13 Maneiras para Mórmons Fiéis Protestarem

Escritora Mórmon sugere 13 maneiras como membros da Igreja SUD ativos e fiéis possam protestar sem apelar ao extremismo.

Mórmon protesta

Mórmon protesta contra discriminação na Igreja SUD

No último mês, milhares de membros da Igreja oficialmente resignaram seus status de membros em protesto contra a nova política de discriminação da Igreja contra crianças em famílias LGBT.

A escritora Mette Ivie Harrison sugere que é possível protestar essa política discriminatória e ainda assim manter-se ativa e fiel à Igreja, sem atitudes extremas como resignar sua religião. Ela elaborou, em um interessante artigo, 13 atos que membros podem tomar em protesto e ainda manter sua fé:

Se você é um dos muitos Mórmons que tem um forte testemunho do Livro de Mórmon, que acredita em profecia moderna e no chamado divino da Primeira Presidência e dos Doze, mas ainda assim não aceita essa nova política como vindo de Deus, existem, creio eu, outras maneiras através das quais você pode expressar sua discordância com a Igreja além de resignar dela.

Eis suas sugestões:

1. Direcionar suas ofertas e doações para algumas das ONGs que apóia as centenas de Mórmons adolescentes LGBT que são expulsos de casa todos os anos ao saírem do armário para suas famílias, como o Utah Pride Center.

2. Escrever cartas diretamente à Primeira Presidência da Igreja expressando amor pelos Mórmons LGBT e preocupação pela dor e sofrimento que essa política infligirá sobre eles e seus filhos.

3. Chamar a atenção de amigos, familiares, e correligionários que postam comentários homofóbicos no facebook e em outras mídias sociais.

4. Vestir roupas pretas para todas as reuniões dominicais até que a política seja revogada, e explicar clararamento o porquê disso para os que lhe perguntarem sobre isso.

5. Discutir com seu Bispo e/ou Presidente de Estaca de maneira honesta e fiel seu desconforto com a nova política.

6. Mencionar as famílias LGBT quando oferecendo orações nas reuniões, especialmente pedindo para que Deus toque os corações e as mentes dos líderes da Igreja para que mudem de ideia.

7. Vocalizar aberta e sinceramente sua oposição à essa política em reuniões da Igreja, especialmente quando assuntos pertinentes são discutidos, como famílias eternas, arrependimento, o valor das almas, e visitando pecados dos pais sobre os filhos, recusando-se deixar a controversia ser esquecida.

8. Falar abertamente sobre os riscos de suicídio entre Mórmons LGBT que sentem-se isolados e banidos pela Igreja e pela comunidade SUD.

9. Confortar amigos LGBT, assegurando-lhes de seu amor por eles, e que ainda permanece do lado deles, e não da discriminação.

10. Participar de grupos na internet ou nas mídias sociais que apóiam Mórmons LGBT.

11. Vestir meias, gravatas, meias-calças, ou laços de arco-íris para reuniões dominicais.

12. Lembrar e relembrar membros da Igreja das décadas quando a Igreja SUD recomendava e financiava sessões de tortura, terapia por eletrochoque, e terapias de conversão para membros LGBT, incluindo forçar milhares casamentos de orientações mixtas, de onde vem muitas dessas crianças contra quem a Igreja está agora discriminando.

13. Recusar a seguir a nova política, especialmente se ocupar uma posição de liderança local. Aceitar ser desobrigado ou disciplinado por isso como consequência natural, pois quanto mais isso ocorrer, tanto mais os Profetas e Apóstolos sentirão necessidade de prestar maior atenção ao assunto.

O Deus que eu conheço ama a todos e eu acredito que Ele é o cabeça da igreja Mórmon. Eu também acredito que os profetas da Igreja Mórmon são homens de Deus, que eles sinceramente tentam fazer o que é certo e ouvir a voz de Deus – e que erram às vezes, assim como todos nós.

Tenho amigos que resignaram formalmente sua filiação na igreja por causa desta política e honro a sua escolha. Você certamente pode falar com os pés no seu caminho porta afora. Se isso é o que a sua consciência lhe manda fazer, então você deve seguir o seu próprio senso de certo e errado. Mas, por agora, eu sinto que aqueles que permanecem dentro da igreja pode respeitosamente protestar contra esta política e ao fazê-lo, podem ajudar os membros LGBT que ainda estão nos bancos, alguns deles fora do armário e alguns deles ainda não. Em particular, eu estou preocupada com adolescentes LGBT que têm pavor de dizer a verdade sobre si mesmos para seus pais que ainda não percebem que seus próprios filhos estão sofrendo por causa dessa política. Esses são os que estão em maior risco de suicídio e é para eles que eu sinto que eu estou falando quando eu protesto das maneiras listados acima.

