10 Clichês Mórmons Devem Evitar

Quem não tem um parente próximo, querido, amado, que nos mata de vergonha quando em companhia de nossos amigos ou colegas? Pode ser um tio racista, ou um irmão cara-de-pau; pode ser um pai preconceituoso, ou uma mãe que gosta de opinar da vida alheia sem filtros sociais. Nós amamos e adoramos tais parentes, mas acabamos morrendo de vergonha de apresentá-los a nossos amigos e colegas.

O mesmo pode ocorrer na Igreja. Quem, dentre os ex-missionários, nunca quis morrer (ou matar alguém) ao levar aquele investigador especial à sua primeira reunião dominical, apenas para ouvir um irmão ou uma irmã subir ao púlpito para prestar aquele testemunho mais cabeludo, de dar arrepios no missionário mais calejado?

Em absolutamente todas circurnstâncias sociais, há sempre a possibilidade de se cometar uma gafe ou causar um certo desconforto com a palavra errada, ou a ideia mal colocada. Todos nós passamos por isso, seja cometendo a gafe, seja testemunhando o desastre social inevitável.

Contudo, há gafes sociais que são recorrentes dentro de determinadas culturas ou contextos sociais. Um exemplo clássico é daquela pessoa sem noção que se aproxima de uma moça mais gordinha e lhe pergunta o tempo da gestação!

“As pessoas exigem liberdade de expressão para compensar pela liberdade de pensamento que elas raramente usam.” ― Søren Kierkegaard

(Nota: aos desavisados, nunca, nunca, nunca pergunte tempo de gestação ao menos que você tenha absoluta certeza se a moça esta grávida. Em caso de dúvidas, pergunte-lhe as novidades em sua vida, e permita-lhe a oportunidade de anunciar — ou não — sua gravidez. Eu já testemunhei essa gafe algumas vezes, e posso dizer que a dor no peito é real!)

Eu compilei, então, as gafes — ou clichês — mais comuns entre mórmons no Brasil, ao menos na minha experiência pessoal. Montei uma lista das 10 gafes que eu mais encontrei na vida, e as que mais me causaram desconforto cultural, social, e intelectual. Quando proferidas na frente de um convidado não-mórmon, me causaram vergonha, e quando proferidas na frente de apenas mórmons velhos de causa, me causaram apenas constrangimento.

Compartilho a minha lista para incentivar os demais mórmons a evitá-las como quem evita a gripe suína, e também na esperança de que compartilhem comigo as gafes que mais lhes incomodam, e o por quê.

 Os 10 Clichês Que Mórmons Devem Evitar

1) Não precisamos saber disso porque não é necessário para a nossa exaltação.

Este clichê é uma apologia à ignorância e à preguiça intelectual.

Além disso ignora as próprias escrituras mórmons:

A glória de Deus é inteligência ou, em outras palavras, luz e verdade.

 …sim, nos melhores livros buscai palavras de sabedoria; procurai conhecimento, sim, pelo estudo…

Eu não vejo como não sentir-me envergonhado por atitude tão preguiçosa. Oxalá nenhum Santo dos Últimos Dias abraçasse tão posição acomodada, e trouxesse orgulho a todos Mórmons por um desejo real de “buscar nos melhores livros” adquirir “conhecimento” e “inteligência” através de “estudo”, como citamos das Escrituras com tanta satisfação!

2) Está escrito no manual? Quem publicou foi a Igreja?

Esse clichê é comum entre pessoas que tem medo de pensar por si mesmo, e tem medo de enfrentar verdades que possam ser diferentes/conflitantes/desconfortáveis.

Não deixa de ser uma reação normal. Em neurociências e na psicologia moderna, o conceito da Teoria de Dissonância Cognitiva postula que, quando frente à informações conflitantes e emocionalmente estressantes, a tendência do ser humano é tentar o máximo possível reduzir o desconforto de qualquer modo possível, independente da racionalidade, lógica, ou realidade da causa do conflito.

Sendo assim, a reação inicial (e, para muitos, única e final) é fugir de quaisquer fontes de Verdade que lhe possam causa desconforto, e buscar apenas aquelas que sabidamente reforçarão o status quo.

Apesar de ser uma reação normal, eu considero intelectualmente covarde, e me causa certo constrangimento.

3) Devemos seguir os líderes mesmo que estejam errados.

Como o clichê #1 acima é marcado por uma preguiça intelectual, e o #2 acima é caracterizado por uma preguiça psicológica, este é pautado pela preguiça moral e ética.

Certamente, é muito mais fácil entregar nossas decisões morais e éticas a uma figura de autoridade. Inclusive, o famoso experimento de Stanley Milgram, de 40 anos atrás, sugere que esta é uma postura comum para seres humanos.

