O segredo da maçonaria é guardar um segredo.
Joseph Smith

Escada do atual templo de Nauvoo.
Na quarta ou quinta série, ouvi uma colega perguntar à professora de história se a maçonaria era a igreja do diabo. A surpresa que senti foi enorme, mas nada comparado ao que sentiria vinte anos depois, enquanto ensinava uma aula da Escola Dominical. Discutindo as combinações secretas descritas no Livro de Mórmon, alguém com décadas de experiência como membro da Igreja disse que a maçonaria se encaixava na descrição daquelas antigas conspirações.
Como filho e neto de maçons, na infância, via a maçonaria como algo divertido e atraente (com símbolos, segredos e roupas estranhas); ao longo dos anos, minha percepção continuou a ser positiva, enxergando uma instituição benéfica tanto para maçons quanto não-maçons (com a prática da caridade e o incentivo para serem pessoas íntegras) e compatível praticamente com qualquer religião. Como adulto, longe de idealizá-la, fui capaz de ver seu aspecto humano e suas relações de status social, como em qualquer outra instituição. Mas ainda levaria muito tempo para entender aquela pergunta ouvida aos 10 anos de idade como uma pergunta normal, a partir da perspectiva da nossa cultura.
Como um converso ao mormonismo, ao saber sobre a influência maçônica sobre Joseph Smith e ver no templo símbolos que conhecia como de origem maçônica, não senti nenhum conflito ou contradição, como muitos sentem ou já sentiram. Ao contrário, senti certo pertencimento ao ver símbolos que haviam sido incorporados ao meu imaginário pelo ambiente familiar e que ali tinham seus significados ampliados. Tampouco imaginei que um profeta não pudesse utilizar tradições já conhecidas para nelas encontrar verdades sublimes. Porém, para entender aquele comentário feito na Escola Dominical, e reconhecê-lo como legítimo, eu teria ainda que percorrer um caminho mais longo de leitura e reflexão, considerando o tratamento recebido pelo tema dentro da Igreja, a leitura promovida do Livro de Mórmon dentro desse contexto e a dificuldade que tem a maioria de nós, mórmons, de lidar de forma positiva com outras tradições ou organizações de natureza espiritual ou religiosa.
Estando familiarizado com a influência maçônica sobre Joseph Smith, foi interessante saber que a leitura antimaçônica do Livro de Mórmon – expressa naquele dia na Escola Dominical – não era só possível, como historicamente havia existido e influenciado conversos de renome, como Martin Harris e William W. Phelps.
A conexão histórica entre mormonismo e maçonaria é um fato reconhecido por ambas as instituições e tem sido objeto de vários estudos. A profundidade dessa conexão, seus primórdios e desdobramentos, no entanto, parecem não ter sido ainda totalmente explorados pela grande maioria de maçons e mórmons interessados no assunto. Há, muitas vezes, um reducionismo que tende a explicar a iniciação de Joseph Smith na fraternidade maçônica como uma busca de proteção política – como promovem alguns sud – ou uma cópia dos rituais maçônicos – de acordo com a visão de certos críticos do mormonismo, maçons ou não.
Em parte, tais limitações podem ser explicadas pela falta de compreensão que cada instituição tem da outra, pela necessidade de “defender” a si próprias, além da relativa falta de fontes primárias que lancem maior luz sobre a questão. Até mesmo mórmons que são também membros de lojas maçônicas muitas vezes optam por ignorar as complexidades e contradições da relação histórica entre os dois campos, optando pela mera apologia ou defesa, perante outros mórmons, de sua dupla filiação.
