Mórmons Continuam Resignando

Mais de 5 mil membros pediram resignações d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no último mês por causa das recentes mudanças de política eclesiástica.

Notícias mórmons. Igreja SUD. Resignação.

A Igreja Mórmon alterou suas políticas internas no mês passado para oficialmente discriminar contra famílias LGBT e crianças em tais famílias. O anúncio destas mudanças, forçado pelo vazamento inesperado do secreto sagrado manual oficial, gerou reações diversas, e surpreendentes, entre membros da Igreja. Desde então, Mórmons fizeram passeatas e eventos de resignação como forma de protesto, além de resignações e protestos online. Jornais de peso, como o The New York Times e o The Washington Post criticaram a nova política oficial da Igreja SUD e deram ampla cobertura para os membros que protestaram contra a Igreja.

Um dos grupos organizando protestos e resignações em massa alterou a sua página no Facebook de pública para privada a fim de proteger a identidade dos membros que ali frequentam do ostracismo social, do bullying virtual, e da violência verbal (e física) que muitos receberam ou foram ameaçados de demais membros da Igreja SUD que os veem como “apóstatas”.

Lauren Elise McNamara, uma das organizadoras da página, relata que recebem muitos casos de ostracismo familiar e social de membros LGBT ou de membros de protestaram contra a política discriminatória da Igreja, incorrendo em pesados custos emocionais e psicológicos. Serviços de apoio contra suicidio, especialmente os Trevor Project e It Gets Better que focam em vítimas LGBT, são frequentemente acionados, e sua página vem direcionando essas pessoas a eles.

Em entrevista ao noticiário da KiviTV no começo da crise, Mark Naugle, advogado em Salt Lake City, recontou como expediu gratuitamente mais de 1,400 solicitações de resignações da Igreja SUD na primeira semana, e por causa da alta demanda, organizou um evento para legalmente orientar mais de 1,000 membros a completar suas petições.

Assista a entrevista aqui:

Naugle relatou que antes do anúncio do mês passado, ele havia expedito apenas 200 solicitações de resignação em toda sua carreira de Direito. Ele explica que o processo não exige a intermediação de um advogado, podendo ser facilmente realizado através de carta registrada ao seu Bispo e ao Presidente de Estaca. Contudo, ele crê que muitos membros preferem a intermediação para tornar o processo, doloroso para muitos, menos emotivo.

“Porque há tantos, tenho de lhes enviar os formulários em branco, pedi-los que os preencham e enviá-los de volta para mim. Se eles podem fazê-lo facilmente, eu me sinto como se estivesse do outro lado e seguir em frente com o resto do sua vida vale a pena… Renunciar completamente faz uma declaração, que eu não acredito que isso é a coisa certa a se fazer, e que eu não vou ser parte de algo assim de qualquer modo.”

Jornalistas da KiviTV também repetiram contato com o jovem de 17 anos Francisco Negron, cuja história é recontada aqui, para confirmar se após ponderação durante o fim de semana, eles mantinham a mesma decisão de não servir sua missão, e da sua mãe de renunciar a Igreja.

Negron não somente manteve-se firme em não servir missão, como pretende seguir o exemplo da mãe e renunciar da Igreja em protesto.

“Então, eu estou muito confiante com a minha decisão de sair… Amar é uma necessidade humana básica, e eu não poderia impedir ninguém de fazer isso. É errado, na minha opinião… Eu acho que se eu fosse ficar, em qualquer forma, seria uma espécie de aquiescência implícita. “


Leia reações e histórias pessoais de membros aqui.

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