Não obstante, a real prova moral reside em cada indivíduo ponderar — e decidir — para si e por si quais os seus próprios parâmetros morais e éticos, aceitando apenas sugestões aqui e acolá.

Afinal, na teologia mórmon, de quem era o plano que incluia seguir cegamente a um líder que nos conduziria todos ao Paraíso?

4) Se você pagar seu dízimo, e cumprir os mandamentos, Deus proverá.

Este clichê é perigoso e doloroso, além de desconectado da realidade.

Ele é perigoso pois pode levar — e frequentemente leva — a atitudes displicentes e irresponsáveis! Dízimo não é motivo suficiente para não se ter seguro de saúde, ou um plano de aposentadoria, ou estudos para uma profissão, ou juntar dinheiro numa poupança para emergências e imprevistos.

Ele é doloroso pois pode levar — e frequentemente leva — a julgamento social. Membros julgam outros membros que estão passando por necessidades ou por uma fase difícil, profissional ou financeiramente, como se fora uma questão de integridade pessoal. A boca pequena, questiona-se o coitado do membro (que já esta sofrendo materialmente) se não haveria negligenciado o dízimo, ou falhado com outros mandamentos, ou simplesmente não ter sido justo suficiente, e confunde-se então uma falta de sorte ou infortúnio com julgamento divino e castigo espiritual.

5) Se você orar com um coração sincero, você vai receber um testemunho.

Este clichê é triste, pois ignora um fato da realidade bastante comum, e passa um julgamento completamente desnecessário e infundado.

Centenas de milhares de pessoas oram, com corações sinceros, pedindo por um guia ou ajuda ou iluminação, e a maioria chega a conclusões diferentes das suas. Não é por que a pessoa chegou a um “testemunho” diferente do seu que ela não tenha orado, que não tenha ponderado cuidadosamente, e que não tenha um coração sincero. Este é um fato que qualquer pessoa, um pouco observadora, pode perceber sobre a realidade do mundo ao seu redor.

Presumir que a pessoa não tenha chegado a mesma conclusão que você não o tenha feito por 1) não ter orado, ou 2) não ter um coração sincero é simplemente arrogante e estúpido! Especialmente porque você pode parar para ver mesmo dentro da Igreja pessoas que oram a respeito de outras coisas específicas (sobre casamento, sobre doutrinas, sobre a vida, etc.) e que se sentem “inspiradas” por ideias diferentes.

As pessoas são diferentes, elas tem sentimentos diferentes, elas enxergam o mundo de maneiras diferentes, e nem por isso merecem ser julgadas por insinceras, ou injustas, ou preguiçosas. A maioria das pessoas busca com afinco felicidade e paz interna.

6) Não existe Igreja Mórmon. OU apenas há uma Igreja Mórmon, que é a Igreja SUD.

Este clichê é simplesmente triste.

Há quem diga que não existe Igreja Mórmon, porque o nome correto seria A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Apesar de técnicamente correto, trata-se de um argumento tolo.

O apelido “Igreja Mórmon” é tão comum e tão sinônimo com a Igreja SUD, que evitá-lo apenas mostra uma devoção peculiar a detalhes que beira a picuinha. Seria o mesmo que um Católica queixar-se de não existir uma “Igreja Católica”, quando o título formal seria Igreja Católica Apostólica Romana.

O mais engraçado é quando eu ouço as mesmas pessoas que reclamam do têrmo “Igreja Mórmon”, recusam aceitar que outras igrejas Mórmons sejam chamadas de “igreja mórmon”! Ou de que sejam mórmons!

A verdade é que existem dúzias de igrejas Mórmons, ou seja, que usam e aceitam o Livro de Mórmon e Joseph Smith, e traçam sua genealogia religiosa até ele. As práticas, as teologias, as doutrinas podem ser diferentes da Igreja que Brigham Young refundou quando da reorganização após a morte do Profeta, mas são tão mórmons como qualquer outra. Basta perguntar a eles.

7) As Escrituras são claras.

Este clichê beira o ridículo de tão óbvio! Absolutamente nada nas Escrituras está claro, pois elas contêm fontes infindáveis de afirmações auto-contraditórias e/ou vagas.

A prova disto é a quantidade enorme de igrejas, seitas, grupos, e cultos diferentes com doutrinas e teologias diferentes, que leem as mesmas Escrituras e chegam a conclusões distintas. E isso não melhora muito no mundo Mórmon. Dúzias de igrejas diferentes, dentre as quais a Igreja SUD é apenas uma (e a maior) que leem e interpretam as Escrituras Mórmons e chegam a conclusões distintas sobre os temas mais variados.

