Mórmons e o Trabalho

Hoje é o dia do trabalho!

Mórmons acreditam que o trabalho é importante e, tal como a tese calvinista, ele dignifica e é um dom divino. O refrão do hino 142 “Nossa Lei é Trabalhar” mostra esse sentimento:

Nossa lei é trabalhar, trabalhar,
Trabalhar com alegria e cantar,
Pois para nós e nossa grei,
Trabalhar é sempre a lei.

Apesar do incentivo e visão trabalhista, há algumas profissões que para muitos mórmons e cristãos no geral afastariam o fiel do evangelho ou de Deus. Culturalmente em um mórmon que decide estudar história, sociologia, filosofia, direito e psicologia seriam incutidas “filosofia de homens“. Modelos de passarela seriam iludidas pelo glamour mundano ou pela falta de recato nas roupas. Cientistas são mal vistos já que, acreditar na criação aos moldes bíblicos (ainda que a organização dos materiais não seja criação) é sinônimo de ser um verdadeiro cristão.

Muitos desses cursos são ofertados pela BYU. Não consigo ver que tais estudos ou profissões de fato trariam algum revés espiritual. Aliás, a história mostra que cristãos no geral conseguiram conviver bem com essas profissões e serem fiéis. D. Michael Quinn foi um dos mais importantes historiadores e professores da BYU. A historiadora Juanita Brooks mesmo com seu polêmico livro The Mountain Meadows Massacre, continuou uma membro fiel até o fim de sua vida. Apóstolos como Dallin H. Oaks e James E. Faust foram advogados. Charles Darwin era cristão anglicano e o apóstolo John A. Widtsoe também era cientista. Até mesmo a modelo e miss universo Linda Jeane Bement é um exemplo de que a profissão não atrapalha a espiritualidade.

A Miss Universo mórmon na capa da revista Manchete, em 1960.

A Miss Universo e mórmon ativa Linda Bement

Será que realmente há profissões e estudos que nos afastam do evangelho? Você passou por situação semelhante?

8 comentários sobre “Mórmons e o Trabalho

  1. Todos sabem que centrais de atendimento ao cliente as vezes funcionam 7 dias por semana e 24hs por dia, ou seja: não fecham para almoço, finais de semana, feriados, natal, ano novo etc.
    Pois bem, por 10 anos eu trabalhei em centrais de atendimento e isso jamais me impediu de ir a igreja e servir nos meus chamados. Quando era escalada pra trabalhar aos domingos de manhã e minha reunião era de manhã trocava com alguém ou se não conseguisse trocar ia a igreja a tarde.
    Também fiz um curso de graduação que nos dois primeiros anos tivemos filosofia como disciplina. Lembro que na minha classe tinha uma mulher SUD que participávamos do mesmo grupo e conversávamos muito. Pois bem a filosofia causou efeitos diferente para nós duas. Para mim trouxe muitas respostas e causou-me um verdadeiro assombro. Eu me apaixonei de cara pela filosofia. Tirava as notas mais altas da classe. Comecei a devorar os teóricos muito mais do que era necessário, comprava livros e essa foi a minha leitura preferida até mais que as escrituras. A filosofia me ajudou a entender muito da doutrina da igreja e acabou me aproximando mais do Pai Celestial e fortalecendo meu testemunho. Adorei conhecer Platão e Aristóteles, meus filósofos preferidos. Já para minha amiga causou um resultado completamente diferente, ela se tornou descrente e revoltada. Os debates em sala de aula era muito dinâmico porque ela criava altas contendas e questionava tudo pelo lado que a meu ver era oposto ao meu. Mesmo assim continuamos boas colegas de grupo até o final do curso.
    Eu realmente não entendo muito bem porque algumas coisas da vida funciona para uns e de forma diferente para outros. Com estas experiência e outras pude compreender que cada indivíduo tem seu filtro particular para ver e sentir o mundo.

  2. O shopping da igreja em Salt Lake “city creek center” abre sua praça de alimentação aos domingos, assim você pode tomar seu cafezinho no fim de tarde ou mesmo uma caipirinha brasileira no restaurante temático “Texas de Brazil”.

    Duvidam? Link

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