Cartões de Natal Apropriados para Mórmons

Você é membro da Igreja SUD? Seus cartões natalinos são adequados ou dentro dos padrões esperados para um mórmon?

O Apóstolo Dallin H. Oaks foi à sua página pessoal de Facebook no natal passado para ensinar uma lição natalina para os membros da Igreja. Uma mensagem delineando quais cartões de Natais são apropriados para mórmons.

Apóstolo Dallin Oaks no “púlpito sagrado”.

O Apóstolo Dallin Oaks, em sua mensagem de Natal para ex-alunos da Faculdade de Administração da Universidade de Brigham Young, teceu interessantes comentários sobre a missão e os ensinamentos de Jesus.

[Leia artigo nosso sobre esses comentários aqui]

Ademais, naquele discurso Oaks havia comentado sobre cartões natalinos, e aparentemente, esse tema lhe pareceu importante o suficiente para repeti-lo a um público maior. Vejamos o que Oaks tem a dizer sobre tais cartões natalinos: Continuar lendo

Profecia e Inflação Brasileira

Às vésperas da eleição presidencial que levaria ao segundo turno Dilma Roussef e José Serra, o setenta brasileiro Claudio Costa pregava a obediência cega e utilizava a economia brasileira como um exemplo de revelações específicas dadas por profetas vivos.

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Cláudio R. M. Costa, da Presidência dos Setenta

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Spencer Kimball: Amor vs. Luxúria

O Presidente Spencer W. Kimball deu um discurso intitulado “Amor versus Luxúria” para uma devocional de adultos jovens na cidade de Manti, Utah, em julho de 1974, no qual ele deixa claro que jovens apaixonados “aos amassos” estão cometendo crimes quase tão graves quanto assassinatos.

Spencer W. Kimball, Presidente d´A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1973-1985) e Apóstolo (1943-1973)

Spencer W. Kimball, Presidente d´A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1973-1985) e Apóstolo (1943-1973)

Para o então Profeta e Presidente da Igreja SUD, não há muita diferença entre sexo consensual e estupro entre pessoas não casadas.

Além disso, Kimball novamente deixa claro que homossexualidade é uma escolha, que pode ser “causada” por masturbação, que preferia que houvesse leis que criminalizassem homossexuais, e que eles podem ser curados.

Curiosamente, Kimball parece não demonstrar problemas com incesto, desde que sejam irmãos e irmãs que se casem entre si.

Seguem abaixo trechos principais do discurso, cujo original pode ser lido na íntegra aqui:

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Judas e a História

A (in)Confiabilidade das Informações Transmitidas pelas Escrituras.


Quando falamos em escrituras, consideramos elas como fontes seguras para entendermos a vontade de Deus, conhecer seus estatutos e um mapa para voltarmos a viver com Deus. O Livro de Mórmon chama as escrituras de “Barra de Ferro”, ou o que conhecemos hoje, um “corrimão” que nos conduz em segurança pelas tribulações da vida. Apesar dessa ser a ideia geral, as pessoas tendem depositar uma confiança excessiva nas escrituras, confiança essa que pode trazer erros de entendimento quanto às coisas de Deus.

A Última Ceia por Carl Heinrich Bloch (1834 – 1890), focando na conspícua saída de Judas da ceia

A Última Ceia por Carl Heinrich Bloch (1834 – 1890), focando na conspícua saída de Judas da ceia

Há vários tipos de informação nas escrituras: Continuar lendo

Todd Christofferson: Livro de Mórmon Não Precisa Ser Histórico

O Apóstolo D. Todd Christofferson, querendo celebrar a importância do Livro de Mórmon em um discurso para a Biblioteca Nacional dos Estados Unidos, admitiu abertamente que a crença na historicidade da narrativa do Livro de Mórmon não é fundamental para sua apreciação.

O jantar onde Christofferson discursou faz parte de um projeto sobre livros americanos populares e influentes, através do qual a Biblioteca Nacional realizou pesquisas de opiniões populares de quais livros escritos por autores norte-americanos seriam considerados mais relevantes pelo público norte-americano.