E mesmo dentro da própria Igreja SUD, temos Apóstolos e profetas que leem e interpretam as mesmas Escrituras e delas tiram ideias diferentes. Historicamente, muitas discussões e debates resultaram destas interpretações distintas entre Autoridades Gerais diferentes, sobre basicamente os mesmos textos fundacionais.

8) A Igreja é perfeita, os membros não.

Este clichê é simplesmente irracional e ilógico. A Igreja não é perfeita, e nem nunca foi.

Ela, como qualquer outra organização, sempre foi assolada por problemas estruturais e conflitos internos. Ela passou por inúmeras mudanças, em sua estrutura básica, em seu organograma institucional, nos seus focos e metas, e nos seus programas e nas suas estratégias. Erros são abandonados, novos programas são testados, as estruturas de lideranças são alteradas, e estas mudanças muitas vezes são precedidas por ferozes objeções, conflitos partidários, e muita discussão.

Para qualquer pessoa que já tenha trabalhado na Igreja, seja como voluntário, seja como profissional, é evidente que há ideias vencedoras que dão certo e se perpetuam por anos e décadas, e há ideias perdedoras, que são impostas por alguns anos ou décadas, até que morram ou desapareçam quando tornam-se óbvios seus fracassos. Aprende-se, muda-se, altera-se, e avante com os novos projetos.

Alguns exemplos de erros óbvios, dos quais líderes vieram a se arrepender amargamente, incluem poligamia, racismo contra negros, preconceito contra gays, batismos de adolescentes via baseball, controle político local, Patriarca Presidente, Juramentos de Vingança, etc.

Vivendo e aprendendo é um ótimo lema, e ninguém pode questionar que a Igreja hoje é muito mais madura, mais tolerante, mais inclusiva, mais aberta que há 10, ou 20, ou 30, ou 40 anos atrás. Mas, este, precisamente é o motivo por que é tão estapafúrdio fantasiar que a Igreja seja perfeita!

9) A Igreja é a igreja que mais cresce (ou uma das que mais cresce) no mundo.

Este clichê é bobo porque simplesmente não é verdade. Inclusive, nas últimas décadas, a Igreja vem crescendo, em média, pouco acima da taxa de crescimento populacional, e na última década, sequer isso, com uma taxa de abandono entre 60 e 80%.

O problema da falta de crescimento, e da alta taxa de evasão, é tão grande que a Igreja recentemente abaixou as idades mínimas para missionários numa tentativa de aumentar o número de missionários, e/ou reduzir as taxas de evasão de ex-missionários.

10) Amar o pecador, odiar o pecado.

Este clichê eu deixei por último por que ele simplesmente é a frase mais cretina que eu escuto de mórmons e demais cristãos.

Primeiramente, ela é cretina porque simplesmente é uma frase camuflada para menosprezar outras pessoas, mas fingindo alguma pretensão de pretexto moralista. Você já ouviu alguém começar uma frase dizendo “eu não sou racista, mas…” e não seguir com um comentário racista? Ou alguém dizendo “eu não sou machista, mas…”, e imediatamente seguir com um comentário que denigra mulheres?

Pois bem. Essa frase é justamente isto. A pessoa que profere esta frase simplesmente deseja se proteger do julgamento — justificado — de que sua ideia seja preconceituosa com a falsa pretensão de um alto grau de moralismo!

“Desculpe-me,” diz o nosso detento de altos padrões éticos e cristãos, “mas eu simplesmente não posso tolerar X (e.g., gays, mulheres, negros, imigrantes, pobres, pessoas que chegam atrasados, pessoas que falam alto, etc.), mas não que eu tenha nada contra X. Eu amo os pecadores, mas eu odeio o pecado!”

Segundo, a frase é cretina pois ela pressupõe que o originador é uma pessoa idonea, sem pecados, justa e reta, que possui tamanha retidão que pode proferir condenação em demais mortais pecadores.

Terceiro, ela é cretina pois imbue autoridade moral à pessoa que decide proferir condenação aos “pecados” alheios.

E, finalmente, ela ignora completamente o preceito cristão (e ético humanista) de que somos todos iguais e de que não nos cabe julgar outras pessoas. Afinal, diz-se que Jesus Cristo ensinou justamente a não focarmos na trave nos olhos dos outros!

Bom, esta é a minha lista. Eu ficaria muito feliz se mórmons evitassem estes clichês. Creio que as conversas, e as atitudes, seriam muito mais maduras e edificantes se os evitarem, e inclusive acredito que o esforço missionário seria mais bem sucedido!

