Brigham Young: Direitos da Mulher

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre os direitos da mulher, no famoso Tabernáculo, em agosto de 1869:

Brigham Young

“Muito se fala nestes dias no que diz respeito aos direitos da mulher. Eu desejo que nossas mulheres entendam seus direitos, e, então, assumam-nos. Elas têm um grande número de direitos dos quais não estão conscientes. Quando eu passo de casa em casa, de vez em quando, às vezes penso, “Eu gostaria que a senhora que mora aqui entendesse seus direitos, se ela entendesse, eu acho que a casa dela e as suas crianças seriam um pouco diferentes.” É seu direito, esposas, pedir aos seus maridos para lhe prover um jardim bonito com árvores de fruto, e algumas videiras e flores com os quais você possa decorar o exterior da sua habitação; e se seus maridos não têm tempo, arrume-os vocês mesmas para si e plantea-as nos seus jardins. Algumas, talvez, dirão: “Ó, eu não tenho nada além de uma simples casa de madeira, e não vale a pena isso.” Sim, vale a pena. Passe gesso e pinte, e deixe trepadeiras correr por cima da porta, de modo que todo mundo que passe na frente diga, “Que casinha linda!” Este é o seu privilégio e eu desejo que você possa exercer seus próprios direitos.

É seu direito e privilégio, também, parar toda frivolidade em suas conversas, e como isso é necessário! Muitas vezes pensei e disse: “Como é necessário para as mães, que são os primeiros professores de seus filhos e que fazem as primeiras impressões em suas mentes jovens, serem rigorosas.” Os cuidados que devem ter para nunca impressionar uma falsa idéia na mente de uma criança! Elas nunca devem ensinar-las qualquer coisa, a menos que elas saibam que seja correto em todos os aspectos. Elas nunca devem dizer uma palavra, especialmente na presença de uma criança, que seja impróprio. Quão natural é para as mulheres para falar como bebês com seus filhos; e parece tão natural para os homens fazê-lo. É tão natural para mim, como respirar, falar bobagens a uma criança no meu colo, e ainda assim eu tenho tentado evitar isso desde que eu comecei a ter uma família.

Estes deveres e responsabilidades recaem sobre mães muito mais do que sobre os pais, já que vocês sabem que esses estão muitas vezes no campo ou nos cânions, e estão frequentemente longe de casa, às vezes por vários dias, atendendo aos trabalhos que os obrigam a estar ausente de casa. Mas a mãe está em casa com as crianças continuamente; e se elas são ensinadas lições de utilidade isso dependerá dela. Quão tolo é – e algumas mães o fazem – vestir uma criança de modo mais vistoso possível, quando se sabe que, a menos que esteja sob seu olho, que qualquer criança, em cinco minutos após ser vestida, se jogará na lama! Por que não preferem vestir a criança em algo útil e adequado, pois brincar, tomar sol e ar fresco são tão necessários para as crianças como alimento. Vejo essa miopia sem sentido por parte das mães? Sim, mas é por falta de pensar e através da bondade equivocada que elas fazem isso e muitas outras coisas tolas com seus filhos.

Uma coisa é muito verdadeira e nós acreditamos, e isso é que a mulher é a glória do homem; mas ela não foi feita para ser adorada por ele. Como dizem as Escrituras, o homem não é sem a mulher, nem é mulher sem o homem no Senhor. No entanto, a mulher não foi feita para ser adorada assim como o homem tampouco. Um homem não é feito para ser adorado por sua família; mas ele é para ser seu chefe, e para ser bom e justo com eles, e de ser respeitado por eles. É seu privilégio caminhar ereto, conversar o mesmo que Deus, na verdade, ele é feito à imagem expressa de seu Pai Celestial, e ele deve respeitar esta posição. No entanto, ele não é feito para ser adorado, mas para ser o cabeça e o superior, e ser obedecido com amor e bondade, e a mulher é para ser sua ajudante. A mulher tem a sua influência, e ela deve usá-la no treinamento de seus filhos no caminho que devem seguir; se ela não o fizer, ela assume responsabilidades terríveis.” — Brigham Young (Journal of Discourses 14:109)

 


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4 comentários sobre “Brigham Young: Direitos da Mulher

  1. Ao ler o post fiquei pensando no contexto da época em que B. Young falou isso às mulheres. Pensei na perspectiva cultural vivenciada por elas e no quão limitada deveria ser: o marido deveria prover a plantação de um jardim bonito com árvores, videiras e frutos e caso ele não possa pela falta de tempo, ela mesma deverá fazer; passar gesso na casa, pintar de deixar que trepadeiras cresçam e enfeitem as portas da casa. Ou seja, é reduzidíssimo os direitos das mulheres SUD daquela época.

  2. Outro ponto que gostaria de comentar, mas que acabei clicando no botão de publicação do comentário é o machismo seboso de B.Young, determinando em detalhes o que as mulheres da época devem ou não fazer, ditando seus direitos e reduzindo-os as simples tarefas domésticas. O machismo dele é “ogro”, é de doer os ouvidos e, sinceramente, quem deveria atentar para o que diz, onde crianças são ouvintes , é ele.

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