A eclética lista mistura clássicos da literatura americana, como “Of Mice and Men” e “East of Eden” de John Steinbeck, “Slaughterhouse-Five” de Kurt Vonnegut, “Nature” de Ralph Waldo Emerson, “Death of a Salesman” e “The Crucible” de Arthur Miller, “The Old Man and the Sea” de Ernest Hemingway, e “A People’s History of the United States” de Howard Zinn, com romances e novelas populares como “One Flew Over the Cuckoo’s Nest” de Ken Kesey, “The Stand” de Stephen King, “Are You There God? It’s Me, Margaret” de Judy Blume, “Dune” de Frank Herbert, e alguns títulos popularmente atrelados a movimentos ideológicos extremistas, como “The Fountainhead” e “Anthem” de Ayn Rand, e “Capitalism and Freedom” de Milton Friedman. Entre os nomeados, encontra-se o “The Book of Mormon”, de Joseph Smith.

Após uma introdução pessoal oferecida pelo influente Senador Federal e membro da Igreja SUD Orrin Hatch, Christofferson leu seu discurso, incluindo uma breve introdução da narrativa do Livro de Mórmon, e recheado de chavões populares entre mórmons (além de algumas embaraçosas falácias lógicas e discretas distorções históricas), surpreendendo pela sua inclusão da admissão de que a historicidade dessa narrativa não é necessária para apreciar o livro como literatura ou escritura. Continuar lendo

Spencer Kimball: Índios Preguiçosos e Supersticiosos

O Profeta Spencer W. Kimball, então no Quórum dos Doze Apóstolos, repudiou comentários racistas de membros da Igreja SUD contra índios nativo-americanos, durante a Conferência Geral de abril de 1954.

Spencer Kimball Lamanitas Mórmons

Spencer W. Kimball confraternizando com membros da tribo Navajo Imagem: lds.org

Ironicamente, ao defender os ameríndios do racismo e intolerância de alguns membros SUD (que ele chama de “Srs. Anônimos” em seu discurso), Kimball refere-se a eles de maneira similarmente preconceituosa e pejorativa, em perfeita ilustração de imperialismo cultural e a filosofia do “fardo do homem branco“. Incorporando essa filosofia particularmente popular no final do século 19 e início do século 20, Kimball descreve os povos ameríndios como atrasados, preguiçosos, incompetentes, e culpados pelas conquistas, genocídios, e opressões infligidas neles pelos invasores europeus (ênfases nossas):

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Dez Mil Brasileiros Vivem o ‘Sonho Americano Mórmon’

Com o sugestivo e descritivo título Dez mil brasileiros vivem o ‘sonho americano mórmon’, a jornalista Cláudia Trevisan publicou uma excelente matéria no jornal O Estado de São Paulo, explorando as ambições de muitos dos membros brasileiros da Igreja SUD de emigrar para Utah, nos Estados Unidos.

Salt Lake City Utah mórmons brasileiros

Centro de Salt Lake, capital de Utah e sede mundial da Igreja SUD.

Apesar de muito interessante, informativo, e bem pesquisado, o artigo de Trevisan não inclui o que talvez devesse ser o ângulo mais importante para esse tema. Esses mórmons que emigraram para os EUA por causa de sua fé e religião, o fizeram em direta contravenção aos mandamentos de seus profetas modernos, e portanto, de sua religião. Continuar lendo

Doutrina e Convênios 27: Evolução de uma Revelação

É fato sabido que, dentre as revelações ditadas pelo Profeta Joseph Smith, anotadas por vários de seus secretários e escribas, e coletadas para publicação e canonização, várias delas sofreram alterações, pequenas e grandes, ao longo de suas diversas publicações.

