O Conselho de Deuses e o Conselho dos 50

William Clayton (1814-1879), secretário do Conselho dos 50

William Clayton (1814-1879), secretário do Conselho dos 50

William Clayton foi secretário do Conselho dos 50 e suas anotações pessoais constituem uma das importantes fontes sobre aquela organização. Durante nosso primeiro Podcast Mórmon, que tratou do Conselho dos 50, percebi a dificuldade de explicar – e mesmo de entender – a relação intrínseca que mórmons no séc. XIX viam entre a sua religião e outros aspectos da vida humana como economia e política.

A anotação feita por William Clayton em seu diário¹ é valiosa por mostrar a sua percepção do Conselho dos 50 como uma entidade que representava o núcleo de um futuro governo teodemocrático, mas era à semelhança de um governo divino anterior à formação da Terra. Em 10 de março de 1845, enquanto revisava as atas do Conselho, Clayton anotou em seu diário:

Enquanto escrevendo e copiando os registros do Reino, estava escrevendo estas palavras dadas pelo Élder H. C. Kimball no conselho no dia 04, “se um homem pisar fora dos seus limites, ele perderá seu reino como foi com Lúcifer e será dado a outros mais dignos”. Essa ideia me veio à mente. É doutrina ensinada por esta igreja que nós estávamos no Grande Conselho entre os Deuses quando a organização deste mundo foi contemplada e que as leis de governo foram todas feitas e sancionadas pelos presentes e todas as ordenanças e cerimônias decretadas. Agora não é o caso que o Conselho do Reino de Deus agora organizado sobre esta terra está fazendo leis e sancionando princípios que em parte governarão os santos após a ressurreição, e depois da morte não serão essas leis dadas a conhecer por mensageiros e agentes como o evangelho nos foi dado a conhecer[?]. E não há uma similaridade entre esse grande conselho e o conselho estabelecido antes da organização deste mundo[?].

 

1. An intimate chronicle: the journals of William Clayton. George D. Smith (ed.) Signature. Salt Lake, 1995.

12 comentários sobre “O Conselho de Deuses e o Conselho dos 50

  1. Se formos pensar bem satanás é um mal necessário.Foi “criado” para ser um contra ponto,oposição.Sua figura é elemento sine qua non para a própria existência do plano de salvação.Um personagem sem o qual a trama não faria sentido algum.

  2. todas as verdades ensinadas por meio do espirito santo testifica para o sosso espirito que é verdade ,fico impressionado quando leio algo de alguém que aparentemente revela ser inteligente , mas ao mesmo tempo se contradiz com suas propiás palavras e comentários , pessoas que gasta tempo procurando defeitos em coisas verdadeiras , quando deveriam praticar mas atos de bondade , amor ,caridade e etc…… e tal sei que a igreja de jesus cristo é o único reino na terra verdadiro e correto , estou falando de doutrina e ensinamentos , (não de membros, pessoas).

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