Roupas determinam a espiritualidade, religiosidade, ou o valor de uma pessoa?
Para alguns Mórmons, parece que sim.

Veja o exemplo de uma membro da Igreja que, nas mídias sociais, postou a piada acima ilustrando um membro da Igreja SUD que não se veste de acordo com as regras institucionais para os missionários de tempo integral, não como uma piada mas como um lição de moral espiritual e ética:

Escreve a moça Mórmon:
“O Padrão missionário é o padrão pra vida.
Depois de uma experiência pessoal com Cristo, como pode voltar a sua antiga vida?
#Lamentável” (sic)
Muitos amigos virtuais expressaram suas concordâncias com esse sentimento:
“Concordo com você…, é tal decepcionante ver missionários retornados que Simplesmente agem como se nunca tivessem feito uma missão, que tudo que aprenderam lá não teve importância, e isso não reflete só nas roupas.” (sic)
Seis pessoas concordaram com esta comentarista.
Outra concorda, mas ao menos prega cautela antes de julgar os outros. Ainda assim, a premissa básica de que as vestuárias externas expressam uma espiritualidade interna é largamente aceita:
Concordo que o portador do sacerdócio deve sim manter uma aparência digna do poder que possui,porem acho que não se deve criticar quem tem opinião diferente e eu concordo sim ,… com vc! Minha opinião é a mesma que a sua o que comentei é pq vejo muitos líderes falarem que precisamos ter cuidado para não julgarmos os outros!” (sic)
Outra ainda estabelece não o uniforme missionário como padrão, mas as vestuárias de executivos corporativos exibidos pelas Autoridades Gerais:
…ontem estávamos conversando sobre isso no nosso grupo da missão! Meu pai sempre me disse sobre a aparência de um portador do sacerdócio como deve ser. Veja só os profetas… eles são o padrão a se seguir, acredito que Jesus Cristo tenha uma ótima a aparência também! É fato que não se pode julgar as pessoas pela aparência mas ajuda demais, não digo na formação do caráter mas da mensagem que ela quer passar!”(sic)
Essa é capaz de prestar seu testemunho que Jesus Cristo está vivo nos céus, vestindo um lindo terno italiano sob medida. Não à toa 10 pessoas curtiram esse testemunho, inclusive com aplausos virtuais efusivos.
Roupas são importante para Mórmons. Além das roupas íntimas religiosas obrigatórias, as publicações da Igreja e os manuais da Igreja e as diretrizes da Igreja e os professores da Igreja e até Profetas e Apóstolos colocam uma importância excessiva e um foco zeloso em roupas e vestuários. Dado a ubiquidade e a atenção prestada a esse assunto, é quase impossível dizer que a correlação entre espiritualidade e roupas não tenha uma importância crucial para os Santos dos Últimos Dias.
Como vocês responderiam à essa colocação? Roupas determinam a espiritualidade ou religiosidade de uma pessoa? Deveríamos estar focando em peças de vestuários para avaliar dedicação espiritual? Os ensinamentos de Jesus têm alguma relevância nesta questão?
“Sim, ai de vocês, mestres da lei e fariseus, fingidos! Pois dão o dízimo da última folha de hortelã do vosso quintal, mas esquecem as coisas importantes, como a justiça, a compaixão, a fé. Sim, devem dar o dízimo, mas não devem esquecer as coisas de maior monta. Guias cegos! Tiram um mosquito que cai na comida, mas seriam capazes de engolir um camelo! Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, fingidos! Tão cuidadosos em polir o copo por fora, enquanto que por dentro está todo sujo de roubos e de cobiça! Fariseus cegos! Limpem primeiro o interior do copo e então todo ele ficará limpo. Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! São como jazigos — belos, mas cheios de ossadas e de podridão. Procuram parecer santos, mas por baixo dos vossos mantos de piedade escondem-se corações manchados por toda a espécie de fingimento e pecado.”

Élder James Bond demonstra o maior potencial espiritual de um portador do Sacerdócio
Não entendi o propósito desta discussão fútil.
Alguém aí pode me explicar (talvez o autor do post) se não se importa…
Criar um revés psicológico do porque os evangélicos usam ternos coloridos, o papa usa batina branca, os ortodoxos usam chapéu cocal… e por aí vai.
O que é isso, fazer bullying e provocar uma reação?
Desculpe-me mas Isso é uma discussão sem valor – “Dado a ubiquidade e a atenção prestada a esse assunto, é quase impossível dizer que a correlação entre espiritualidade e roupas não tenha uma importância crucial para os Santos dos Últimos Dias.” (parafraseando o texto ubíquo).
Desculpa, Ricardo. Talvez em sua busca por rebuscado português ou arte retórica ou lógica ainda não tenha tido tempo de perceber que socialmente somos vítimas de várias ‘regras’ temporais. E sequer tenha tido tempo de questionar o valor de um ser, dado a sua aparência.
Se terminasse por aqui, tudo bem, o mundo e a vida e a sociedade que construímos é assim.
Mas, diante de uma congregação que se diz detentora do saber Puro e Máximo de Cristo, tais hábitos e práticas, veladas ou explícitas não coadunam com a máxima cristã registrada (cujos textos já foram citados por outros aqui; sim, refirmo-me à bíblia e outros similares) e utilizada por uma grande maioria.
O que sempre questionei, e exatamente o que está questionado aqui é que: é muito fácil vestir uma roupa e um palavreado, difícil mesmo é mudar o interior e os atos. E advinha qual o caminho (inclusive pelos mórmons) é o mais escolhido?
E quando alguém questiona tais atitudes, o sensacionalismo sobre a importância das aparências, é taxado como hippie, drogado, vagabundo ou marginal. Porque é mais fácil destruir um caráter do que justificar tamanha “futilidade”.
Para mim, a única roupa obrigatória chama-se EPI (Equipamento de Proteção Individual), no exercício de profissão de risco claro ou inerente. No demais é tudo bobagem. Se vê pelos atos a atitudes de uma pessoa a que ela veio. Os maiores atos cristãos que já realizei eu não usava terno e gravata. Tão pouco já vi (em mais de 20 anos) homens sujarem suas camisas brancas no serviço de alguém enquanto as usavam.
No caso, eu posso usar qualquer roupa, contanto que eu esteja realmente imbuído em ser o cristão que prometi ser.
Sim, concordo com você, mas não julgo o critério de cada um, certa vez fui para a capela de camiseta e jeans, e ninguém me recriminou, em outras ocasiões perceberam que era minha escolha ou perguntaram se a gravata era importante para mim usar.
Diante de tantas experiências concernentes ao complexo vira-latas que as vezes nos colocamos a experimentar penso que o Salvador Jesus Cristo soube amar tanto pescadores com roupas miseráveis como publicanos que com lindas vestes queriam também agradá-lo. Mateus mesmo sendo rico e no contexto da época, bem vestido que nem o James Bond da figura acima, soube aproveitar a melhor parte, que era a compreensão de onde está nosso coração e nosso tesouro.
Ricardo Aguiar, desculpe-me, com todo respeito a sua opinião, mas você provavelmente não compreendeu o propósito do “post”. Usando a linguagem que você usou (que, por sinal, demonstra uma clara ofensa pessoal direcionada a alguns comentaristas), a questão não se trata do complexo de “vira-latas” que supostamente alguns membros possuem e sim da capacidade de alguns membros tornarem “vira-latas” alguns dos seus irmãos por causa da roupa que eles usam.