Jovens Mórmons Abandonando Igreja

Pesquisadora Mórmon publica estudo demonstrando que a geração “milenial” ou “geração Y” de membros da Igreja SUD está abandonando a Igreja em taxas muito maiores que as gerações anteriores.

Jovens Mórmons em atividade social programada pela Igreja (Curitiba, PR)

Jana Riess, Ph.D. em Estudos Religiosos pela Universidade de Columbia, relatou os achados de seu estudo na Conferência de Estudos Mórmons da Universidade do Vale de Utah (UVU), através dos quais ela demonstrou que a geração nascida entre o começo dos anos 1980 e o começo dos anos 2000 vem abandonando a Igreja em números muito maiores que as gerações anteriores.

Como exemplo, a Dra. Riess cita uma taxa de retenção de apenas 64% entre membros nascidos e criados na Igreja entre os Mileniais, uma queda abrupta da taxa de 90% entre membros nas décadas de 1970 e 1980.

O estudo sugere três motivos principais para esse êxodo em massa:

1. Mileniais demoram mais para entrar na fase adulta

Mileniais demoram mais, em suas vidas, para fixar-se em carreiras profisisonais, casar-se, ter filhos, etc., que todas as gerações anteriores a si.

2. Mileniais valorizam inclusividade e diversidade;

“… a posição intransigente da igreja sobre questões LGBT é alienadora para uma geração que, como um grupo, abraça inclusividade e diversidade como um estilo de vida. As questões que gerações prévias tinham com homossexualidade tendem a não incomodar os mileniais. O que é problemático é a marginilização de grupos minoritários [hoje em dia].”

Apesar de ser a geração (entre 18 e 35 anos de idade) mais racialmente diversa, e as proporções raciais nacionais haveram mudado consideravelmente, os demográficos raciais para a Igreja SUD são muito menos heterogêneos que a sociedade autóctone.

3. Retenção na Igreja SUD está progressivamente menor.

“[O] estudo da PEW de 2014 demonstra … uma taxa de retenção de 64% entre membros geracionais (i.e., que nasceram na Igreja) … o que significa uma queda considerável dos 70% para o mesmo estudo em 2007 … e 90% para as melhores estimativas dos anos 1970s e 1980s.”

A própria liderança máxima da Igreja SUD admite, e vem demonstrando preocupação com, o êxodo em massa dos jovens (clique aqui para ver essa admissão dos líderes) nessa faixa etária.

O crescimento e a retenção da Igreja SUD vêm caindo progressivamente pelos últimos 30 anos (clique aqui para ver os dados estatísticos) em geral, o que pode ser agravado com esse hiato geracional.

Analistas demonstram que o êxodo é, em grande parte, resultado da homofobia institucional (clique aqui para ver uma análise independente), o que afeta desproporcionalmente essa geração Y.

Milhares de membros da Igreja SUD pediram resignação nos últimos 5 meses por causa do endurecimento da homofobia institucional (clique aqui, aqui, aqui, aqui para ver dados estatítiscos e relatos pessoais dessas resignações), em grande parte, por membros desta geração Y.

Conseguirá a Igreja SUD reveter esse êxodo de membros jovens sem alterar suas posições sociais sobre “grupos minoritários”? Quais outros fatores levam esta geração, desproporcionalmente, a abandonar a fé de seus pais?

23 comentários sobre “Jovens Mórmons Abandonando Igreja

  1. Vozes Mórmons, acho que ela não quis dizer isso mas é esse mesmo o tempo em que vivemos… Sabemos que as pessoas só buscam a Deus ou religião nos momentos difíceis, na visão espiritual não era pra ser mas carnalmente falando é… Não digo raro, mas incomum de ver pessoas buscando o Senhor ou religião somente pela fé, mas precisam de algo. Atualmente muito, se não a maioria não precisa… Só pensar na igreja primitiva, onde eles tinham poucos recursos, poucas escrituras, a vida não era fácil e eram fiéis. Hoje temos muitas escrituras, escrituras no celular, sites, liahona, tudo, uma vida tranquila, e esquecemos do mais importante…

  2. Boa noite irmãos, gostaria de indicar 2 videos(youtube) que responderiam melhor o que propõe o artigo.

    Customização da fé, por Leandro Carnal

    Não existe gênero, existe sexo, por Alexandre Garcia
    (citei este video para observar a Ditadura gay disfarçada de ideologia de gênero).