Edição “quádrupla” da Igreja SUD com todos livros canônicos, incluindo a Doutrina & Convênios, junto a Bíblia, o Livro de Mórmon, e a Pérola de Grande Valor

Edição “quádrupla” da Igreja SUD com todos livros canônicos, incluindo a Doutrina & Convênios, junto à Bíblia, o Livro de Mórmon, e a Pérola de Grande Valor

A primeira vez que tais revelações foram publicadas, elas faziam parte de uma seção regular do jornal oficial da Igreja The Evening and Morning Star entre 1832 e 1833. A primeira edição destas revelações em formato de coletânea foi publicada em 1833 sob o título Livro de Mandamentos. A segunda edição, em 1835, teve o título alterado para Doutrina e Convênios, e esse título permaneceu por edições subsquentes.

Tomemos uma dessas revelações específica e comparemos suas versões nessas diversas edições. Eis a versão atual da revelação que encontra-se na presente edição da Doutrina e Convênios (seção 27)¹: Continuar lendo

Duas Mulheres Testemunharam do “Irmão Néfi”

Quando Joseph Smith ditou a sua história oficial para ser publicada para a Igreja SUD e o mundo, e eventualmente seria incluída no volume canonizado de escrituras conhecido como a Pérola de Grande Valor, ele recontou como o anjo Néfi lhe visitara em seu quarto enquanto jovem para lhe explicar sobre as placas de ouro que continham o que viria a ser chamado de Livro de Mórmon.

"Morôni Aparece a Joseph em Seu Quarto" ou "O Anjo Morôni Aparece a Joseph Smith", por Tom Lovell sob encomenda para, e publicado pela, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Reproduzido sob permissão

Néfi aparece a Joseph Smith? “Morôni Aparece a Joseph em Seu Quarto” ou “O Anjo Morôni Aparece a Joseph Smith”, por Tom Lovell sob encomenda para, e publicado pela, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Reproduzido sob permissão

Publicações, textos, arte, gravuras, estátuas, adornos de templos, e até mesmo as escrituras mórmons de hoje o denominam como o “Anjo Morôni”. Contudo, quando Joseph Smith ditou uma narrativa da sua história pessoal que recontasse essa visitação pela primeira vez, ele o chamou de Néfi. E, evidentemente, o nome Néfi para o anjo era conhecimento comum entre muitos de seus seguidores.

Entre eles, duas mulheres de destaque: Lucy Mack Smith, mãe do Profeta Joseph Smith e esposa de 1 e mãe de 2 testemunhas do Livro de Mórmon, e Mary Musselman Whitmer, sogra de 1 e mãe de 5 testemunhas do Livro de Mórmon. Com acesso direto e íntimo a 10 dos 12 homens diretamente ligados ao Livro de Mórmon, o que nos legaram essas duas matriarcas? Continuar lendo

Pérola de Grande Valor: O Anjo Néfi

Quando Joseph Smith ditou a sua história oficial para ser publicada para a Igreja SUD e o mundo, e eventualmente seria incluída no volume canonizado de escrituras conhecido como a Pérola de Grande Valor, ele recontou como o anjo Néfi lhe visitara em seu quarto enquanto jovem para lhe explicar sobre as placas de ouro que continham o que viria a ser chamado de Livro de Mórmon.

"Morôni Aparece a Joseph em Seu Quarto" ou "O Anjo Morôni Aparece a Joseph Smith", por Tom Lovell sob encomenda para, e publicado pela, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Reproduzido sob permissão

Néfi aparece a Joseph Smith? “Morôni Aparece a Joseph em Seu Quarto” ou “O Anjo Morôni Aparece a Joseph Smith”, por Tom Lovell sob encomenda para, e publicado pela, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Reproduzido sob permissão

Publicações, textos, arte, gravuras, estátuas, adornos de templos, e até mesmo as escrituras mórmons de hoje o denominam como o “Anjo Morôni”. Contudo, quando Joseph Smith ditou uma narrativa da sua história pessoal que recontasse essa visitação pela primeira vez, ele o chamou de Néfi.

No manuscrito original da história de Joseph Smith, ditada pessoalmente por ele e transcrita pelo Setenta e escrivão James Mulholland, encontramos o seguinte relato¹:  Continuar lendo

Morôni ou Néfi?