Entre muitos mórmons pode ser sentido um medo de lidar com informações que sugiram influências recebidas por Joseph Smith de seu meio, sua época e, especialmente, que sugiram que aspectos considerados únicos do mormonismo possam ter sido influenciados por outras tradições; ou, pior ainda, que Joseph Smith tenha deliberadamente incorporado ou feito empréstimos de conceitos e cerimônias de outras tradições ou organizações à sua volta. O receio provavelmente é de que tais informações possam comprometer a crença na origem divina da restauração e na posição de Joseph Smith como um profeta. Tal atitude contradiz a visão, tão presente no mormonismo, de que a inteligência e arbítrio humanos estão presentes no processo de aprender verdades divinas:
O mormonismo, talvez mais do que a maioria das religiões, reconhece o elemento humano no processo revelatório, seja ao iniciar aquele processo (D&C 9) ou prover as categorias conceituais e limites dentro dos quais uma dada revelação é entendida. O Livro de Mórmon prontamente reconhece “erros dos homens” em seu prefácio e as revelações em Doutrina e Convênios vêm dos servos do Senhor “em sua fraqueza, segundo o modo de sua linguagem, para que possam alcançar entendimento”, apesar da sua tendência a errar (D&C 1:24-28). Por que [esse mesmo processo revelatório que reconhece a iniciativa humana] seria diferente com as revelações sobre a obra do templo? (Armand L. Mauss, “Culture, Charisma and Change: Reflections on Mormon Temple Worship,” Dialogue: A Journal of Mormon Thought 20 (Winter 1987):p. 79)
Caso levássemos ao limite do absurdo esse mesmo receio de que certas evidências históricas possam comprometer o testemunho sobre a divindade da restauração, seríamos levados a menosprezar a influência do texto bíblico sobre a família Smith, uma vez que a Bíblia era um texto comum aos diferentes ramos do cristianismo que Joseph Smith declarava serem distorções da verdade original. É claro que nenhum mórmon pensaria isso. Isso porque a utilização do texto bíblico não compromete a crença na origem divina do mormonismo, seja frente a críticos ou seus próprios membros. Não há nenhum dedo apontado nessa direção. Aparentemente, os aspectos que nos ligam aos demais ramos do cristianismo são enfatizados pela Igreja moderna, enquanto os aspectos mais distintivos das doutrinas e práticas mórmons, em particular do passado, tendem a ser negligenciados ou subestimados na história oficial. A influência dos rituais e da simbologia maçônica sobre a tradição religiosa inaugurada por Joseph Smith parece ser um desses aspectos marginais da história mórmon, ao menos no que concerne a versão ensinada e utilizada no cotidiano da Igreja.
Quando se fala da influência maçônica sobre Joseph Smith, o sentimento de perigo pode atingir seu ápice, uma vez que tal influência ainda hoje se reflete, ainda que com menor intensidade do que antes de 1990, nos rituais considerados mais sagrados da Igreja sud, realizados no templo. Provavelmente, os templos mantidos pela Igreja sud permanecem sendo o aspecto mais controverso do mormonismo, com sua natureza secreta e seletiva até mesmo para os próprios membros. O conhecido jogo de palavras que nega haver segredos no templo e ressalta o seu aspecto sagrado expressa tão somente uma concepção negativa da ideia de segredo, desenvolvida na Igreja moderna, e uma tentativa de desassociar as ordenanças de sua referência maçônica. Na prática, porém, é requerido do membro que recebe a investidura guardar segredo sobre certos elementos da ordenança.
Ao associar as cerimônias mais sagradas da religião mórmon, realizadas em um local que ainda gera certa desconfiança entre não-membros, a uma instituição que pode gerar desconfiança tanto entre membros quanto não-membros, a atitude defensiva encontra terreno ideal para florescer. A ideia muitas vezes concebida, ainda que poucas vezes enunciada, é que ou Joseph Smith recebeu uma revelação sobre o templo ou fez empréstimos dos rituais maçônicos: uma coisa ou outra.