    É o desafio atual de todas as organizações e instituições que cobrem o DEVER do membro, estamos vivendo um periodo em que ninguém quer saber de compromisso, ninguém quer namoro sério, ninguém quer casamento, responsabilidades, obrigações, convênios então…

    O problema não está dentro das instituições, mas sim na sociedade.

    168 horas tem uma semana.
    Destas são utilizadas
    56 horas para dormir em média
    25 horas em sala de aula em média
    3 horas em reuniões da igreja(frequentadores)
    4 horas seminário(frequentadores)
    1 hora de mutual

    Restam 79 horas (que podem ser pessimamente utilizadas)

    Entra em cena a estrutura social, econômica e educacional da família , a educação e exemplo religioso familiar que o jovem está recebendo, o acompanhamento que o jovem está tendo da familia em seu relacionamento social.
    E a grande vilã, as influências…

    Para os jovens sud frequentadores, certamente teríamos um percentual de dedicação melhor do que de qualquer outra instituição, imaginemos a seguinte situação:
    ORM com 20 jovens frequentadores,
    Se marcar limpeza da capela para os jovens, pelo menos 50% temos de voluntários num sábado a tarde por exemplo.

    Sara Nossa Terra: 200 jovens frequentadores, marque uma atividade para limparem a igreja, sem onibus para ir buscar e confirme para mim se teriam mais do que 30% de jovens no sábado a tarde prontos para se dedicar na obra em que eles acreditam.

    Nossos jovens perdem na quantidade.
    Mas ganham em dedicação em relação a outras denominações. Me digam quais denominações desafiam os jovens a participar de seminário às 5:00 da manhã de terca a sexta feira?

    Isso entra em choque com comentário acima de que a igreja assumiu formato administrativo empresarial. Se fosse assim haveria muito mais ofertas por parte da instituição. Isso não acontece.
    Este caminho é estreito e apertado.
    A igreja vive a ensinar o princípio da auto suficiência espiritual.

    • Acredito que vc está enganado na maioria das coisas que vc disse.

      “Ditadura Gay” é o mesmo que achar que os Reptilianos estão manipulando os governos… teoria da conspiração de nível extremamente horrivel, do tipo que só uma pessoa muito, mas com muito problemas psicológicos poderia acreditar. É o mesmo que falar em “ditadura negra” da década de 60 pq negros queriam direitos iguais (inclusive a Igreja chegou a defender coisas assim na época).

      Atividades onde tem 6 jovens aparecer 3 sendo que 2 são filhos do bispo nem de longe reflete “qualidade” dos jovens. 20 jovens na ORM é um número que reflete raras alas. E de onde vc tirou que as Igrejas teriam uma menor participação? Marque uma atividade da Adventistas ou Testemunha de Jeová e vc terá mais de 80% de presença.

      A Igreja é administrada como corporação. Nos EUA ela possui registro de corporação. Ela é uma empresa e como toda empresa, visa lucro e a alegação ê “ganhar mais para ajudar mais”, porém a realidade mostra que isso também não é verdade.

      Os números reais não mentem, enquanto outras religiões crescem com a juventude, a gente diminui.

      E sobre sua pergunta de acordar às 5h, a Assembleia de Deus desafia as vigílias, onde passam a madrugada toda orando. Porém não confunda sacrifício burro com sacrifico inteligente. Pq colocar um jovem para acordar as 4, 5 horas da manhã para fazer seminário se pode criar uma sala para aulas à noite e classes especiais aos sábados pra quem estuda a noite? Aí o cara que estuda a noite fica com poucas horas de sono o que impacta em sua saúde. Seminário as 5, 6 da manhã é um sacrifício burro.

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