Quais são os clichês que vocês ouviram ou costumam ouvir, e que lhes incomodam?

97 comentários sobre “10 Clichês Mórmons Devem Evitar

  1. Um clichê missionário que ouvi vez após vez em Manaus, mas também ouvi dos missionários quando estive em Salvador, é a idéia de que “Só podemos fazer a nossa parte,” usado como desculpa quando os novos conversos se afastam. Isto é, os missionários dizem a si mesmos que não importa se uma pessoa realmente está preparada para viver a vida SUD–se recebem as palestras, se comprometem ao batismo e dizem que têm vontade, basta isso, e o resto é o trabalho do bispo e da ala. Nós, missionários, “só podemos fazer nossa parte”–então, se um novo converso se afasta, é triste, mas não temos culpa nenhuma. Entendo porque este sentimento foi espalhado–a dissonância cognitiva que surge quando você empurra uma pessoa na fonte seguindo as instruções de seus líderes, mas você vè que a pessoa não está preparada e depois ela se afasta, a vontade de ter ma explicação para tal é bastante forte. E na verdade há uma porção de verdade neste clichê–todos temos nosso livre-arbítrio, e mesmo que uma pessoa seja completamente preparada (no sentido missionário, de ter um testemunho e a disposição de guardar os mandamentos), ela pode se afastar com tempo. Mas pelo menos na minha experiência, este clichê era usado bastante como desculpa para não realmente fazer um bom trabalho como missionário e se concentrar nos batismos sem realmente encarar as pessoas que ensinamos como gente mesmo.

    • Dos clichês missionários, acredito que um dos mais falsos é aquele sobre não “desperdiçar o tempo do Senhor”. Ele é usado como justificativa quando os missionários desistem de ensinar pessoas que não estão aparentemente dispostas ao batismo (pelo menos no ritmo esperado pelos missionários).

      • O foco agora é “Crescimento Real”
        Aqui na minha estaca não está sendo cobrado dos missionários o número de batismos e sim aumento da frequência da reunião sacramental.

      • É verdade, Bill.

        O foco do ano de 2012 tem sido o do “crescimento real”. Tanto que tenho visto os missionários trabalharem bastante com os membros inativos.

        Porém, ano passado a coisa “ficou feia” aqui em minha estaca. Muitos bispos estavam de “cabelo arrepiado” com os “batismos relâmpagos” que estavam acontecendo e que estavam resultando em nenhum “crescimento real”.

      • Concordo contigo, Antônio.

        Ouvi várias vezes esta frase na missão. Hoje então, tenho ouvido muito mais. A pressão por batismos, pelo menos por aqui, ocasionou a utilização desta frase em um nível nunca antes atingido na história da Igreja. rsrsrs!

        Particularmente, acredito que se perdem pelo caminho muitos conversos em potencial.

    • Muito bem colocado, Rolf.

      Pessoalmente, eu acredito que toda a Igreja — e os membros — se beneficiariam de algumas reflexões auto-críticas. Quando a “apostasia” de recém-conversos ou membros antigos é imputado a falhas de caráter ou falta de fé, isenta-se o coletivo de qualquer culpabilidade. Perde-se, assim, excelentes oportunidades para avaliar o que se pode fazer, coletivamente, para acolher melhor esses “apóstatas”.

      Afinal, não era a missão largar 99 ovelhas para buscar uma perdida? Ou seria largar 99 para proteger a dissonância cognitiva da ovelha que ficou?

    • Rolf este seu comentário foi perfeito, eu também fiz muito isso na missão, apenas temos que batizar ninguém se importa com a alma das pessoas,tudo é só números e números e aí daquele que não batizar!

  2. Verdade, rsrsr, existem clichês que são terríveis…

    Concordo com o número 1), esse é um dos mais que incomodam… Concordo com o 2) também.
    O 3) é um pouco complicado, que tipo de erro se refere? Não vi em seu comentário uma defesa embasada na teologia mormon. Hebreus.13:17:

    “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.”

    Sobre o 4), na verdade, não considero como vc, creio ser uma verdade, o problema é como as pessoas recebem tal declaração e com que intenção ela foi dita, pois, com certeza, se guardarmos os mandamentos o Senhor proverá, agora, isso não nos coloca de fora da providência divina.
    Sobre o 5), também creio no poder da oração, agora, eu não tenho condição é de julgar o motivo que levaram pessoas sinceras a não terem recebido o mesmo testemunho que eu, mas, creio na declaração, pois, as escrituras estão repletas de mensagens nesse sentido, o próprio livro de Mórmon indica esse caminho.