Aqueles que negam qualquer relação, ou argumentam que as semelhanças entre os dois [maçonaria e mormonismo] são superficiais, estão preocupados que o uso de rituais maçônicos por Joseph Smith seja inconsistente com seu papel profético. Outros se concentram nas semelhanças para fortalecer a ideia de que Smith fez muitos empréstimos da franco-maçonaria sem o benefício de inspiração. Esta abordagem “tudo ou nada” se combina com o segredo associado aos rituais para criar uma relutância em discutir o assunto em qualquer detalhe significante. (Michael W. Homer, “Similarity of Priesthood in Masonry”: The Relationship between Freemasonry and Mormonism. Dialogue: A Journal of Mormon Thought 1994: p. 02)
Um autor maçom que nega a definição da maçonaria como uma “sociedade secreta” dá esta interessante definição do segredo para o maçom: “O segredo maçônico é em si mesmo um símbolo; e, como os demais símbolos maçônicos, ele veicula uma instrução”. Alguém, como Joseph, que estava familiarizado com as “denúncias” dos rituais maçônicos, talvez pudesse imaginar que os novos rituais realizados pelos santos dos últimos dias também seriam mais cedo ou mais tarde “revelados” ao público. Onde permanece o segredo numa era em que os recursos tecnológicos tornaram sua exposição ainda mais rápida e detalhada? Ao definir tal símbolo – o segredo – como o (grande) segredo da maçonaria, estaria Joseph Smith incorporando a mesma visão às ordenanças do templo mórmon? [1]
A dificuldade ainda se intensifica com a impossibilidade histórica de datar os rituais maçônicos a um período anterior ao século XVIII. Como em outros dilemas da cultura sud, armamos a própria armadilha ao colocar de lado qualquer outra fonte de “veracidade” que não seja histórica ou muito antiga. Como se o poder simbólico de narrativas e representações pudessem depor contra nós, caso não sejam antigas o suficientes para ser exibidas como fatos. Dessa forma, a riqueza – e, simultaneamente, a simplicidade – do simbolismo maçônico é desconsiderada como um dos meios disponíveis que Joseph Smith tinha ao seu redor para expressar conceitos e princípios dos rituais do templo.
Uma vez que profetas e religiões sempre surgem e são nutridos dentro de um dado contexto cultural, também dinâmico, não deveria ser difícil entender por que mesmo as revelações mais originais devem ser expressas na linguagem da cultura e biografia do revelador. (Mauss, ibidem: p. 80)
Mas qual o preço a ser pago com esse olhar seletivo que ignora uma influência tão importante do passado mórmon e que ainda se reflete em nosso presente? Em 1974, o historiador Reed C. Durham dizia que o estudo sobre a maçonaria e sua influência sobre o mormonismo constituía uma “chave para o futuro entendimento de Joseph Smith e a Igreja”. Sua afirmação sugere que nosso entendimento atual sobre a restauração e Joseph Smith é reduzido e corre o risco, quem sabe, de ser distorcido.
Durham, à época diretor do Instituto de Religião da Universidade de Utah foi censurado pelo Sistema Educacional da Igreja e nunca mais abordou o tema em público, num claro exemplo de como a discussão sobre a influência maçônica sobre o mormonismo estava longe de ser bem recebida pelos canais oficiais da Igreja. O chamado de Durham, porém, não foi em vão, de forma que muitos acadêmicos escreveram e têm escrito sobre o mesmo tema. As novas informações disponíveis, as novas perguntas formuladas e suas possíveis respostas estão longe, no entanto, de alcançarem a maioria dos membros sud.
Em nosso país, isso é ainda mais verdadeiro, uma vez que há uma carência de publicações em língua portuguesa sobre temas de interesse histórico e cultural. Também é necessário reconhecer que a cultura majoritariamente católica do país e sua rejeição histórica da maçonaria por questões políticas que remontam ao império parece marcar a cultura nacional, o que talvez torne os membros brasileiros da Igreja particularmente mais avessos a refletir sobre a conexão entre mormonismo e maçonaria.
Grande parte dos trabalhos sobre maçonaria e mormonismo foca o período de Nauvoo, quando uma loja maçônica é formada pelos mórmons na sua nova cidade e seu profeta é iniciado formalmente na ordem. No entanto, o contato de Joseph Smith com a maçonaria antecede em muito aquele período. Sua introdução à maçonaria na década de 1840 foi “apenas o florescimento de uma relação que teve sua raiz no estado de Nova York antes da publicação do Livro de Mórmon” (John E. Thomson, The Facultie of Abrac: Masonic Claims and Mormon Beginnings. The Philalethes Society, December 1982).
A restauração levada a cabo por Joseph Smith era “cósmica em seu alcance, que penetrava o espaço até os confins da terra e os limites exteriores do próprio universo”. [2] Toda forma de conhecimento que pudesse aproximar o ser humano de seus progenitores celestiais pertencia ao mormonismo. A maçonaria foi vista por Joseph Smith como uma importante forma simbólica de conhecimento, a qual o mormonismo precisava restaurar ao seu propósito original. A restauração do evangelho original não podia dispensar uma restauração da maçonaria original.
