita que trauma religioso mereça seu próprio rótulo diagnóstico? Eu perguntei tudo isso a ela. Continuar lendo

Bênção Patriarcal de Joseph Smith

Em 09 de dezembro de 1834, Joseph Smith Jr. recebeu de seu pai uma bênção patriarcal. Semanas antes de completar 29 anos, o jovem profeta ouviu de seu pai sexagenário palavras que não só remetiam aos patriarcas bíblicos como traçavam a eles sua genealogia e promessas.

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Joseph Smith Sr. foi ordenado como Patriarca da Igreja de Cristo em 1833, sendo seu ofício o único ofício eclesiástico hereditário estabelecido durante a vida do profeta mórmon. Joseph Smith Sr. concedia aos membros da Igreja bênçãos patriarcais. No mormonismo, a bênção patriarcal é uma profecia individual, proferida durante uma cerimônia com imposição de mãos de um patriarca, cujas palavras e profecias são transcritas para servir ao recepiente como escrituras personalizadas e guia espiritual.

Nessa benção patriarcal, o Patriarca elogia seu filho, o Profeta, por sempre apoiar seu pai a despeito de seu problema com alcoolismo, afirmando-lhe que obteria enormes poderes sobrenaturais para realizar milagres iguais aos realizados por Jesus e até mais, e ainda prometendo-lhe segurança física contra assassinos potenciais que lhe tentariam, em vão, tirar-lhe a vida. Acima de tudo, Smith Sr. profetiza a Smith Jr. em tons milenares, comuns para o mormonismo dessa época, que ele ainda presenciaria a tão esperada Segunda Vinda de Cristo.

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Dieter Uchtdorf: O iPhone de Joseph Smith

O Apóstolo e Conselheiro na Primeira Presidência Dieter F. Uchtdorf publicou nota hoje afirmando que Joseph Smith tinha uma espécie de celular do tipo smartphone.

Uchtdorf iPhone

De acordo com Uchtdorf, em mensagem postada em sua página pessoal do Facebook, Smith teria traduzido o Livro de Mórmon com uma pedra que funcionaria exatamente como um celular moderno: Continuar lendo

Dízimo e Transparência

Membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são ordenados a pagar 10% de seus salários como dízimo, além de serem encorajados a pagarem contribuições adicionais.

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Formulário de Doação de Dízimo para a Igreja SUD (após 2012)

A Igreja mantém algum mecanismo de transparência para os membros dizimistas onde mostre como esses fundos são gastos ou investidos? Ela tem algum dever legal a fazê-lo? Continuar lendo

427 Horas

Membros da Igreja Mórmon dedicam 427 horas por ano, ou 8,2 horas por semana, em média participando de atividades da Igreja.

Foto Cortesia (San Antonio Express News)

Foto Cortesia (San Antonio Express News)

Essa é a estatística oferecida pela representante oficial do Continuar lendo

Escandalizar e “Arrancar” Partes do Corpo

E como aplicar essa escritura?

Resolvi escrever este artigo simples sobre as passagens bíblicas que tratam do ato de escandalizar (ou do sujeito pelo qual vêm os escândalos), numa tentativa de esclarecer aos leitores alguns dos reais significados e contextos dessa expressão popular entre cristãos.

Jesus cortava mãos e arrancava olhos?

Jesus cortava mãos e arrancava olhos?

Eu tenho pouco tempo, e alguma preguiça também, sobre escrever artigos que sei que demandariam tempo para referencial técnico, mas fui desafiado a dar razão a uma resposta dada no artigo “Heber J. Grant: Castidade ou Morte”, tema também familiar em algumas falas de Spencer W. Kimball e outros.

  • Será que ao ler esta passagem eu compreendo a dimensão implícita com “um membro do corpo”?
  • Ou mais profundamente, quando é o caso de fazer essa ‘remoção’?

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John Widtsoe: Mito Popular Sobre Poligamia

O Apóstolo John A. Witdsoe desmascarou um mito popular entre mórmons sobre poligamia ao escrever em 1943, de maneira clara e inequívoca, porém esse mito ainda persiste entre muitos membros da Igreja até hoje.

John Widtsoe

John Andreas Widtsoe, Apóstolo da Igreja SUD (1921-1952)

Widtsoe dirigiu-se àqueles que querem justificar a prática de poligamia mórmon no século 19 argumentando que ela foi introduzida por Continuar lendo

DNA, Raças, e Etnias [Vídeo]

Uma iniciativa de propaganda da empresa de viagens e turismo Momondo que está dando o que falar traz uma mensagem fundamental para algumas crenças teológicas mórmons do século 19.

World Religions

O conceito é muito simples e científico, apesar de um pouco sensacionalista. Eles convocaram pessoas de vários lugares do mundo com forte senso nacionalista e orgulho étnico ou racial para fazer um teste de DNA e descobrir as origens genéticas de seus antepassados.

Assista o vídeo aqui (clique no ícone da roda dentada para ativar legendas em português): Continuar lendo

Igreja Mórmon Doa Milhões para Estádio

A Igreja SUD ofereceu USD 3 milhões (R$ 10,4 milhões na cotação de hoje) para a construção do estádio Utah State Fairpark.