Néfi? Morôni? Como se chamava o anjo que visitou Joseph Smith pela primeira vez em seu quarto, na madrugada de setembro de 1823, para anunciar a existência de placas de ouro contendo o texto sacro que viria a ser conhecido como o Livro de Mórmon?

"Morôni Aparece a Joseph em Seu Quarto" ou "O Anjo Morôni Aparece a Joseph Smith", por Tom Lovell sob encomenda para, e publicado pela, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Reproduzido sob permissão

“Morôni Aparece a Joseph em Seu Quarto” ou “O Anjo Morôni Aparece a Joseph Smith”, por Tom Lovell sob encomenda para, e publicado pela, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Reproduzido sob permissão

Publicações, textos, arte, gravuras, estátuas, adornos de templos, e até mesmo as escrituras mórmons de hoje o denominam como o Anjo Morôni. Contudo, quando Joseph Smith publicou a sua história pessoal pela primeira vez, ele o chamou de Néfi.

Nos jornais oficiais da Igreja SUD Times and Seasons (Vol. 3 No. 12 p. 753), no dia 15 de abril de 1842, e The Latter-day Saints’ Millennial Star (Vol. 03 No. 4 p. 53), em agosto de 1842, encontramos o seguinte relato ditado por Joseph Smith a seus secretários, publicado por seus editores, e nunca corrigido nos seus dois anos de vida remanescentes¹:  Continuar lendo

Encontradas as Dez Tribos?

Uma tribo indígena ainda sem contatos prévios com ocidentais foi fotografada por um avião da Funai em território brasileiro, na região da floresta amazônica do estado do Acre.

Foto aérea de tribo apelidade de Yano, com população estimada em 100 pessoas. (Foto: © Guilherme Gnipper Trevisan/Hutukara)

Foto aérea de tribo apelidade de Yano, com população estimada em 100 pessoas. (Foto: © Guilherme Gnipper Trevisan/Hutukara)

Estima-se que essa tribo ocupe a mesma região da floresta há mais de um milênio. Ela foi fotografada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) com a intenção de documentar sua existência e proteger a tribo de contato com mineradores, legais e ilegais, na região. Teme-se que contato direto com estes possa ter consequências desastrosas para essa população indígena. Entre as ameaças encontram-se doenças transmissíveis e até violência.

Entre mórmons, há uma preocupação teológica e folclórica com as supostas “dez Continuar lendo

Dia da Consciência Negra Mórmon

Celebramos hoje o Dia Nacional da Consciência Negra.

Igualdade entre as raças deve ser a meta de todo Ser Humano

Esta data comemorativa foi criada em 2003 e instituída em âmbito nacional em 2011 com o propósito da reflexão  e celebração sobre a inserção de afrodescendentes na sociedade brasileira.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de “Zumbi dos Palmares”, em 1695. Sendo assim, o Dia da Consciência Negra procura remeter à resistência do negro contra a escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1549).

A celebração do Dia de Consciência Negra não deve, e nem pode, ser interpretada como uma apologia para a supremacia negra e/ou subjugação de brancos, mas uma simples ponderação singela de todas as maneiras como os negros e seus descendentes foram, historicamente, subjugados e como eles ainda sofrem as repercussões sociais e culturais desse legado.

Em comemoração dessa data, e dos desafios historicamente encarados por negros e demais afrodescendentes, tanto na sociedade brasileira como na sociedade mórmon, nós juntamos uma coletânea de artigos sobre negros no contexto mórmon.

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Leonard Arrington: Poder e Medo das Autoridades Gerais

O Historiador da Igreja entre 1972 e 1982, Leonard J. Arrington, anotou em seu diário algumas observações pessoais sobre como ele enxergava os bastidores da administração eclesiástica da Igreja SUD, o exercício de poder entre Autoridades Gerais e os medos que regiam as reações da liderança da Igreja.

Leonard Arrington

Arrington foi o primeiro não-Apóstolo, e até hoje o único não-Autoridade Geral, a ser chamado para o ofício de Historiador da Igreja desde quando Joseph Smith chamou Willard Richards em 1842 para a posição.