Naquela manhã, na Escola Dominical, a única coisa que pude fazer foi dizer que Joseph Smith havia se tornado maçom para buscar um conhecimento sobre o templo que ele acreditava estar nela presente. Provavelmente, deve ter sido uma surpresa para muitos que acreditam num processo revelatório em que Deus provê respostas sem que o ser humano faça seu dever de casa ou busque as respostas à sua volta. No entanto, tenho cada vez mais me convencido de que não há melhor maneira de lidar com a falta de informação do que provendo a informação que falta. Isso deve soar óbvio demais.
A influência maçônica sobre Joseph Smith e os primórdios da Igreja sud não se limitam aos rituais do templo, mas apresentam paralelos na organização do sacerdócio de uma forma mais ampla; também é muito evidente na formação da Sociedade de Socorro, pensada originalmente como uma espécie de maçonaria feminina; e talvez mais importante e menos debatida seja a influência maçônica sobre a tentativa de Joseph Smith de “reformar” os santos em seus últimos meses de vida, proclamando uma religião alicerçada sobre “grandes princípios fundamentais” disponíveis a toda humanidade.
Leia também: Mormonismo e ciência
NOTAS
[1] MCNULTY, W. Kirk. A maçonaria: símbolos, segredos, significado. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 17.
[2] ALLEN, C. Leonard; HUGHES, Richard T. Illusions of innocence: Protestant primitivism in America, 1630-1875. Chicago: University of Chicago Press, 1988, p. 138.
Gostaria de fazer mais algumas perguntas , que ainda não consegui intender…
1. Porque retiraram os pingentes maçônicos que os profetas da igreja usavam ? nas fotos atuais da igreja …
2. Pelo que li no artigo que o Marcelo citou Joseph Smith tinha 2 esposas naquela época ainda podia isso ? e porque esse fato tão importante não consta na história de Joseph ?
3. Pelo que li na internet e em vários textos sobre esse assunto cheguei a conclusão que a maçonaria começou com os “pedreiros” do templo de Salomão e acho eu que Joseph Smith entrou na maçonaria pra descobrir alguns segredos e ordenanças sagradas que aconteciam nos templos e tudo mais para restaurar o evangelho , e como você disse os maçons trabalham pra ser melhores , homens dignos , ajudar as pessoas … enfim ser alguém que possa fazer a diferença na sociedade para melhor.. então Joseph aprendeu esses princípios da maçonaria para restaurar o evangelho … queria perguntar se isso que citei está certo e se tem algo a mais pra me dizer ?
4. porque na maçonaria existem muitos segredos e rituais ?
5. ouvi falar que se alguém falar de algum segredo da maçonaria os maçons pode mata-lo isso é verdade ? e porque isso ? se for acredito eu que Deus não está de acordo com isso….
Bom era isso , desculpe incomoda-lo , mas preciso de respostar para fortalecer ainda mais meu testemunho…
Abraços….
Matheus:
1) A Igreja passou por uma fase quando ela era fortemente anti-Maçônica por grande parte do século XX, aliviando apenas durante os últimos 30 anos.
2) Veja esse post e esse comentário sobre isso.
3) Veja esse comentário aqui sobre isso.
4) Tradição. A Maçonaria foi criada em torno de um sindicato de pedreiros que queriam, além de tudo, proteger a sua classe financeiramente, mantendo os “segredos” da profissão apenas entre eles.
5) Sim, isso esta no ritual de iniciação (que você achar aqui), o que levou a crença de que William Morgan tivesse assassinado por revelar segredos em seu livro. As mesmas ameaças/penalidades encontravam-se nos rituais templários (i.e., Investidura) da Igreja SUD até 1990. Inclusive, durante o século XIX, Brigham Young estabeleceu a Doutrina de Expiação por Sangue, que justificava o assassinato de apóstatas. Contudo, hoje em dia Maçons vêem essas ameaças ritualisticas como alegóricas.
Marcello, voce acredita na sua citação de numero 4 ?
Citação do número 4? O item #4 acima não contém nenhuma citação.
Você esta falando do uso de “segredos” para proteger uma classe profissional? Bom, eu acredito em praticamente todos os documentos Maçônicos preservados entre 1278 e 1723 e nas avaliações da larga maioria dos historiadores da Maçonaria (ver Knoop, Douglas e Jones, GP. The Genesis of Freemasonry: An Account of the Rise and Development of Freemasonry in its Operative, Accepted, and Early Speculative Phases.. Manchester University Press, 1949, pp. 17, 78, 80.)