    O 6), concordo que Não existe Igreja Mórmon, e é bom ensinar o nome da Igreja ao invés desse apelido, inclusive foi sugerido na conferência geral desse ano(se não me engano, se for preciso posso buscar qual discurso foi). Sinceramente, creio ser picuinha alguém achar ruim tal esclarecimento para as pessoas. Sobre a igreja Católica, não concordo porque o termo faz parte do nome da igreja, seria o mesmo de dizer Igreja de Jesus Cristo para nós. não me incomoda quando alguém diz igreja mormon, mas, é sempre bom deixar claro o nome da Igreja, pois, muitos até desconhecem que se trata da mesma igreja.
    Agora, creio ser diferente ser chamado de mormon, aí sim, normal e natural.
    No 7), concordo que dizer que As Escrituras são claras é triste, mas, claro que existem escrituras claras, nesse ponto em que nenhuma é clara, aí eu discordo.
    A 8) é lamentável mesmo, e eu escuto tanto……………………. Agora, onde existem arrependimento na prática da poligamia? Contra os gays? Onde? Batismos de adolecentes via baseball?
    O 9), não precisa nem de comentário.

    Agora, discordo completamente da 10), pois, na verdade a fresa é correta, devemos odiar o pecado sempre, mas, sempre amar as pessoas, e na verdade, todos estão incusos nisso, quem diz e quem escuta. Pura verdade. Pois, essa fresa na maioria das vezes tem “Deus” no início.
    Menosprezar as pessoas, por que?
    Fingindo pretensão de pretexto moralista?
    Não entendi seu exemplo, pois, ser negro não é pecado, ser mulher não é pecado, ser pobre não é pecado, ser imigrante não é pecado, chegar atrasado não é pecado, falar alto não é pecado.

    Acho que vc misturou as coisas.
    Também não creio que a pessoa que diz a frase seja idônea, pois, todos somos pecadores, segundo as escrituras.

    Opa, sobre julgar pessoas, sua frase é totalmente contraditória, pois, o que vc está fazendo é justamente julgando pessoas, o problema não é julgar, mas, julgar corretamente. Na verdade a gente julga o tempo todo.

    “Ora, estas são as palavras que Jesus ensinou a seus discípulos para que dissessem ao povo. Não julgueis injustamente, para que não sejais julgados; mas julgai com um julgamento justo.” (TJS—Mt. 7:1–2)

    • 3) Você não viu “uma defesa embasada em teologia mórmon”? WTF??? Por que eu defenderia uma posição tão imbecil como essa?

      A verdade é que há membros da Igreja, e muitos líderes, que acreditam nessa besteira indefensável. Infelizmente.

      10) Você óbviamente não entendeu o texto, e para tanto, pediria que o lesse novamente com um pouco mais de cuidado.

      Dentro do contexto Mórmon, essa frase é comum se proferir quando se vai falar mal de Gays ou de outras religiões. Às vezes, para se falar mal de costumes culturais diferentes do padrão Mórmon anglo-americano de classe média. Todos tem direitos às suas opiniões, e as pessoas podem falar mal de quem quiserem, mas eu acho ridículo encobertar essas opiniões com falso moralismo (i.e., eu não julgo, eu apenas odeio o pecado) e hipocrisia (i.e., não, eu realmente não amo essas pessoas).

      Eu concordo que ser gay não é pecado, ser mulher não é pecado, ser pobre não é pecado, ser imigrante não é pecado, chegar atrasado não é pecado, falar alto não é pecado. Infelizmente, esses são alguns dos preconceitos que eu vejo Mórmons usando para menosprezar outras pessoas com o “amo as pessoas, odeio os pecados”. Eles não são “meus exemplos”, mas sim exemplos de situações que eu já presenciei, e volta-e-meia ainda presencio!

      E, finalmente, eu não acho errado julgar pessoas. Eu acho errado pré-julgar pessoas ou julga-las baseado em um critério apenas, especialmente se esse critério é arbitrário e estúpido. Se você julga alguém por ser Gay, ou por ser mulher, ou por ser Negro, ou por ser pobre, ou por ser imigrante, então esta pré-julgando e esta sendo injusto, preconceituoso, e ignorante! Se você julga alguém por um erro cometido (e.g., cometeu adultério, ou roubou dinheiro do dízimo), você esta faltando em caridade e sendo incompreensível (de que há momentos de fraqueza). Agora, se você julga alguém por proferir e defender insultos ou ideias preconceituosos, racistas, homofóbicos, misoginistas, ou classista, então esta julgando baseado numa prática determinada, deliberada, e constante. Esse tipo de julgamento é perfeitamente válido!

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