Sob a égide do Apóstolo Howard Hunter, Arrington transformou o campo acadêmico para historiadores mórmons ao abrir os arquivos históricos da Igreja para pesquisadores. Durante uma década, Arrington estimulou e fomentou uma verdadeira revolução nos estudos mórmons à era popularmente chamada de “era de ouro em historiografia mórmon” ou “nova história mórmon”.

Essa liberdade acadêmica e abertura intelectual não passou, porém, incólume. Alguns Apóstolos, como Ezra Benson, Bruce McConkie, Mark Petersen, e Boyd Packer fizeram feroz oposição ao trabalho de Arrington, até que em 1982, ele foi desobrigado em uma reunião secreta privada e seu novo substituto anunciado em Conferência Geral alguns meses depois, sem quaisquer menções a Arrington. Inclusive, ele foi o único Historiador da Igreja a ser desobrigado sem votos de gratidão pela Igreja em conferência.

Arrington, contudo, permaneceu inabalavalmente fiel e ativo na Igreja pelo resto da vida, e ainda mais importante, produzindo e orientando uma nova geração de historiadores até sua aposentadoria como Professor e Chefe de Departamento da BYU.

Entre esses o autor da melhor biografia de David O. McKay, historiador Gregory Prince, que publicou esse ano uma biografia de Leornard Arrington: Leonard Arrington and the Writing of Mormon History. É desta biografia, por exemplo, que descobrimos uma página do diário de Arrington, onde ele lista mudanças que julgava serem necessárias e cruciais para alterar aspectos nocivos e perniciosos dentro da instituição da Igreja SUD.

Diário de Leonard Arrington, com seu retrato ao fundo. (Foto: Scott Sommerdorf l The Salt Lake Tribune)

Diário de Leonard Arrington, com seu retrato ao fundo. (Foto: Scott Sommerdorf l The Salt Lake Tribune)

O diário está sendo preparado para publicação, com previsão para março de 2017. A editora Signature Books lançou um teaser com o trecho mencionado no topo do artigo, de observações anotadas em julho de 1972: Continuar lendo

Comunistas pensam como Cristãos?

O Papa Francisco afirmou que “os comunistas [são] os que pensam como os cristãos”, em entrevista ao jornal italiano La Repubblica publicada anteontem.

O jornalista Eugenio Scalfari colocou essa pergunta direta ao Papa católico:

“Então você anseia por uma sociedade onde a igualdade domina. Isso, como você sabe, é a ideologia do socialismo marxista e também do comunismo. Você está, então, pensando em um tipo de sociedade marxista?”

Ao que respondeu o pontífice argentino Jorge Bergoglio:

“Já foi dito muitas vezes, e eu sempre respondi que, considerando tudo, são os comunistas os que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos tenham o direito para decidir. Não os demagogos, não Barrabás, mas o povo, os pobres,tenham eles fé em um Deus trascendental ou não. São eles quem devem ajudar a obter a igualdade e a liberdade.”

Com seu vasto império voltado para fins lucrativos e empresas multibilionárias, é difícil imaginar, hoje em dia, um Profeta da Igreja SUD fazendo uma afirmação pública semelhante. Não obstante, as raízes históricas do mormonismo incluíram conceitos ideológicos facilmente comparáveis ao comunismo. Por exemplo, a Ordem Unida estabelecida por Joseph Smith, e tentativamente re-implementada por Brigham Young, foi vista como uma forma de comunismo por, além de historiadores e economistas, vários líderes da própria Igreja.

O Presidente Brigham Young, jr., filho do Presidente Brigham Young, e então Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos, fez os seguintes comentários sobre a comparação entre a Ordem Unida e o comunismo, além do estado do corporativismo na Igreja Mórmon (ênfases nossas):

Brigham Young Jr.

Brigham Young Jr. Apóstolo (1864-1903), membro do Quórum dos Doze (1868-1873, 1877-1903), Conselheiro na Primeira Presidência (1873-1877), Presidente do Quórum dos Doze (1901-1903)

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