Mãe e solteira

Imagem: Wikimedia.

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Quais os problemas enfrentados por mães divorciadas ou solteiras dentro da Igreja sud? Há preconceito contra essas mulheres? O que pode ser feito para que sejam melhor recebidas e tenham plena cidadania na Igreja?

Numa instituição que valoriza a família tradicional e que percebe o casamento e a paternidade e maternidade como passos para a deificação, sabemos que podem surgir certos “efeitos colaterais”: ser solteiro, por exemplo, pode ser algo socialmente incômodo para membros que há tempo deixaram a adolescência. Isso também afeta fortemente aqueles que são divorciados, pois ainda que o divórcio tenha sido a última saída para a solução de sérios problemas, o divórcio é geralmente representado na Igreja como um problema em si e os divorciados, pessoas que não perseveraram até o fim. E, claro, solteiros ou divorciados que são pais e mães parecem se distanciar ainda mais do ideal de família tradicional representado pelas fotos da Liahona.

Quando muitos se preparam para celebrar o dia das mães, eu me questiono como é ser mórmon, mãe e solteira. Evidentemente, não é uma experiência que eu possa viver e falar a respeito. Mas nem por isso isso me preocupa menos. A extrema habilidade que nossas congregações (alas ou ramos) têm para excluir pessoas, somada a padrões familiares idealizados por muitos mas alcançados por poucos em nossos dias, estariam fazendo das mães solteiras e divorciadas as vítimas preferenciais do conjunto de fatores que afasta os membros da Igreja?

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14 comentários sobre “Mãe e solteira

  1. Fui mãe solteira e em nenhum momento fui discriminada ou excluída das atividades da igreja de minha ala em Belém-Pa. Consegui me casar com um bom homem e que me levou ao templo. E refiz minha vida novamente. E também nunca dei ouvidos para as fofocas de pessoas com mentalidade e visão pequena.

  2. Não quero me precipitar no comentário, mas na ala onde frequento são algumas pessoas que têm esse jeito desagradável. Não quero mais generalizar. Há mães solteiras, mulheres com filhos adolescentes casadas pela segunda vez, solteiros e solteiras com mais de 30 anos e nunca reparei em descaso ou qualquer sentimento negativo em relação a esses membros. É possível que um ou outro membro não enxergue essa condição com tão bons olhos, mas não expõe abertamente, ainda bem. Pelo menos não, nesses casos.

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