Vou reformular :
Voce acredita nessa versão de pedreiros e a maçonaria ?
Maurício, a pergunta correta seria: Existe algum motivo racional, lógico, e históricamente válido para não acreditar?
(A resposta é: Não.)
Marcello, sou leigo no assunto.
O que eu pensava é que a Igreja e a Maçonaria tinham uma ligação estreita desde o inicio, o que agora não me parece ser bem assim.
Pelo que lí aqui no blog, parece que joseph se uniu à Maçonaria apenas por conveniencia.
Sobre a minha pergunta, devido a eu ser leigo no assunto, busco a melhor informaçao sobre o inicio da Maçonaria (estou interessado nela) e respeito a sua opinião.
Fui convidado uma vez a 12 anos atrás, não me interessei na época.
Quem sabe eu posso ser convidado de novo….
Já dialoguei com David Marques, gostei das informaçoes, se puder acrescentar algo fico grato.
Caro amigo Maurício, falando bem ligeiramente…
A quem diga que não há o que se falar antes de 1717, quando a primeira Grande Loja (na Inglaterra) foi organizada [GLUI] na reunião de 04 lojas existentes… Porém, só o fato de citar a reunião de 04 lojas, já prova que ordem existe antes de 1717. De fato, o manuscrito de HailWell (Poema Regius) é datada de 1390…
Os pedreiros de ofício remonta a muito tempo antes, a chamada Maçonaria Operativa, já a Especulativa teria iniciado aprox. 1700, quando as lojas passou a aceitar membros, não só de ofício, mas igualmente pensadores e intelectuais, que viam na segurança da fraternidade, uma ótima e segura oficina pra se discutir idéias, um tanto difícil de acontecer, dado o poder manipulativo da Igreja…
Em 1718, George Payne teria ordenado que se reunisse todos os documentos da Ordem, e dois anos depois, Desaguliers teria ordenado que se queimasse tudo, pra que tais documentos não caíssem em mãos erradas (profanas) [termo usado para se referir aos não iniciados na ordem].
Com a admissão destes especulativos, vários pensamentos foram sendo incorporados à filosofia da Ordem, credos morais e conhecimentos oriundos de várias épocas, culturas e crenças foram estudados e selecionados, daí a ordem foi ganhando raízes e adeptos, por beber de tantas fontes e herdar a doutrina de tantas correntes diferentes… E por não ser uma religião, e adotar homens de todas as crenças, vem sendo uma das sociedades discretas (não secreta), que mais crescem no mundo.
A relação destes muitos conhecimentos que vem sendo abraçado pela fraternidade, tem sido comparada, e assim fantasiada, e alguns especulam que ela teve início remoto, até mesmo em Adão.
Reforçando as respostas do Marcello.. rsrs
1) Parece que o assunto Maçonaria ainda é amarga pra alguns líderes SUDs antigos e atuais, mesmo que a mais recente posição oficial que conheço e que já foi citada é que não existe “nenhum tipo de discriminação na Igreja quanto à associação de seus membros à maçonaria”, embora a mesma carta parece se contradizer um pouco ao citar que “Qualquer membro que tenha recebido sua investidura no templo fez o convênio de consagrar-se ao Senhor e Sua Igreja. Isto suplanta e precede qualquer envolvimento em organizações criadas pelos homens. Todos nós temos compromissos eternos com nosso cônjuge e filhos. Muitos de nós temos o compromisso com nosso chamado, comunidade e profissão, o que leva à falta de tempo para o envolvimento em quaisquer outras associações.”…. Entendo que cada um deve avaliar suas necessidades e interesses, seu tempo, organização e capacidade, e então decidir por si só, se é viável ou não acrescentar mais responsabilidades, caso um dia seja selecionado e subsequentemente convidado a fazer parte das fileiras da Ordem…
Se servir de inspiração, segue algumas excelentes citações que ajudam nessa reflexão:
“(…) Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, nós a procuraremos.” (RF 13)
“O evangelho pode resolver quase todas as perguntas ou necessidades.” (Manual ‘Pregar Meu Evangelho’ pag. 112)
“(…) Embora a participação em organizações dessa natureza possa certamente ser algo bom, o envolvimento nelas pode se tornar algo frenético quando não há planejamento. Ao deixarmos de planejar, perdemos de vista nosso destino eterno.” (Elder L. Tom Perry, Dos Doze – A Liahona FEV/2009 pag. 10).