Arena Corinthians

Arena Corinthians, popularmente conhecido como “Chiqueirão” (foto ilustrativa)

Organizadores do novo estádio de 10 mil assentos, cujo custo total está previsto em USD 17 milhões, usaram o apoio Continuar lendo

Vice-Governador Mórmon Pede Desculpas por Homofobia

O vice-governador do estado de Utah, Spencer Cox, proferiu um emocionado, sincero, e tocante discurso em honra às vítimas do recente atentado terrorista em Orlando no qual ele pede desculpas à comunidade LGBT pela homofobia do passado.

Vice-governador de Utah, Spencer Cox (Foto: KUTV)

Vice-governador de Utah, Spencer Cox, discursa para LGBT e aliados (Foto: KUTV)

Membro ativo d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e do Partido Republicano, Cox admite ter crescido com noções e atitudes homofóbicas dos quais ele se arrepende e pelos quais pede sinceras desculpas, reconhecendo ter demorado para perceber a discriminação, o preconceito, e o ódio frequentemente imposto a esse grupo minoritário.

O discurso de Cox viralizou na internet e foi muito bem recebido pela mídia jornalística, exceto pelo jornal da Igreja SUD. Continuar lendo

Heber J. Grant: Castidade ou Morte

Você é pai ou mãe? Tem filhos ou filhas? Você preferiria chegar em casa e descobrir que seu filho ou sua filha fez sexo seguro com alguém ou que ele ou ela fora brutalmente assassinado?

De acordo com Heber J. Grant, sétimo Presidente d´A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a sua resposta à essa pergunta determina se você é um bom membro da Igreja ou não.

Heber J. Grant, Presidente d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1918-1945)

Heber J. Grant, 7o Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1918-1945), Apóstolo (1882-1918)

O Presidente Heber J. Grant explicou a questão com clareza em seu famoso livro Padrões do Evangelho: Trechos de Discursos e Publicações de Heber J. Grant publicado por décadas pela Igreja SUD: Continuar lendo

Historiador da Igreja Pedia Reformas

O Historiador da Igreja SUD entre 1972 e 1982, Leonard J. Arrington, anotou em seu diário reformas à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias que ele julgava serem necessárias para remover práticas institucionais nocivas para a Igreja e para os membros.

Leonard Arrington

Arrington foi o primeiro não-Apóstolo, e até hoje o único não-Autoridade Geral, a ser chamado para o ofício de Historiador da Igreja desde quando Joseph Smith chamou Willard Richards em 1842 para a posição.

Sob a égide do Apóstolo Howard Hunter, Arrington transformou o campo acadêmico para historiadores mórmons ao abrir os arquivos históricos da Igreja para pesquisadores. Durante uma década, Arrington estimulou e fomentou uma verdadeira revolução nos estudos mórmons à era popularmente chamada de “era de ouro em historiografia mórmon” ou “nova história mórmon”.

Essa liberdade acadêmica e abertura intelectual não passou, porém, incólume. Alguns Apóstolos, como Ezra Benson, Bruce McConkie, Mark Petersen, e Boyd Packer fizeram feroz oposição ao trabalho de Arrington, até que em 1982, ele foi desobrigado em uma reunião secreta privada e seu novo substituto anunciado em Conferência Geral alguns meses depois, sem quaisquer menções a Arrington. Inclusive, ele foi o único Historiador da Igreja a ser desobrigado sem votos de gratidão pela Igreja em conferência.

Arrington, contudo, permaneceu inabalavalmente fiel e ativo na Igreja pelo resto da vida, e ainda mais importante, produzindo e orientando uma nova geração de historiadores até sua aposentadoria como Professor e Chefe de Departamento da BYU.

Entre esses o autor da melhor biografia de David O. McKay, historiador Gregory Prince, que publicou há duas semanas uma biografia de Leornard Arrington: Leonard Arrington and the Writing of Mormon History.

É desta biografia que descobrimos uma página do diário de Arrington, onde ele lista mudanças que julgava serem necessárias e cruciais para alterar aspectos nocivos e perniciosos dentro da instituição da Igreja SUD.

Diário de Leonard Arrington, com seu retrato ao fundo. (Foto: Scott Sommerdorf l The Salt Lake Tribune)

Diário de Leonard Arrington, com seu retrato ao fundo. (Foto: Scott Sommerdorf l The Salt Lake Tribune)

Eis a lista de práticas comuns que Arrington identificou como prevalentes e prejudiciais: Continuar lendo

Os Roqueiros e o Missionário

Uma Experiência Missionária: Contato com Roqueiros

Uma das bênçãos de servirmos uma missão são as experiências e aprendizados que adquirimos.

Vacaria, SC

Catedral Nossa Senhora da Oliveira no centro de Vacaria, RS

Eu servi na Missão Brasil Florianópolis, um lugar bem diferente do interior de Minas Gerais. Mas uma das áreas que trabalhei era bem parecida com minha cidade. Vacaria é a única cidade gaúcha da missão pertencente à Estaca Lages. Uma das semelhanças era que muitos jovens eram roqueiros e foi um grupo deles que fez um sentido maior na minha missão. Continuar lendo