O que vocês acham dessas sugestões dela? Quais dessas formas de protesto são viáveis ou funcionais? Existem outras formas não discutidas acima, talvez melhores ou mais eficazes?


Mette Ivie Harrison é triatleta e mãe-de-família Mórmon com 5 filhos, incluindo um missionário atualmente servindo no Texas. Ela é autora de seis romances para adolescentes Mórmons, incluindo The Princess and the Hound e The Rose Throne, uma biografia sobre suas experiências de perda e sacrifício no triatlo chamado Ironmom e este mês estará publicando um suspense chamado ‘A Esposa do Bispo’. 

6 comentários sobre “13 Maneiras para Mórmons Fiéis Protestarem

  1. Se isso der certo…vou ficar bem surpreso 😲 nunca presenciei uma norma ser revogada por pressão popular,a igreja vai disciplinar quem fizer os protestos? Vou protestar orando.

  2. Os Santos dos Últimos Dias devem se banquetear com as escrituras e entender o contexto no qual estão inseridos. Vivemos nos últimos dias mesmo! Eu nunca pensei que viveria para ver esse dia com meus próprios olhos, não poderia imaginar que faria parte. Tenho pessoas queridas sofrendo por estarem inclinados a essa tendência, porém meu mais sincero sentimento é que estas pessoas não se afastem da igreja verdadeira, que agarrem firmemente na barra de ferro e olhem pra frente renunciando a si mesmas por amor ao Plano de Salvação.
    Nenhuma destas ideias propostas por esta irmã eu apoio. Eu posso até nas aulas quando o assunto surgir externar minha sincera simpatia a estes irmãos e irmãs que são inclinados ao homossexualismo, porém jamais vou ficar contra os mandamentos e oráculos do Senhor.
    Solicito a todos os leitores deste site que estudem minuciosamente as palavras do Elder Packer publicado neste site intitulado: “Boyd Packer: Três Inimigos Internos da Igreja”,tenho certeza que compreenderão muitas coisas importantes e sérias sobre o Reino de Deus.
    Esta é minha contribuição referente ao assunto abordado neste post.

  3. Seria bom conversar com o seu bispo antes de seguir essas orientações. Ele vai te alertar sobre os riscos que sua vida espiritual corre com essas ações. E aí depois você decide se quer seguir com isso ou não.

  4. A pior idolatria é aquela na qual quem a pratica não a percebe.

    Nesse contexto, seria menos danoso idolatrar ídolos de pedra e barro, que não falam e nem mandam, do que entregar a vida, sem qualquer critério pessoal ou racional, nas mãos de estranhos que se dizem ‘deuses’ com os quais você pessoalmente não pode falar (apenas através deles).

    O que isso tem haver com o post? Quase nada, a não ser que ‘mórmons fiéis’ nunca farão ‘protesto’, iria ‘ofender o espírito’ e daria espaço pra passar por ‘apóstata’. Falar com o bispo? Ah, faça-me o favor! Se você tem consciência de algo que não te agrada expresse e ponto final, se não tem convicção, esqueça, e continue insensível (muitas vezes sem o saber) aos problemas à sua volta.

    • Olá Gerson, tudo bem?

      Bom, se você tem consciência de algo que não te agrada expresse para o bispo, ele pode te dar bons conselhos sobre isso.
      O problema é não querer ouvir ninguém antes de tomar uma atitude polêmica.

      • Desculpa, Ellen, meu comentário era em um tom de sarcasmo comigo mesmo.

        E não, na atual conjuntura em que hoje me encontro eu não falaria com o bispo, o presidente da estaca ou o papa, eu falaria com Deus primeiro, e por muito tempo se fosse necessário.

        E sim, eu sei o que isso parece, eu sirvo em bispados e presidências de estaca ativamente por mais de 15 anos, tendo uns 22 anos de batismo e alguma história pra contar. Digo isso apenas com intenção de contextualizar minha situação. E talvez o porquê de minha atual posição/ pensamento.

        Pode ser um conselho útil para o iniciante na fé, mas não o é para sempre e sequer o é para o preguiçoso que não se atreve a entender sua proporia fé e a doutrina que abraçou.

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