“Teremos de fazer algumas escolhas difíceis sobre a maneira e usar o nosso tempo. Mas nunca deve haver a opção sistemática em nossa vida de relegar a espiritualidade ao segundo plano. Nunca. (…) Ao pormos os desígnios de Deus em primeiro lugar, Ele nos concederá milagres. (…) As paredes aparentes da prisão da ‘falta de tempo’ começarão a ruir, mesmo ao recebermos responsabilidades adicionais.” (Pres. Henry B. Eyring – Ensign OUT/2002)
2) Melhor explorar outros posts neste blog que discutem o tema da poligamia.
3) Por hora, estou inclinado a pensar como o Marcelo no comentário que fez, e também confirmo que sua colocação quanto ao bem que a maçonaria faz pelo homem e pelo os que o cercam, caso ele deseje e se esforce, é acertada.
4) Além do que o Marcello respondeu, a Ordem bebeu e vem bebendo do misticismo e esoterismo de muitas culturas, organizações e religiões de todas as épocas, em sua busca incansável pela verdade, daí também os muitos ritos existentes, que promovem a reflexão e a transmissão de conhecimentos.
5) Embore respeite a posição do meu amigo Marcello, entendo que a informação que ele usou teve entendimento distorcido, pois pelo que venho estudado, as ameaças e penalidades, são alegóricas! O padrão do assassinato literal é imcompatível com a filosofia da Fraternidade, assim como vários outras posturas de caráter discutível que fogem da verdadeira moral, e qualquer maçom que fere estes princípios e regras, estão sujeitos a serem expulsos da ordem, bem como, em alguns casos, também punidos pelo Estado.
abs
Mais uma vez obrigado GRANDE David !
Realmente eu estou estudando o assunto.
Como disse no ultimo coment.,fui convidado a 12 anos atrás, na época eu não era membro da igreja e não busquei maiores informaçoes, apesar da boa refrencia da pessoa que me sondou e convidou.
É de fato importante colocar na balança o tempo que se pode dispor a uma nova atividade e a maior importancia que devemos dar ao Evangelho.
Estou ponderando sobre o assunto …
Voce disse que a Maçonaria bebeu e vem bebendo do misticismo e esoterismo, eu queria saber se dentro da Ordem há estudos sobre os temas referidos ou se os temas são debatidos nos bastidores.
O que mais me atrai à Maçonaria é a grande obra filantropica que a mesma realiza, isso é o que vêm me animando nos ultimos tempos.
Sobre os pedreiros, a minha duvida era por causa de um documentario que assist onde pra mim não ficou claro sobre o real inicio da Ordem, havia especulaçoes sobre Cavaleiros Templarios, origem egipcia e a origem nos tempos remotos da criação.
Obrigado pela disposição de compartilhar e pela clareza ao fazer o mesmo.
até mais.
Obrigado Maurício!
Pode contar comigo no que precisar, se eu puder contribuir, do pouco que sei, estarei a disposição sempre…
O quesito tempo é de ótima reflexão, pra todos nós… Se servir a indicação, o especialista brasileiro (Christian Barbosa) de renome mundial, tem falado muito a respeito de gestão de tempo e produtividade… Faça uma breve busca na net, e encontrará vários artigos e sites dele ou da empresa dele, que fornecem boas dicas…
Pra acrescentar, o Pres. Faust observou certa vez, depois de ter visitado alguns locais no Egito, que algumas colunas em meio às ruínas ainda estavam em pé, isso porque tinham peso em cima!
Existe muitos estudos que é feito de maneira exotérica (disponínivel ao público “profano”) e esotérico (característico do entendimento exclusivo de iniciados).
