Dallin Oaks: A Culpa das Mulheres

O Apóstolo Dallin H. Oaks acredita que mulheres são culpadas por se tornar peças vivas de “pornografia” para “tentar” os homens.

Dallin Oaks

O Apóstolo Dallin Oaks, em discurso de Conferência Geral abordando o tema de pornografia, apropriou-se da tática muito comum entre Mórmons de slut-shaming e atribuiu culpa às mulheres pelos pecados dos homens:

“E moças, entendam que caso não se vistam com recato, vocês estarão aumentando esse problema, tornando-se pornografia para alguns dos homens que olharem para vocês.

 

O que é slut-shaming?

Uma excelente definição sucinta resume bem um problema social prevalente e complexo que, infelizmente, ainda não tem uma adequada tradução em português:

Na sexualidade humana, slut-shaming é uma forma de estigma social aplicado a pessoas, especialmente mulheres e meninas, que são percebidas como violadoras das expectativas tradicionais para comportamentos sexuais. Alguns exemplos de circunstâncias em que mulheres são slut-shamed incluem violar códigos de vestimenta aceitos ao se vestir de formas supostamente sexualmente provocativas, ou pedindo acesso a controle de natalidade, ou mantendo relações sexuais pré-marital, casual, ou promíscuo, ou sendo estupradas ou sexualmente agredidas (o que é conhecido como “culpar a vítima”).

Por que essa atitude é comum entre Mórmons? O incentivo de líderes como Dallin Oaks explicam essa tendência social? É esse o tipo de atitude sexista que Mórmons no século XXI desejam inculcar nas novas gerações?

23 comentários sobre “Dallin Oaks: A Culpa das Mulheres

  1. Ai quanta hipocrisia, todo mundo sabe que o que ele falou é absolutamente verdade, especialmente aqui no Brasil.. Onde você pode andar de burca e os homens já vão se sentir tentados, imagina andando com roupas vulgares. Concordo com ele!
    Muito triste que as pessoas pensem que evolução moral é se afastar dos mandamentos de Deus ou adapta-los à sua conveniência.

  2. A melhor coisa que vocês podem fazer é LER O DISCURSO COMPLETO. Distorções são fáceis quando retiramos pedaços, trechos e fragmentos sem o contexto. Sou mulher, sou membro de A igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos Dias e nunca fui vítima de ‘lavagem cerebral’ sobre slut-shaming. Pelo contrário: a Igreja nos incentiva a estudar, sem independentes, ter voz ativa, participar e exercer meus direitos e ser plena e feliz. Caso vocês acreditem no contrário, estão se informando apenas com fragmentos. Se informem direito, com quem É membro da Igreja e pode esclarecer suas dúvidas. Sou muito grata pelo Evangelho em minha vida, ele faz toda a diferença e me torna alguém melhor a cada dia. Sei que o evangelho é verdadeiro e não porque alguém tentou me convencer, mas sim porque eu estudei, busquei, aprendi e orei sobre isso.

    • Em primeiro lugar, Cláudia, cite-nos, por gentileza, o que no “discurso completo” altera ou contextualiza esse comentário de modo a justificá-lo? Como o “discurco completo” informa que a leitura, óbvia para qualquer pessoa alfabetizada e racional, do contexto de slut-shamming não se aplica para esse trecho do discurso?

      Pedimos essa gentileza pois é muito simples você acusar os outros de “distorce” o texto citado, mas essa sua acusação é simplesmente desonesta e/ou irracional. Portanto gostaríamos de ver se você concatenou algum argumento minimamente coerente ou lógico para justificá-la, ou se apenas regurgitou acusações aleatoriamente.

      Em segundo lugar, se você ainda é ignorante dos problemas sociais resultantes das práticas sexistas e misóginas na cultura ocidental em geral, e na cultura mórmon em específico, sugerimos que leia para se informar e se educar no assunto. Nós temos vários artigos abordando o assunto (veja uma listagem parcial aqui), escrito por diversas autoras mórmons que podem lhe oferecer uma introdução ao tema.

      Em terceiro lugar, todos nós aqui somos missionários retornados, e cada um de nós investiu décadas estudando a Igreja SUD e sua história e doutrinas e vivendo sua cultura e experiência eclesiástica. Nós deixamos isso claro na nossa página de introdução. Vamos deixar essa ladinha ridícula e infantil de “se informem direito com quem e membro da Igreja e pode esclarecer suas dúvidas” de lado, sim?

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