A força filantrópica da ordem é algo extraordinário, bem como a de seus muitos braços (Ex: Rotary Club)… Precisamos ser um pouco mais caridosos, e parar de ficar só discutindo e ouvindo a respeito, e passar a fazer mais na prática! O Pres. Monson é um exemplo perfeito da verdadeira filantropia!!! Algum entendem que fazer parte de alguma Organização filantrópica além da Igreja seria ampliar os meios e recursos de serem mais úteis pra “elevar as mãos que pedem e fortalecer os joelhos enfraquecidos!”
Há estudos diversos e milhares de especulações que abordam a questão da origem da Ordem, como os registros são bem escassos como citei noutro comentário, e como a ordem tem herança em muitas culturas e crenças de muitas épocas, há também similiaridades com estas fontes que bebeu, daí alguns citam ser a maçonaria de origem dos Pedreiros Medievais, nos Dionisíacos, nos pedreiros e artesãos de Tiro, Nas escolas Platônicas, nos grupos egípcios, em Enoque, Adão ou Eloim (O Grande Arquiteto do Universo [G.A.D.U.])! Cada um defenderá seu raciocínio buscando respaldo, daí, o estudioso apaixonado identifica qual linha seguirá e dará continuidade a sua particular viagem exploradora, deste que entenda que sua principal busca é o V.I.T.R.I.O.L., a socrastiana ênfase: “Conhece-te a ti mesmo!”
Irmão David.
Voce me dexiou um pouco curioso na pate referida ao nosso Profeta Monson.
Pouco se fala das açoes ligadas diretamente ao Profeta, poderia acrescentar algo.?
Sobre o Rotary, foi a primeira refrencia que tive sobre a Ordem, está presente em quase toda São Paulo, um amigo meu mostrou um pouco da obra, realmente é um trabalho daqueles que seguem a máxima de Cristo: “Que a mao direita….” .
Eu toquei no exoterismo, porque esse assunto sempre me chama a atenção, não consigo deixar de examinar essas questoes, varios anos de espiritismo me deixaram com essa mania de pesquisar.
Nessas pesquisas dscobrí que:
1- Existem varios maçons espiritas
2- existem varios espiritas na SAGA do mormonismo.
3- Os espiritas, nessa ultima decada “andam nos pesquisando” (de maneira respeitosa).
A figura de Joseph Smith está sendo seriamente estudada e não rechaçada, como fazem os evangelicos por ex.
Palavras à parte (Mediun, Profeta, Vidente,Revelador, Maçon), os adjetivos não importam, o que importa é:
Como enxergamos Joseph Smith ?
Eu enxergo Joseph Smith como um homem que recebeu sim dons e virtudes especiais e uma missão nada facil.
Se pudessemos falar novamente com o Profeta, nos dias de hoje, com uma linguagem mais aberta, sem medo das represalias do passado, muitos se supreenderiam com o “bate papo’ que iria acontecer.
Saí um pouco fora do contexto.
Obrigado irmão.
Riquíssimos comentários grande amigo Maurício…
Os pontos que citou sobre nossos irmãos Espíritas e Rotarianos são notáveis!
Joseph, em suas limitações e fraquezas, indubitávelmente, teve o privilegiado e pesado manto profético!, com sua faculdades e poderes inúmeras vezes otimizados!
Apenas citei o Pres. Monson, por sua reconhecida fama de Cristão verdadeiro, que estende a mão desmedidamente, respeita outras crenças, e ama seu irmão incondicionalmente. A prática filantrópica lhe acompanha naturalmente… Embora ele não seja, não nos admira a muitas especulações de que ele também seja maçom… rsrsrs tal como os primeiros 05 presidentes da Igreja também o foram!
Obs. Espero que minha louvável tentativa no comentário anterior de argumentar a necessidade de buscarmos mais responsabilidades, e que com peso é que crescemos, ao contrário de buscarmos nos proteger atrás de subterfúgios vazios. Acredito que com auxílio de outras boas organizações, o SUD tem suas oportunidades de servir e contribuir ampliadas, portanto, de atender ao chamado Cristão gritante de “ser uma luz pro mundo e o sal da terra!”
Hum…. E você acha realmente que tudo isso seja a vontade de Deus? Quando que acabou a poligamia na igreja? Me diz porque a historia de Joseph Smith não consta essas coisas do casamentos plurais e tudo mais… Joseph Smith “bateu” em Emma? nossa…. Não consigo compreender isso…
Vide Comentário abaixo.